Dealmaker Q&A

TTR Dealmaker Q&A com
Marcelo Droghetti, sócio de Societário, Fusões e Aquisições do Lobo de Rizzo


Marcelo Droghetti

Lobo de Rizzo



1. Novo ciclo de M&A no Brasil

TTR: O mercado de M&A no Brasil apresentou uma recuperação relevante em valor transacionado ao longo de 2025, impulsionada por operações de maior porte e por uma maior participação de capital internacional. Na sua visão, quais fatores estão explicando esse novo ciclo de atividade e o que diferencia o mercado atual em relação aos últimos dois anos?

Vemos o mercado de M&A no Brasil impulsionado por uma combinação de fatores macroeconômicos e estruturais. De um lado, o cenário global de maior incerteza – com tensões geopolíticas, volatilidade e reorganização de cadeias produtivas – tem levado investidores internacionais a buscar geografias com maior potencial de crescimento e diversificação, o que recoloca o Brasil de forma relevante no radar de capital estrangeiro, em especial para investidores acostumados com o ambiente de negócios no Brasil.

Adicionalmente, o ciclo prolongado de juros elevados nos últimos anos gerou uma reprecificação de ativos, criando oportunidades especialmente em empresas de qualidade que atravessaram esse período com níveis mais altos de alavancagem. Isso abriu espaço para investidores capitalizados ou concorrentes estratégicos capturarem valor em operações estruturadas.

Por fim, ainda observamos um ambiente favorável para consolidação em diversos setores da economia. Após um período em que o valor transacionado esteve concentrado em um número menor de operações, há espaço para movimentos de escala, integração e ganho de eficiência, especialmente em setores fragmentados.

O resultado é um mercado que combina retomada de atividade com maior sofisticação: menos volume, maior ticket médio e transações com racional estratégico mais claro, refletindo uma abordagem mais disciplinada por parte dos investidores.

2. Setores líderes e oportunidades

TTR: Tecnologia, energia, infraestrutura, agronegócio e serviços financeiros concentraram boa parte do dinamismo transacional recente no Brasil. Quais setores devem liderar a agenda de M&A nos próximos meses e onde estão hoje as oportunidades mais atrativas para investidores estratégicos e fundos de private equity?

Esses setores devem seguir como tendência nos próximos anos. O setor de tecnologia tende a liderar o pipeline de transações, impulsionado pela adoção de inteligência artificial e pela digitalização contínua dos negócios. Energia e infraestrutura devem seguir como vetores relevantes, com destaque para projetos ligados à transição energética, descarbonização e modernização de ativos. O agronegócio – e o setor de alimentos de uma forma geral – e seus setores correlatos tendem a manter forte protagonismo, refletindo o potencial do país e o interesse de investidores estratégicos e financeiros. Por fim, o setor de serviços financeiros deve apresentar oportunidades relevantes de consolidação e inovação, em linha com o nível de sofisticação e competitividade do mercado brasileiro.

3. Impacto do cenário global

TTR: O Brasil continua sendo um dos principais destinos de investimento na América Latina, mas o cenário global segue marcado por tensões geopolíticas, volatilidade cambial, inflação e maiores exigências regulatórias. Como esses fatores estão impactando a execução das transações e o apetite dos investidores pela região?

A conjuntura global segue impactando o ambiente de M&A de forma transversal. Nesse contexto, investidores com histórico de atuação no Brasil tendem a demonstrar maior capacidade de ajustar suas estratégias a variáveis como volatilidade cambial, inflação e custo de capital, incorporando esses elementos de forma mais eficiente nos processos de avaliação e tomada de decisão. No Brasil, o calendário eleitoral de 2026 pode implicar maior cautela na tomada de decisões estratégicas.

4. Principais desafios atuais

TTR: Nos últimos trimestres, o mercado brasileiro passou a apresentar um perfil mais seletivo, com processos de due diligence mais aprofundados e negociações mais sofisticadas em termos de riscos, compliance e estrutura contratual. Quais são hoje os principais desafios jurídicos e estratégicos enfrentados por empresas e assessores no fechamento de operações no Brasil?

