Informe trimestral sobre el mercado transaccional mexicano – 1T

Las transacciones de M&A en México aumentan un 5% en el primer trimestre de 2022

  • En los tres primeros meses de 2022 se han registrado 85 transacciones por USD 2.261m
  • Sectores Inmobiliario e Internet Software y Servicios IT, los dos más destacados del periodo, con 13 operaciones cada uno
  • Operaciones de Venture Capital aumentan un 5% en el primer trimestre de 2022
  • Transacción destacada: Televisa completa fusión de su negocio de medios y contenido con Univision

El mercado de M&A en México ha contabilizado en los tres primeros meses del año un total de 85 operaciones, de las cuales 51 suman un importe no confidencial de USD 2.261m, de acuerdo con el informe trimestral de Transactional Track Record, en colaboración con Intralinks. Estos datos reflejan un aumento del 5% en el número de operaciones y del 132% en el importe de las mismas con respecto al primer trimestre de 2021.

En términos sectoriales, el Inmobiliario, además del sector Internet Software y Servicios IT son los más activos del año, con un total de 13 transacciones cada uno, con un aumento del 160% y del 30% con respecto al primer trimestre de 2021, respectivamente.

Ámbito Cross-Border

Por lo que respecta al mercado Cross-Border, en lo que va de año las empresas mexicanas han apostado principalmente por invertir en Colombia, con 6 transacciones, seguido por Estados Unidos con 5 operaciones. Por importe, destaca Omán, con USD 620m.

Por otro lado, Estados Unidos es el país que más ha apostado por realizar adquisiciones en México, con 27 operaciones, seguido de Chile con 4 operaciones. En términos de importe, destaca Estados Unidos con un importe de USD 508m.

Private Equity y Venture Capital

En el primer trimestre de 2022 se han producido un total de 4 transacciones de Private Equity, las cuales representan una tendencia estable en el número de operaciones con respecto al primer trimestre de 2021.

Por su parte, en los tres primeros meses de 2022, México ha registrado 44 operaciones de Venture Capital valoradas en USD 784m, lo que representa un aumento del 4,76% en el número de operaciones y un aumento del 179% en el capital movilizado con respecto al mismo periodo del año pasado.

Asset Acquisitions

En el mercado de adquisición de activos, se han cerrado en el primer trimestre 14 transacciones con un importe de USD 173m, lo cual implica un aumento del 17% en el número de operaciones y un aumento del 448% en su importe con respecto al mismo periodo de 2021.

Transacción Destacada

Para el primer trimestre de 2022, Transactional Track Record ha seleccionado como operación destacada la relacionada con Televisa, la cual ha completado la fusión de su negocio de medios y contenido con Univision.

La operación, valorada en USD 4.800m, ha estado asesorada por la parte legal por Paul, Weiss, Rifkind, Wharton & Garrison; Sidley Austin US; Covington & Burling; Galicia Abogados; Wachtell, Lipton, Rosen & Katz; Mijares, Angoitia, Cortés y Fuentes; Pillsbury Winthrop Shaw Pittman y Chevez Ruiz Zamarripa.

Por la parte financiera, la transacción ha sido asesorada por Guggenheim Securities;
JPMorgan Chase & Co. y por Allen & Company.

Ranking de Asesores Legales

En el ranking TTR de asesores legales, por importe, lideran en el primer trimestre de 2022 DLA Piper Gallástegui y Lozano Mexico y Greenberg Traurig México Greenberg Traurig México con USD 225m cada uno. Y por número de deals, lidera Creel, García-Cuéllar, Aiza y Enríquez, y Galicia Abogados con 3 transacciones cada uno.

Relatório do primeiro trimestre sobre o mercado transacional brasileiro – 1T

Volume de Fusões e Aquisições registra crescimento de 19% no primeiro trimestre de 2022

  • No primeiro trimestre  foram registradas 569 transações e um total de BRL 63,9bi
  • Empresas norte-americanas aumentaram em 34% suas aquisições no mercado brasileiro
  • Fundos de Venture Capital investem BRL 12,7bi no período
  • Aquisições estrangeiras nos setores de Tecnologia e Internet aumentaram em 48%

O mercado transacional brasileiro registrou no primeiro trimestre de 2022, 569 operações com valor total de BRL 63,9bi, de acordo com o mais recente relatório  do Transactional Track Record em colaboração com o Intralinks.

