Informe Trimestral América Latina – 2T 2021

Mercado M&A en América Latina registra aumento del 37% en 2021

Brasil, México y Chile, países con mayor actividad en el mercado en 2021

Transacciones de Venture Capital aumentan un 66% en el primer semestre del año 


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El mercado transaccional de América Latina ha registrado en el primer semestre de 2021 un total de 1.376 fusiones y adquisiciones, entre anunciadas y cerradas, por un importe agregado de USD 77,992m, según el más reciente informe trimestral de Transactional Track Record. Estas cifran suponen un aumento del 36,92% en el número de operaciones y un aumento del 248,01% en el importe de las mismas, con respecto a las cifras registradas en el segundo trimestre de 2020.

Por su parte, tan solo en el segundo trimestre de 2021 se han contabilizado un total de 705 operaciones con un importe agregado de USD 34.528,19m.

Private Equity y Venture Capital

En el primer semestre de 2021 se han contabilizado un total de 78 operaciones de Private Equity, de las cuales 30 transacciones tienen un importe no confidencial agregado de USD 7.256m. Esto supone un aumento del 9,86% en el número de operaciones y un aumento del 664,66% en el importe de estas con respecto al mismo periodo de 2020.
En cuanto al segmento de Venture Capital, en el primer semestre del año se han llevado a cabo 424 transacciones, de las cuales 336 operaciones tienen un importe no confidencial que suman alrededor de USD 8.088m, lo que supone un aumento del 66,27% en el número de transacciones y un aumento del 513,58% en el capital movilizado con respecto a 2020.

Ranking de Operaciones por Países 

En 2021, por número de transacciones, Brasil lidera el ranking de países más activos de la región con 916 deals (aumento del 49%), y un alza del 312% en el capital movilizado en términos interanuales (USD 47,722m). Le sigue en el listado México, con 165 operaciones (alza del 19%), y con un aumento del 163% de su importe con respecto al mismo periodo del año pasado (USD 10.588m).

Por su parte, Chile continúa en el ranking, con 152 transacciones (un aumento del 65%), y con un aumento del 456% en el capital movilizado (USD 10.005m). Colombia, por su parte, continúa en el ranking y registra 94 operaciones (aumento del 29%), con un alza del 31% en capital movilizado (USD 3.542m).

Entre tanto, las 81 operaciones ocurridas en Argentina representan un aumento del 40%, así como un aumento del 990% en su importe respecto al mismo periodo del año pasado (USD 9.303m). Perú, por su parte, ha registrado 46 operaciones (aumento del 7%) y un aumento del 447% en su capital movilizado respecto al mismo periodo del año anterior (USD 3.232m).

Ámbito Cross-Border

En el ámbito Cross-Border se destaca el apetito inversor de las compañías latinoamericanas en el exterior en el primer semestre de 2021, especialmente en Norteamérica y Europa, donde se han llevado a cabo 34 y 31 operaciones en cada región, respectivamente. Por su parte, las compañías que más han realizado transacciones estratégicas en América Latina proceden de Norteamérica, con 258 operaciones, Europa (143), y Asia (43).

Transacción Destacada

En el segundo trimestre de 2021, TTR ha seleccionado como transacción destacada la relacionada con Clip, startup mexicana, la cual ha cerrado una ronda de financiación serie D de USD 250m, suscrita por SoftBank Latin America Fund y Viking Global Investors.

La transacción ha estado asesorada por la parte legal por Mijares, Angoitia, Cortés y Fuentes. 

Ranking de Asesores Financieros y Legales

Informe Trimestral Brasil – 2T 2021

Mercado de Fusões e Aquisições brasileiro registra aumento de 48% no primeiro semestre de 2021

No decorrer de 2021, foram registradas 916 transações, mobilizando um capital de BRL 258bi

Houve um aumento de 100% de empresas norte-americanas adquirindo empresas brasileiras

O setor de Tecnologia é o mais ativo do ano, com 363 transações e registrando um crescimento de 98%

Investimentos de fundos estrangeiros de Private Equity e Venture Capital apresentaram um aumento de 41% em 2021


O mercado transacional brasileiro registrou no primeiro semestre, 916 operações com valor total de BRL 258bi, segundo relatório trimestral do TTR.

Esses números representam um aumento de 48% no número de transações em relação ao mesmo período de 2020. Do total das transações, 50% possuem os valores revelados e 80% das operações já estão concluídas.

No segundo trimestre de 2021, 485 fusões e aquisições foram registradas, entre anunciadas e concluídas, por um valor total de BRL 99,4bi.

O setor de Tecnologia permanece o mais ativo do ano, com um total de 363 transações, representando um aumento de 98% em relação ao mesmo período de 2020. Em segundo lugar está setor de Financeiro e Seguros, com 170 transações.

Âmbito Cross-Border 

Até junho de 2021, as empresas brasileiras escolheram os Estados Unidos como seu principal destino de investimento, com 15 transações por um total de BRL 853m, seguido pela Colômbia com 7 transações e com um capital mobilizado de BRL 674m.

Os Estados Unidos e o Reino Unido, com 94 e 18 transações, respectivamente, são os países que mais investiram no Brasil.  Os Estados Unidos se destacam pelo total movimentado de BRL 66bi.

As empresas norte-americanas que adquirem empresas brasileiras registraram um aumento de 100% em comparação com o mesmo período do ano passado. Já as aquisições estrangeiras nos setores de Tecnologia e Internet aumentaram 134%.