O atual cenário político e econômico adiciona um grau relevante de complexidade à negociação e ao fechamento das operações. Observa-se uma postura mais cautelosa dos investidores, refletida em processos de due diligence mais aprofundados, com foco ampliado em temas regulatórios, ambientais e de conformidade, bem como na verificação da adequada execução de contratos e do cumprimento de obrigações de forma geral.

A reforma tributária surge como um fator adicional a ser considerado, impactando a precificação dos ativos e a projeção de resultados.

O ambiente de juros elevados também influencia a dinâmica das transações, especialmente no que diz respeito ao custo e à disponibilidade de financiamento.

5. Capital internacional e competição

TTR: O capital internacional continua desempenhando um papel relevante no mercado brasileiro, especialmente em operações cross-border. Na experiência de Lobo de Rizzo, quais tipos de ativos ou empresas brasileiras vêm despertando maior interesse de investidores estrangeiros e como está evoluindo a competição por esses ativos?

O investimento estrangeiro segue sendo um vetor relevante no mercado brasileiro, sobretudo em transações de maior porte e em segmentos considerados estratégicos. Nesse contexto, setores como energia – com destaque para renováveis –, tecnologia e infraestrutura devem continuar entre os principais polos de atração de capital, com crescente competitividade por ativos de qualidade, especialmente aqueles com perfil resiliente, escala relevante e potencial de geração de valor no longo prazo. O interesse em plataformas de geração de energia renovável e em ativos relacionados a data centers reflete tendências estruturais de transição energética e digitalização.

6. Perspectivas para 2026

TTR: Olhando para 2026, quais são as perspectivas para o mercado de M&A no Brasil e na América Latina? Vocês esperam um ambiente mais favorável para a tomada de decisões e execução de operações ou acreditam que o mercado continuará priorizando transações estratégicas e altamente seletivas?

As perspectivas para 2026 indicam uma retomada gradual da atividade. O ambiente deve permanecer marcado por disciplina na alocação de capital, rigor nos processos de due diligence e foco na qualidade e na geração de valor dos ativos. A expectativa é de que o mercado de M&A no Brasil ganhe tração ao longo do ano, em particular com maior clareza em relação ao cenário político e macroeconômico no período pós-eleitoral. Ainda assim, as transações estratégicas tendem a privilegiar ativos resilientes, com boa governança e fundamentos sólidos.


Informe mensual sobre el mercado transaccional latinoamericano – abril 2026


Capital movilizado en el mercado M&A de América Latina aumenta un 47% hasta abril de 2026, según informe de TTR Data

  • En el transcurso del año se han registrado 685 deals por USD 35.852m
  • En abril, se han registrado 146 transacciones y un importe de USD 8.370m
  • Capital movilizado en Private Equity aumenta un 181% en el transcurso de 2026
  • Brasil, Colombia, México y Perú, países que registran resultados positivos en el capital movilizado
  • Deal del mes: Cox completa adquisición de Iberdrola México por USD 4.170m

El mercado transaccional de América Latina ha registrado hasta abril un total de 685 fusiones y adquisiciones, entre anunciadas y cerradas, por un importe agregado de USD 35.852m, según el más reciente informe de TTR Data y Datasite.

Estas cifras implican un descenso del 32% en el número de transacciones y un aumento del 47% en su valor, con respecto a abril de 2025.  

En cuanto a abril, se ha registrado en el mes un total de 146 fusiones y adquisiciones, entre anunciadas y cerradas, por un importe agregado de USD 8.370m.

Ranking de Transacciones por Países

Según datos registrados hasta el mes de abril, por número de transacciones, Brasil lidera el ranking de países más activos de la región con 374 transacciones (un descenso del 38%) y con un aumento del 109% en el capital movilizado (USD 23.907m). Le sigue en el listado Chile, con 114 transacciones (un descenso del 8%) y una disminución del 17% de su importe (USD 1.964m), con respecto a abril de 2025.

Por su parte, Argentina sube en el ranking, con 84 transacciones (un descenso del 9%) y con un descenso del 12% en el capital movilizado (USD 2.777m). México, por su parte, asciende una posición en el ranking con 81 transacciones (un descenso del 10%) y un aumento del 233% en su importe (USD 8.615m), en términos interanuales, lo cual convierte al país, junto con Brasil, Colombia y Perú, en los únicos con resultados positivos en el capital movilizado.

