Relatório mensal sobre o mercado transacional português – julho 2026


Fusões e Aquisições movimentam EUR 4,5bi em 2026,

segundo relatório da TTR Data

  • Número de transações regista queda de 28% em comparação a 2025
  • Real Estate foi o setor mais ativo em 2026, com 44 transações
  • Venture Capital regista crescimento em 5% no capital mobilizado

Até julho de 2026, o mercado transacional português viu a concretização de 289 operações, totalizando EUR 4,5bi. Destas, 31% revelaram seus valores, conforme aponta o mais recente relatório do TTR Data.

Estes números representam uma queda de 28% no número de transações em comparação com o mesmo período de 2025, tal como uma diminuição de 20% no capital mobilizado.

Em termos setoriais, o setor de Real Estate foram os mais ativo em 2026, com 44 transações, cada.

Em julho, 42 fusões e aquisições foram registadas, entre anunciadas e concluídas, e um valor total de EUR 1,4bi.

Operações do mercado transacional de julho de 2025 a julho de 2026

Fonte: TTR Data.

Âmbito Cross-Border

No âmbito Cross-Border, quanto à número de transações, a Espanha foi o país que mais investiu em Portugal no período, contabilizando 19 transações.

As empresas portuguesas escolheram a Espanha e o Brasil como principal destino de investimento, com 32 e oito transações, respectivamente.

As aquisições estrangeiras no setor de Tecnologia e Internet caíram em 23% em comparação ao mesmo período de 2025.

Private Equity, Venture Capital e Asset Acquisitions

Até julho de 2026, foram contabilizadas 44 transações de Private Equity, representando uma queda de 27% no número de operações em comparação ao mesmo período de 2025.

Em Venture Capital, foram realizadas 53 rodadas de investimentos e um total de EUR 523m, representando um crescimento de 5% no total investido.

No segmento de Asset Acquisitions, foram registadas 68 transações com um valor de EUR 2,3bi, representando uma queda de 5% no capital mobilizado.

Transação do mês

A transação destacada pelo TTR Data em julho de 2026, foi a conclusão da aquisição da Luz Saúde pelo Macquarie Group. O valor da transação é de EUR 310m.

A operação contou com a assessoria jurídica em lei portuguesa dos escritórios Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados; Linklaters Portugal. O KPMG Portugal e Natixis Partners realizaram a assessoria financeira. O EY realizou a due diligence.

Ranking de consultores financeiros e jurídicos

O relatório publica os rankings de assessoria financeira e jurídica até julho de 2026 em M&A, Private Equity, Venture Capital e Mercados de Capitais, onde a atividade dos assessores é refletida pelo número de transações e pelo valor total.

Quanto ao ranking de assessores jurídicos, por número de transações lidera o Cuatrecasas Portugal com 13 operações. Em valor lidera ao longo de 2026 o escritório Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados contabilizando EUR 708,78m.

No que se refere ao ranking de assessores financeiros, por número de transações lidera o Houlihan Lokey com duas operações. Em valor lidera ao longo de 2026 o BTG Pactual contabilizando EUR 698,66m..

Informe mensual sobre el mercado transaccional latinoamericano – julio 2026


Capital movilizado del mercado M&A de América Latina registra un descenso del 26% hasta julio de 2026, según informe de TTR Data

  • Hasta julio, se han registrado 1.307 transacciones y un importe de USD 60.159m
  • Importe de transacciones de Private Equity aumenta un 97% en 2026
  • Transacciones de Venture Capital disminuyen un 39% en el transcurso de 2026
  • Deal del mes: Suzano adquiere negocio internacional de papel tisú de Kimberly-Clark
  • Argentina, Brasil, Chile, Colombia y Perú registran resultados positivos en el capital movilizado en el mercado M&A de LatAm

El mercado transaccional de América Latina ha registrado hasta julio de 2026 un total de 1.307 fusiones y adquisiciones, entre anunciadas y cerradas, por un importe agregado de USD 60.159m, según el más reciente informe de TTR Data y Datasite.