Em relação aos fundos estrangeiros de Private Equity e Venture Capital que investem em empresas brasileiras, houve um aumento de 41% no primeiro semestre de 2021.

Private Equity, Venture Capital e Asset Acquisitions

Em Private Equity, foram contabilizadas 59 transações com valor total de BRL 30bi até junho, representando um aumento de 7% no número de transações, em comparação com o mesmo período de 2020.

No mercado de Venture Capital, foram realizadas 276 transações movimentando um capital de BRL 27bi, o que resulta um aumento de 66% no número de transações.

Já em Asset Acquisitions, foram registradas 77 transações por um total de BRL 63bi até junho, representando uma diminuição de 25% no número de transações, em relação ao mesmo período do ano passado.

Transação do trimestre 

A transação destacada pelo TTR no segundo trimestre foi a aquisição de 92% da RD Station pela TOTVS, através de sua subsidiária Bematech, cujo valor totalizou BRL 1,8bi.

A operação contou com a assessoria legal dos escritórios FM/Derraik Advogados, Lefosse Advogados, Bronstein Zilberberg Chueiri & Potenza Advogados, Veirano Advogados e Ulhôa Canto, Rezende e Guerra Advogados. Do lado financeiro, a transação foi assessorada pelo Morgan Stanley Brasil e Rothschild Brasil.

League Tables 

O relatório publica os rankings de asssessoria financeira e jurídica até junho de 2021 para M&A, Private Equity, Venture Capital e Mercado de Capital, relatando a atividade dos escritórios líderes por número e valores de transações.

Dealmaker Q&A

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TTR DealMaker Q&A with Bronstein Zilberberg Advogados Founding Partner Sergio Bronstein

Sergio BronsteinBronstein Zilberberg Advogados

Sergio Bronstein is a founding partner of the firm and co-head of its M&A and Venture Capital practices. Sergio is a senior and well-seasoned M&A lawyer, recognized as one of the most active and experienced Brazilian dealmakers in the past five Years.
His clients include companies from a full array of sectors, including technology companies, VC, PE funds and CVCs


TTR: What’s your outlook for the M&A market in 2021?

S.B.: The M&A market in 2021 has been booming and the number and volume of transactions skyrocketed in the past year amid the pandemic and the need for digital transformation for all companies around the globe. We believe the pace will continue throughout the 3rd and 4th quarters of this year and we will not be surprised to see an increase in the number of M&A deals led by growth companies.

TTR: Foreign acquisitions of technology and Internet companies in Brazil have increased 134% in 2021. What will be the main drivers of consolidation in these segments over the course of the year?

S.B.: The main drivers of consolidation will remain in the fintech, online retail and proptech segments. Agtech and healtech are also very attractive due to the large room for improvement and digital transformation in these fields. Adding to this perfect storm scenario are the excess cash, the Real depreciation, newly funded investment vehicles and the continental size of the Brazilian market.

TTR: What does the dissemination of fintech platforms imply for access to the capital market in Brazil in the short and medium term?

S.B.: The dissemination of fintech platforms certainly contributes to a more client driven approach in the financial industry, thus enabling better solutions, credit alternatives and lower fees. The advantages are not simply related to the access to capital markets but to a broader base of financial products and a larger array of products made available to the general public. 

TTR: What would be another three sectors that could offer the greatest opportunities in Brazil for international investors in 2021 and why?

S.B.: Marketplaces, software companies and logistics are key sectors which will remain attracting attention of foreign investors. All three combine digital transformation with new habits fast-tracked during Covid-19 and also represent an immense market opportunity for better services and value creation.

TTR: What will be the main challenges for Bronstein Zilberberg Advogados in its M&A advisory work in Brazil in 2021?

S.B.: The firm was established 3 months ago and is a true digital native firm with all 50+ members still working remotely due to the pandemic. Having assisted clients in over 30 deals during this period, we realized that working remotely did not impact our performance. Nevertheless, the entire team is looking forward to meeting face to face and being able to work together and interact at the same premises. Perhaps for the first time in history, lawyers are eager to have more face to face interactions rather than spending their time at home.


Portuguese version


Sergio BronsteinBronstein Zilberberg Advogados

Sergio Bronstein é sócio fundador do escritório e co-lidera as práticas de M&A e Venture Capital. Sergio é um advogado experiente em operações de M&A, sendo reconhecido como um dos mais ativos e determinados dealmakers nos últimos cinco anos.
Sua gama de clientes combina os mais variados setores, incluindo empresas de tecnologia, fundos de Venture Capital, Private Equity e ainda alguns fundos de Corporate Venture Capital.


TTR: Qual é a sua perspectiva para o mercado de fusões e aquisições em 2021?

S.B.: O mercado de M&A em 2021 está muito prospero e o número e volume de operações explodiu no último ano em meio a pandemia e a necessidade de transformação digital. de todas as empresas ao redor do mundo. Acreditamos que o 3o e 4o trimestres deste ano manterão o ritmo visto e não nos surpreenderemos se houver um número ainda maior de transações de M&A liderados por empresas de alto crescimento.

TTR: As aquisições por compradores estrangeiros de empresas de tecnologia e Internet no Brasil aumentaram 134% em 2021. Quais serão os principais vetores de consolidação desses segmentos ao longo do ano?