Entretanto, Colombia desciende un lugar en el ranking y registra 63 transacciones (disminución del 34%) y un aumento del 60% en su capital movilizado (USD 6.262m). En último lugar, Perú disminuye su actividad y registra 34 transacciones (un descenso del 31%), con un aumento del 477% en su valor (USD 3.583m).


Ámbito Cross-Border 

En el ámbito cross-border, se destaca en abril el apetito inversor de las compañías latinoamericanas en el exterior, especialmente en Europa y Norteamérica, donde se han llevado a cabo 30 y 17 transacciones, respectivamente. Por su parte, las compañías que más han realizado transacciones estratégicas en América Latina proceden de Norteamérica y Europa, con 105 y 93 deals, respectivamente.

Private Equity, Venture Capital y Asset Acquisitions 

En abril de 2026, se han contabilizado un total de 46 transacciones de Private Equity por
USD 8.727m, lo cual supone una tendencia a la baja en el número de transacciones (-10%) y un aumento del 181% en su capital movilizado, con respecto al mismo periodo del año anterior.

Por su parte, el segmento de Venture Capital ha contabilizado en los primeros cuatro meses del año un total de 99 transacciones por un importe agregado de USD 1.646m, lo que implica una variación negativa del 50% en el número de transacciones y un aumento del 3% en su valor, en términos interanuales.

En el segmento de Asset Acquisitions, hasta abril se han registrado 175 transacciones, por un valor de USD 5.772m, lo cual representa un descenso del 2% en el número de transacciones y un aumento del 46% en su valor, con respecto al mismo periodo de 2025.

Transacción Destacada 

Para abril de 2026, TTR Data ha seleccionado como transacción destacada la adquisición de Iberdrola México por Cox ABG Group, empresa dedicada a diseñar y construir infraestructura de agua y energía renovable con sede en Sevilla, España, por USD 4.170m. 

La transacción ha contado con el asesoramiento jurídico de PwC Legal México, DLA Piper, Cox ABG Group, PwC Tax & Legal España y Baker McKenzie.

Por la parte financiera, la transacción ha sido asesorada por PwC España, Bank of America, BofA Securities, Barclays Bank y Santander Corporate & Investment Banking (SCIB). Por la parte de Due Dilligence, el deal ha sido asesorado por PwC España.

Dealmakers Q&A con APOYO Consultoría

TTR Data ha entrevistado en exclusiva a Mauricio Concha Zegarra, vicepresidente senior, y Eduardo Campos, presidente ejecutivo de APOYO Consultoría, para conocer las perspectivas del mercado de Fusiones y Adquisiciones en 2026: “El mercado de M&A en América Latina está entrando en una etapa más selectiva, pero no necesariamente menos dinámica. De hecho, durante los últimos trimestres hemos visto una recuperación de la actividad respecto a niveles prepandemia, especialmente en operaciones de mayor escala y en sectores estratégicos como energía, infraestructura, telecomunicaciones, minería y servicios financieros. América Latina sigue siendo atractiva para capital internacional por varias razones estructurales: brechas relevantes en infraestructura y digitalización, una clase media todavía en expansión en ciertos mercados, abundancia de recursos naturales críticos para la transición energética y oportunidades de consolidación en industrias fragmentadas. Todo ello genera espacio para tasas de crecimiento superiores a las de mercados desarrollados”.

Para conocer toda la entrevista, ingrese aquí.

Dealmaker Q&A

TTR Dealmaker Q&A con Mauricio Concha Zegarra, vicepresidente senior, y Eduardo Campos, presidente ejecutivo de APOYO Consultoría

Mauricio Concha Zegarra
Vicepresidente senior de APOYO Consultoría

Mauricio Concha Zegarra es vicepresidente senior de APOYO Consultoria y líder de su boutique de banca de inversión, firma miembro de Oaklins en Perú. Ha liderado y participado en procesos de M&A, reestructuraciones y situaciones especiales, valorizaciones, fairness opinions, levantamiento de capital y emisiones de deuda en Estados Unidos, Europa y América Latina cubriendo múltiples industrias, incluyendo servicios financieros, FinTech, logística, industriales y telecomunicaciones. Tiene un MBA de la Escuela de Negocios de Harvard, una certificación de Financial Risk Manager – Global Association of Risk Professionals (GARP) y licenciado en Economía de la Universidad del Pacífico.

