Dealmaker Q&A


TTR Dealmaker Q&A con Marcela Huertas, Diligence and Projects de MCM Corporate


Marcela Huertas


MCM Corporate



TTR Data: Com a aprovação da Lei Complementar 214/2025, como você entende que os investimentos de VCs em startups serão afetados?

MCM Corporate (Huertas): A Reforma Tributária sobre o consumo será implementada de forma gradual. Em 2026, teremos alíquotas testes, mas sem recolhimento dos novos tributos para os contribuintes que cumprirem a obrigação acessória — ou seja, incluir os campos de IBS e CBS nos documentos fiscais.

A partir de 2027, inicia-se a adoção da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), e entre 2029 e 2032, o ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). Essa transição alterará a carga tributária das operações das investidas, impactando diretamente indicadores financeiros, preços de compras e vendas, e a relação entre fornecedores e clientes  que passará a ser baseada em preço líquido. Isso exigirá simulações detalhadas e reavaliações estratégicas para entender os efeitos no caixa e na rentabilidade.

TTR Data: O relatório mensal do TTR apontou que o setor de Internet, Software & IT Services é o mais ativo em transações. Como esses setores serão afetados pela Reforma?

MCM Corporate (Huertas): Esses setores serão diretamente beneficiados pela não cumulatividade plena dos novos tributos. Todos os tributos pagos ao longo da cadeia produtiva poderão ser compensados, o que poderá reduzir o custo de aquisição  especialmente relevante para empresas de serviços que contratam muitos PJ’s. Por outro lado haverá um aumento significativo das alíquotas para o setor, o que implicará em maior desembolso de caixa imediato, e, potencial redução do custo efetivo.

Para o setor de serviços em geral,  a LC 214/2025 prevê regimes específicos para setores como serviços financeiros e operações com bens imóveis, além de atividades com redução de alíquotas em 30%, 60% ou até 100%. A lista de bens e serviços contemplados está no anexo da lei complementar.

Para todos os setores, o  período de transição entre 2027 e 2032 será desafiador. As empresas terão que conviver com os tributos atuais (ISS, ICMS) e os novos (IBS, CBS), com bases de cálculo e alíquotas diferentes. A partir de 2033, teremos apenas IBS e CBS, o que deve simplificar a apuração.

TTR Data: A MCM Corporate é referência em diligências para investimentos de VC e CVC. Como vocês têm orientado os fundos para essa nova realidade?

MCM Corporate (Huertas): Já incorporamos análises da reforma tributária em nossas diligências. Contudo, poucas investidas estão realmente preparadas. Muitas deixam a responsabilidade para a contabilidade terceirizada e pensam apenas em repassar os custos da reforma nos preços.

Nossa orientação é clara: não basta repassar custos. É preciso cumprir obrigações acessórias já em 2026, entender os impactos nos indicadores e adaptar os modelos de negócio. Temos reforçado isso em relatórios e diálogos com os fundos e as investidas.

TTR Data: O que você recomenda para as investidas em  2026?

MCM Corporate (Huertas): O primeiro passo é cumprir a obrigação acessória e apresentar os campos de IBS e CBS nos documentos fiscais. Além disso, é essencial:

– Realizar estudos de impacto da reforma nos preços e margens e negociar com fornecedores e clientes;

– Incluir apontamentos ou notas explicativas em suas demonstrações sobre os efeitos da nova tributação aos Stakeholders;

– Compreender que a tributação será sobre o valor agregado  não haverá mais abatimentos da receita ou ajustes por movimentação de contas de despesa;

– Preparar os investidores para mudanças nos indicadores e nos planos estratégicos, que podem implicar em aumento ou redução de margem.


English version


Marcela Huertas


MCM Corporate


TTR Data: With the approval of Complementary Law 214/2025, how do you believe VC investments in startups will be affected?

MCM Corporate (Huertas): The Tax Reform on consumption will be implemented gradually. In 2026, test rates will be introduced, but without the obligation to collect the new taxes for taxpayers who comply with the ancillary obligation — that is, including the IBS and CBS fields in fiscal documents.

Starting in 2027, the CBS (Contribution on Goods and Services) will be adopted, and between 2029 and 2032, ISS and ICMS will be replaced by IBS (Tax on Goods and Services). This transition will change the tax burden on portfolio companies’ operations, directly impacting financial indicators, purchase and sales prices, and the supplier–client relationship, which will shift to a net-price basis. This will require detailed simulations and strategic reassessments to understand the effects on cash flow and profitability.

TTR Data: TTR’s monthly report indicated that the Internet, Software & IT Services sector is the most active in transactions. How will these sectors be affected by the Reform?

MCM Corporate (Huertas): These sectors will be directly benefited by the full non-cumulative nature of the new taxes. All taxes paid throughout the production chain may be credited, which can reduce acquisition costs — especially relevant for service companies that hire large numbers of contractors (PJ’s).

On the other hand, the sector will face a significant increase in tax rates, which will require greater immediate cash outflow and may potentially reduce the effective tax cost.

For the services sector as a whole, Complementary Law 214/2025 establishes specific regimes for areas such as financial services and transactions involving real estate assets, as well as activities eligible for rate reductions of 30%, 60% or even 100%. The list of covered goods and services is included in the annex to the law.