Estas cifras implican un descenso del 26% en el número de transacciones y una disminución del 4% en su importe, con respecto a julio de 2025.  

En cuanto a julio, se han registrado en el mes un total de 152 fusiones y adquisiciones, entre anunciadas y cerradas, por un importe agregado de USD 7.453m.

Ranking de Transacciones por Países

Según datos registrados hasta el mes de julio, por número de transacciones, Brasil lidera el ranking de países más activos de la región con 744 transacciones (un descenso del 31%) y con un aumento del 19% en el capital movilizado (USD 36.358m). Le sigue en el listado Chile, en segunda posición del ranking, con 189 transacciones (un descenso del 10%) y un aumento del 11% de su importe
(USD 4.862m), con respecto a julio de 2025.

Por su parte, México baja un puesto en el ranking en términos interanuales, con 153 transacciones (un descenso del 14%) y con una disminución del 14% en el capital movilizado (USD 12.663m). Argentina, por su parte, sube una posición en el ranking, con 149 deals (un descenso del 4%), y un aumento del 36% en el capital movilizado (USD 4.799m), en términos interanuales.

Entretanto, Colombia se ubica en el penúltimo lugar del ranking, con un descenso del 26% en el número de transacciones (112). No obstante, presenta un capital movilizado del USD 9.131m (aumento del 36%).

En último lugar, Perú registra 74 transacciones (un descenso del 9%), así como un aumento del 329% en su capital movilizado (USD 4.504m).

Ámbito Cross-Border

En el ámbito cross-border, se destaca en julio el apetito inversor de las compañías latinoamericanas en el exterior, especialmente en Europa y Norteamérica, donde se han llevado a cabo 49 y 28 transacciones, respectivamente. Por su parte, las compañías que más han realizado transacciones estratégicas en América Latina también proceden de Norteamérica y Europa, con 206 y 175 deals, respectivamente.

Private Equity, Venture Capital y Asset Acquisitions

En julio de 2026, se han contabilizado un total de 88 transacciones de Private Equity por
USD 10.238m, lo cual supone una tendencia a la baja en el número de transacciones (-13%) y un aumento del 97% en su capital movilizado, con respecto al mismo periodo del año anterior.

Por su parte, el segmento de Venture Capital ha contabilizado hasta julio un total de 198 transacciones con un importe agregado de USD 2.750m, lo que implica una variación negativa del 39% en el número de transacciones y aumento del 13% en su importe, en términos interanuales.

En el segmento de Asset Acquisitions, hasta julio se han registrado 337 transacciones, por un valor de USD 10.754m, lo cual representa un aumento del 4% en el número de transacciones y una disminución del 18% en su importe, con respecto al mismo periodo de 2025.

Transacción Destacada

Para julio de 2026, TTR Data ha seleccionado como transacción destacada para América Latina la adquisición por parte de la brasileña Suzano, a través de su subsidiaria Suzano International Holding del 51% en el negocio internacional de papel tisú de Kimberly-Clark.  La transacción, valorada en USD 1.300m, ha contado con el asesoramiento jurídico de Mattos Filho.

Ranking de Asesores Financieros y Jurídicos

El informe publica los rankings de asesoramiento financiero y jurídico hasta julio de 2026 de transacciones de M&A, Private Equity, Venture Capital y Mercado de Capitales en América Latina, donde se informa de la actividad de las firmas destacadas por número de transacciones y por su importe.

Relatório mensal sobre o mercado transacional brasileiro – julho 2026


O capital mobilizado no mercado M&A do Brasil aumenta 8% até julho de 2026, segundo relatório da TTR Data

  • Estados Unidos é o país que mais investiu no Brasil, com 78 aquisições
  • O número de transações diminuiu 30% até julho de 2026
  • Fundos estrangeiros de Private Equity e Venture Capital aumentam em 26% os investimentos em empresas brasileiras

O cenário transacional brasileiro foi objeto de análise no relatório mensal do TTR Data, que revelou 744 transações movimentando um total de BRL 186,2bi em 2026.

