Relatório trimestral sobre o mercado transacional brasileiro – 2T 2024

Fusões e Aquisições movimenta BRL 101,5bi no primeiro semestre de 2024

  • No primeiro semestre foram registradas 747 transações 
  • Aquisições estrangeiras nos setores de tecnologia e internet aumentam em 9%
  • Setor de Internet, Software & IT Services é o mais ativo do ano, com 159 transações
  • Empresas norte-americanas diminuem em 6% em aquisições no Brasil

O mercado transacional brasileiro registrou um total de 747 transações e movimentou BRL 101,5bi no primeiro semstre de 2024, de acordo com o relatório mensal do TTR Data.

Esses números representam uma diminuição de 26% no número de transações em relação ao mesmo período de 2023. Do total das transações, 49% possuem os valores revelados e 76% das operações já estão concluídas.

Operações do mercado transacional de 2Q2022 até 2Q2024
Fonte: TTR Data.

O setor de Internet, Software & IT Services foi o mais ativo no período, com um total de 159 transações, representando uma diminuição de 12% em relação ao mesmo período de 2023. Em seguida está o setor de Real Estate e Industry-Specific Software, com 73 e 65 transações, respectivamente.  

Âmbito Cross-Border

No primeiro semestre de 2024, as empresas brasileiras escolheram os Estados Unidos como seu principal destino de investimento, com 11 transações e um total de BRL 5,6bi, seguido pelo México e Colômbia, com seis operações cada.

Os Estados Unidos e Reino Unido, com 77 e 18 transações, respectivamente, são os países que mais investiram no Brasil.  

As empresas norte-americanas que adquirem empresas brasileiras registraram uma queda de 6% em comparação com o mesmo período do ano passado. Já as aquisições estrangeiras nos setores de Tecnologia e Internet cresceram em 9%.

Em relação aos fundos estrangeiros de Private Equity e Venture Capital que investem em empresas brasileiras, houve uma diminuição de 19% no primeiro semestre.

Private Equity, Venture Capital e Asset Acquisitions

Em Private Equity, foram contabilizadas 49 transações e um total de BRL 5,7bi no período, registrando uma queda de 10% no número de operações, em comparação com o mesmo período de 2023.

No âmbito do Venture Capital, foram realizadas 211 rodadas de investimento, movimentando um capital de BRL 5,7bi, o que resulta uma queda de 33% no número de transações.

No segmento de Asset Acquisitions, foram registradas 115 transações e um total de BRL 18,9bi no primeiro semestre, representando um aumento de 76% no capital mobilizado, em relação ao mesmo período do ano passado.

Transação do trimestre

A transação destacada pelo TTR Data no segundo trimeste de 2024, foi a conclusão da aquisição pela EIG Global Energy Partners da Ocyan. O valor da transação é de USD 390m.

A operação contou com a assessoria jurídica em lei brasileira dos escritórios Mattos Filho; Lacaz Martins, Pereira Neto, Gurevich & Schoueri Advogados; e VMB Jurídica. Do lado financeiro, contou com a asessoria da Lakeshore Partners e da EY Brasil.

Entrevista com Lobo de Rizzo

Rodrigo Teixeira, sócio do Lobo de Rizzo e especializa em Direito Societário, Imobiliário e Mercado de Capitais, conversou com o TTR para esta edição e analisou os drivers mais relevantes para continuar a consolidar o mercado brasileiro na América Latina no curto e médio prazo: “O Brasil tem diversos fatores de atração para investidores, tais como mercado consumidor grande, dimensão continental, matriz energética mais limpa e moderno sistema bancário. Para consolidar sua posição de liderança, entendo que os principais drivers são a criação de um sistema tributário mais claro e eficiente, a adoção de políticas fiscais mais responsáveis e o reforço da segurança jurídica das decisões.”

Para entrevista completa, clique aqui

Ranking de assessores financeiros e jurídicos

O relatório publica os rankings de assessoria financeira e jurídica do primeiro semestre de 2024 em M&A, Private Equity, Venture Capital e Mercados de Capitais, onde a atividade dos assessores é refletida pelo número de transações e pelo valor total. 