For all sectors, the transition period between 2027 and 2032 will be challenging. Companies will have to operate simultaneously with the current taxes (ISS, ICMS) and the new ones (IBS, CBS), each with different bases of calculation and rates. Starting in 2033, only IBS and CBS will remain, which should simplify tax assessment.

TTR Data: MCM Corporate is a reference in due diligence for VC and CVC investments. How have you been advising funds in this new landscape?

MCM Corporate (Huertas): We have already incorporated tax reform analyses into our due diligence processes. However, few portfolio companies are truly prepared. Many delegate responsibility to outsourced accounting firms and simply intend to pass the reform’s costs on to prices.

Our guidance is clear: it is not enough to pass costs along. Companies must comply with ancillary obligations starting in 2026, understand the impacts on indicators, and adapt their business models. We have emphasized this in our reports and conversations with funds and portfolio companies.

TTR Data: What do you recommend for portfolio companies in 2026?

MCM Corporate (Huertas): The first step is to comply with the ancillary obligation and include the IBS and CBS fields in fiscal documents. Additionally, it is essential to:

  • Conduct impact studies on prices and margins and negotiate with suppliers and customers;
  • Add disclosures or explanatory notes in financial statements regarding the effects of the new tax system for stakeholders
  • Understand that taxation will be based on value added — there will no longer be revenue deductions or adjustments through expense-account movements
  • Prepare investors for changes in indicators and strategic plans, which may result in either margin increases or reductions.

Dealmaker Q&A


TTR Dealmaker Q&A con Juan Guillermo Cuervo, Socio de Alzur


Juan Guillermo Cuervo


Alzur



TTR Data: Alzur nació en 2023, pero detrás hay una década de experiencia creando piezas conmemorativas. ¿Cómo surgió la idea de especializarse en tombstones para banca de inversión?

Alzur (Cuervo): Fue una evolución natural. Después de muchos años diseñando y produciendo piezas especiales, notamos que los tombstones del sector financiero se habían vuelto objetos estándar, sin alma. Vimos la oportunidad de devolverles significado: hacer piezas que contaran una historia, con materiales novedosos y formas que conectaran con el logro que representan. Alzur nació con la idea de transformar un objeto tradicional en algo artístico y memorable y es la visión compartida de tres socios: Patricia Escobar, una experimentada ingeniera de producción que lidera nuestra planta en Sabaneta (Antioquia), Carlos Martínez Díez, un banquero de inversión exitoso y apasionado de los tombstones (tiene una de las mejores colecciones de Colombia) y quien les habla, un diseñador gráfico con muchas horas de vuelo en diseño.

TTR Data: ¿Qué diferencia a Alzur frente a otros fabricantes?

Alzur (Cuervo): En Alzur no trabajamos en serie ni reciclamos diseños de proyectos anteriores. Cada proyecto parte de una historia distinta, cada pieza es única. Nos gusta conversar con nuestro cliente, entender qué hay detrás del logro, quiénes son los protagonistas y qué quieren transmitir. Más allá de los materiales, lo esencial es el concepto. Acompañamos muy de cerca a nuestros clientes, casi como parte de su equipo, y eso se nota en el resultado final. Nuestros clientes valoran mucho nuestro proceso de diseño, en el que les invitamos a participar y mejorar nuestros primeros bocetos. Estar ubicados en Colombia, cerca de nuestros clientes y hablar el mismo idioma (a diferencia de otros proveedores internacionales) ayuda mucho en la interacción.

TTR Data: Usted lleva más de 20 años en el mundo del diseño. ¿Cómo llegó a especializarse en este tipo de piezas?

Alzur (Cuervo): Empecé explorando distintos campos — diseño gráfico, interiores, modelado 3D, producción artesanal — hasta que un cliente me pidió crear una pieza conmemorativa para una transacción de M&A. Ese proyecto me reveló un universo fascinante: el de dar forma tangible a un logro intangible. Desde entonces entendí que un tombstone puede ser arte funcional, algo que emociona y perdura. Los banqueros de inversión tienen un carácter y un ego muy característicos, acompañarles en la conceptualización de un logro que ha costado tanto lograr es un desafío extraordinario, y nada fácil… 

TTR Data: ¿Qué valores guían su trabajo y el de Alzur?

Cuervo: Cuidamos la precisión y el detalle porque cada pieza representa un momento irrepetible. Pero más allá de lo técnico, nos importa el simbolismo. Buscamos elegancia, durabilidad y una estética limpia. En el fondo, se trata de crear arte funcional: objetos que comuniquen orgullo, confianza y emoción con el paso del tiempo. Nuestras piezas van a estar en manos de ejecutivos de primer nivel, abogados exitosos y salas de juntas de bancas de inversión donde se discuten las transacciones más importantes de América Latina.

TTR Data: ¿Tiene alguna anécdota que refleje la filosofía de Alzur?