S.B.: Os maiores vetores de consolidação continuarão sendo no segmento de fintechs, varejo online e proptechs. As agtechs e healthtechs continuarão sendo muito atrativas devido ao grande espaço para melhorias nessas áreas e a transformação digital verificada nestes segmentos. Soma-se a esse cenário de tempestade perfeita para investimentos o excesso de dinheiro disponível no mundo, a desvalorização do Real, novos fundos capitalizados e o tamanho continental de um país como o Brasil.

TTR: O que significa a disseminação das plataformas fintech para o acesso ao mercado de ações no Brasil no curto e médio prazo?

S.B.: A disseminação das plataformas fintech certamente contribui para uma indústria financeira mais focada ao cliente, permitindo desta forma melhores soluções, mais alternativas de crédito e taxas menores. As vantagens não são simplesmente relacionadas a acesso ao mercado de capitais, mas fundamentalmente a uma base maior de produtos financeiros e de uma gama maior de produtos destinadas ao público em geral.

TTR: Quais seriam os outros três setores que poderiam oferecer as maiores oportunidades no Brasil para investidores internacionais em 2021 e por quê?

S.B.: Marketplaces, desenvolvedores de software e empresas de logística serão setores chave que permanecerão atraindo a atenção de investidores estrangeiros. Todos os três combinam o tema da transformação digital aliada a novos hábitos digitais acelerados durante a pandemia, representando oportunidades enormes de mercado para melhorias nestes serviços e áreas e criação de valor.

TTR: Quais serão os principais desafios da operação de M&A no Brasil durante 2021 para o Bronstein Zilberberg Advogados?

S.B.: O escritório nasceu virtualmente há 3 meses com uma marca nativa verdadeiramente digital e com todos os seus mais de 50 colaboradores trabalhando remotamente. Este tem sido um grande desafio desde o 1o dia de nossa história e todo o time aguarda ansiosamente para se encontrar presencialmente e continuar nossa jornada num mesmo lugar físico. Creio que será a primeira vez na história moderna da advocacia que advogados estão ansiosos para passar mais tempo no escritório e não em suas casas.

Dealmaker Q&A

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TTR DealMaker Q&A with UNE Asesores Financieros Founding Partner and CEO Ian Fry Cisneros

Ian Fry CisnerosUNE Asesores Financieros

Founder and current Executive Director of UNE Asesores. Bachelor of Business Administration at Universidad del Pacífico. He holds an MBA from the London Business School. He has also obtained a trader certification from the Financial Services Authority in Great Britain. He previously held the position of Commercial Strategy Manager of investment products at Banco de Crédito. He has also held the position of associate at the structured products desk at Bank of America in London, and worked as senior analyst and head of investment products at Citibank.

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TTR: What will be the most relevant drivers for the consolidation of the M&A market in the medium and long term for the country and Latin America?

I.F.: We see an important increase of cross-border transactions between counterparts in Latin America. This implies a high level of interactions among advisors, as a result of remote work and increase in the adoption of digital tools. At UNE, we are currently serving companies in Perú and have recently extended them to Colombia and Brazil. For example, in Brazil we are attending a sell- side M&A in the airport F&B segment.

At this point in time, it´s necessary carrying out a greater level of detail when constructing a valuation model. This would make them much more flexible, accurate and easier to update regarding the changing perspectives and expectations in the region.

Furthermore, we see a higher level of creativity in the structures proposed by advisors. Earn outs are a helpful tool to possible to close gaps between the expectations of buyers and sellers.

TTR: Which market segments present the greatest opportunities for international investors in 2021, and why?

I.F.: From our perspective the greatest opportunities for international investors are the sectors that have managed a positive outcome during 2020 and those who have experienced post-pandemic growth. Sectors such as IT, industrial, logistics and health are experiencing robust M&A activity. In particular, the corporate health segment is requiring greater demands and protocols in order to minimize health and safety risks at work.

TTR: What will be the main impacts on the M&A market in Peru of the new antitrust legislation?

I.F.: The new antirust legislation in Perú impacts directly on the M&A market by extending the close transactions processes, as there would be a waiting window for the regulator’s decision. However, we believe that this law would put foreign companies, with little or no presence in Peru, in a better position to acquire companies compared to the local players that already have a significant presence in the country.

TTR: How will the current political environment in Peru affect the dynamics of the M&A market?

The political electoral situation generated a greater uncertainty in the local market, particularly affecting large transactions over US$ 300 million and those sectors, such as mining and infrastructure, that would have a negative outcome depending on the electoral result. However, we continue to see dynamism in the segment of medium-sized companies thanks to the liquidity and interest of investment funds. Thus, we could see a period where some entrepreneurs decide to pursue a liquidity event by selling their companies in order to migrate to more traditional investment alternatives.

TTR: What will be the greatest challenges for UNE in its M&A advisory work in Perú in 2021?

I.F.: UNE´s greatest challenges is to close the transactions that are in the pipeline by normalizing the atypical results of those companies affected by the pandemic during 2020. These normalized

results would be the basis for projections and a better and more accurate valuation of these companies.

In addition, we seek to increase our presence at the regional level and strengthen the alliances already established with other boutiques in Latin America. We are currently serving clients in Perú, Colombia and Brazil, so our next milestone is to begin serving clients in Ecuador and Bolivia.