Quanto ao ranking de assessores financeiros, por número de transações lidera em 2024 o BTG Pactual com 24 operações. Em valor lidera Banco Itaú BBA, contabilizando um total de BRL 28,8bi.

No que se refere ao ranking de assessores jurídicos, por número de transações em 2024 lidera o escritório Bronstein Zilberberg Chueiri & Potenza Advogados, com 32 operações. Em valor, lidera o Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados contabilizando um total de BRL 28,8bi.

Dealmaker Q&A

Content available in English and Portuguese

TTR Data Dealmaker Q&A with Lobo de Rizzo Advogados Partner Rodrigo Teixeira

Lobo de Rizzo Advogados

Rodrigo Teixeira

Rodrigo has extensive experience in corporate law and capital markets assisting and representing national and foreign clients in several mergers and acquisitions transactions, joint ventures, corporate reorganizations and real estate deals in different economic sectors, including education, agribusiness, logistic, food, water, pulp and paper, auditing and consulting, automotive and pharmaceutical.
He is graduated in Law from Universidade de São Paulo (USP); master in Civil Law from the University of Rome II – Tor Vergata; and specialized in Contracts from Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP).

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TTR Data: The economic slowdown, geopolitical uncertainty, and capital flow issues have significantly influenced M&A market dynamics since 2022, not only in Brazil but throughout Latin America. Amid this investment uncertainty, what are Lobo de Rizzo’s prospects for the transactional market in Brazil for the second half of 2024?

We have actually seen many potential transactions that fail to gain traction because of all these factors, both external and internal. There is a material vision gap regarding valuation between buyers/investors and sellers/investees. We expect the market to improve, even if partially, with the reduction of uncertainties, so that the number of transactions rises again. 

TTR Data: Brazil has accounted for approximately 60% of all M&A transactions announced in Latin America in recent years. What are the most relevant drivers to continue consolidating the Brazilian market in Latin America in the short and medium term?

Brazil has several factors of attraction for investors, such as a large consumer market, continental size, cleaner energy matrix and modern banking system. To consolidate its leadership position, I believe that the main drivers for Brazil are the creation of a clearer and more efficient tax system, the adoption of more responsible fiscal policies, and the reinforcement of legal certainty for decisions.

TTR Data: The technology sector, along with the financial sector, has been the most active in the Brazilian transactional market in terms of the number of transactions in the first half of 2024. However, on a regional level, other sectors are expanding, such as renewable energy and natural resources. Amid the current investment scenario, what role does the renewable energy market play in boosting investments in the M&A market in Brazil? Which other sectors appear highly investable at this moment?

The renewable energy market has enormous potential due to Brazil’s natural characteristics. Our energy matrix is cleaner and more renewable, when compared to other countries. This market will continue to be in the spotlight for many years to come. In the same area, our country has the possibility of leading the race towards decarbonization and the fulfillment of environmental targets. The carbon credit market in Brazil, once regulated, is expected to attract a large volume of investments from companies and funds. Also noteworthy is the agribusiness sector, which accounts for a significant portion of our economy and is becoming increasingly efficient and competitive.

TTR Data: Observing the Private Equity and Venture Capital segment, we see that the emergence of unicorns has been decreasing for approximately two years, and some are disappearing. How will this industry evolve in Brazil in the second half of 2024, and what are the prospects for the coming months?

The Venture Capital segment has been facing relevant challenges, mainly related to low liquidity, high interest rates and a more restrictive capital market for divestment options. I believe that unicorn cases should remain few until the end of 2024, and may have some rising in 2025 along with M&A in general, in case there is a reduction in national and international uncertainties.

TTR Data: What will be the main challenges for Lobo de Rizzo in Brazil in the second half of 2024 and 2025 in the transactional market?

The transactional market is expected to remain more difficult and challenging in 2024, with a better outlook for improvement in 2025. Our challenge will be to continue to be a protagonist in a smaller market, taking advantage of the diversity of areas we have in the office, expecting that next year will bring a consistent improvement.