Operações do mercado transacional do 1Q de 2020 até 1Q de 2022
Fonte: Transactional Track Record.

Esses números representam um aumento de 19% no número de transações em relação ao mesmo período de 2021. Do total das transações, 46% possuem os valores revelados e 74% das operações já estão concluídas.

O setor de Internet, Software & IT Services foi o mais ativo no período, com um total de 102 transações, representando uma diminuição de 37% em relação ao mesmo período de 2021. Em segundo lugar está o setor de Industry-Specific Software, com 91 transações. 

Âmbito Cross-Border

No primeiro trimestre de  2022, as empresas brasileiras escolheram os Estados Unidos como seu principal destino de investimento, com 10 transações e um total de BRL 1,1bi, seguido pela Colômbia com cinco operações e pelo Uruguai, com quatro transações.

Os Estados Unidos e a Alemanha, com 70 e 14 transações, respectivamente, são os países que mais investiram no Brasil. 

O volume de  empresas norte-americanas que adquirem empresas brasileiras registrouum aumento de 34% em comparação com o mesmo período do ano passado. Já as aquisições estrangeiras nos setores de Tecnologia e Internet aumentaram em 48%.

Em relação aos fundos estrangeiros de Private Equity e Venture Capital que investem em empresas brasileiras, houve uma dimibuição de 27% no primeiro trimestre.


Private Equity, Venture Capital e Asset Acquisitions

Em Private Equity, foram contabilizadas 24 transações e um total de BRL 3,9bi no período, registrando uma queda de 29% no número de operações, em comparação com o mesmo período de 2021.

No âmbito do  Venture Capital, foram realizadas 173 rodadas de investimento, movimentando um capital de BRL 8,9bi, o que resulta um aumento de 16% no número de transações.

No segmento de Asset Acquisitions, foram registradas 50 transações e um total de BRL 12,7bi no primeiro trimestre, representando um crescimento de 28% no número de operações, em relação ao mesmo período do ano passado.


Transação do trimestre

A transação destacada pelo TTR no primeiro trimestre de 2022, foi a conclusão da venda do projeto de mineração de fosfato Salitre no Brasilda Yara Brasil Fertilizantes para a EuroChem Brasil. O valor da transação é de USD 452,00m.

A operação contou com a assessoria jurídica dos escritórios Veirano Advogados; Norton Rose Fulbright UK; Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados; e Dentons UK. A Intralinks foi resposável pelo Virtual Data Room.


Entrevista com Cescon, Barrieu Flesch & Barreto Advogados

Eduardo Lanna, sócio na área de Fusões e Aquisições, Societário, Private Equity e Governança Corporativa, conversou com o TTR para esta edição, e analisou quais setores os investidores internacionais podem encontrar as maiores oportunidades no Brasil: “O setor de tecnologia, com destaque para as fintechs e healthtechs, continuará em alta com boas oportunidades de investimento e consolidação, seja por grandes players do setor, fundos e venture capital. O mercado de energia também se mostra forte e com tendência de alta considerando as oportunidades de investimento, busca por uma matriz renovável, desenvolvimento de tecnologias de geração (eólica, solar, biomassa e hidrogênio verde), transição energética e seu importante papel no compromisso ESG das companhias de uma forma geral.

O setor de saúde também continua com boas oportunidades e com tendência de alta. Acompanhamos grandes transações no setor e é provável que essa consolidação continue.

Por fim, o setor de agronegócios e infraestrutura (privatizações de iluminação pública, saneamento, novas concessões de aeroportos e rodovias) devem continuar atraindo grandes investidores com um mercado movimentado.”

Para entrevista completa, clique aqui


Ranking de assessores financeiros e jurídicos

O relatório publica os rankings de assessoria financeira e jurídica do primeiro trimestre de 2022 em M&A, Private Equity, Venture Capital e Mercados de Capitais, onde a atividade dos assessores é refletida pelo número de transações e pelo valor total.

Quanto ao ranking de assessores financeiros, por número de transações e em valor, lidera o Banco BTG Pactual, com 16 operações e um total de BRL 22,1bi.