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Eduardo Campos
Presidente ejecutivo de APOYO Consultoría

Es socio y presidente ejecutivo de APOYO Consultoría desde el 2025.  Anteriormente, se desempeñó como socio responsable del equipo de Finanzas Corporativas, donde su experiencia abarcó desde el asesoramiento en operaciones de M&A hasta la dirección de procesos de reestructuraciones de capital de empresas. Ha asesorado a clientes de diversos sectores, con especial atención a los servicios financieros, retail y salud. En los últimos años, ha liderado más de veinte (20) transacciones en diferentes sectores. Antes de incorporarse a APOYO en 1994, Eduardo trabajó en la división de estudios económicos del Banco Central. Es bachiller en Economía por la Universidad Pontificia Católica del Perú y tiene un máster en Economía por la Universidad de Western Ontario, Canadá.


TTR: ¿Cómo ven el panorama de M&A en América Latina este año, considerando un mercado más selectivo, con menor volumen, pero mayor tamaño de operaciones y un fuerte peso del capital internacional?

El mercado de M&A en América Latina está entrando en una etapa más selectiva, pero no necesariamente menos dinámica. De hecho, durante los últimos trimestres hemos visto una recuperación de la actividad respecto a niveles prepandemia, especialmente en operaciones de mayor escala y en sectores estratégicos como energía, infraestructura, telecomunicaciones, minería y servicios financieros.

América Latina sigue siendo atractiva para capital internacional por varias razones estructurales: brechas relevantes en infraestructura y digitalización, una clase media todavía en expansión en ciertos mercados, abundancia de recursos naturales críticos para la transición energética y oportunidades de consolidación en industrias fragmentadas. Todo ello genera espacio para tasas de crecimiento superiores a las de mercados desarrollados.

Lo que observamos es un mercado con transacciones de mayor tamaño. Los inversionistas particularmente internacionales están priorizando activos líderes, con ventajas competitivas claras, capacidad de expansión regional que permita acelerar crecimiento y generación resiliente de caja – un claro “flight to quality” en M&A.

El principal cambio frente a años anteriores es la mayor rigurosidad en el proceso de inversión. Tanto inversionistas estratégicos como financieros están siendo mucho más disciplinados en el análisis de sinergias y creación de valor post-transacción. Los procesos toman más tiempo, las ofertas indicativas son más trabajadas y existe un foco mucho mayor en el due diligence operativo, regulatorio y comercial.

Finalmente, en mercados como Perú y Colombia, creemos que una mayor estabilidad política podría convertirse en un catalizador relevante para reactivar aún más la actividad de M&A durante los próximos años.

TTR: En términos sectoriales, ¿qué industrias están liderando hoy el flujo de transacciones en Perú como energía, minería, infraestructura, inmobiliario, consumo o fintech y dónde están viendo las oportunidades más claras de creación de valor?

En Perú, las transacciones se están concentrando principalmente en sectores donde el país tiene ventajas competitivas estructurales y una tesis clara de crecimiento de largo plazo: energía, minería, infraestructura, logística y recursos naturales.

Energía ha sido uno de los sectores más activos en los últimos meses, con operaciones relevantes como la adquisición de Orygen por Grupo Romero y la compra de una participación en Inkia Energy por CPPIB. Esto refleja una tendencia regional y global: el creciente apetito por activos vinculados a generación eléctrica, transición energética y estabilidad de flujos de caja de largo plazo.

Minería y los servicios a la minería continúan siendo un sector central para el mercado peruano, particularmente por el posicionamiento del país en cobre y otros minerales estratégicos vinculados a electrificación, inteligencia artificial y transición energética. Perú sigue siendo uno de los mercados más relevantes en este sector.

También vemos oportunidades cada vez más importantes en infraestructura y logística. El desarrollo del Puerto de Chancay tiene el potencial de posicionar al Perú como un hub logístico relevante para la costa oeste de Sudamérica, generando oportunidades de inversión no solo en transporte y almacenamiento, sino también en servicios conexos, industria, comercio exterior y desarrollo inmobiliario industrial.