TTR: Following the previous answer, what do you think will allow UNE to successfully carry out this greater regional presence?

I.F.: Unlike other investment banking boutiques that cover various financial services, UNE’s pillar, and what has allowed it to differentiate itself, is its focus on advising on the purchase or sale of medium-sized companies valued between US$ 10 million and US$ 100 million. Our services rely on advising and representing the owners throughout the sale process of their companies in order to achieve better terms for them. Extensive experience and professionalism in selling medium sized companies makes us have a very important and differentiating attribute compared to other players in the market. Our typical client has extensive knowledge of the industry in which he develops from his years leading his business, but when evaluating to incorporate a partner or fully sell his company, he requires an experienced financial advisor.

Likewise, when we are on the buyer’s side, the experience of serving family businesses helps us prospect and find good targets as well as conducting negotiations in the best way.

TTR: Are they typically family businesses?

I.F.: Yes, they are companies that have been developed in a personal way. Ventures that have been successful in recent years and that today reach a significant size. Our objective is to advise those Latin American entrepreneurs, owners of successful medium-sized companies, who want to sell their company to a larger player in the sector or perhaps incorporate a strategic partner.

TTR: Usually who are the buyers of the companies that UNE advises?

I.F.: The buyers vary depending on each company and industry, they are economic groups or regional private equity funds. There is a strong appetite in the Latin American market and we perceive interest from capital to invest in the region. Thus, we survey the market and get in touch with the natural buyers for each company that we advise.

Notwithstanding this, we serve more sophisticated corporate clients when they are interested in acquiring targets in this segment related to family or medium-sized businesses.

TTR: So, do you also advise on the buy-side of companies?

I.F.: Yes, we advise foreign companies that want to enter Peru through the purchase of a local ventures, as well as Peruvian groups interested in acquiring another company or selling a division or an asset in their portfolio. Usually in these cases the target is a family or medium-sized company, where our main expertise lies.

TTR: How has transactional activity been at UNE during this year?

I.F.: So far this year we have closed four transactions, the most importants involve two of Peru’s leading economic groups, Alicorp and Aceros Arequipa. In the first one, we advised Vegetalia (a family company with more than 50 years of experience in the oil industry) in the sale to Alicorp. In this case, the owners had never gone through a sale process and after a detailed market analysis and a hard negotiation, it was successfully sold to Alicorp. In the second case, we advised several second and third generation family groups in the sale of COMFER (a company with more than 30 years of experience, dedicated to the commercialization of steel products) to Aceros Arequipa.

UNE’s advisory adds value to these families providing expertise, technical knowledge and a network of contacts in the region.   


Spanish version


Ian Fry CisnerosUNE Asesores Financieros

Fundador y actual Director Ejecutivo de UNE Asesores. Bachiller en Administración de Empresas en la Universidad del Pacífico. Cuenta con un MBA del London Business School. Asimismo, ha obtenido la certificación de trader del Financial Services Authority en Gran Bretaña. Fue gerente de Estrategia Comercial de productos de inversión en el Banco de Crédito. Asimismo, ocupó el cargo de asociado en la mesa de productos estructurados en Bank of America en Londres. Además, fue analista senior y jefe de productos de inversión del Citibank.


TTR: ¿Cuál es la tendencia actual en el servicio de asesoría financiera en LatAm? 

I.F.: Vemos un mayor nivel de transacciones cross border, contando con contrapartes en otros países e interacción de asesores basados en diferentes países, producto del incremento del trabajo remoto y la adopción de mayores herramientas digitales. En UNE ya estamos atendiendo a empresas en Colombia y Brasil, por ejemplo, en Brasil estamos atendiendo a un cliente en el segmento food & beverages en aeropuertos.

Vemos también necesario el realizar un mayor nivel de detalle al armar los modelos de valorización, muchos más flexibles que permitan actualizar fácilmente las perspectivas y expectativas cambiantes en la región.

Por otro lado, vemos un mayor nivel de creatividad en las estructuras por parte de los asesores. Por ejemplo, los earn outs permiten cerrar brechas entre las expectativas de compradores y vendedores. Ahí, el rol que de los asesores financieros es clave

TTR: ¿Cómo podrían resumir el primer semestre en la actividad de M&A en el Perú?

I.F.: Durante el primer trimestre en Perú, entró en vigencia la ley de control de fusiones y adquisiciones, lo cual aceleró la actividad de los procesos transaccionales que estaban próximos a cerrar.

El segundo trimestre se caracterizó principalmente por la incertidumbre electoral de las elecciones presidenciales. Esto generó una mayor incertidumbre y una alta aversión al riesgo en el mercado local, afectando en particular las transacciones grandes, superiores a US$ 300 MM, y aquellas que se verían muy afectadas en función al resultado electoral, como lo son sectores ligados a minería o infraestructura

No obstante, en el rubro de empresas medianas, continúa el dinamismo de las transacciones de M&A. Vemos que persiste mucha liquidez a nivel global, niveles de tasas bajas e interés en invertir en mercados emergentes. En ese sentido, en UNE seguimos atiendo muchos empresarios que están activamente buscando la venta de sus empresas.

TTR: ¿Cuáles serían los sectores que podrían ofrecer las mayores oportunidades en Perú a los inversores internacionales en 2021 y por qué?