Esses números representam uma queda de 30% no número de transações em relação ao mesmo período de 2025, no entanto o houve um aumento no capital mobilizado em 7%. Do total das transações, 43% possuem os valores revelados e 76% das operações já estão concluídas.

Em julho, 88 fusões e aquisições foram registradas, entre anunciadas e concluídas, e um valor total de BRL 6,5bi. 

O setor de Internet, Sofware & IT Services é o mais ativo com 121 transações, seguido pelo setor de Real Estate, com 117 transações.

Operações do mercado transacional de julho de 2025 a julho de 2026
Fonte: TTR Data.

Âmbito Cross-Border

Empresas brasileiras voltaram-se principalmente para os Estados Unidos e México, realizando 11 e seis transações, respectivamente.

Por outro lado, os Estados Unidos lideram os investimentos no Brasil, com 78 operações.

Empresas norte-americanas que adquirem negócios brasileiros registraram uma diminuição de 17%.

Em relação aos fundos estrangeiros de Private Equity e Venture Capital que investem em empresas brasileiras, houve um aumento de 31% em 2026.

Private Equity, Venture Capital e Asset Acquisitions

No segmento de Private Equity, houve 51 transações totalizando BRL 34,3bi, com uma queda de 13% no volume de operações. 

Em Venture Capital, 117 rodadas de investimento movimentaram BRL 7,4bi, representando uma queda de 47% no volume de operações. 

O segmento de Asset Acquisitions registrou 189 transações e BRL 27,7bi, refletindo uma diminuição de 3% no volume de transações. 

Transação do mês

A transação destacada pelo TTR Data em julho de 2026 foi a conclusão da venda da Mina Aurizona, Mina RDM e Complexo Bahia pela Equinox Gold para CMOC Group. O valor da transação é de USD 1bi.

A operação contou com a assessoria jurídica em lei brasileira dos escritórios Mattos Filho; e Veirano Advogados.

Ranking de assessores financeiros e jurídicos

O relatório publica os rankings de assessoria financeira e jurídica até julho de 2026 em M&A, Private Equity, Venture Capital e Mercados de Capitais, onde a atividade dos assessores é refletida pelo número de transações e pelo valor total.

Quanto ao ranking de assessores financeiros, por número de transações e em valor lidera em 2026 o BTG Pactual com 28 operações e um total de BRL 54,3bi. 

No que se refere ao ranking de assessores jurídicos, por número de transações e valor lidera o escritório Mattos Filho, com 58 operações e contabilizando um total de BRL 48,8bi.

Informe mensual sobre el mercado transaccional español – julio 2026

  
El mercado de M&A en España disminuye un 17% hasta julio de 2026, según informe de TTR Data

  • Capital movilizado en el mercado de M&A ha disminuido un 4% interanual
  • Capital movilizado en Venture Capital ha registrado un aumento del 61% en el año
  • Empresas estadounidenses adquiriendo empresas españolas aumentan un 4% en 2026
  • El sector Inmobiliario es el más activo del mercado transaccional, con 410 deals
  • TTR Data entrevista a Eduardo Lucas Calderón, socio del área Mercantil y Transacciones de TKL Think Legal con perspectivas para el mercado M&A en el 2T26

El mercado transaccional español ha registrado hasta el mes de julio un total de 1.804 deals con un importe agregado de EUR 61.137 millones, según el informe mensual de TTR Data.

Estas cifras suponen un descenso del 17% en el número de transacciones, así como una disminución de aproximadamente el 4% en el capital movilizado, con respecto al mismo periodo de 2025.

En cuanto a julio, se ha registrado en el mes un total de 242 fusiones y adquisiciones, entre anunciadas y cerradas, por un importe agregado de EUR 8.752m

En términos sectoriales, el sector Inmobiliario ha sido el más activo del año, con un total de 410 transacciones, seguido por el sector de Internet, Software y Servicios IT, con 168.

