Relatório Mensal de Fevereiro de 2018 – Portugal

Fusões e aquisições crescem 60.13% em Portugal em fevereiro

 

  • Transações revelaram valores que somam € 824 milhões
  • Investimentos de venture capital em alta de 82% no ano

 

 

O volume de fusões e aquisições no mercado transacional português somou € 824 milhões em fevereiro, um salto de 60,13% comparado ao mesmo período de 2017. Esse mapeamento está disponível no Relatório Transacional Mensal do Transactional Track Record, que registou 18 operações em Portugal no mês. Desde o início de 2018, o país já soma 47 negócios, que alcançaram valor total superior a € 1,2 mil milhões, crescimento de 52,7% no valor das operações.

O setor Imobiliário segue como o de maior movimentação. No mês foram quatro operações, queda de 8% face ao mesmo intervalo do ano anterior, mas que somadas às de janeiro chegam a 12 transações.  Porém, o destaque do mês foi crescimento de 40% do setor de Tecnologia, com quatro operações, totalizando sete desde janeiro. O segmento Financeiro e Seguros fechou o mês com três novos deals, dentre eles a venda da posição que o Banco BPI detinha na Viacer, empresa que detinha o controle do grupo Super Bock, por € 233 milhões.

Cross-Border

O segmento Tecnologia, junto com Internet, também esteve na mira do investimento internacional. O número de aquisições estrangeiras nos dois subsetores assinalou crescimento de 200%.

O mercado português totalizou 23 operações de cross-border inbound. Destas, seis foram investimentos de empresas com sede em Espanha, sendo a metade no setor Imobiliário, somando € 120 milhões. Em seguida, destacam-se os investimentos de empresas de origem francesa, que já realizaram cinco operações em território português no ano, com investimentos que agregaram € 230 milhões, divididos entre os setores Imobiliários e de Tecnologia, como foi o caso da compra de uma participação minoritária na startup Farfetch pela marca de luxo Chanel.

No ano, o maior investidor estrangeiro em Portugal é a China, devido ao anúncio da aquisição da Partex Oil and Gas, da fundação Calouste Gulbenkian, pelo grupo chinês CEFC China Energy por € 500 milhões.

Os investimentos de Portugal no mercado estrangeiro concentraram-se na Suécia e em Israel, com investimento de € 5,5 milhões e € 4,5 milhões, respetivamente.

 

Private Equity e Venture Capital

No cenário de venture capital, 2018 segue em alta. Foram três operações registadas pelo TTR no mês, cujos valores somaram € 6,2 milhões. Os fundos de venture capital tiveram como alvos preferidos no ano os segmentos de Tecnologia (4) e Internet (2). No ano, os aportes dessa modalidade já ultrapassaram a casa dos € 37 milhões, alta de 82% quando comparado ao mesmo intervalo do ano anterior.

Enquanto os investimentos de private equity continuam com um início de 2018 bastante discreto. Em fevereiro foram apenas duas transações anunciadas, porém sem valores revelados.

Transação do Mês

A transação destacada pelo TTR no mês de fevereiro foi a conclusão da aquisição da 3Shoppings, empresa que gere dois centros comerciais, pela Ocidental Seguros da Ocidental Seguros por € 90 milhões.

A 3Shoppings detêm e gerência os centros comerciais Guimarães Shopping e Maia Shopping. Pelo acordo, a Sonae Sierra continuará administrando os ativos. A Sonae Sierra foi assessorada na transação pelo escritório Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados, enquanto a Ocidental recebeu assessoria do Linklaters Portugal. Leia mais.

 

Rankings – Assessoria Financeira e Jurídica

O pódio do ranking TTR de assessores jurídicos de fevereiro de 2018 é liderado pelo Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados, com € 320 milhões, seguido de SRS Advogados, com € 25 milhões, e com o PLMJ na terceira colocação, com € 5,5 milhões. Para o Ranking completo, clique aqui.

 

 

Relatório Mensal Brasil – Fevereiro 2018

Queda de 23,9% nas operações de Fusões e Aquisições em fevereiro

  • Mês fecha com 54 transações
  • Fevereiro tem o pior resultado dos últimos dois anos
  • Investimentos de Venture Capital em alta de 23% no ano

 

O mês de fevereiro registrou 54 transações de fusões e aquisições de empresas no mercado brasileiro, o que equivale a uma queda de 23,9% em relação ao mesmo mês no ano anterior, quando foram anunciadas 71 operações. De acordo com os dados publicados no Relatório Mensal da Transactional Track Record, em parceria com a LexisNexis e TozziniFreire Advogados, em volume financeiro, essas transações movimentaram, entre as 16 que tiveram seus valores revelados, R$ 4,6 bilhões, baixa de 75,9% em relação ao montante de R$ 19,1 milhões somados em fevereiro de 2016.

No primeiro bimestre do ano, foram realizados 119 anúncios de operações de compra e venda de participação envolvendo empresas brasileiras. Número inferior ao registrado em 2017 e 2016, 149 e 139, respectivamente. Das operações de 2018, 39 tiveram seus valores revelados, somando R$ 12,5 bilhões, total 38,9% inferior ao mesmo período do ano anterior.