Alzur (Cuervo): Hace pocas semanas ocurrió algo fascinante. Enfrentamos un proceso de producción complicado con fechas de entrega muy apretadas. Nuestro cliente tenía un closing dinner en Cartagena. Estábamos contra el reloj. Enviando las piezas por paquetería no alcanzarían a llegar. La única manera de poder cumplir con los tiempos de entrega fue tomar las piezas conmigo, montarme en un avión y llevarlas personalmente (nos encontramos en el Aeropuerto de Cartagena). Nuestro cliente lo valoró mucho; entendió el esfuerzo y la pasión detrás de Alzur. Esa historia resume lo que somos: un equipo dispuesto a hacer lo que sea necesario para cumplir a nuestros clientes, así la rentabilidad del proyecto no siempre alcance…

TTR Data: Alzur trabaja estrechamente con bancas de inversión y equipos legales que operan en transacciones de alto impacto. ¿Cómo ha cambiado su relación con los dealmakers y cómo influye la actividad del mercado M&A en la demanda y sofisticación de sus piezas?

Alzur (Cuervo): La relación se ha transformado profundamente. Antes, los tombstones eran piezas muy estándar, producidas casi en serie. Hoy los dealmakers esperan algo más: quieren que capturemos la esencia de la transacción, no solo la descripción y montos. Ese cambio ha elevado la conversación creativa. Ya no llegamos desde la forma, sino desde el concepto industrial, desde el alma del proyecto.

Mi formación en diseño industrial ha sido clave para esto. Nos permite explorar materiales más allá del acrílico tradicional: metales, maderas, resinas, piezas ensambladas, elementos cromáticos que dialogan con la identidad de cada institución. También trabajamos técnicas que antes no se utilizaban en este segmento: composiciones multicapa, uniones integradas, contrastes de textura y color.

Cuando el mercado M&A está dinámico, los clientes no solo buscan más piezas; buscan piezas más sofisticadas. Hoy la banca de inversión quiere tombstones que reflejen la complejidad de una transacción, la cultura de la firma y la historia detrás del cierre. Eso nos exige estar siempre un paso adelante, innovando desde el diseño y la ingeniería.

TTR Data: Mientras continúan su expansión regional, ¿están explorando soluciones a mayor escala para servir a bancas de inversión globales y firmas de abogados que operan múltiples jurisdicciones en LatAm? ¿Cuál es su visión para consolidarse como referente regional en el sector?

Alzur (Cuervo): Nuestro camino es claro: reforzar nuestras capacidades propias. En lugar de alianzas externas, estamos preparando nuevas inversiones en equipos de producción, maquinaria especializada y procesos internos que nos permitan atender una demanda creciente sin perder nuestro sello artesanal.

En Latinoamérica hay muy pocos proveedores especializados en tombstones, y eso nos pone en una posición única. Competimos “en casa”, con cercanía, con grupos estadounidenses y asiáticos que no conocen el territorio ni la cultura transaccional de la región. Esa proximidad —entender cómo trabajan los equipos, sus ritmos, sus códigos— es un diferencial enorme.

En los últimos dos años hemos atendido proyectos en Panamá, México, República Dominicana y Guatemala, además de colaborar con las principales bancas colombianas. Hoy estamos prospectando activamente Chile y Perú, mercados donde vemos una clara necesidad de un proveedor regional que combine creatividad, cumplimiento y conocimiento profundo del mundo M&A.

Nuestra visión es convertirnos en el referente latinoamericano: un estudio que diseña y produce piezas con el nivel de un atelier, pero con la capacidad operativa para servir a bancas globales que manejan múltiples jurisdicciones en la región.

TTR Data: ¿Cómo ha evolucionado el diseño de tombstones en América Latina?

Alzur (Cuervo): Hace unos años casi todas las piezas eran iguales: rectas, transparentes y sin narrativa, con predominio del acrílico y ensamblajes básicos. Hoy los clientes se merecen algo mucho mejor, son mucho más exigentes, buscan diseño, historia y conexión emocional. El tombstone se ha convertido en una extensión del branding y del orgullo corporativo.

TTR Data: ¿Y qué papel cumple hoy el diseño en la comunicación de los logros financieros?

Alzur (Cuervo): El diseño humaniza los logros. En un entorno dominado por números y contratos, ayuda a transmitir emoción y sentido. Un buen tombstone comunica confianza, trabajo en equipo y propósito. Detrás de cada pieza hay cientos de horas de trabajo para lograr que el deal se cierre exitosamente. No es solo una pieza bonita: es una forma de celebrar visualmente el cierre exitoso.

TTR Data: ¿Qué tendencias están marcando el futuro del diseño conmemorativo?

Alzur (Cuervo): Estamos explorando materiales más sostenibles y procesos más limpios. La impresión 3D también nos ha abierto nuevas posibilidades: estructuras más ligeras, precisas y expresivas. La innovación técnica siempre debe estar al servicio de la historia que queremos contar. Estamos empezando a incorporar IA en nuestros procesos, si bien todavía el componente humano y artesanal predomina en nuestros procesos.

TTR Data: Alzur ya trabaja con clientes en varios países. ¿Cómo ha sido esa expansión regional?

Alzur (Cuervo): Nuestros principales proyectos están en Colombia, pero en los últimos meses hemos incursionado exitosamente en Panamá, Guatemala, El Salvador, México y República Dominicana. Con muchos clientes ya existe una relación cercana y de confianza: saben que cuidaremos cada detalle. Un ejemplo que recuerdo con especial cariño es el trabajo con Bancolombia y su cliente Terpel (foto adjunta). Nos piden piezas que se muevan, que inviten a descubrir. Es un reto constante y lo disfrutamos mucho.