Ámbito Cross-Border 

Por lo que respecta al mercado Cross-Border, hasta julio de 2026 las empresas españolas han elegido como principales destinos de inversión a Estados Unidos y Reino Unido, con 38 y 30 transacciones, respectivamente.

Por otro lado, Francia y Estados Unidos, con 103 y 101 transacciones, respectivamente, son los países que mayor número de inversiones han realizado en España. Por importe destaca Estados Unidos, con EUR 7.205m.

Private Equity, Venture Capital y Asset Acquisitions 

Hasta el mes de julio se han contabilizado un total de 231 transacciones de Private Equity por
EUR 17.263m, lo cual supone un descenso de aproximadamente el 11% en el número de transacciones, y un descenso de aproximadamente el 2% en el importe de las mismas, respecto al mismo periodo del año anterior.

Por su parte, en el mercado de Venture Capital se han llevado a cabo 335 transacciones con un importe agregado de EUR 5.199m, lo que implica un descenso de aproximadamente un 17% en el número de transacciones y un alza de aproximadamente un 61% en el importe de las mismas, en términos interanuales.

En el segmento de Asset Acquisitions se han registrado 536 transacciones por un importe de
EUR 9.729m, lo cual representa un descenso de aproximadamente un 10% en el número de transacciones, y un aumento del 41% en el importe de éstas, en términos interanuales.

Transacción del mes 

En julio de 2026, TTR Data ha seleccionado como transacción destacada la adquisición de un portfolio de activos eólicos ubicados en España a ACCIONA Energía por parte de Galp New Energies, empresa española controlada por la portuguesa Galp Energia.  

La transacción, valorada en aproximadamente EUR 432m, ha estado asesorada por la parte financiera por BNP Paribas.

Por la parte legal, la transacción ha sido asesorada por Clifford Chance y Baker McKenzie España. Por la parte de Due Dilligence, la transacción ha sido asesorada por PwC España y PwC Tax & Legal España.

Ranking de asesores financieros y jurídicos 

El informe publica los rankings de asesoramiento financiero y jurídico de 2026 en M&A, Private Equity, Venture Capital y Mercado de Capitales, donde se informa de la actividad de las firmas destacadas por número de transacciones y por importe.

El ranking TTR Data de asesores legales, por número de transacciones, lo lidera en el transcurso de 2026 Cuatrecasas España, con 104 deals, seguido de Garrigues España, con 72 transacciones. Por importe, lideran en el transcurso del año Uría Menéndez España, con EUR 19.306m.

En cuanto al ranking de asesores financieros lidera, por número de transacciones, Norgestión, con 12 deals y, por importe, lidera Goldman Sachs, con EUR 17.639m.

Dealmaker Q&A con TKL Think Legal

TTR Data ha conversado en exclusiva con Eduardo Lucas Calderón, socio de TKL Think Legal, para conocer en detalle su reciente entrada en España y analizar las perspectivas del mercado transaccional en 2026: Somos razonablemente optimistas. No esperamos un mercado caracterizado por la euforia, pero sí un entorno con un nivel de actividad sólido y con oportunidades relevantes para quienes estén preparados para ejecutarlas.

Desde el punto de vista económico, seguirán siendo determinantes la evolución de los tipos de interés, la disponibilidad de financiación y el contexto geopolítico internacional.

Desde la perspectiva regulatoria, cada vez tendrá más relevancia la anticipación de cuestiones relacionadas con inversión extranjera, protección de datos, ciberseguridad, inteligencia artificial y el creciente nivel de supervisión existente en sectores como salud, energía o determinadas infraestructuras críticas”.

Dealmaker Q&A  

TTR Dealmaker Q&A con Eduardo Lucas Calderón,
socio del área Mercantil y Transacciones de TKL Think Legal. 