En términos de creación de valor, hoy vemos que el foco está menos en crecimiento financiero y mucho más en transformación operativa y estratégica. Las mayores oportunidades están en compañías con activos sólidos, pero con espacio para mejorar el gobierno corporativo, eficiencias, digitalización, y estructura de capital. Esto es especialmente evidente en el middle market peruano, donde muchas empresas familiares tienen negocios muy competitivos y están en procesos de profesionalización para atraer capital internacional.

TTR: En un contexto donde sectores como tecnología, energía y servicios financieros concentran el interés inversor global, ¿qué está haciendo Perú para posicionarse competitivamente dentro de esos verticales frente a otros mercados de la región?

Perú mantiene una posición competitiva relevante dentro de la región, especialmente en sectores donde tiene ventajas estructurales claras como energía, minería, infraestructura y recursos naturales. La presencia sostenida de capital extranjero particularmente de inversionistas asiáticos y fondos globales confirma que el país continúa siendo visto como una plataforma atractiva para inversiones de largo plazo.

Uno de los principales atributos del Perú sigue siendo su estabilidad macroeconómica relativa frente a otros mercados de la región. Niveles de inflación más controlados, estabilidad cambiaria y una tradición de disciplina fiscal generan mayor confianza para el inversionista internacional, especialmente en un entorno global donde el costo de capital sigue siendo más exigente.

Sin embargo, para fortalecer aún más su posicionamiento regional, el país necesita avanzar en mayor predictibilidad regulatoria, acelerar procesos asociados a permisos y destrabar proyectos de inversión relevantes.

En energía y minería, Perú tiene una oportunidad relevante por la demanda global asociada a transición energética, electrificación e inteligencia artificial. El interés por cobre seguirá posicionando al país como un actor estratégico dentro de las cadenas globales de suministro.

En tecnología y servicios financieros, vemos una oportunidad importante vinculada a la baja penetración financiera y los altos niveles de informalidad. Lo cual abre el espacio para el desarrollo de fintechs y plataformas tecnológicas enfocadas en pagos, crédito alternativo, infraestructura financiera, soluciones B2B y digitalización de pymes. Más que competir por tamaño de mercado frente a países como Brasil o México, Perú puede posicionarse como un mercado con alto potencial de crecimiento y espacio para emprender.

Finalmente, desde el sector privado, la preparación de las compañías será cada vez más determinante para atraer capital. Hoy los inversionistas buscan empresas con un buen gobierno corporativo, capacidades digitales y métricas claras de creación de valor.

TTR: Dado el protagonismo de sectores como transición energética, data centers e infraestructuras, ¿dónde identifican ustedes el mayor gap entre percepción de riesgo y oportunidad real para los inversores en Perú?

En sectores vinculados a energía e infraestructura, uno de los principales gaps entre percepción de riesgo y oportunidad real sigue siendo el componente regulatorio y de ejecución. Esto está asociado principalmente a procesos de permisos, renovaciones de concesiones y adendas, así como a los tiempos requeridos para llevar proyectos a operación. Sin embargo, muchos inversionistas con experiencia en mercados emergentes entienden que estos riesgos son gestionables y que, precisamente por esa percepción de complejidad, existen oportunidades para adquirir activos estratégicos con mejores retornos relativos frente a mercados más desarrollados.

En infraestructura digital y data centers, la brecha es distinta y está más relacionada con escala y madurez del mercado. América Latina todavía tiene una oferta limitada de plataformas regionales suficientemente grandes para absorber la creciente demanda por conectividad, almacenamiento de datos, servicios cloud e inteligencia artificial. Perú aún está en una etapa temprana de desarrollo en este segmento lo cual abre oportunidades atractivas para inversionistas con visión de largo plazo que puedan construir escala mediante adquisiciones pequeñas y estrategias de consolidación / add-ons.

En ambos casos, la estructuración de las transacciones se ha vuelto un elemento central para cerrar operaciones y reducir brechas entre compradores y vendedores. Hoy vemos procesos con mayor nivel de due diligence, estructuras de adquisición gradual, earnouts, joint ventures y uso creciente de seguros de R&W. Este tipo de herramientas está ganando relevancia en la región porque permite ejecutar transacciones en entornos más exigentes sin frenar el apetito de inversión de largo plazo.