Portuguese version


Lobo de Rizzo Advogados

Rodrigo Teixeira

Rodrigo Teixeira é especialista em direito societário, imobiliário e mercado de capitais, assessorando clientes nacionais e internacionais em diversas transações de fusões e aquisições, joint ventures e reorganizações em setores como educação, agronegócio, logística, food service, papel e celulose, auditoria e consultoria, automotivo e farmacêutico, entre outros. É graduado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP); mestre em Direito Civil pela Universidade de Roma II – Tor Vergata; especialista em Contratos pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).


TTR Data: A desaceleração da economia, a incerteza geopolítica e os problemas de fluxo de capitais influenciaram significativamente a dinâmica do mercado de M&A desde 2022, não apenas no Brasil, mas na América Latina em geral. Em meio a esse panorama de incertezas nos investimentos, quais as perspectivas que o Lobo de Rizzo faz em 2S24 para o mercado transacional no Brasil?

Temos vistos realmente muitas potenciais transações deixarem de ganhar tração por todos estes fatores, externos e internos. Há um gap relevante de visão de valor entre compradores/investidores e vendedores/investidas. Nós esperamos que o mercado melhore, ainda que parcialmente, com a redução de incertezas, para que o número de transações volte a subir. 

TTR Data: O Brasil concentrou aproximadamente 60% de todas as transações de M&A anunciadas na América Latina nos últimos anos. Quais são os drivers mais relevantes para continuar a consolidar o mercado brasileiro na América Latina no curto e médio prazo?

O Brasil tem diversos fatores de atração para investidores, tais como mercado consumidor grande, dimensão continental, matriz energética mais limpa e moderno sistema bancário. Para consolidar sua posição de liderança, entendo que os principais drivers são a criação de um sistema tributário mais claro e eficiente, a adoção de políticas fiscais mais responsáveis e o reforço da segurança jurídica das decisões.

TTR Data: O setor de tecnologia, assim como o setor financeiro, têm sido os dois mais ativos no mercado transacional brasileiro em número de transações em 1S24. No entanto, a nível regional, outros setores estão em expansão, como energias renováveis ​​e recursos naturais. Em meio ao atual cenário de investimentos, qual o papel do mercado de energia renovável para impulsionar os investimentos no mercado de M&A no Brasil? Que outros setores parecem altamente financiáveis ​​neste momento?

O mercado de energia renovável tem um enorme potencial em razão das características naturais do Brasil. Nossa matriz energética é mais limpa e renovável, quando comparada a outros países. Este mercado continuará a ser destaque por muitos anos. Na mesma seara, nosso país tem possibilidade de liderar a corrida rumo à descarbonização e ao cumprimento de metas ambientais. O mercado de carbono no Brasil, uma vez regulado, deverá atrair um grande volume de investimentos de empresas e fundos. Também merece destaque o setor do agronegócio, responsável por parcela significativa de nossa economia, que se torna cada vez mais eficiente e competitivo.

TTR Data: Acompanhando o segmento de Private Equity e Venture Capital, vemos que o aparecimento de unicórnios vem diminuindo há aproximadamente dois anos e alguns estão desaparecendo. Como evoluirá essa indústria no Brasil em 2S24 e quais as perspectivas para os próximos meses?

O segmento de Venture Capital vem atravessando desafios relevantes, principalmente relacionados à baixa liquidez, às altas taxas de juros e ao mercado de capitais mais restritivo em opções de desinvestimento. Acredito que os casos de unicórnios devem continuar poucos até o final de 2024, podendo retomar alguma ascensão em 2025 junto com o M&A em geral, caso haja redução de incertezas nacionais e internacionais.

TTR Data: Quais serão os principais desafios do Lobo de Rizzo no Brasil em 2S24 e 2025 no mercado transacional?