No que se refere ao ranking de assessores jurídicos, por número de transações em 2022 lidera o escritório Bronstein Zilberberg Chueiri & Potenza Advogados, com 36 operações. Em valor, lidera o BMA – Barbosa Müssnich Aragão contabilizando um total de BRL 17,0bi.

Relatório do primeiro trimestre sobre o mercado transacional português – 1T

Volume de Fusões e Aquisições regista diminuição de 20% no primeiro trimestre de 2022

  • No primeiro trimestre foram registadas 98 transações e um valor total de EUR 977m
  • Em Asset Acquisitions, foi movimentado um capital de EUR 400m
  • Setor de Real Estate foi o mais ativo no período, com 25 transações
  • Fundos de Venture Capital realizaram 15 rodadas de investimentos

O mercado transacional português registou no primeiro trimestre de 2022, 98 operações com valor total de EUR 977m, no qual 43% do total das transações possuem os valores revelados, de acordo com o mais recente relatório  do Transactional Track Record em colaboração com o Intralinks.

Operações do mercado transacional do 1Q de 2020 até 1Q de 2022
Fonte: Transactional Track Record.

Estes números representam uma diminuição de 20% no número de transações em comparação ao mesmo período de 2021, bem como uma queda de 74% do capital mobilizado.

Em termos setoriais, o setor de Real Estate foi o mais ativo no primeiro trimestre, com 25 transações, seguido pelo setor de Business & Professional Support Services, com 10 operações.

Âmbito Cross-Border

No âmbito Cross-Border, quanto à número de transações, a Espanha foi o país que mais investiu em Portugal no período, contabilizando 10 transações. Em segundo lugar está os Estados Undios com oito operações.

As empresas portuguesas escolheram a Itália e a França como principal destino de investimento, com três e duas transações, respectivamente.

As empresas norte-americanas diminuiram em 11% suas aquisições no mercado português, no primeiro trimestre de 2022. As aquisições estrangeiras no setor de Tecnologia e Internet diminuíram 25% em comparação ao mesmo período de 2021.

Em relação aos fundos estrangeiros de Private Equity e Venture Capital que investem em empresas portuguesas, houve uma diminuição de 60% no período.

Private Equity, Venture Capital e Asset Acquisitions

No primeiro trimestre foram contabilizadas quatro transaçõesde Private Equity com um total de EUR 26m. Houve uma diminuição de 42% no número de operações em comparação ao mesmo período de 2021.

Em Venture Capital, foram realizadas 15 rodadas de investimentos com um total de EUR 70m, representando uma diminuição de 42% no número de transações.

No segmento de Asset Acquisitions, foram registadas 29 transações com um valor de EUR 400m, representando uma queda de 17% no número de operações.

Transação do trimestre

A transação destacada pelo TTR no primeiro trimestre de 2022 foi a conclusão da venda pela Atlantia, de participação de 17,21% na Lusoponte, para a VINCI Highways e Lineas – Concessões de Transportes, subsidiária da Mota-Engil. O valor da transação é de EUR 55,70m.

A operação contou com a assessoria jurídica dos escritórios Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados; Sérvulo & Associados e CS’Associados; e VdA – Vieira de Almeida.

Ranking de consultores financeiros e jurídicos

O relatório publica os rankings de assessoria financeira e jurídica no primeiro trimestre de 2022 em M&A, Private Equity, Venture Capital e Mercados de Capitais, onde a atividade dos assessores é refletida pelo número de transações e pelo valor total.

Quanto ao ranking de assessores jurídicos, por número de transações e em valor, lidera ao longo de 2022 o escritório Garrigues Portugal, com nove transações e contabilizando um total de EUR 286,25m.

No que se refere ao ranking de assessores financeiros, por número de transações e em valor, lidera em 2022 o Haitong Securities, com uma transação e um total de EUR 81m.