I.F.: Desde nuestra perspectiva, indudablemente los sectores que se han visto beneficiados y han experimentado un crecimiento post-pandemico. Sectores como el de tecnología y desarrollo, industrial, logística y aquellos que han sido beneficiados por los efectos de pandemia, como lo es el sector salud. En particular, el segmento de salud corporativo, está requiriendo mayores exigencias y protocolos con el objetivo de minimizar riesgos de salud y seguridad en el trabajo. Así, países como México, Brasil, Chile y Colombia podrían ser los mayores interesados por la actividad que han tenido en las transacciones de M&A durante el primer trimestre del 2021.

TTR: ¿Cuáles serán los principales impactos que se podrán generar en el mercado M&A de Perú con la entrada en vigor de la nueva ley sobre control previo en el país?

I.F.: Un mayor tiempo en realizar el cierre de la transacción pues habría una ventana de espera de la decisión del regulador sobre la transacción. Sin embargo, creemos que esta ley pondría a compañías del exterior, con poca o nula presencia en Perú, en mejor situación para adquirir empresas, a comparación de compañías locales que ya cuentan con una presencia significativa en el Perú.

TTR: ¿En qué medida afectará el actual entorno político de Perú a la dinámica del mercado de Fusiones y Adquisiciones?

I.F.: La coyuntura electoral generó una mayor incertidumbre en el mercado local, afectando en particular las transacciones grandes superiores a US$ 300 MM o ligadas al resultado electoral como aquellas en los sectores de minería o infraestructura. Sin embargo, continuamos viendo dinamismo en el segmento de empresas medianas gracias a la liquidez e interés de fondos de inversión, así, podríamos ver un periodo donde algunos empresarios decidan realizar un evento de liquidez vendiendo sus compañías para así migrar a alternativas de inversión mas tradicionales y líquidas, lo cual generaría un mayor dinamismo en el mercado.

TTR: ¿Cuáles serán los principales desafíos en términos de transacciones de M&A en Perú durante 2021 para UNE Asesores?

I.F.: Concretar las transacciones que están en el pipeline, normalizando los resultados atípicos que han tenido muchas compañías que han sido afectadas por la pandemia, para que estos sean las bases de las proyecciones.

Además, incrementar nuestra presencia a nivel regional y afianzar las alianzas ya establecidas con otras boutiques de Latinoamérica. Actualmente estamos atendiendo a clientes de Colombia y Brasil, así, nuestro siguiente hito es empezar a atender clientes en Ecuador y Bolivia.

TTR: En esa línea, ¿qué creen que les permitirá realizar acabo de forma exitosa esta mayor presencia regional?

I.F.: A diferencia de otras boutiques de banca de inversión que abarcan varios servicios financieros, el pilar de UNE, y lo que le ha permitido diferenciarse, es su enfoque en la asesoría de compra o venta de empresas medianas valoradas entre US$ 10 millones y US$ 100 millones. Lo que hacemos es asesorar y representar a los dueños durante todo el proceso de venta de sus compañías a fin de lograr mejores términos para ellos. Nuestra amplia experiencia y expertise en vender empresas medianas, hace que poseamos un atributo muy importante y diferenciador respecto a otros jugadores del mercado. Nuestro cliente típico posee amplio conocimiento de en la industria en la que se desarrolla por sus años liderando su negocio, pero que al momento de evaluar incorporar a un socio o de vender totalmente su empresa, requiere de un asesor financiero con experiencia.

Asímismo, cuando estamos del lado del comprador, la experiencia de atender a empresas familiares, nos ayudar a prospectar y encontrar buenos targets como también conducir las negociaciones de la mejor forma.

TTR: ¿Típicamente son empresas familiares?

I.F.: Sí, son empresas que se han desarrollado de manera personal. Emprendimientos que en los últimos años han sido exitosos y que hoy alcanzan un tamaño relevante. Nuestro objetivo es asesorar a esos empresarios latinoamericanos, dueños de empresas medianas exitosas, que quiere vender su compañía a un jugador más grande del rubro o quizá incorporar algún socio estratégico.

TTR: ¿Usualmente quienes son los compradores de las empresas que asesora UNE?

I.F.: Los compradores varían dependiendo de cada empresa e industria, son los grupos económicos o fondos de private equity regionales. Existe mucha liquidez en el mercado latinoamericano y percibimos interés del capital para invertir en la región. Así, sondeamos el mercado y nos ponemos en contacto con los compradores naturales de cada empresa que asesoramos.

Sin perjuicio de ello, atendemos a clientes corporativos más sofisticados cuando están interesados en adquirir targets de este segmento relacionado a la empresa familiar o de tamaño medio.

TTR: ¿Entonces, asesoran también en la compra de empresas?

I.F.: Sí, asesoramos a empresas extranjeras que quieren entrar al Perú a través de la compra de una empresa local, así como a grupos peruanos interesados en adquirir una compañía o vender alguna división o empresa de su portafolio; usualmente en estos casos el target es una empresa familiar o de tamaño medio, donde está nuestro expertise principal.

TTR: ¿Cómo ha estado la actividad transaccional en UNE durante el año?

En lo que va de este año hemos cerrado cuatro transacciones, siendo las más importantes las que involucran a dos principales grupos económicos del Perú como lo son Alicorp y Aceros Arequipa. En la primera, asesoramos a Vegetalia (empresa familiar con +50 años de experiencia en la industria oleoginosa) en la venta a Alicorp. En este caso, los dueños nunca habían pasado por un proceso de venta y luego de analizar el mercado y negociar con Alicorp se vendió exitosamente. En cuanto a la segunda, asesoramos a varios grupos familiares de segunda y tercera generación en la venta de COMFER (empresa con +30 años de experiencia, dedicada a la comercialización de productos derivados del acero) a Aceros Arequipa.