O mercado transacional deve continuar mais difícil e desafiador em 2024, com maior perspectiva de melhora em 2025. Nosso desafio será continuar sendo protagonista num mercado menor, aproveitando a diversidade de áreas que temos no escritório, com a expectativa de que o próximo ano traga uma melhora consistente.

Dealmaker Q&A

TR Data Dealmaker Q&A con Mónica Weimann y David Riopérez, socios de Gómez-Acebo & Pombo

Gómez-Acebo & Pombo (GAP)

Mónica Weimann
SOCIA DE MERCANTIL

Es responsable del German Desk, miembro del Consejo de Administración, coordinadora de la Comisión de Estrategia Internacional y co-coordinadora del grupo Alimentario y de Productos de Consumo en Gómez-Acebo & Pombo. Tiene una amplia experiencia en operaciones cross-border, derecho societario, mercantil, internacional y M&A. 

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David Riopérez
SOCIO DE MERCANTIL

Tiene una amplia y relevante experiencia en fusiones y adquisiciones (M&A), incluyendo compraventa de acciones y de activos, asesoramiento contractual, con especial dedicación a asuntos relacionados con franquicias, distribución y agencia, redacción y ejecución de acuerdos transaccionales y garantías, asesoramiento en conflictos accionariales, así como en otras cuestiones societarias.


La débil coyuntura económica europea, la incertidumbre inversora y los problemas de flujo de capitales han influido en la dinámica del mercado de fusiones y adquisiciones desde 2023, no solo en España, sino en la Eurozona en general. En medio de este escenario, ¿cuáles son las perspectivas de Gómez-Acebo & Pombo en el 2S24 para el mercado transaccional en España?

En efecto, el private M&A ha mostrado un primer semestre irregular o menos dinámico en cuanto al ritmo de las operaciones que, sin embargo, parece haberse revertido en las últimas semanas en las que ya parece haber más ejecución. Pensamos que se trata de un cambio de tendencia que ya apuntaban los bancos de inversión a principios de año y no un fenómeno estacional fruto de las habituales prisas previas al verano. En este mismo sentido, la anunciada bajada de tipos ya ha sido descontada por el mercado y esto, junto con otros factores como la estabilización de la inflación o de los precios energéticos, debería favorecer un mayor dinamismo y actividad en el ámbito transaccional. Nosotros ya lo estamos percibiendo con la reactivación de operaciones que estaban en punto muerto y la aceleración de las existentes, a diferencia de los ritmos más lentos que hemos visto a principios de año. A pesar de las distintas tensiones geopolíticas, que hacen que la incertidumbre siga estando presente, este cambio de tendencia nos permite augurar un importante repunte de la actividad para el segundo semestre.

En inicios de 2024 se registró una gran proliferación de Ofertas Públicas de Adquisición (OPAs) tanto en España como en el resto del mundo. ¿A qué se debió este fenómeno tan particular y qué se espera de este tipo de operaciones en la segunda mitad de 2024 y en 2025?

En los últimos años este tipo de operaciones se han visto ralentizadas debido a los altos tipos de interés y al gap de expectativas en las valoraciones, entre otros aspectos. Todo ello redundó en que determinadas operaciones no se formalizaran y que, una vez despejado el horizonte económico, estén aflorando. Es de suponer que, con un mercado transaccional más estable y con empresas con valoraciones atractivas, estas operaciones se incrementen en los próximos meses y probablemente hacia 2025. En cuanto a perspectivas, confiamos en que la actividad de OPAs continúe siendo elevada en la segunda mitad de 2024 y en 2025. Las empresas seguirán buscando oportunidades de crecimiento inorgánico para fortalecer sus posiciones en el mercado. Además, con más actores interesados en realizar adquisiciones, es probable que la competencia por los activos atractivos aumente, lo que podría llevar a valoraciones más altas y a un entorno de negociación más competitivo. Igualmente, consideramos que las adquisiciones podrían centrarse en sectores relacionados con la sostenibilidad y la transición energética, ya que la presión para adoptar prácticas más sostenibles continúa creciendo. Sectores como la tecnología, la salud, la biotecnología y las energías renovables seguirán siendo foco de interés, dada su importancia estratégica y su potencial de crecimiento. Finalmente, el aumento en la actividad de OPAs podría llevar a un mayor escrutinio regulatorio y a la implementación de políticas más estrictas para proteger la competencia y evitar la concentración excesiva en ciertos mercados.