TTR Data: Usted mencionó que uno de los socios de Alzur, Carlos Martínez Díez, es banquero de inversión y coleccionista de tombstones. ¿Qué papel jugó su experiencia en la decisión de enfocarse en el mercado de M&A y cómo ha influido en su relación con los dealmakers?

Alzur (Cuervo): La influencia de Carlos ha sido enorme. Tiene más de 20 años en banca de inversión y una de las colecciones de tombstones más impresionantes que he visto. Esa sensibilidad —saber qué representa un cierre, qué valor simbólico tiene para un equipo, qué significa recibir la pieza — ha marcado la filosofía corporativa de Alzur.

Carlos es extraordinariamente exigente con la calidad: materiales, acabados, ensamblajes, cromáticas, equilibrio visual. Y también con los deadlines, que en el mundo M&A son sagrados. Su experiencia nos ha permitido entender el ritmo real de los dealmakers y hablar su mismo idioma. Gracias a eso, Alzur no se percibe como un proveedor, sino como un aliado que entiende los tiempos, la presión y la importancia emocional de cada operación.

TTR Data: Para cerrar, ¿qué mensaje le gustaría dejar a los lectores de TTR?

Alzur (Cuervo): Que un tombstone no es un objeto: es un símbolo. Detrás de cada pieza hay una historia de confianza, esfuerzo y articulación entre equipos. En Alzur creemos en el diseño con propósito, cada detalle —material, color, textura, ensamblaje— debe decir algo. Nuestro objetivo es que cada tombstone tenga alma y que, con el tiempo, siga recordando el logro que representa.

Dealmaker Q&A

TTR Dealmaker Q&A con
Ignacio Freire, Socio responsable del área M&A en Evergreen Legal


Ignacio Freire


Evergreen España



TTR: El mercado español de M&A ha atravesado una etapa de ajuste en 2025, con descensos tanto en número de operaciones como en valor transaccionado. Desde su experiencia en Evergreen Legal, ¿cómo interpretan esta evolución y qué señales están observando hacia el cierre del año?

EGL (Ignacio Freire): desde Evergreen Legal vemos que, efectivamente, nuestros clientes, mayoritariamente fondos y compañías industriales en fase de crecimiento, están analizando mejor las operaciones y que las decisiones de inversión tardan más tiempo en tomarse. La tendencia que vemos es que nuestros clientes quieren asegurarse de que las inversiones que hacen tienen sentido y que entran en empresas con beneficios demostrados, sostenibles y recurrentes. 

En este sentido, vemos que las operaciones no se presentan a los comités de inversión hasta que están ya muy analizadas internamente (con las due diligences comerciales realizadas y los LTMs validados) y, solo entonces, se nos incorpora como abogados de la operación, y a los equipos de las due diligence financiera.

Dicho esto, nosotros, desde Evergreen Legal, estamos teniendo un muy buen año, con un número muy alto de operaciones, y con importes elevados. Por ello,  aunque exista mayor prudencia a la hora de formalizar las operaciones, no estamos percibiendo un descenso ni en números, ni en su volumen. Asimismo, por el pipieline actual de operaciones, esperamos que esa tendencia, con un número alto de operaciones y valores transaccionados relevantes, se va a mantener hasta final de año. 

TTR: ¿Qué sectores están generando mayor interés desde el punto de vista transaccional en su práctica? ¿Han identificado oportunidades concretas en industrias que tradicionalmente no eran tan activas?


EGL (Ignacio Freire): durante el 2025 hemos notado un interés elevado en la formación de joint ventures entre fondos y gestores de activos inmobiliarios de distinto uso, senior living, flex living, residencial puro, flipping y retail. En todo caso, con nuestra práctica muy focalizada en private equity de participaciones industriales, hemos asesorado en una variedad de operaciones de distintos sectores sin que podamos identificar alguno específico (además de los mencionados joint ventures para la compra, desarrollo y gestión de activo inmobiliario). 

TTR: Como firma que combina asesoramiento corporativo con una fuerte orientación al cliente, ¿qué perfil de inversor están viendo más activo en 2025? ¿Perciben un cambio en el comportamiento de los fondos, corporaciones o family offices?


EGL (Ignacio Freire): Nuestro portafolio de clientes combina fondos de inversión, industriales en fase de expansión, gestores de activos y, asimismo, asesoramiento en seller-side de primary y secondary market. En este contexto, no hemos identificado un cambio de tendencia significativo que nos lleve a  pensar que exista un perfil de cliente más activo que otro: todos siguen analizando e implementado operaciones de forma regular. 

TTR: El mercado legal en España es altamente competitivo. ¿Cuáles son los principales retos que enfrentan hoy las firmas especializadas en M&A?

EGL (Ignacio Freire): desde nuestra perspectiva los retos a los que nos enfrentamos son, por un lado, de forma principal y a nivel más de nuestra firma, seguir pudiendo prestar asesoramiento de calidad, con un trato directo y cercano a los clientes, mientras mantenemos los costes. Ese reto se enmarca en un contexto de crecimiento de la firma, con un incremento relevante de operaciones y, consecuentemente, de abogados que se han sumado a la firma. 