La asesoría de UNE a estas familias, les agrega valor pues brindamos expertise, conocimiento técnico y una red de contactos en la región.   

Dealmaker Q&A

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TTR DealMaker Q&A with Udekta Capital and Udekta Corporate Founding Partner and Director Juan Sainz de los Terreros

Juan Sainz de los TerrerosUdekta Capital and Udekta Corporate

Founding partner and director of Udekta Capital, an independent investment vehicle focused on European microcaps. Founding partner and director of Udekta Corporate, a financial boutique specialised in alternative stock markets and dedicated to advising companies.


TTR: Udekta Capital was set up in December 2016 as an independent and pioneering investment vehicle to invest in BME Growth companies (former MAB) and pre-market companies (pre-MAB). How did the idea come about?

J.S.T.: After several years working in the financial sector and after several private investments in companies listed on the former MAB, now called BME Growth, a small group of people decided to create a private investment vehicle focused on small listed companies in Spain. We all understood that the potential of these companies was spectacular, after a good job of analysis and monitoring and with a long-term vision. There was hardly anything like it in the whole sector. Microcaps were not an attractive asset for the industry for various reasons such as liquidity and volatility, among others. Therefore, not only did we think that this vehicle was going to give us great results after a reasonable period of time, but we also understood that it was very interesting to demonstrate to the industry that this type of asset has a lot of potential, if done from a professional perspective, and that more vehicles of this type should be created in Spain.

TTR: Udekta Capital was set up with an initial capital of 200,000 euros with the idea of investing in four or five companies. What is the current status of the vehicle?

J.S.T.: We wanted to start with a small amount as we were aware of the investment limits in this type of company. Today we are around one million euros and we have gone from being 8 shareholders to 17 in these four and a half years of the vehicle’s life. We are invested in 14 companies. We have made some divestments and our main positions are: GUILLEMOT, GIGAS, ALTIA and IZERTIS.

TTR: Initially, Udekta Capital focused on companies listed in the EE segment, not in Socimis, and had no predilection for any sector. Have you changed the criteria?

J.S.T.: We remain focused on Growth Companies in any sector except SOCIMIS but we have made the leap to European microcaps. We are invested in two listed on Euronext (Paris) and one listed on AIM (London).

There are several sectors that are going to have a very positive trend over the next few years and that will be interesting to invest in. Among them we could highlight the ICT sector, telemedicine and eSports.

TTR: The Mercado Alternativo Bursátil (MAB) changed its name in 2020 and is now called BME Growth, after obtaining SME Growth Market status, granted by the Spanish Securities Market Commission (CNMV) and recognised by MiFID. What significant changes have there been since then?

J.S.T.: From our point of view, there is not much new after the change of name or the upgrading of SME Growth Market. It is still an alternative stock market aimed at small and medium-sized companies, although it is true that it has the European seal of quality as SME Growth Market and that it’s more open to the international market.

TTR: What kind of companies are currently listed on BME Growth, are they trading at interesting prices and are they achieving the expected returns?

J.S.T.: We always find interesting opportunities in BME Growth. There are more and more companies with attractive expansion projects. As in all markets, we will find good and bad companies. But with a good selection, the returns are extraordinary. The shareholders of Udekta Capital are very satisfied with the results we have obtained in the four and a half years of the vehicle’s life. In this period, we have more than doubled the return on our investments.

TTR: What would it take for BME Growth in Spain to reach the same market level as in other countries?

J.S.T.: I believe that more companies need to join, more information about the asset class needs to be made available, more training needs to be offered to entrepreneurs to support them in the process of joining the market, and the risks and opportunities of investing in microcaps need to be explained to investors.

TTR: What are the keys for an SME to decide to go public in Spain?

J.S.T.: In general terms, I would say that an SME must be clear that listing on the stock market is possible and that it brings many benefits in terms of financing, visibility, notoriety, liquidity of its shares and having a valuation of the company accepted by the market. From there, entrepreneurs and managers of companies that want to be listed on a market such as BME Growth must be aware that being a listed company requires professionalism, transparency, budgeting for higher structural costs and offering special dedication in terms of investor relations.

TTR: The technology sector and renewable energies are the sectors that seem to have seen the greatest evolution in the M&A and private equity sector in recent months. Which sectors do you see as having the best medium-term prospects?

J.S.T.: From our point of view, there are several sectors that are going to have a very positive trend over the next few years and that will be interesting to invest in. Among them we could highlight the ICT sector (Information and Communication Technologies), all companies related to telemedicine and the eSports sector.

Udekta Sports will have a life of its own in the medium term, although it is now being developed within Udekta Capital and we have invested in the Olympique de Lyon Group, which has a number of assets in addition to the men’s and women’s football teams.

TTR: In parallel to the creation of Udekta Capital, UDEKTA Corporate was created as a financial boutique dedicated to advising companies, mainly in the steps prior to their listing on the MAB. How has your activity evolved?

