Entrevista com Guilherme Sampaio Monteiro, sócio do Pinheiro Neto Advogados, sobre o mercado de capitais brasileiro em 2018

Guilherme Sampaio Monteiro, sócio do Pinheiro Neto Advogados desde 2011, fala com o TTR sobre o cenário do mercado de capitais brasileiro em 2018.

Depois de três anos de estagnação, em 2017 o mercado de capitais brasileiro deu sinais positivos de retomada. Para 2018, pode-se esperar uma continuidade desse cenário? Como descreveria a performance do primeiro trimestre de 2018?

2018 promete ser um bom ano ao mercado de capitais. Entretanto, a volatilidade trazida pelas eleições e cenário externo complexo irão impactar a performance dos IPOs. Além disso, estamos vendo um menor número de follow ons, que foram parte importante do mercado de ações no ano passado.

Os valores alcançados com os IPO’s em 2017 ficaram aquém das expectativas, visto que apenas a oferta do Burger King saiu no topo da faixa indicativa? Para o ano, quais são as expectativas em termos de valorização de ativos e de novas aberturas de capital? A volatilidade do mercado e a instabilidade política preocupam?

Eu não diria. Se o IPO foi concretizado, significa que Companhia e Controladores, de certa forma, estavam satisfeitos com os valores obtidos. Entretanto, apesar de não ser nossa área de expertise, nos parece que os ranges dos IPOs deste ano já estão considerando o histórico do ano passado. Como disse acima, a instabilidade política preocupa.

O Pinheiro Neto atuou no IPO do PagSeguro, o primeiro a ser completado no mercado brasileiro em 2018, e que foi finalizado acima da faixa indicativa. Como descreveria essa operação em termos de importância para mercado nacional?

É uma operação muito importante para a economia brasileira, que evidenciou a possibilidade de empresas brasileiras de tecnologia acessarem o mercado americano, que está mais acostumado com esse tipo de companhia, num valuation adequado. Sem dúvida estimula outras companhias a seguirem o mesmo caminho. Por outro lado, o sucesso de uma operação não realizada no Brasil é algo que deve ser bem analisado internamente. Como país, temos que pensar em como internacionalizar nossos mercados e torná-los mais atraente a investidores do mundo todo.

De 2016 para 2017, houve um incremento também nos números de operações de “Follow-on” em termos de aporte. Quais foram os fatores que mais influenciaram essas movimentações e quais as expectativas para o decorrer de 2018?

Acredito que em 2016 e 2017 havia uma grande demanada reprimida de empresas nacionais que buscavam uma oferta de ações. Com a abertura de mercado, as empresas abertas jpa consolidadas e grandeporte foram um destino óbvio para os investidores. Para 2018, nos parece que as opção são um pouco menores, mas ainda esperamos alguns follow ons para o ano.

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Guilherme Sampaio Monteiro, partner at Pinheiro Neto Advogados since 2011, talks to TTR about the Brazilian capital market scenarios for 2018.

After three years of economic stagnation, the Brazilian capital market showed signs of recovery in 2017.  Could this promising scenario be expected for 2018 as well? How would you describe the performance levels in the first quarter of 2018?

PN: 2018 promises to be a good year for the capital markets. However, the uncertainties brought by the coming elections and by such a complex international scenario are likely to have an impact on the performance of IPOs. Besides, there has been a slowdown in follow-ons, which were an important element in the stock market performance last year.

Were the IPO values in 2017 below expectation, as only the Burger King offer was priced at the top end of indicative range? What are the expectations for the year in terms of asset appreciation and new IPOs? Are market volatility and political instability worrisome?

PN: I wouldn’t say so. If an IPO is priced, it means that the company and its controlling shareholders were somehow satisfied with the values. Nevertheless, although this is not our area of expertise, we believe that the IPO ranges this year are already taking last year’s history into account. As I said, political instability is a matter of concern.

Pinheiro Neto has acted in the IPO of PagSeguro, the first to be completed in the Brazilian market in 2018, and eventually priced above indicative range. How would you describe this transaction in terms of its importance for the Brazilian market?

PN: This is an extremely important transaction for the Brazilian economy in that it showed the possibility of Brazilian tech companies accessing the US market, which is much more comfortable with such types of companies, at an adequate valuation. This will undoubtedly encourage other companies to follow suit. On the other hand, the successful outcome for a transaction not carried out in Brazil should deserve careful consideration locally. At country level, we must think of how to make our markets more open and attractive to international investors.

From 2016 to 2017, the number of follow-ons also picked up in terms of contribution. Which were the factors that most influenced those moves, and what could be expected for 2018?