Por otro lado, y desde una perspectiva más de la práctica, vemos que una de las cuestiones que plantearan mayores retos es el de las nuevas tecnologías, en especial la inteligencia artificial. Evergreen Legal tiene que saber tomar la decisión correcta sobre el desarrollo que mejor se ajuste a sus dimensiones y objetivos para poder mantenerse al día en las nuevas tendencias tecnológicas y centrar el asesoramiento en servicios estratégicos con mayor valor añadido. 

TTR: Desde Evergreen Legal, ¿qué perspectivas manejan para el mercado de M&A en 2026? ¿Qué temas —regulatorios, sectoriales o económicos— creen que marcarán la agenda de las transacciones en los próximos meses?

EGL (Ignacio Freire): nuestra visión es que, durante el ejercicio 2026, es probable que, debido a la escasa oferta y alta demanda, la agenda siga marcada de forma significativa por las operaciones con subyacente inmobiliario. No obstante, y en línea con lo comentado anteriormente, creemos que en 2026, además de los citados temas de equity vinculados con el sector del real estate, se mantendrá de forma sostenida la variedad de sectores en los que asesoraremos para las operaciones de M&A. 

Dealmaker Q&A

TTR Dealmaker Q&A con Pedro Costa, LatAm Director de Aon

Pedro Costa 

Aon LatAm



TTR Data: Desempeño del primer semestre de 2025 en M&A, Private Equity y Venture Capital

En el acumulado de 2025, el valor total de las transacciones de M&A, Private Equity, Venture Capital y adquisiciones de activos en América Latina alcanzó USD 65,2 mil millones, con un crecimiento del 20,5%, aunque el número de operaciones cayó 4,9%, hasta 1.855.

Brasil lideró con USD 33,1 mil millones (+22%), seguido de México (USD 15,4 mil millones, +23%) y Colombia (USD 5,6 mil millones, +77%). Esto refleja un mercado más selectivo y de mayor valor, donde los seguros para transacciones, como el Reps & Warranties Insurance y la Due Diligence de Riesgos y Seguros se vuelven herramientas clave para gestionar riesgos complejos y acelerar cierres.

TTR Data: Tendencias detectadas en los últimos meses

Observamos un crecimiento sólido en energía, minería, tecnología y real estate, impulsado por inversores de Estados Unidos, Reino Unido y España.

Las operaciones transfronterizas fortalecen la demanda de seguros transaccionales (R&W, Tax, Contingent) para garantizar seguridad jurídica y continuidad de valor.

El Private Equity registró menos operaciones (-30%) pero mayor valor (+20%), lo que evidencia un mercado más sofisticado y orientado a la mitigación de riesgos.

TTR Data: Evolución de la demanda por soluciones de Riesgo y Aseguramiento

La creciente sofisticación de las transacciones en América Latina y la expansión de fondos de Private Equity e inversionistas internacionales han impulsado el uso del seguro de Reps & Warranties (R&W). Este producto, antes limitado a operaciones de gran escala, se ha extendido al segmento mid-market, especialmente en infraestructura, energía e industria. El R&W se consolida como instrumento de gobernanza y liquidez, que sustituye los escrows, agiliza el cierre y fortalece la confianza entre comprador y vendedor.

Al mismo tiempo, la Due Diligence de Riesgos y Seguros (DD R&S) adquiere relevancia como base técnica para diseñar coberturas precisas y cuantificar exposiciones reales. La sinergia entre R&W y DD R&S marca la evolución del mercado latinoamericano hacia una gestión de riesgos más estratégica, donde la información y la transferencia de riesgo se convierten en palancas para tomar decisiones más inteligentes y efectivas.

TTR Data: Tipos de seguros más utilizacos en M&A

El seguro de Reps & Warranties (R&W) se ha consolidado como la herramienta principal de transferencia de riesgo en las transacciones de M&A en América Latina. Más que un mecanismo de protección, el R&W actúa como un facilitador de negociación, reduciendo tensiones entre comprador y vendedor y reemplazando estructuras tradicionales de retención. Al cubrir las declaraciones y garantías contractuales, ofrece seguridad jurídica, agiliza el sign-to-close y libera liquidez inmediata, razón por la cual su adopción se expande rápidamente, incluso en operaciones de tamaño medio.

Al mismo tiempo, el seguro de garantía emerge como una alternativa creativa y eficiente al uso de cuentas escrow, proporcionando la misma seguridad financiera sin necesidad de inmovilizar fondos. En transacciones con pagos diferidos o earn-outs, crece también el seguro de garantía de pago, que aporta previsibilidad y protección al flujo financiero del deal. El Title Insurance gana relevancia en operaciones inmobiliarias e infraestructurales, donde las declaraciones de propiedad son determinantes para el cierre. Finalmente, los seguros de Tax, Litigation y Contingent Risk continúan expandiéndose, reflejando la madurez del mercado y su interés en gestionar riesgos jurídicos y fiscales de manera más estructurada y proactiva, fortaleciendo la confianza en el M&A regional.

TTR Data: Sectores más sofisticados en gestión de riesgos transaccionales

Tecnología, energía, recursos naturales, infraestructura e industria concentran la mayor parte de la actividad regional, buscando deals mejor estructurados.

En particular, infraestructura, recursos naturales e industria, sobre todo en operaciones transfronterizas, son los sectores que más recurren al seguro de R&W para gestionar riesgos complejos y acelerar aprobaciones de inversión.