TTR: De cara al segundo semestre, ¿cuáles serán los principales desafíos para APOYO Consultoría en términos de ejecución, pipeline y cierre de operaciones en un entorno de mayor exigencia por parte de los inversores?

Actualmente estamos viendo un pipeline dinámico e interesante, en un entorno donde los procesos son más exigentes y toman más tiempo que hace algunos años. Los inversionistas están realizando due diligence mucho más profundo, los comités de inversión requieren mayor visibilidad sobre riesgos y creación de valor, y existe una disciplina mucho más marcada en la valorización y estructuración de la transacción.

Por ello nosotros elevamos el nivel de preparación de cada proceso. Hoy ya no basta con presentar una compañía atractiva; es necesario construir una tesis de inversión sólida, anticipar contingencias, preparar información financiera y operativa de alta calidad y diseñar estructuras que funcionen tanto para compradores como vendedores. En ese contexto, el enfoque multidisciplinario de APOYO Consultoría es especialmente relevante, porque nos permite complementar la asesoría financiera con capacidades sectoriales, regulatorias y estratégicas. Además, a través de nuestra plataforma global de Oaklins, accedemos a compradores internacionales y experiencia sectorial especializada que amplía de manera importante el alcance en los procesos.

También estamos utilizando cada vez más herramientas orientadas a reducir fricción y aumentar la probabilidad de cierre. Procesos que incorporar un vendor due diligence y análisis de riesgos regulatorios permiten anticipar contingencias antes de salir al mercado. Asimismo, estructuras como adquisiciones parciales y/o earnouts están ganando relevancia porque ayudan a cerrar brechas de valorización y facilitan acuerdos en un entorno más riguroso.

Relatório mensal sobre o mercado transacional brasileiro – abril 2026




O capital movimentado no mercado de M&A aumentou 87% até abril de 2026, segundo a TTR Data

  • Fusões e Aquisições movimentam BRL 123,2bi em 2026
  • Estados Unidos é o país que mais investiu no Brasil, com 40 aquisições
  • Empresas norte-americanas que adquirem negócios brasileiros registraram uma diminuição de 40%
  • O setor de Real Estate é o mais ativo com 64 transações

O cenário transacional brasileiro foi objeto de análise no relatório mensal do TTR Data, que revelou 374 transações movimentando um total de BRL 123,2bi em 2026.

Esses números representam uma queda de 37% no número de transações em relação ao mesmo período de 2025, no entanto o houve um aumento no capital mobilizado em 87%. Do total das transações, 41% possuem os valores revelados e 71% das operações já estão concluídas.

Em abril, 77 fusões e aquisições foram registradas, entre anunciadas e concluídas, e um valor total de BRL 29,5bi. 

O setor de Real Estate é o mais ativo com 64 transações, seguido pelo setor de Internet, Sofware & IT Services, com 56 transações.



Operações do mercado transacional de abril de 2025 a abril de 2026
Fonte: TTR Data.


Âmbito Cross-Border

Empresas brasileiras voltaram-se principalmente para os Estados Unidos e Argentina, realizando seis e quatro transações, respectivamente.

Por outro lado, os Estados Unidos lideram os investimentos no Brasil, com 40 operações.

Empresas norte-americanas que adquirem negócios brasileiros registraram uma diminuição de 40%.

Em relação aos fundos estrangeiros de Private Equity e Venture Capital que investem em empresas brasileiras, houve um aumento de 18% em 2026.

Private Equity, Venture Capital eAsset Acquisitions

No segmento de Private Equity, houve 23 transações totalizando BRL 30,3bi, com uma queda de 28% no volume de operações. 

Em Venture Capital, 57 rodadas de investimento movimentaram BRL 3,6bi, representando uma queda de 56% no volume de operações. 

O segmento de Asset Acquisitions registrou 98 transações e BRL 17,9bi, refletindo um crescimento de 30% no total investido. 

Transação do mês

A transação destacada pelo TTR Data em abril de 2026 foi a conclusão da oferta pública voluntária de aquisição da Neoenergia pela Iberdrola. O valor da transação é de BRL 5,82bi.

A operação contou com a assessoria jurídica em lei brasileira dos escritórios Machado Meyer Advogados; e Mattos Filho. O BTG Pactual e UBS BB realizaram a assessoria financeira.