En los últimos años, los fondos de capital riesgo han acaparado buena parte de las ofertas Ofertas Públicas de Adquisición, recibiendo en la mayoría de los casos un visto bueno por parte de los consejos de administración de las empresas opadas. ¿De qué depende que esta tendencia pueda continuar en lo que resta de 2024?

Efectivamente, el número de OPAs realizadas por fondos durante los últimos años ha sido relevante. Algunos ejemplos son las OPAs sobre Applus, Opdenergy, Naturgy, Natra, Parques Reunidos, Telepizza, Solarpack o MásMóvil. Desde luego, son muy buenas noticias dado que demuestra el interés de los fondos internacionales por invertir en España. El mantenimiento de esta tendencia positiva dependerá fundamentalmente (i) de que sigamos encontrando valoraciones atractivas; es decir, cotizaciones a múltiplos bajos o con elevado descuento respecto del valor teórico asignado a muchas empresas españolas pero con buenas perspectivas y dinamismo de cara a futuro; en particular en comparación con otras jurisdicciones, como por ejemplo en Estados Unidos cuyas empresas en términos generales cotizan a una valoración superior, (ii) de la existencia de un accionariado en las empresas foco de las OPAs que no controlan un paquete significativo de capital, en la medida en que el mercado castiga la falta de claridad en el accionariado que no permite el desarrollo de una estrategia de negocio a largo plazo; y (iii) atendiendo al sector de actividad, de la conveniencia de fomentar la consolidación empresarial y promover modelos de negocio más aptos, por ejemplo con la reducción del exceso de capacidad y mejora de la eficiencia de costes que quizá se puedan implementar de forma más sencilla en una sociedad no cotizada.

Continuando con este segmento, la inversión extranjera en fondos de Capital Privado y de Capital Riesgo en empresas con sede en España ha aumentado un 17% a lo largo de 2024, ¿Cuáles son los drivers más relevantes para seguir consolidando el mercado español en este segmento en el corto y mediano plazo?

Así es, la industria del capital privado en España ha crecido significativamente en los últimos años y ello se debe, con carácter general, a (i) unas rentabilidades netas de doble dígito a lo largo de más de 15 años, lo que nos coloca a la par con los mejores mercados europeos de capital, (ii) al desarrollo y a la implementación por las sociedades gestoras de nuevas estrategias de inversión, caracterizadas por la diversificación de sectores; y (iii) a las propias características del tejido empresarial español, en el que tienen una especial relevancia lo que los anglosajones denominan middle-market, empresas que son demasiado grandes para ser pymes, pero que no alcanzan el volumen de gran empresa y que, por ello, tienen unas perspectivas prometedoras de crecimiento de ingresos, lo que sin duda es beneficioso para seguir avanzando en el desarrollo de nuestro tejido empresarial. Asimismo, el sector del capital privado en España, sin perjuicio de los últimos años de crecimiento, no está todavía tan desarrollado (tanto en volumen de empresas invertidas como de sociedades gestoras) como en otras jurisdicciones (como, por ejemplo, Reino Unido o Francia), lo que genera oportunidades para fondos internacionales que encuentran mejores oportunidades de inversión en España frente a otros países. Cabe destacar que desde 2006 se estima que los fondos españoles han ofrecido una tasa de retorno superior al 11% (aumentando hasta el 17% en el sector tecnológico), lo que prueba que los fondos españoles muestran resiliencia para generar rentabilidad de forma sostenida en el tiempo; siendo también un importante atractivo el contar con una legislación nacional y europea que dota al inversor de más seguridad, de más accesibilidad (por ejemplo, por la reducción de la inversión mínima en capital riesgo a 10.000 euros o abrir la puerta a inversores minoristas) y de mayor transparencia.