Además, son los sectores que muestran mayor atención a la revisión previa de programas de seguros tradicionales, evaluando coberturas de responsabilidad civil, ambiental, patrimonial y D&O, especialmente en operaciones donde fondos de Private Equity actúan como compradores.

Esta sinergia entre R&W y la Due Diligence de Riesgos y Seguros consolida un modelo de gestión integral que aporta previsibilidad y confianza a las transacciones.

TTR Data: Diferencias regionales entre países

América Latina muestra un panorama de M&A caracterizado por contrastes, que reflejan diferentes niveles de madurez y sofisticación entre los países. Brasil sigue siendo el principal centro de actividad, impulsado por un ecosistema consolidado y la expansión del segmento mid-market, donde el uso del seguro de R&W y la due diligence especializada crecen con fuerza. En México, las operaciones transfronterizas y el mercado inmobiliario destacan por la utilización de Title y Tax Insurance, claves para mitigar riesgos fiscales y regulatorios.

Colombia se perfila como uno de los mercados de crecimiento más dinámico, especialmente en energía y renovables, mientras que Chile mantiene estabilidad y sofisticación, con un foco en tecnología, manufactura e infraestructura. En conjunto, la región avanza hacia una integración más sólida de las soluciones de riesgo y seguro en el proceso transaccional, consolidando a América Latina como un mercado cada vez más maduro y predecible para el M&A global.

TTR Data: Tendencias para 2026

El pipeline regional sugiere un crecimiento sostenido en energía, infraestructura y tecnología para 2026.

Se espera una mayor integración entre R&W, Tax y Contingent Insurance, con expansión hacia operaciones mid-market.

La Due Diligence de Riesgos y Seguros se consolidará como práctica esencial en procesos competitivos, reforzando el rol de Aon en facilitar decisiones más informadas y efectivas.

Cita:

“El seguro de R&W convierte el riesgo en claridad, permitiendo decisiones más inteligentes y seguras, y nosotros en Aon, estamos siempre conduciendo nuestros clientes a las mejores decisiones.”



Pedro Costa 

Aon LatAm


TTR Data: Desempenho do primeiro semestre de 2025 em M&A, Private Equity e Venture Capital

No acumulado de 2025, o valor agregado das transações de M&A, Private Equity, Venture Capital e aquisições de ativos na América Latina alcançou USD 65,2 bilhões, um crescimento de 20,5% em relação ao mesmo período de 2024, embora o número de operações tenha caído 4,9%, totalizando 1.855 transações.

O Brasil manteve a liderança regional (USD 33,1 bilhões, +22%), seguido por México (USD 15,4 bilhões, +23%) e Colômbia (USD 5,6 bilhões, +77%). Esse movimento indica um mercado mais seletivo, mas com operações de maior porte e maior complexidade.

Esse cenário é favorável ao uso de seguro para transações, como Reps & Warranties Insurance, pois transações de alto valor exigem transferência de riscos residuais e due diligence de riscos e seguros mais estruturada.

TTR Data: Tendências detectadas nos últimos meses

Observamos um crescimento expressivo nos setores de energia, mineração, tecnologia e real estate, com forte presença de investidores internacionais — especialmente dos Estados Unidos, Reino Unido e Espanha.

Essas operações cross-border aumentam a demanda por segurança jurídica e cobertura internacional, impulsionando o uso de seguros de R&W, Tax e Contingent.

O Private Equity apresentou queda no número de operações (-30%), mas aumento no valor (+20%), refletindo maior seletividade e sofisticação na gestão de risco transacional.

TTR Data: Evolução da demanda por soluções de Risk & Insurance

A crescente sofisticação das transações na América Latina e o avanço de investidores internacionais e fundos de Private Equity vêm impulsionando o uso de seguros de Reps & Warranties (R&W). O produto, antes restrito a grandes operações, passou a ser adotado também em transações de médio porte, especialmente nos setores de infraestrutura, energia e indústria. O R&W tem se consolidado como ferramenta de governança e liquidez, permitindo que vendedores acelerem o exit e compradores reduzam riscos contratuais, substituindo escrows e fortalecendo a confiança entre as partes.

Ao mesmo tempo, cresce a relevância da Due Diligence de Riscos e Seguros (DD R&S) como suporte técnico à estruturação dessas apólices. Ela identifica lacunas em coberturas tradicionais, quantifica exposições e fornece subsídios para a precificação adequada dos riscos a transferir. Essa integração entre R&W e DD R&S representa a evolução natural do mercado latino-americano, onde a análise de risco deixa de ser apenas defensiva e passa a ser ferramenta estratégica para decisões mais seguras e ágeis.

TTR Data: Tipos de seguros mais utilizados em M&A

O seguro de Reps & Warranties (R&W) consolidou-se como o principal instrumento de transferência de risco em transações de M&A na América Latina. Mais do que uma ferramenta de proteção, o R&W tem se tornado um facilitador de negociações, reduzindo tensões entre comprador e vendedor e substituindo mecanismos tradicionais de retenção de valor. Ao cobrir as declarações e garantias contratuais, o seguro proporciona segurança jurídica, acelera o sign-to-close e libera liquidez imediata para ambas as partes — o que explica sua crescente adoção, inclusive em operações de médio porte.