Informe trimestral sobre el mercado transaccional chileno – 1T

Mercado M&A chileno registra descenso del 20% en el primer trimestre de 2022

  • En el primer trimestre se han registrado en el país 60 transacciones por USD 3.850m
  • El sector Internet, Software y Servicios IT es el más destacado del año, con 9 operaciones
  • Operaciones de Venture Capital disminuyen un 15% en 2022
  • Transacción destacada: AES Corporation cierra OPA sobre AES Andes
  • Felipe Junqueira, líder regional de M&A y Private Equity de AON, participa en esta edición para América Latina y describe las perspectivas del mercado M&A en chile y la región

El mercado transaccional chileno ha registrado en el primer trimestre de 2022 un total de 60 fusiones y adquisiciones, entre anunciadas y cerradas, por un importe agregado de USD 3.850m, según el informe trimestral de Transactional Track Record, en patrocinio con Intralinks. Estas cifras suponen una disminución del 20% en el número de operaciones y un descenso del 34% en el importe de las mismas, con respecto al mismo periodo de 2021.

En términos sectoriales, el de Internet, Software y Servicios IT es el más activo del año, con un total de 9 transacciones, seguido por el sector de Banca e Inversión, con 7 operaciones. Sin embargo, en términos interanuales el sector Internet, Software y Servicios IT ha registrado un descenso del 10% mientras que el sector de Banca e Inversión ha aumentado su actividad en un 133%

Ámbito Cross-Border

Por lo que respecta al mercado Cross-Border, en 2022 las empresas chilenas han apostado principalmente por invertir en Colombia y México, con 4 transacciones cada una.

Por otro lado, Estados Unidos es el país que más ha apostado por realizar adquisiciones en Chile, con 15 operaciones. Por importe, destaca Estados Unidos, con USD 2.066m.

Private Equity y Venture Capital

En el primer trimestre de 2022 Chile ha registrado 3 operaciones de Private Equity valoradas en USD 18m, lo que representa un descenso del 50% en el número de operaciones y una disminución del 97% en el capital movilizado con respecto al mismo periodo del año pasado.

Por su parte, Chile ha registrado 23 operaciones de Venture Capital valoradas en USD 358m, lo que representa una disminución del 14,81% en el número de operaciones y un aumento del 200% en el capital movilizado con respecto al mismo periodo del año pasado.

Asset Acquisitions

En el mercado de adquisición de activos, se han cerrado en el primer trimestre de 2022 un total de 6 transacciones con un importe de USD 765m, lo cual implica un descenso del 25% en el número de operaciones y un aumento del 265% en su importe con respecto al mismo periodo de 2021.

Transacción Destacada

Para el primer trimestre de 2022, Transactional Track Record ha seleccionado como operación destacada la relacionada con AES Corporation, a través de su filial Inversiones Cachagua, la cual ha cerrado una Oferta Pública de Adquisición (OPA) para aumentar su participación en AES Andes, con la que ha adquirido un 31,16% adicional en la empresa. El importe de la transacción ha sido USD 530m.

Con la oferta, AES Corporation aumenta su participación indirecta en AES Andes al 98,14%.

La operación ha estado asesorada por la parte legal por Claro y Cía. Abogados; Davis Polk US y AES Corporation.

Entrevista con AON

Felipe Junqueira, líder regional de M&A y Private Equity de AON, ha conversado con TTR para esta edición, y han analizado las perspectivas del mercado transaccional de América Latina y Chile en 2022: “Entendemos que el sector financiero en general y el tecnológico seguirán presentando grandes oportunidades en la región. El sector financiero por su lado, continúa en proceso de transformación y el sector tecnológico, que permea todas las demás industrias, tiende a reforzarse con el aumento de la demanda de servicios y productos por parte de las empresas, con el objetivo de generar cada vez más eficiencias operativas y abarcar más mercados. Desde el punto de vista de M&A, esperamos un movimiento en empresas que buscan eficiencias de diferentes formas con miras a mejorar el acceso a insumos, además de un movimiento de verticalización en algunos sectores específicos. 

Destacamos también que los sectores de Infraestructura, Ingeniería y Energía también se suman a esta tendencia, debido a la demanda contenida y la baja inversión histórica en la mayoría de los países, sumado al cambio paulatino de la matriz energética”.

Para conocer toda la entrevista, ingrese aquí.

Ranking de Asesores Legales y Financieros

En el ranking TTR de asesores financieros, por importe y por número de operaciones, lidera en 2022 Citigroup, con 2 deals y con USD 1.901m.