PN: I believe that in 2016 and 2017 there was a pent up demand for follow-on public offers by local companies. As the markets opened up, large-sized and well-settled listed companies were a natural bet for investors. For 2018, it seems that the options will not be so plentiful, but we still expect some follow-on along the year.

 

TTR Monthly Report – LatAm February 2018

LatAm deal volume falls 14% in January to 116 deal

· Aggregate deal value fell 12% to USD 5.7bn

· Deal of the Month: Mosaic acquires 40% of Compañia Minera Miski Mayo for USD 1.4bn

 

The 116 announced and closed deals across Latin America in February together represent a 14% decline in transaction volume and a 12.3% drop in aggregate transaction value over February 2017, according to TTR data.

M&A volume is down 13.8% regionally YTD over the first two months of 2017, meanwhile, with 263 deals registered since the beginning of the year worth USD 11.7bn in aggregate, considering 103 transactions of disclosed consideration across Latin America.

 

Top Six M&A Markets in Latin America

Brazil accounted for 119 of the 263 deals recorded across the region in the first two months of the year, a 20% decline relative to the transaction volume in the region’s largest market between January and February 2017. Aggregate deal value fell 69% to USD 3.9bn, meanwhile, taking into account 39 deals of disclosed consideration.

Mexico’s 53 deals YTD represent a 39% jump in volume over the same two months last year, while aggregate deal value increased 35% to USD 1.35bn, taking into account 21 deals of disclosed consideration.

Argentina ranks third in Latin America by transaction volume at the close of February with 42 announced and closed deals YTD, a 75% increase in volume over the same two months last year. The 18 transactions of disclosed consideration registered in Argentina YTD are together worth just over USD 1bn, a 155% jump in aggregate value over the January-to-February period in 2017.

Colombia ranks fourth by volume at the close of February with 25 transactions, deal flow increasing 19% over the first two months of 2017. The seven transactions of disclosed consideration registered in Colombia YTD are together worth USD 258m, representing a 77% jump in aggregate value over the same two-month period of 2017.

Peru ranks fourth regionally at the close of February, tied with Chile by volume, but surpassing its southern neighbor by aggregate value. The 20 deals registered in Peru YTD represent a 23% decline in volume. Aggregate value surged 1,399% meanwhile, to USD 3.4bn, buoyed by Mosaic’s early February acquisition of Compañia Minera Miski Mayo, among 12 transactions of disclosed consideration.

Chile fell to the bottom of the top six regional ranking by the end of February, its 20 deals representing a 55% drop in volume, notwithstanding a 40% increase in aggregate value to USD 209m relative to the first two months of 2017, considering nine transactions of disclosed consideration.

Cross-Border Deals

Bidders based in Latin America made seven extra-regional acquisitions in February, five targeting companies in North America and two with targets in the EU.

North American buyers led the bidding for Latin American targets with 16 inbound deals regionally in February, followed by bidders from the EU with 13, from Asia with two and one acquisition by an Australian firm.

Deal of the Quarter

TTR selected The Mosaic Company’s USD 1.4bn acquisition of a 40% stake in Compañia Minera Miski Mayo as Deal of the Month in February. The Peru-based target mines potassium, phosphate, kaolin and potash in the region of Piura. Estudio Muñiz represented the target in the deal, which represents 41% of Peru’s aggregate transaction value YTD.

Relatório Mensal Brasil – Fevereiro 2018

Queda de 23,9% nas operações de Fusões e Aquisições em fevereiro

  • Mês fecha com 54 transações
  • Fevereiro tem o pior resultado dos últimos dois anos
  • Investimentos de Venture Capital em alta de 23% no ano

 

O mês de fevereiro registrou 54 transações de fusões e aquisições de empresas no mercado brasileiro, o que equivale a uma queda de 23,9% em relação ao mesmo mês no ano anterior, quando foram anunciadas 71 operações. De acordo com os dados publicados no Relatório Mensal da Transactional Track Record, em parceria com a LexisNexis e TozziniFreire Advogados, em volume financeiro, essas transações movimentaram, entre as 16 que tiveram seus valores revelados, R$ 4,6 bilhões, baixa de 75,9% em relação ao montante de R$ 19,1 milhões somados em fevereiro de 2016.

No primeiro bimestre do ano, foram realizados 119 anúncios de operações de compra e venda de participação envolvendo empresas brasileiras. Número inferior ao registrado em 2017 e 2016, 149 e 139, respectivamente. Das operações de 2018, 39 tiveram seus valores revelados, somando R$ 12,5 bilhões, total 38,9% inferior ao mesmo período do ano anterior.