Paralelamente, o seguro garantia vem se destacando como uma solução criativa e eficiente para substituir contas escrow, oferecendo às partes a mesma segurança financeira, mas sem a necessidade de imobilizar capital. Em operações com pagamentos parcelados ou earn-outs, também tem se expandido o uso do seguro garantia de pagamento, garantindo previsibilidade nas obrigações futuras e protegendo o fluxo financeiro da transação. O Title Insurance, por sua vez, vem ganhando relevância em operações imobiliárias e de infraestrutura, especialmente naquelas em que as declarações de propriedade assumem papel central no contrato. Já os seguros de Tax, Litigation e Contingent Risk seguem em franca expansão, reforçando o caráter multidimensional da gestão de riscos transacionais e permitindo que as partes quantifiquem, isolem e transfiram riscos jurídicos e fiscais complexos que poderiam comprometer o valuation do deal.

TTR Data: Setores mais sofisticados em gestão de riscos transacionais

Tecnologia, energia, recursos naturais, infraestrutura e indústria são os setores com maior atividade e sofisticação na busca por deals melhor estruturados.

Entre eles, infraestrutura, natural resources e indústria, especialmente em operações cross-border, são os que mais utilizam seguros de R&W, buscando previsibilidade e mitigação de riscos de declarações e garantias.

Esses setores também são os que mais priorizam a análise prévia do programa de seguros tradicionais, avaliando coberturas de responsabilidade civil, ambiental, patrimonial e D&O — prática já consolidada em transações com fundos de Private Equity no buy side.

A integração entre R&W e Due Diligence de Riscos e Seguros tornou-se um diferencial estratégico, elevando a confiança de investidores e reduzindo litígios pós-closing.

TTR Data: Diferenças regionais entre países

A América Latina apresenta um cenário de M&A marcado por contrastes, refletindo níveis distintos de maturidade e sofisticação entre os mercados. O Brasil continua sendo o principal polo de transações, sustentado por um ecossistema consolidado e pela expansão do segmento mid-market, que vem impulsionando o uso de seguros de Reps & Warranties (R&W) e due diligence especializadas. No México, o destaque está nas operações cross-border e no setor imobiliário, onde produtos como Title Insurance e Tax Insurance têm se mostrado essenciais para mitigar riscos regulatórios e fiscais.

A Colômbia vem se firmando como um dos mercados de crescimento mais acelerado da região, especialmente em energia e renováveis, enquanto o Chile mantém um ambiente estável e sofisticado, com forte presença nos setores de tecnologia, manufatura e infraestrutura. Em conjunto, esses países revelam um movimento consistente de amadurecimento: as práticas de risk & insurance se tornam cada vez mais integradas às estruturas de M&A, aproximando a região de padrões observados em mercados desenvolvidos.

TTR Data: Tendências para 2026

O pipeline regional aponta para continuidade do crescimento em energia, infraestrutura e tecnologia em 2026.

A expectativa é de maior integração entre R&W, Tax e Contingent Insurance, ampliando o alcance para operações de médio porte.

A Due Diligence de Riscos e Seguros tende a se consolidar como etapa padrão em processos competitivos, reforçando o papel da Aon em prover inteligência de risco e estruturar decisões melhores.

Citação:

O seguro de R&W vem transformando risco em clareza, permitindo decisões mais inteligentes e seguras, e nós na Aon, estamos sempre conduzindo nossos clientes na busca pelas melhores decisões.

Dealmaker Q&A

TTR Dealmaker Q&A con Roberto Pomares, Socio Director de Addleshaw Goddard en España


Roberto Pomares


Addleshaw Goddard en España



TTR: Addleshaw Goddard se ha posicionado como un actor relevante en el mercado legal español tras su desembarco en 2024. ¿Qué balance hacen de este primer año en España y qué papel juega el mercado ibérico dentro del plan global de la firma?

Efectivamente el desembarco de Addleshaw Goddard se ha producido en 2024, si bien ha tenido lugar mediante la integración de una firma que ya lleva operando en el mercado español desde 1999, primero bajo el paraguas de SJ Berwin y después de King & Wood Mallesons. Por lo tanto, se ha beneficiado de una trayectoria y posicionamiento de mercado ya existentes.

El balance de este primer año dentro de la red Addleshaw Goddard es muy positivo. Hemos alcanzado los objetivos marcados para 2024 y cerrado el ejercicio con una facturación de 20,45 millones de euros en España. Este resultado refleja tanto la tracción previa del equipo como el impulso que ha supuesto la integración en Addleshaw Goddard. En cualquier caso, esperamos que el “efecto AG” se refleje con mayor claridad en 2025 y 2026, con el objetivo de superar los 25 millones de euros de facturación anual en ese periodo.

A nivel global, Addleshaw Goddard ha registrado un resultado financiero récord en el último ejercicio económico, con ingresos totales de 550,9 millones de libras esterlinas, lo que representa un crecimiento del 11% respecto al año anterior. El número de socios también ha aumentado un 9%, hasta los 444, y la plantilla global alcanza ya los 2.952 profesionales. 