En cuanto al ranking de asesores jurídicos, por número de operaciones y por capital movilizado lidera Carey con USD 1.901m y con 5 transacciones.

Dealmaker Q&A

Content available in English and Portuguese (scroll down)

TTR Dealmaker Q&A with Cescon, Barrieu Flesch & Barreto Advogados Partner Eduardo Lanna

Cescon, Barrieu Flesch & Barreto Advogados

Eduardo Lanna

Eduardo Lanna is a partner in the areas of Mergers and Acquisitions, Corporate Law and Governance and Private Equity.​
He has extensive experience in advising foreign and national clients in local and cross border merger and acquisitions, assets sale, joint ventures, corporate restructurings, inbound and outbound investments, and other transactions involving a variety of economy sectors.
Eduardo has a recognized experience in the energy sector, whether in private or public / tender offer transactions. He provides legal assistance to public and private companies in relation to corporate and governance matters.


TTR: ¿What are your main conclusions for the M&A market in 1Q22?

A still very busy market, in which the tech sector stands out (IT services, software and telecom), in addition to health and power. Private equity funds remain highly active (investments and divestments alike), we have also followed and advised on the consolidation of large strategic players, and the venture capital market keeps growing stronger. Deal rankings show an increase in transaction volume, which reflects our perception that the first quarter of 2022 has still followed the heated market of 2021.

Macroeconomic and political factors, in addition to the pandemic outcomes, have showed they could play a more relevant role throughout the year.

TTR: What are the most relevant drivers for consolidating the M&A market in Brazil, in 2022?

In an election year, political factors and uncertainties arising in that process will probably impact to some degree the investment decision-making process and the formation of market behavior (including, on one end of the spectrum, a race to complete deals sooner rather than closer to the election and, on the other end, the strategy to postpone). Privatization deals should be more impacted, or even suspended, given that those are the most exposed and dependent on political factors.

Nevertheless, we think some sectors, such as the renewable energy industry, will remain attractive and keep providing satisfactory returns, irrespective of the election process and outcome.

At the same time, Brazil presents a more mature and resilient market, available capital for investment (following the IPO and follow-on wave in the last years), a favorable currency exchange for foreign investors, and good opportunities still resulting from structural changes triggered by the pandemics – all these factors are likely to remain relevant for the market year-round.

TTR: In which sectors might international investors find the biggest opportunities in Brazil? Why?

The M&A market in 2021 was extremely active and we still expect that business to continue in 2022.

The tech sector, of which we highlight fintechs and healthtechs, will remain heated, with good investment and consolidation opportunities, either by already strong players in the industry, investment funds or venture capital investors. The energy market shows continuing strength and a rising tendency, considering the existing investment opportunities, the search for a renewable matrix, development of generation technology (wind, solar, biomass and green hydrogen), the ongoing energy transition, and its important role for many companies with ESG commitments.

The health sector also shows continuous opportunities and a rising tendency. We have followed and advised on large transactions and expect the consolidation trend to continue.

Lastly, the agribusiness and infrastructure sectors (including public lighting privatization, sanitation, airports and roadways) will probably keep attracting large investors in a heated market, despite the natural turbulence of an election year.

TTR: Cescon Barrieu is one of the leading advisors on renewable energy deals in Brazil. What are the perspective of this sector in the mid- and long-term? 

The renewable sector continues to be a fast growing market and plays an important role in the Brazilian energy matrix. Brazil has an important and privileged geographic advantage for renewable projects – wind, solar, biomass – and is also developing the regulations for offshore wind plants and for green hydrogen. It is a consolidated sector with a strong and consistent regulatory environment which requires major investments and creates opportunities in the mid and long term. We have been acting for local players and international private equity funds, both on the buy- and sell-side, and we believe that this market will continue to grow and develop in the near future and in the long-run.

Our power team, which combines our M&A and regulatory expertise, is working on several important transactions in this sector involving all areas – distribution companies, transmission deals, development and acquisition of generation farms, studies for offshore wind projects, distributed generation small scale project and self-production structures.

TTR: How will the conflict between Russia and Ukraine impact the energy sector, and what does this mean for M&A market?