J.S.T.: We are seeing an increase in the interest of SMEs in going public and this situation is very important to us. In 2017, we created Udekta Corporate with the aim of advising companies in different areas (legal, financial, labour…) and with the differentiation of being a boutique specialising in alternative stock markets. There is no doubt that the growth in the number of companies listed on the BME Growth in recent years and the success stories that this market has produced, such as MASMOVIL or GRENERGY, are helping to attract more companies. 

UDEKTA Corporate’s activity is growing year after year. We are currently working with several listed companies in this market in the field of Investor Relations. In addition, we are advising other unlisted companies. The timeframe we usually set ourselves for coordinating a listing on a market such as BME Growth is between 18 and 24 months. In this sense, we expect some of these companies to be listed on this market in 2022.

TTR: At the end of 2019 you announced the creation of Udekta Sports, an investment vehicle focused on European football teams listed on the stock markets. How is this project going?

J.S.T.: As we know, March 2020 was a life-changing month for us with the appearance of Covid-19. We had high expectations for the project, but we had to put it on hold for a while. Logically, creating an exclusive vehicle to invest in football teams and in any sport when stadiums were empty, people were confined and uncertainty was at its peak, made us put the project on “pause”. 

However, what we have done is to invest in an internationally listed football club through Udekta Capital. Specifically, we have invested in the Olympique Lyon Group which owns, among other assets, the men’s and women’s football teams of Olympique Lyon itself. The investment thesis is almost single-handedly supported by the football stadium as a real estate asset. For us, this asset would be worth considerably more than the capitalisation and debt of the club. The stadium, in addition to being the field where the football team plays, supports other corporate events, concerts and many activities other than those related to the football club. In fact, even if the football team were to disappear, the stadium would already have a higher valuation than its stock market valuation. In short, Udekta Sports is currently being developed within Udekta Capital, but we want it to take on a life of its own as soon as possible.


Spanish version


Juan Sainz de los TerrerosUdekta Capital and Udekta Corporate

Socio fundador y consejero de Udekta Capital, vehículo de inversión independiente con el foco puesto en las microcaps europeas. Además, es socio fundador y consejero de Udekta Corporate, boutique financiera especializada en mercados alternativos bursátiles y dedicada al asesoramiento a empresas.


TTR: Udekta Capital se constituyó en diciembre de 2016 como vehículo de inversión independiente y pionero para invertir en empresas del BME Growth (antiguo MAB) y en compañías preMercado (preMAB). ¿Cómo surge la idea? 

J.S.T.: Tras varios años trabajando en el sector financiero y tras varias inversiones particulares en compañías cotizadas en el antiguo MAB, actualmente denominado BME Growth, un pequeño grupo de personas decidimos crear un vehículo privado cuyo foco de inversión estuviera en las pequeñas compañías cotizadas en España. Todos entendíamos que el potencial de estas empresas era espectacular, tras un buen trabajo de análisis y seguimiento y con una visión de largo plazo. Apenas existía nada parecido en todo el sector. Las microcaps no eran un activo atractivo para la industria por varios motivos como la liquidez y la volatilidad, entre otros. Por lo tanto, no sólo pensábamos que este vehículo nos iba a dar grandes resultados transcurrido un periodo razonable de tiempo, si no que entendimos que era muy interesante demostrar a la industria que este tipo de activos tienen mucho potencial, si se realiza desde una perspectiva profesional, y que en España deben crearse más vehículos de estas características.

TTR: Udekta Capital se constituyó con un capital inicial de 200.000 euros con la idea de invertir en cuatro o cinco compañías. ¿En qué momento se encuentra el vehículo actualmente? 

J.S.T.: Queríamos empezar con una cantidad pequeña dado que éramos conscientes de los límites de inversión en este tipo de compañías. Hoy estamos por el entorno del millón de euros y hemos pasado de ser 8 accionistas a ser 17 en estos cuatro años y medio de vida del vehículo. Estamos invertidos en 14 compañías. Hemos ido realizando algunas desinversiones y nuestras principales posiciones son: GUILLEMOT, GIGAS, ALTIA e IZERTIS.

TTR: Inicialmente Udekta Capital se centró en compañías que cotizan en el segmento de Empresas en Expansión (EE) no en Socimis y no tenía predilección por ningún sector. ¿Habéis cambiado los criterios?

J.S.T.: Seguimos centrado en las Empresas en Expansión de cualquier sector salvo las SOCIMIS pero hemos dado el salto a las microcaps europeas. Estamos invertidos en dos que cotizan en el Euronext (Paris) y en una que cotiza en el AIM (Londres).

TTR: El Mercado Alternativo Bursátil (MAB) cambió de nombre en 2020 y actualmente se denomina BME Growth, una vez obtenida la categoría de SME Growth Market, otorgada por la Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV) y reconocida por MiFID. ¿Qué cambios significativos ha habido desde entonces?

J.S.T.: Desde nuestro punto de vista no hay grandes novedades tras el cambio de nombre ni tras la obtención de categoría de SME Growth Market. Sigue siendo un mercado alternativo bursátil dirigido a pequeñas y medianas compañías, aunque es cierto que tiene el sello de calidad de Europa como SME Growth Market y que se abre más al mercado internacional.

TTR: ¿Qué tipo de empresas cotizan actualmente en el BME Growth? ¿Cotizan a precios interesantes? ¿Están obteniendo la rentabilidad que se presupone?