El sector inmobiliario, así como el sector tecnológico, han sido los dos más activos en el mercado transaccional español en términos de número de transacciones en el 1S24. Sin embargo, a nivel regional, otros sectores se están expandiendo, como las energías renovables. En el actual escenario de inversiones, ¿cuál es el papel del mercado de energías renovables para impulsar las inversiones en el mercado de M&A ibérico? ¿Qué otros sectores parecen altamente financiables para el mediano plazo?

Sin ninguna duda España se mantiene como líder destacado en el sector energético, ocupando el segundo lugar a nivel mundial en acuerdos de compraventa de energía (PPA) para empresas, sólo por detrás de Alemania. No obstante, es probable que se produzca una moderación en la actividad de suscripción de PPAs en 2024 tras un año récord. Ello puede explicarse por la actual volatilidad del mercado, por la disminución de la rentabilidad y por los retos a los que debe enfrentarse el mercado de energías renovables en España, como son una elevada congestión de la red eléctrica (que nos obliga a optimizar nuestras infraestructuras y reducir riesgos asociados a la cadena de suministro, lo que puede ser una ventana de oportunidad para la inversión), así como el impulso del concepto de transición energética en el que España está completamente inmerso. Esto hace que el foco inversor en energías renovables pueda centrarse en el medio plazo en economías más pequeñas, que resulten más atractivas en este momento para inversores potenciales. Por ello, es más probable que en el corto plazo la inversión se dirija a otros sectores que pueden verse menos afectados por el ciclo económico, destacando la industria farmacéutica, la sanidad y, sobre todo, IT en el entorno start-up, con la inteligencia artificial y la ciberseguridad a la cabeza.

¿Cuáles serán los principales desafíos para Gómez-Acebo & Pombo en España en el 2S24 y 2025 en el mercado transaccional?

Tenemos puesto el foco en ser la firma ibérica de referencia. En 2023 conseguimos posicionarnos entre las tres primeras firmas por valor y las cinco primeras por número de operaciones de M&A y confiamos en seguir en esa senda positiva. Un mayor número de procesos sell side, el elevado dry powder existente y el resurgimiento de los mega deals nos hacen ser optimistas en el actual mercado de comprador. Es cierto que el año comenzó con mayor incertidumbre, con un ritmo más lento del habitual y que el mercado es volátil y altamente competitivo, pero ya estamos percibiendo con el cierre de este segundo trimestre más ejecución y apetito por cerrar operaciones en curso. En paralelo, la retención de talento, avanzar en sostenibilidad y ser más eficientes y productivos con la ayuda en particular de herramientas de inteligencia artificial, que ya estamos implementando, son los principales desafíos a los que nos enfrentamos.

Dealmaker Q&A

TTR Data Dealmaker Q&A con Pedro Goncalves da Costa, socio de AON Brasil

AON Brasil

Pedro Goncalves da Costa

With his background in Civil Engineering, serves as leader of Aon M&A and Transaction Solutions team in São Paulo. Bringing eight years of experience in the M&A Market, he specializes in risk and insurance due diligence, demonstrating a profound knowledge in M&A risk transferring through Reps & Warranties, Warranties & Indemnities, Tax and Contingent insurances. Pedro’s expertise extends across various industries and sectors, including Infrastructure, Oil & Gas, Technology, Manufacturing, Renewable Energy, among others. Aligned with Aon’s commitment to Better Decisions, his work reflects a deep dedication to excellence and strategic foresight in his field.


TTR Data: ¿Cómo ha manejado Aon  la coyuntura actual en términos de asesoramiento en el mercado transaccional y qué oportunidades ha encontrado en América Latina en los últimos meses?

La entrada de operaciones transfronterizas ha sido muy frecuente en Latinoamérica, siendo Brasil el país en el que se genera el volumen más alto de transacciones. Desde una perspectiva global, así como en América Latina, Aon define cuatro principales tendencias de riesgos pronosticados para los siguientes 6 años: Comercio, Tecnología, Clima y Fuerza de Trabajo. Además de considerar estos riesgos en la valoración, los asesores de Fusiones y Adquisiciones (M&A, por sus siglas en inglés) deben analizar profundamente la mejor forma de mitigarlos. Aon ha ayudado a los clientes a tomar mejores decisiones al asegurar las inversiones y mejorar los retornos. 