El mercado ibérico juega un papel estratégico dentro del plan global de crecimiento de la firma. La apertura de la oficina de Madrid ha sido uno de los hitos clave de 2024, y este año hemos inaugurado también oficinas en Polonia y Abu Dabi. Esta expansión forma parte de la estrategia AG2030, cuyo objetivo es alcanzar los 1.000 millones de libras de facturación en 2030, duplicando la facturación.

TTR: ¿Qué sectores están mostrando mayor dinamismo en el mercado de M&A español en 2025? ¿Qué tipo de operaciones están predominando: adquisiciones estratégicas, capital privado, consolidaciones sectoriales?

Es evidente que, durante el primer semestre de 2025, ha habido una moderación en el volumen y el valor de las operaciones respecto al mismo periodo de 2024. Los sectores con mayor actividad siguen siendo el tecnológico, el turístico (incluyendo hostelería y ocio) y el inmobiliario, aunque observamos que todos ellos muestran una disminución frente a los niveles del año anterior.

No obstante, algunos segmentos comienzan a mostrar signos de recuperación. Es el caso del capital privado, que presenta una evolución más favorable. En los primeros seis meses del año, la inversión ha aumentado respecto al mismo periodo de 2024, impulsada principalmente por operaciones en el segmento mid-market. En este ámbito, además del tecnológico, destacaría los sectores sanitario e industrial como los más dinámicos.

Según percibimos entre nuestros clientes, España continúa siendo un mercado atractivo para los inversores nacionales e internacionales, especialmente para las gestoras de capital privado, gracias a la calidad de los activos. 

Sin embargo, debido a que puede no ser el momento adecuado para vender activos de calidad, dado que pueden no ser suficientemente valorados en el mercado, hay una evidente tendencia hacia el crecimiento de las participadas de la cartera mediante operaciones de add-on y la extensión del período de tenencia, con un evidente auge de las operaciones de secundario single-asset con fondos de continuación. 

En todo caso, en términos generales, desde Addleshaw Goddard mantenemos una postura optimista de cara al cierre del ejercicio. Sin embargo, es necesario ser prudentes, ya que la incertidumbre geopolítica y económica están sin duda afectando a la confianza inversora y hace que los procesos de adquisición de alarguen en el tiempo y sean más inciertos respecto a su resultado.

TTR: Desde su experiencia, ¿cómo está evolucionando el perfil del inversor extranjero en España? ¿Qué jurisdicciones están liderando la inversión y cómo se comparan con años anteriores?

Como mencioné anteriormente, a pesar de la ralentización del mercado de M&A, España mantiene su atractivo para los inversores internacionales, si bien con un mayor grado de cautela a la hora de ejecutar las transacciones. Nuestro mercado sigue siendo muy atractivo para los inversores extranjeros, especialmente para las gestoras de capital privado y adquirentes de activos estratégicos.

En cuanto a los países que lideran la inversión extranjera en España en 2025, los datos más recientes sitúan en el podio a Reino Unido, Estados Unidos y Francia. Es una tendencia que nosotros mismos vemos reflejada en nuestros clientes, especialmente en el caso del Reino Unido, donde el real estate español sigue generando mucho interés. También cabe esperar el creciente interés por parte inversores de Oriente Medio, donde Addleshaw Goddard cuenta con cinco oficinas muy consolidadas.

Es importante destacar que este componente transfronterizo no se limita únicamente a la entrada de empresas extranjeras en nuestro mercado. También se manifiesta en la creciente internacionalización de las empresas españolas, que consolidan su presencia en mercados estratégicos como Portugal, Italia, Reino Unido y Estados Unidos, y exploran nuevas jurisdicciones de interés como Polonia. En este último caso, estamos viendo entre nuestros clientes que sectores como el energético y el inmobiliario demuestran poseer un gran atractivo.

TTR: ¿Qué relevancia están tomando las operaciones transfronterizas en su práctica? ¿En qué industrias o perfiles de cliente están viendo más movimiento entre España, Reino Unido y otras economías europeas?

Las operaciones transfronterizas están adquiriendo cada vez más relevancia en el mercado de M&A español, y se están consolidando como un componente estratégico de la práctica de todos los despachos. Estas transacciones representan tanto grandes operaciones corporativas como participaciones minoritarias estratégicas.

TTR: ¿Cuáles son las prioridades de Addleshaw Goddard Spain para los próximos meses en el área de M&A? ¿Qué retos y oportunidades identifican en un entorno marcado por la incertidumbre regulatoria y económica?

Desde mi punto de vista, en el mercado de M&A en España, tal vez el mayor riesgo al que nos podemos enfrentar en los próximos meses son los riesgos geopolíticos globales y cierta sensación de inestabilidad regulatoria que pueden retrasar o desincentivar la inversión extranjera. 

A pesar de ello, surgen oportunidades interesantes para nosotros, fundamentalmente relacionadas con el capital privado, donde nuestra posición de liderazgo en el sector nos permite tomar parte en buena parte de las operaciones estratégicas que acometen las gestoras, en especial operaciones de GP stakes y secundarios. 

Por último, nuestra prioridad sigue siendo la misma: dar un servicio de calidad a nuestros clientes, adaptándonos a sus necesidades reales y ayudándoles en sus transacciones más estratégicas, aportando no únicamente nuestro asesoramiento legal sino también estratégico, sobre la base de nuestro profundo conocimiento sectorial, el cual se ha visto reforzado tras la integración con Addleshaw Goddard.