O segmento Tecnologia foi o que mais atraiu investimentos no mês, foram 14 transações, repetindo resultado de janeiro. No bimestre, um salto de 56% nos movimentos em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. O crescimento dos investimentos no setor acompanha a alta de 28,5% das aquisições estrangeiras nos segmentos de Tecnologia e Internet.

No apanhado do ano, Financeiro e Seguros aparece na segunda colocação, com 13 operações, declínio de 7%, seguido por Saúde, Higiene e Estética e Distribuição e Retail, 11 operações cada e queda de 45% e 48%, respectivamente.

 

Operações cross-border

No âmbito inbound, foram contabilizadas 27 operações de compra de empresas brasileiras no bimestre. Apesar de seguir como o país com o maior número de aquisições no mercado brasileiro, as 11 operações dos Estados Unidos, que juntas somam R$ 114 milhões no ano, não foram suficientes para ultrapassar os valores investidos por empresas chinesas e alemãs. O único investimento chinês registrado no ano, 99 taxis pela chinesa Didi Chuxing, chegou a aproximadamente R$ 1,9 bilhões, enquanto as três operações envolvendo investimentos de empresas de origem alemã totalizaram R$ 208 milhões.

O setor de Internet foi aquele que mais recebeu aporte de empresas estrangeiras em 2018. Destaque também para os setores de Transportes, Aviação e Logística, Tecnologia e Financeiro e Seguros.

As compras brasileiras no exterior tiveram como alvo prioritário no ano a América Latina, com aquisições realizadas na Colômbia, no Uruguai, e, em fevereiro, no Paraguai, compra do controle da Estrella Del Paraguay pela fabricante de brinquedos Estrela, e no Chile, na aquisição da rede O2 Fit pela brasileira Smart Fit.  O investimento de U$ 2,5 milhões da Klabin na start-up israelense Melodea Bio Base Solutions foi o primeiro de uma empresa brasileira fora da América Latina no ano.

 

Private Equity e Venture Capital

Nos cenários de private equity e venture capital, o mercado continua com um panorama positivo, reflexo também da retomada dos investimentos dos fundos estrangeiros em empresas brasileiras, com alta de 66,67% nos aportes.

Entretanto, fevereiro não trouxe resultados favoráveis no segmento de private equity. O volume financeiro das operações da modalidade sofreu queda de 40% no número de deals – apenas três registrados. Porém, em volume financeiro, o ano já registrou alta de 83% no total aportado em comparação a 2017, alcançando R$ 2,2 bilhões em investimentos.

Nos investimentos de venture capital, o panorama é outro. Das 27 transações assinaladas no TTR desde o inicio do ano, 23% acima do que foi anunciado no mesmo período do ano anterior, 13 revelaram valores que somam R$ 576,31 milhões, alta de 18% em comparação ao período homólogo de 2017. Porém, em fevereiro, 13 operações movimentaram R$ 96,5 milhões, 20% de retração.  O setor de maior crescimento no acumulado dos dois primeiros meses do ano foi Tecnologia – 22% – e também o que apresentou mais transações, 11.

 

Transação TTR do Mês

A conclusão da aquisição de 90% da TCP, empresa que opera o Terminal de Contêineres de Paranaguá, no Paraná, pelo grupo chinês China Merchants Port, por meio da sua subsidiária Kong Rise Development, por R$ 2,9 bilhões.

O terminal tem capacidade de movimentação anual para 1,5 milhão de TEUs, com previsão de aumento para quase 2,5 milhões de Teus até 2019. O CADE já aprovou a transação.

O TCP foi assessorado na transação pelo Banco BTG Pactual e pelo Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr e Quiroga Advogados, que também prestou assessoria para uma das partes vendedoras, a Advent International. A APM Terminals, que também vendeu sua participação, recebeu assessoria jurídica do escritório Lobo de Rizzo Advogados.

Por sua vez, a Kong Rise Development teve como assessores o Pinheiro Neto Advogados, e os escritórios chinês e norte-americano da Linklaters.

Leia mais sobre a Transação do Mês

 

Rankings Financeiros e Jurídicos

O pódio do ranking TTR de assessores financeiros por valores das transações e número de transações é liderado em fevereiro pelo Banco Itaú BBA, com acumulado de R$ 2 bilhões nos primeiros dois meses do ano. Seguido por Lazard, com R$ 1,9 bilhão, e Vinci Partners, com R$ 1,5 bilhão.