Los principales sectores impulsores en Latinoamérica fueron operaciones de tecnología, subcontratación, infraestructura, energía renovable y centros de datos que se alinean a las estrategias globales clave como el Powershoring y el Nearshoring

TTR Data: Muchos de los factores que sembraron la incertidumbre en 2023, ahora están empezando mostrar signos de estabilización en el primer semestre de 2024. ¿Cuáles podrían ser las perspectivas para el mercado de M&A, Capital Privado y Venture Capital en el corto plazo?

Es importante recordar que, aunque se ha conseguido un poco de flexibilidad en términos de recuperación financiera, los cambios políticos y las incertidumbres siempre influyen en las decisiones de los inversionistas. Por lo general, los riesgos se perciben como oportunidades, pero al considerar la situación actual de Latinoamérica, ser precavido será clave para obtener mejores retornos. En función de la recuperación económica, dichas tasas de interés y la inflación, se puede concluir que se alcanzará una estabilidad; sin embargo, debido a los conflictos políticos y las incertidumbres que han tenido lugar recientemente, se debe tener cautela con respecto a la expectativa de recuperación de M&A. 

TTR Data: Aon está ayudando a corporaciones, capital privado y fondos de inversión a afrontar riesgos financieros complejos. ¿Cuáles sectores en el mercado están requiriendo de mayor asesoría por parte de Aon en 2024 y cuál es el motivo? 

Los sectores como el de infraestructura, energía renovable y tecnología han actuado activamente en materia de asesoramiento sobre los riesgos relacionados con las operaciones de M&A. Por otro lado, nos hemos visto constantemente empujados a encontrar soluciones para transferir riesgos relacionados con los impuestos, litigios y contingencias divulgadas. El objetivo es conseguir mejores valoraciones y reducir los riesgos relacionados con los aspectos sin revelar con respecto a las malas prácticas de gestión previas al cierre. 

TTR Data: ¿Cuáles serían los países que podrían ofrecer las mayores oportunidades en América Latina a los inversores internacionales en los próximos meses y por qué?

No cabe duda de que México es un enfoque clave para las inversiones extranjeras debido a su proximidad con EUA y Canadá, así como los acuerdos que existen entre estas naciones. En el sur, Brasil siempre ha liderado la región con respecto al volumen y los montos de las transacciones. Sin embargo, las incertidumbres políticas han ocasionado que los inversionistas sean más precavidos, lo cual provocó que el volumen de transacciones cayera un 25% en lo que va del año. Por otro lado, Argentina presentó un aumento de 217% con respecto a los valores de las transacciones, principalmente en las compañías de desarrollo de software y minería.

TTR Data: ¿Cuáles serán las metas y desafíos de Aon para el segundo semestre de 2024 en materia de gestión de riesgo en América Latina?

Nos enfocamos totalmente en ofrecer mejores perspectivas a nuestros clientes sobre sus inversiones al entender perfectamente los riesgos emergentes relacionados con la resiliencia de la cadena de suministro, el panorama geopolítico fragmentado, la innovación con la IA generativa, el cambio climático, la propiedad intelectual, la resiliencia de la fuerza de trabajo, entre otros muchos riesgos tangibles e intangibles. Esto significa que las operaciones de M&A deben preverse para afrontar las altas volatilidades y escasas posibilidades de cuantificar con precisión los riesgos en la valoración. En definitiva, Aon es el mejor actor para ayudar a los clientes con las nuevas dinámicas globales y encontrar soluciones para tomar mejores decisiones.