The conflict creates a major impact for the gas supply in Europe, shedding light on that continent’s dependence on Russian fossil fuels. This has notably rekindled the public debate on the need for a quicker energy transition (which, of course, is greatly associated with the renewable energy industry), not only from a climate and ESG perspective but also from a geopolitical and commercial standpoint.

Specifically for the M&A market, we noted that many investors, banks, local and international firms have ceased or suspended deals and negotiations which involve Russian assets or controlled companies. There may be some movements arising from the sanctions, but it is a very delicate situation right now to predict how this will affect the M&A market.

With regard to the renewables sector, a stronger energy transition in Europe means an overall greater global interest in alternative energy sources, including in respect of Brazil, even if the investment portfolio tends to grow larger and more diverse worldwide.

TTR:  How has Cescon Barrieu handled the crisis in terms of advising clients and what opportunities has the company identified through the current situation in the country?

As mentioned above, last year saw a record in M&A transactions and our team was very busy in almost all areas. IPO and debt transactions created a lot of opportunities and an intense flow of projects, as well as deals in the context of liquidity of certain companies, currency exchange rate (Real depreciation) and the then lower base interest rate (which is now raising again and changing this scenario).

As a full service law firm, we have invested in our team, hired and promoted new partners and developed new areas of practice focusing on our goals of having a diverse team committed to achieving the best results for our clients in all kinds of transactions.

TTR: What will Cescon Barrieu main challenges be in terms of M&A deals in Brazil during 2022?

Our main challenges will be to overcome the uncertainties created by the 2022 election, and explore sectors which are more resilient and which continue to offer opportunities and market movements. We will continue to focus on creative solutions, a strong and reliable team ready to work and represent our clients in transactions/projects in all sectors and contexts.


Portuguese version


Cescon, Barrieu Flesch & Barreto Advogados

Eduardo Lanna

Eduardo Lanna é sócio na área de Fusões e Aquisições, Societário, Private Equity e Governança Corporativa no Cescon Barrieu.
Possui ampla experiência na assessoria a clientes nacionais e estrangeiros em transações locais e cross border de fusões, aquisições, venda de ativos, joint ventures, reestrurações societárias, investimentos inbound e outbond, além de outras operações envolvendo diversos setores da economia. 
Eduardo possui destacada atuação no setor de energia, seja em transações privadas ou ofertas públicas. Representa companhias abertas e fechadas em questões societárias e de governança corporativa.

Áreas de atuação:
– Societário e Governança Corporativa
– Fusões e Aquisições
– Governança Corporativa
– Private Equity


TTR: Quais são suas principais conclusões para o mercado de M&A no primeiro trimestre de 2022?

Notamos um mercado ainda bem aquecido, com setor de tecnologia (IT services, software e telecom) se destacando, além de saúde e energia. Os fundos de private equity estão bem ativos (tanto investimentos quanto desinvestimentos), também acompanhamos e atuamos na consolidação de grandes players estratégicos, e o mercado de venture capital continua se fortalecendo. Os rankings mostram um aumento de operações e nos parece que o 1Q2022 ainda seguiu o forte movimento do 4Q2021.

As questões macroeconômicas e políticas, além de impactos da pandemia, já indicaram que podem ter efeito mais relevante no curso do ano.

TTR: Quais são os fatores mais relevantes para a consolidação do mercado de M&A no Brasil, em 2022?

Por ser um ano eleitoral, os fatores políticos e as incertezas geradas no curso desse processo provavelmente impactarão de alguma forma as decisões de investimento e movimentos no mercado de M&A, seja uma corrida para lançar e concluir os processos antes da eleição ou sua postergação. As operações decorrentes de privatizações devem sofrer maior impacto, ou até mesmo suspensão, já que são mais expostas e dependentes de fatores políticos.

Não obstante, acreditamos que alguns setores, como o de energia renovável, continuarão em alta e apresentando boas oportunidades de retorno, independentemente da eleição presidencial.

Ao mesmo tempo, temos um mercado mais maduro e resiliente, disponibilidade de capital para investimento (decorrente da onda de IPOs e follow-ons nos últimos anos), um câmbio favorável para investidores estrangeiros e boas oportunidades ainda decorrentes dos reflexos estruturais gerados pela pandemia, que continuarão como fatores relevantes para o mercado de M&A esse ano.