J.S.T.: Siempre encontramos oportunidades interesantes en el BME Growth. Cada vez hay más empresas con proyectos atractivos en expansión. Como en todos los mercados, nos encontraremos buenas y malas compañías. Pero haciendo una buena selección, las rentabilidades son extraordinarias. Los accionistas de Udekta Capital estamos muy satisfechos con los resultados que hemos obtenido en los cuatro años y medio de vida del vehículo. En este periodo, hemos obtenido una rentabilidad de más del doble en nuestras inversiones.

TTR: ¿Qué sería necesario para que el BME Growth en España se sitúe al mismo nivel de mercado en otros países?

J.S.T.: Creo que es necesario que se incorporen más compañías, que exista más información sobre esta clase de activo, que se ofrezca más formación a empresarios para apoyarles en el proceso de incorporación al Mercado y que se explique bien a los inversores todo sobre los riesgos y las oportunidades de invertir en microcaps.

“Hay varios sectores que van a tener una tendencia muy positiva durante los próximos años y que serán interesantes a la hora de invertir. Entre ellos podríamos destacar el sector TIC, la telemedicina y los esports.”

TTR: ¿Cuáles son las claves para que una pyme pueda decidirse a salir a Bolsa en España?

J.S.T.: En términos generales diría que una pyme tiene que tener claro que cotizar en Bolsa es posible y que le aporta muchos beneficios en términos de financiación, visibilidad, notoriedad, liquidez de sus acciones y tener una valoración de la compañía aceptada por el mercado. A partir de ahí, los emprendedores y directivos de las compañías que quieran cotizar en un mercado como el BME Growth tienen que saber que ser una empresa cotizada exige profesionalización, transparencia, presupuestar unos mayores costes de estructura y ofrecer una dedicación especial en materia de relación con inversores.

TTR: El sector tecnológico y el de las energías renovables son los que mayor evolución parecen tener en el sector de M&A y capital riesgo en los últimos meses. ¿Qué sectores apreciáis que tienen mejores perspectivas a medio plazo?

J.S.T.: Desde nuestro punto de vista hay varios sectores que van a tener una tendencia muy positiva durante los próximos años y que serán interesantes a la hora de invertir. Entre ellos podríamos destacar el sector TIC (Tecnologías de la Información y Comunicación), todas las empresas relacionadas con la telemedicina y el sector de los esports.

TTR: En paralelo a la creación de Udekta Capital, nació UDEKTA Corporate como boutique financiera dedicada al asesoramiento a empresas, principalmente en los pasos previos a la salida al MAB. ¿Cómo ha evolucionado vuestra actividad?

J.S.T.: Estamos observando un incremento del interés de las pymes por cotizar y esta situación es muy importante para nosotros. En 2017, creamos Udekta Corporate con el objetivo de asesorar a empresas en distintos ámbitos (legal, financiero, laboral…) y con la diferenciación de ser una boutique especializada en mercados alternativos bursátiles. Sin duda que el crecimiento del número de empresas cotizadas en el BME Growth en estos últimos años y los casos de éxito que está dejando este mercado, como por ejemplo MASMOVIL o GRENERGY, ayudan mucho a atraer más compañías. 

La actividad de UDEKTA Corporate crece año tras año. A día de hoy trabajamos con varias compañías cotizadas en este mercado en el terreno de la Relación con Inversores. Además, estamos asesorando a otras compañías no cotizadas. El plazo que nos solemos poner para coordinar una incorporación a un mercado como el BME Growth se sitúa entre 18 y 24 meses. En este sentido, esperamos que alguna de estas empresas esté cotizando en este mercado en 2022.

Udekta Sports tendrá vida propia a medio plazo, aunque ahora se está gestando dentro de Udekta Capital y hemos invertido en el Grupo Olympique de Lyon, que tiene diversos activos, además de los equipos de fútbol masculinos y femeninos.

TTR: A finales de 2019 anunciasteis la creación de UDEKTA Sports, un vehículo de inversión enfocado en los equipos de fútbol europeos que coticen en los mercados de valores. ¿Cómo va este proyecto? 

J.S.T.: Como sabemos, marzo de 2020 fue un mes que nos cambió la vida con la aparición del Covid-19. Teníamos muchas expectativas con el proyecto, pero lo hemos tenido que aparcar durante un tiempo. Lógicamente, crear un vehículo exclusivo para invertir en equipos de fútbol y en cualquier deporte cuando los estadios estaban vacíos, la gente estaba confinada y la incertidumbre era máxima, hizo que pusiéramos el proyecto en “pause”. 

De todas formas, lo que hemos hecho es invertir en un club de fútbol cotizado internacional a través de Udekta Capital. En concreto, hemos invertido en el Grupo Olympique de Lyon que tiene, entre otros activos, a los equipos de fútbol masculinos y femeninos del propio Olympique de Lyon. La tesis de inversión la sustenta casi por sí sola el estadio de fútbol como activo inmobiliario. Para nosotros, este activo valdría bastante más que la capitalización y la deuda del club. El estadio, además de ser el campo donde juega el equipo de fútbol, sustenta otros eventos de empresas, conciertos y muchas actividades aparte de las relacionadas con las del club de fútbol. En realidad, aunque desapareciera el equipo de fútbol, el estadio tendría ya una tasación superior a su valoración en Bolsa. En definitiva, Udekta Sports se está gestando ahora mismo dentro de Udekta Capital pero queremos que tenga vida propia lo más pronto posible.