Eduardo Lucas Calderón

TKL Think Legal



TTR: El mercado español de M&A ha atravesado una etapa de ajuste durante el último año. ¿Cómo valoráis la situación actual del mercado y qué tendencias estáis observando de cara a los próximos meses?

Más que un mercado en contracción, lo que hemos visto es un mercado mucho más selectivo. Sigue existiendo liquidez y apetito inversor, pero los compradores han elevado significativamente el nivel de exigencia.

Hoy ya no basta con presentar buenos resultados; se analiza con mucho más detalle la calidad del negocio, la recurrencia de los ingresos, la fortaleza del equipo directivo o la capacidad real de crecimiento. Los inversores muestran una menor tolerancia a aquellos riesgos que no han sido adecuadamente identificados o gestionados. Esto está haciendo que la preparación previa de las operaciones y la calidad de la ejecución tengan hoy un peso cada vez mayor.

También observamos que las diferencias de valoración que durante los últimos años complicaron muchas operaciones empiezan a reducirse. Esto está facilitando que procesos que se quedaron paralizados vuelvan a activarse. De cara a los próximos meses creemos que seguirá habiendo una actividad relevante, especialmente en el middle market, aunque con operaciones más trabajadas y procesos de due diligence más profundos. Los inversores continúan buscando compañías con capacidad de diferenciación, mientras que los activos menos sólidos tendrán más dificultades para atraer interés o mantener determinadas valoraciones

TTR: ¿Qué tipos de operaciones o sectores están generando actualmente una mayor actividad para TKL – Think Legal? ¿Estáis detectando nuevas oportunidades o industrias especialmente dinámicas?

Nuestra práctica está muy vinculada al middle market y eso nos permite tener una visión bastante transversal de la actividad empresarial. Durante el último año hemos participado en operaciones de compraventa de empresas, procesos de inversión, reorganizaciones societarias y proyectos de crecimiento inorgánico en sectores muy diversos.

Por sectores, seguimos observando mucho dinamismo en tecnología y software, life sciences, industria especializada, alimentación, servicios B2B y determinados negocios vinculados a la economía digital, si bien estamos viendo una actividad especialmente intensa en compañías con una fuerte base tecnológica o científica orientados a salud. En muchos casos se trata de sectores fragmentados, en los que siguen existiendo oportunidades interesantes de consolidación y crecimiento mediante adquisiciones.

Más allá del sector concreto, lo que resulta especialmente relevante es que una parte importante de las operaciones ya no responde únicamente a objetivos de crecimiento en tamaño. Cada vez vemos más transacciones impulsadas por una lógica industrial o estratégica, orientadas a incorporar tecnología, talento, conocimiento sectorial o capacidades complementarias que permitan reforzar su posicionamiento competitivo y ampliar sus capacidades. En ese tipo de operaciones es donde creemos que una firma como TKL aporta más valor, porque combinamos experiencia transaccional con un conocimiento muy cercano del negocio y de los sectores en los que operan nuestros clientes.

TTR: Desde vuestra experiencia asesorando a empresas e inversores, ¿qué perfil de cliente o inversor está mostrando un mayor dinamismo en el mercado? ¿Habéis observado cambios en el comportamiento de fondos, compañías o family offices?

En nuestro caso, en el mercado de M&A trabajamos habitualmente con empresarios, grupos empresariales, fondos de inversión, inversores privados y family offices, lo que nos permite observar el mercado desde perspectivas muy diferentes.

Durante el último año hemos visto una actividad especialmente intensa por parte de fondos de inversión especializados, family offices y grupos empresariales que están mostrando un especial interés por compañías con posiciones diferenciales en nichos concretos y capacidad de generar valor a largo plazo. Existe una clara búsqueda de compañías con posiciones sólidas en nichos concretos, equipos de gestión capaces de acompañar los planes de crecimiento y modelos de negocio con potencial de desarrollo a medio y largo plazo.