TTR: Em quais setores os investidores internacionais podem encontrar as maiores oportunidades no Brasil? Por quê?

O mercado de M&A em 2021 foi extremamente movimentado e esperamos que o movimento continue em 2022.

O setor de tecnologia, com destaque para as fintechs e healthtechs, continuará em alta com boas oportunidades de investimento e consolidação, seja por grandes players do setor, fundos e venture capital. O mercado de energia também se mostra forte e com tendência de alta considerando as oportunidades de investimento, busca por uma matriz renovável, desenvolvimento de tecnologias de geração (eólica, solar, biomassa e hidrogênio verde), transição energética e seu importante papel no compromisso ESG das companhias de uma forma geral.

O setor de saúde também continua com boas oportunidades e com tendência de alta. Acompanhamos grandes transações no setor e é provável que essa consolidação continue.

Por fim, o setor de agronegócios e infraestrutura (privatizações de iluminação pública, saneamento, novas concessões de aeroportos e rodovias) devem continuar atraindo grandes investidores com um mercado movimentado, apesar de toda a turbulência política do ano eleitoral.

TTR: Cescon Barrieu é um dos principais assessores em operações de energia renovável no Brasil. Quais são as perspectivas desse setor no médio e longo prazo?

O setor de renováveis continua sendo um mercado de crescimento acelerado e desempenha um papel importante na matriz energética Brasileira. O Brasil tem uma importante e privilegiada vantagem geográfica para os projetos de renováveis – eólicas, solares, biomassa – e está desenvolvendo uma regulação específica para plantas eólicas offshore e o hidrogênio verde. É um setor consolidado com forte e consistente ambiente regulatório que necessita de grandes investimentos, criando oportunidades no médio e longo prazo. Temos atuado para grandes players locais e fundos internacionais de private equity, na ponta vendedora e compradora, e acreditamos que esse mercado continuará a crescer e se desenvolvedor no futuro próximo e também em um horizonte de médio e longo prazo.

TTR: Como o conflito entre a Rússia e a Ucrânia afetará o setor de energia, e o que isso significa para o mercado de fusões e aquisições?

O conflito criou um relevante impacto para o fornecimento de gás na Europa, expondo a dependência desse continente nos combustíveis fósseis de origem russa. Isso reacendeu o debate da necessidade de uma transição energética mais rápida (bastante associada com a indústria de energia renovável), não somente de uma perspectiva climática e de ESG, mas também de um ponto de vista geopolítico e comercial.

Especialmente para o mercado de M&A, notamos que muitos investidores, bancos, companhias locais e estrangeiras interromperam ou suspenderam transações e negociações que envolvem ativos ou companhias com controle russo. Talvez o mercado acompanhará alguns movimentos decorrentes das sanções, mas é uma situação muito delicada neste momento para prever como isso afetará o mercado de M&A.

Em relação ao setor de renováveis, uma forte transição energética na Europa significa também um maior interesse global em fontes alternativas de energia, incluindo em relação ao Brasil, ainda que o portfolio de investimento tenha uma tendência de crescimento e diversificação mais ampla (global).

TTR: Como o Cescon Barrieu lidou com a crise em termos de assessoria aos clientes e quais oportunidades o escritório identificou na situação atual do país?

Como mencionado acima, o último ano registrou um recorde em transações de M&A e nosso time esteve bastante ocupado em todas as áreas. IPO e transações de captação de dívida criaram muitas oportunidades e um intenso fluxo de projetos, assim como deals no contexto de liquidez de certas companhias, taxa de câmbio favorável (com a depreciação do Real) e, à época, a baixa taxa de juros (que agora está subindo novamente, mudando este cenário).

TTR: Quais serão os principais desafios do Cescon Barrieu em termos de transações de M&A no Brasil durante 2022?

Nossos maiores desafios serão superar as incertezas criadas pelo cenário político-eleitoral de 2022 e explorar setores mais resilientes e que continuem a oferecer oportunidades e movimentos de mercado. Continuaremos com foco em soluções criativas, com um forte, consolidado e confiável time pronto para novos projetos e representar nossos clientes em transações em todos os cenários e diferentes contextos.