O ranking de assessores jurídicos por valor é liderado por e Barbosa, Müssnich, Aragão, com R$ 1,9 bilhão, seguido por Ulhôa Canto, Rezende e Guerra – Advogados, que alcançou o mesmo valor, mas perde no número de operações. TozziniFreire Advogados, R$ 1,5 bilhão, fica com a terceira posição. Por número de transações o ranking é liderado por Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados (5), com Demarest Advogados na segunda colocação, e Felsberg Advogados na sequência.

Para o ranking completo, clique aqui.

 

LatAm Report January 2018

LatAm deal volume falls 26.5% in January

  • Aggregate deal value fell 33.8% to USD 5.3bn
  • Deal of the Month: Grupo Enfoca acquires 100% of Grupo Ucal-Toulouse for USD 296m

The 125 announced and closed deals across Latin America in January together represent a 26.5% decline in transaction volume and a 33.8% drop in aggregate transaction value over January 2017, according to TTR data.

Top Six M&A Markets in Latin America

Brazil accounted for nearly half the 125 deals recorded across the region in January. Transaction volume fell 28%, however, its 56 deals together worth USD 2.2bn, 67% below the aggregate deal value in the country in January 2017, considering 23 deals of disclosed consideration.

Mexico’s 25 deals in January together represent a 19% bump in volume over the same month last year. Aggregate value surged 80% in Mexico in January to USD 1.6bn, taking into account 15 deals of disclosed consideration.

Argentina ranks third in Latin America by transaction volume at the close of January with 20 announced and closed deals, a 33% increase in volume. The 10 transactions of disclosed consideration are together worth 699m, a 126% jump in aggregate value over January 2017.

Chile ranks fourth by volume in January, its deal flow dropping 30% over the same month last year. Its nine transactions of disclosed consideration contributed to a 535% jump in aggregate value over the same month in 2017 to USD 209m, meanwhile.

Peru jumped to fifth place by volume with nine deals in January. Peru’s deal flow continues to slide, however, 47% relative to January 2017. Aggregate deal value is up 777% to USD 910m compared to the same month last year, however, taking into account seven transactions of disclosed consideration.

Colombia fell to sixth among the top regional M&A markets in January with just eight deals announced or closed during the month, a 38% decline over the same month last year. Aggregate deal value grew 889%, however, with four transactions of disclosed consideration totaling USD 183m.

 

Cross-Border Deals

Bidders based in Latin America made seven extra-regional acquisitions in January, four targeting companies in North America, and three with targets in the EU.

North American buyers tied bidders from the EU with 14 inbound acquisitions from each region in the first month of the year, alongside four transactions led by investors based in Asia.

 

Deal of the Quarter 

TTR selected Grupo Enfoca’s USD 296m acquisition of Grupo Ucal-Toulouse from Summa Asesores Financieros, Faro Capital SAFI and a group of shareholder’s together holding 60% of the target’s equity, as Deal of the Month in January.  The Lima-based fund manager was represented by Rebaza, Alcázar & De Las Casas Abogados Financieros while the acquired university was advised by Philippi, Prietocarrizosa, Ferrero DU & Uría Perú.

Relatório Mensal Brasil – Janeiro

Fusões e aquisições movimentam R$ 7 bilhões no primeiro mês de 2018

 

  • Relatório Mensal do TTR registra 56 transações em janeiro, queda de 28,21% em relação ao mesmo período de 2017
  • 23 operações revelaram valores que chegaram a R$ 7,02 bilhões, em baixa de 67,04%.
  • Investimentos de Venture Capital seguem em alta no país

 

De acordo com o Relatório Mensal da Transactional Track Record, em parceria com a LexisNexis e TozziniFreire Advogados, foram registrados 56 anúncios de compra e venda de participação envolvendo empresas brasileiras em janeiro, uma queda de 28,21% em comparação ao reportado no mesmo mês de 2017. Destas, 23 operações tiveram seus valores revelados, totalizando aportes financeiros superiores a R$ 7,02 bilhões, em baixa de 67,04% ante o mesmo intervalo do ano anterior.

 

 

O segmento Tecnologia foi o que mais atraiu investimentos no mês, contabilizando nove transações no período, um salto de 13% nos movimentos em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. O crescimento dos investimentos no setor acompanha a alta de 150% das aquisições estrangeiras em Tecnologia e Internet.

Financeiro e Seguros aparece na segunda colocação, com oito operações, seguido por Transportes, Aviação e Logística e Saúde, Higiene e Estética, com seis transações cada.