También hemos detectado un cambio relevante en el comportamiento de los inversores. La disponibilidad de capital sigue siendo elevada, pero los procesos de análisis son cada vez más rigurosos y existe una atención mucho mayor a cuestiones como la calidad de los ingresos, calidad del modelo de negocio, posicionamiento competitivo o fortaleza de los equipos directivos. Los fondos son más rigurosos con la valoración y piden con frecuencia continuidad o reinversión del vendedor; las corporaciones compran con una tesis más selectiva; y los family offices, que no son un bloque homogéneo, actúan de forma cada vez más profesional, normalmente en sectores que conocen y mediante coinversiones. Más que mayor agresividad, lo que vemos es mayor especialización.

TTR: En un mercado legal cada vez más competitivo, ¿cuáles consideras que son los principales retos para los despachos de negocios con una destacada práctica en M&A? ¿Qué factores diferencian a TKL – Think Legal en el asesoramiento de operaciones corporativas?

Uno de los principales retos es adaptarse al impacto que está teniendo la inteligencia artificial y la tecnología en la prestación de servicios jurídicos. La inteligencia artificial está reduciendo el valor diferencial de determinadas tareas que históricamente consumían mucho tiempo. Eso obliga a los despachos a competir cada vez más por criterio, capacidad de negociación, estrategia y comprensión del negocio del cliente.

Precisamente por ello, los clientes tienen hoy expectativas diferentes a las de hace unos años. Tienen acceso a más información, comparan más alternativas y esperan respuestas más rápidas, pero también un asesoramiento cada vez más práctico y alineado con sus objetivos empresariales.

El segundo reto es no perder identidad al crecer. En TKL – Think Legal somos multidisciplinares, pero funcionamos como una boutique: equipos pequeños y hechos a medida, pocas capas y acceso directo a quienes toman las decisiones. La implicación del socio no consiste en abrir el asunto y reaparecer en el cierre; se mantiene en la estructura, la negociación y la gestión de las contingencias. En nuestro caso, creemos que la principal diferencia de TKL – Think Legal es que nuestro organización y funcionamiento implica que el cliente tiene acceso directo a abogados senior y socios durante toda la operación y que combinamos una elevada especialización técnica con una visión eminentemente práctica, muy enfocada a entender la realidad empresarial de cada cliente y no únicamente los aspectos jurídicos de la transacción.

TTR: ¿Cuáles son las perspectivas que manejáis para el mercado de M&A en los próximos meses y qué factores —económicos, regulatorios o sectoriales— creéis que marcarán la actividad transaccional?

Somos razonablemente optimistas. No esperamos un mercado caracterizado por la euforia, pero sí un entorno con un nivel de actividad sólido y con oportunidades relevantes para quienes estén preparados para ejecutarlas.

Desde el punto de vista económico, seguirán siendo determinantes la evolución de los tipos de interés, la disponibilidad de financiación y el contexto geopolítico internacional.

Desde la perspectiva regulatoria, cada vez tendrá más relevancia la anticipación de cuestiones relacionadas con inversión extranjera, protección de datos, ciberseguridad, inteligencia artificial y el creciente nivel de supervisión existente en sectores como salud, energía o determinadas infraestructuras críticas.

Muchas de estas cuestiones están además estrechamente vinculadas a los propios procesos de transformación que están viviendo las compañías. En muchos casos, cuestiones como la gestión de los datos, la ciberseguridad o la capacidad tecnológica de una compañía están dejando de ser meros aspectos de cumplimiento normativo para convertirse en factores que influyen directamente en su valoración y atractivo para potenciales inversores

A nivel empresarial, pensamos que la tecnología y la inteligencia artificial continuarán siendo dos de los principales motores de transformación. No solo porque generen nuevas oportunidades de inversión, sino porque están influyendo en la valoración, la competitividad y el atractivo de compañías pertenecientes a prácticamente cualquier sector.

En definitiva, creemos que el mercado seguirá premiando a los buenos activos. Las compañías capaces de demostrar solidez, capacidad de adaptación y potencial de crecimiento seguirán encontrando interés inversor, incluso en un entorno más exigente que el de años anteriores.