Ranking de assessores financeiros e jurídicos

O relatório publica os rankings de assessoria financeira e jurídica até abril de 2026 em M&A, Private Equity, Venture Capital e Mercados de Capitais, onde a atividade dos assessores é refletida pelo número de transações e pelo valor total.

Quanto ao ranking de assessores financeiros, por número de transações lidera em 2026 o Banco Itaú BBA com 11 operações. Em valor, lidera o Banco Bradesco BBI com um total de BRL 36,3bi. 

No que se refere ao ranking de assessores jurídicos, por número de transações  e valor lidera o escritório Mattos Filho, com 27 operações e contabilizando um total de BRL 38,9bi.

Informe mensual sobre el mercado transaccional mexicano – abril 2026


Mercado M&A mexicano registra disminución del 10% en capital movilizado hasta abril de 2026, según informe de TTR Data

  • En el transcurso del año se han registrado 81 deals por USD 8.615m
  • En abril, se han registrado 17 transacciones en el país por USD 2.506m
  • Estados Unidos es el país con mayor interés inversor en el mercado M&A en México
  • Capital movilizado en Venture Capital aumenta un 72% hasta abril de 2026
  • Deal del mes: Cox completa adquisición de Iberdrola México por USD 4.170m

El mercado de M&A en México ha contabilizado hasta abril de 2026 un total de 81 fusiones y adquisiciones, entre anunciadas y cerradas, por un importe agregado de
USD 8.615m, de acuerdo con el informe mensual de TTR Data.

Estos valores implican un descenso del 10% en el número de transacciones y un aumento del 233% en su importe, con respecto al mismo período de 2025.

En cuanto al mes de abril, se han registrado 17 transacciones, entre anunciadas y cerradas, por un importe agregado de USD 2.506m.

En términos sectoriales, el Inmobiliario ha sido el más activo del mes, con 18 transacciones y un aumento del 157%.


Ámbito Cross-Border

En lo que respecta al mercado cross-border, hasta abril de 2026, las empresas mexicanas han apostado principalmente por invertir en España y Argentina, con 9 y 5 deals, respectivamente. Por importe, destaca Argentina con USD 721m.  

Por otro lado, Estados Unidos y Reino Unido son los países que más han apostado por realizar adquisiciones en México, con 14 y 4 deals, respectivamente.

Private Equity y Venture Capital

En abril de 2026, se han contabilizado un total de 5 transacciones de Private Equity por
USD 3.379m
, lo que implica un descenso del 37% en el número de transacciones y un aumento del 6.042% en su importe, en términos interanuales.

En el segmento de Venture Capital, en el mes de abril se han registrado 18 transacciones por un valor de USD 878m, lo cual representa un descenso del 36% en el número de transacciones y un aumento del 72% en el capital movilizado, con respecto a abril de 2025.

Asset Acquisitions

En el mercado de adquisición de activos, se han cerrado en abril 22 transacciones por USD 1.700m, lo cual implica un aumento del 69% en el número de transacciones y del 1.376% en su importe, en términos interanuales.


Transacción Destacada

Para abril de 2026, TTR Data ha seleccionado como transacción destacada la adquisición de Iberdrola México por Cox ABG Group, empresa dedicada a diseñar y construir infraestructura de agua y energía renovable con sede en Sevilla, España, por USD 4.170m. 

La transacción ha contado con el asesoramiento jurídico de PwC Legal México, DLA Piper, Cox ABG Group, PwC Tax & Legal España y Baker McKenzie.

Por la parte financiera, la transacción ha sido asesorada por PwC España, Bank of America, BofA Securities, Barclays Bank y Santander Corporate & Investment Banking (SCIB). Por la parte de Due Dilligence, el deal ha sido asesorado por PwC España.

Ranking de Asesores Jurídicos y Financieros

El ranking TTR Data de asesores financieros en el mercado de M&A de 2026, por importe y número de transacciones, lo lidera Citi con una transacción y USD 2.499m.

En cuanto al ranking de asesores jurídicos del mercado de M&A de 2026 por número de transacciones e importe, lidera Creel, García-Cuéllar, Aiza y Enríquez, con USD 3.684m y 9 transacciones.