O Brasil também inicia o novo ano com destaque no cenário latino-americano. Foram 38 transações domésticas – enquanto a Argentina, segunda colocada, registrou 11. O país contabilizou ainda 13 aquisições cross-border inbound, número que quase alcança as operações de Argentina, Chile e México, que somadas chegam a 15.  O país fica atrás, porém, no volume de aquisições outbound – apenas duas – enquanto o mercado mexicano contabilizou sete no período.

Private Equity e Venture Capital

Nos cenários de private equity e venture capital, destaque para a retomada dos investimentos dos fundos estrangeiros em empresas nacionais, com alta de 66,67% nos aportes. Apesar disso, o volume financeiro das operações de private equity registradas no Brasil em janeiro sofreu uma queda 71% no número de deals – foram registrados apenas dois. Porém, ambas transações de peso no mercado nacional – a aquisição do controle da 99 taxis pela chinesa Didi Chuxing, e o investimento do Fundo Soberano de Cingapura – GIC Special Investments na Algar Telecom, em operação avaliada em R$ 1 bilhão.

Já os investimentos de Capital de Risco começaram 2018 em alta. Das 13 operações registradas no TTR, 44% acima do mesmo período de 2017, oito revelaram valores que somam R$ 476 milhões, alta de 30% em comparação ao mês homólogo do ano precedente. Os fundos de venture capital tiveram como alvos prevalentes os segmentos Internet e Tecnologia, com três deals cada.

O setor Financeiro e Seguros destacou-se graças ao apetite dos investidores pelas fintechs.  A Koin, que atua com meios de pagamentos, recebeu um aporte de capital no valor de R$ 15 milhões em rodada de investimentos liderada pelo International Finance Corporation (IFC), mesmo valor aportado na BizCapital, plataforma que oferece crédito de forma mais acessível a micro e pequenas empresas, em rodada liderada pela Chromo Invest e pela 42K Investimentos.

Mercado de Capitais

O mercado de capitais brasileiro iniciou o ano com IPO do PagSeguro, credenciadora brasileira de cartões, controlada pela UOL – Universo Online, que movimentou U$ 2,26 bilhões em sua estreia na bolsa de Nova York. Em 2017, foram 11 IPOs, quase o dobro dos três anos anteriores somados, que movimentaram mais de R$ 20 bilhões no ano.

Operações cross-border

De acordo com o Relatório Mensal do TTR, os Estados Unidos seguem como o país com o maior número de aquisições no mercado brasileiro, foram cinco operações que alcançaram a marca de R$ 1 bilhão em investimentos no mês de janeiro. Os norte-americanos foram seguidos por Alemanha, Argentina e México, que aportaram R$ 8 milhões cada.

As compras brasileiras no exterior foram realizadas na América Latina. A tecnológica brasileira Daten adquiriu 25% da agência de design uruguaia Ingenious por R$ 6,41 milhões, enquanto a Redpoint e.Ventures participou de rodada de investimento que levantou R$ 441, 19 milhões para a colombiana Rappi.

 

Transação TTR do Mês

A conclusão da aquisição da Vale Fertilizantes, detida pela Vale, pela norte-americana Mosaic por R$ 3,7 bilhões foi a transação escolhida pelo TTR como o primeiro Deal do Mês em 2018.

A Vale contou com a assessoria jurídica dos escritórios Souza, Cescon, Barrieu & Flesch Sociedade de Advogados e Cleary Gottlieb Steen & Hamilton US (Global), e financeira do Merrill Lynch Brasil e do Bank of America Merrill Lynch. Por sua vez, a Mosaic recebeu assessoria jurídica dos escritórios Lobo de Rizzo Advogados, Simpson Thacher & Bartlett US (Global), Jones Day, Miranda & Amado Abogados, e financeira da J.P. Morgan e da UBS.

Ranking Assessores Financeiros e Jurídicos

O Banco Itaú BBA e a Vinci Partners abrem 2018 na liderança do Ranking TTR dos Assessores Jurídicos. Ambos alcançaram a marca de R$ 1,5 bilhão no mês.


Já o ranking dos Assessores Jurídicos é inaugurado com um empate triplo – FreitasLeite Advogados, L. O. Baptista Advogados e TozziniFreire Advogados iniciam o ano com R$ 1,5 bilhão contabilizados cada, seguidos por Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados e Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados, que totalizaram, cada, R$ 1 bilhão. Por número de transações, Felsberg Advogados ocupa o primeiro posto, seguido por Demarest Advogados, FreitasLeite Advogados e Tasso Pereira & Salvador Advogados Associados.