Informe mensual sobre el mercado transaccional español – Mayo 2024

El capital movilizado en el mercado de M&A en España crece un 51% en 2024

  • La actividad en el mercado de M&A ha disminuido un 4% interanual
  • Hasta mayo se ha registrado un alza del 3% en las transacciones de Private Equity  
  • Las transacciones de Venture Capital han registrado un descenso del 6%
  • El sector Inmobiliario es el más activo del mercado transaccional, con 205 deals en 2024

El mercado transaccional español ha registrado hasta el mes de mayo un total de 1.225 deals con un importe agregado de EUR 44.615 millones, según el informe mensual de TTR Data.

Estas cifras suponen un descenso del 4% en el número de transacciones, así como un aumento de aproximadamente el 51% en el capital movilizado, con respecto al mismo periodo de 2023.

En cuanto a mayo, se ha registrado en el mes un total de 211 fusiones y adquisiciones, entre anunciadas y cerradas, por un importe agregado de EUR 16.984m

En términos sectoriales, el sector Inmobiliario ha sido el más activo del año, con un total de 205 transacciones, seguido por el sector de Internet, Software y Servicios IT, con 132.

Ámbito Cross-Border 

Por lo que respecta al mercado Cross-Border, hasta mayo de 2024 las empresas españolas han elegido como principales destinos de inversión a Portugal y Estados Unidos, con 28 y 23 transacciones, respectivamente.

Por otro lado, Estados Unidos y Francia, con 73 y 56 transacciones, respectivamente, son los países que mayor número de inversiones han realizado en España. Por importe destaca Estados Unidos, con EUR 7.460m.

Private Equity, Venture Capital y Asset Acquisitions 

Hasta el mes de mayo se han contabilizado un total de 147 transacciones de Private Equity por
EUR 12.981m, lo cual supone un aumento de aproximadamente el 3% en el número de transacciones, y un alza de aproximadamente el 101% en el importe de las mismas, respecto al mismo periodo del año anterior.

Por su parte, en el mercado de Venture Capital se han llevado a cabo 267 transacciones con un importe agregado de EUR 1.464m, lo que implica un descenso de aproximadamente un 6% en el número de transacciones y un alza de aproximadamente un 13% en el importe de las mismas, en términos interanuales. 

En el segmento de Asset Acquisitions se han registrado 309 transacciones por un importe de
EUR 5.661m, lo cual representa un descenso de aproximadamente un 18% en el número de transacciones, y un aumento de aproximadamente un 70% en el importe de éstas, en términos interanuales.

Transacción del mes 

En mayo de 2024, TTR Data ha seleccionado como transacción destacada la adquisición
del 100% de la española Vodafone Spain a Vodafone Europe por parte de Zegona
,
empresa de telecomunicaciones británica. 

La transacción, valorada en aproximadamente EUR 5.000m, ha estado asesorada por la parte financiera por Deutsche Bank, Evercore Partners, ING Bank, Morgan Stanley, Numis Securities, PwC España, Robey Warshaw, UBS Global, Unicredit Bank Germany.

Por la parte legal, la transacción ha sido asesorada por Garrigues España, Gómez-Acebo & Pombo España, PwC Tax & Legal España, Slaughter And May UK y Travers Smith. Por la parte de Due Diligence, el deal ha sido asesorado por PwC España. Y por la parte de Relaciones Públicas, la transacción ha sido asesorada por LLYC.

Ranking de asesores financieros y jurídicos 

El informe publica los rankings de asesoramiento financiero y jurídico de 2024 en M&A, Private Equity, Venture Capital y Mercado de Capitales, donde se informa de la actividad de las firmas destacadas por número de transacciones y por importe. 

El ranking TTR Data de asesores legales, por número de transacciones, lo lidera en el transcurso de 2024 Cuatrecasas España, con 77 deals, seguido de Garrigues España, con 46 transacciones. Por importe, lideran en el transcurso del año Garrigues y Uría Menéndez España, con EUR 20.429m y EUR 19.266m, respectivamente. 

En cuanto al ranking de asesores financieros, lidera por número de transacciones Norgestión, con 8 deals, mientras que por importe lidera Mediobanca, con EUR 12.280m.