O segmento Tecnologia foi o que mais atraiu investimentos no mês, foram 14 transações, repetindo resultado de janeiro. No bimestre, um salto de 56% nos movimentos em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. O crescimento dos investimentos no setor acompanha a alta de 28,5% das aquisições estrangeiras nos segmentos de Tecnologia e Internet.

No apanhado do ano, Financeiro e Seguros aparece na segunda colocação, com 13 operações, declínio de 7%, seguido por Saúde, Higiene e Estética e Distribuição e Retail, 11 operações cada e queda de 45% e 48%, respectivamente.

 

Operações cross-border

No âmbito inbound, foram contabilizadas 27 operações de compra de empresas brasileiras no bimestre. Apesar de seguir como o país com o maior número de aquisições no mercado brasileiro, as 11 operações dos Estados Unidos, que juntas somam R$ 114 milhões no ano, não foram suficientes para ultrapassar os valores investidos por empresas chinesas e alemãs. O único investimento chinês registrado no ano, 99 taxis pela chinesa Didi Chuxing, chegou a aproximadamente R$ 1,9 bilhões, enquanto as três operações envolvendo investimentos de empresas de origem alemã totalizaram R$ 208 milhões.

O setor de Internet foi aquele que mais recebeu aporte de empresas estrangeiras em 2018. Destaque também para os setores de Transportes, Aviação e Logística, Tecnologia e Financeiro e Seguros.

As compras brasileiras no exterior tiveram como alvo prioritário no ano a América Latina, com aquisições realizadas na Colômbia, no Uruguai, e, em fevereiro, no Paraguai, compra do controle da Estrella Del Paraguay pela fabricante de brinquedos Estrela, e no Chile, na aquisição da rede O2 Fit pela brasileira Smart Fit.  O investimento de U$ 2,5 milhões da Klabin na start-up israelense Melodea Bio Base Solutions foi o primeiro de uma empresa brasileira fora da América Latina no ano.

 

Private Equity e Venture Capital

Nos cenários de private equity e venture capital, o mercado continua com um panorama positivo, reflexo também da retomada dos investimentos dos fundos estrangeiros em empresas brasileiras, com alta de 66,67% nos aportes.

Entretanto, fevereiro não trouxe resultados favoráveis no segmento de private equity. O volume financeiro das operações da modalidade sofreu queda de 40% no número de deals – apenas três registrados. Porém, em volume financeiro, o ano já registrou alta de 83% no total aportado em comparação a 2017, alcançando R$ 2,2 bilhões em investimentos.

Nos investimentos de venture capital, o panorama é outro. Das 27 transações assinaladas no TTR desde o inicio do ano, 23% acima do que foi anunciado no mesmo período do ano anterior, 13 revelaram valores que somam R$ 576,31 milhões, alta de 18% em comparação ao período homólogo de 2017. Porém, em fevereiro, 13 operações movimentaram R$ 96,5 milhões, 20% de retração.  O setor de maior crescimento no acumulado dos dois primeiros meses do ano foi Tecnologia – 22% – e também o que apresentou mais transações, 11.

 

Transação TTR do Mês

A conclusão da aquisição de 90% da TCP, empresa que opera o Terminal de Contêineres de Paranaguá, no Paraná, pelo grupo chinês China Merchants Port, por meio da sua subsidiária Kong Rise Development, por R$ 2,9 bilhões.

O terminal tem capacidade de movimentação anual para 1,5 milhão de TEUs, com previsão de aumento para quase 2,5 milhões de Teus até 2019. O CADE já aprovou a transação.

O TCP foi assessorado na transação pelo Banco BTG Pactual e pelo Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr e Quiroga Advogados, que também prestou assessoria para uma das partes vendedoras, a Advent International. A APM Terminals, que também vendeu sua participação, recebeu assessoria jurídica do escritório Lobo de Rizzo Advogados.

Por sua vez, a Kong Rise Development teve como assessores o Pinheiro Neto Advogados, e os escritórios chinês e norte-americano da Linklaters.

Leia mais sobre a Transação do Mês

 

Rankings Financeiros e Jurídicos

O pódio do ranking TTR de assessores financeiros por valores das transações e número de transações é liderado em fevereiro pelo Banco Itaú BBA, com acumulado de R$ 2 bilhões nos primeiros dois meses do ano. Seguido por Lazard, com R$ 1,9 bilhão, e Vinci Partners, com R$ 1,5 bilhão.

O ranking de assessores jurídicos por valor é liderado por e Barbosa, Müssnich, Aragão, com R$ 1,9 bilhão, seguido por Ulhôa Canto, Rezende e Guerra – Advogados, que alcançou o mesmo valor, mas perde no número de operações. TozziniFreire Advogados, R$ 1,5 bilhão, fica com a terceira posição. Por número de transações o ranking é liderado por Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados (5), com Demarest Advogados na segunda colocação, e Felsberg Advogados na sequência.

Para o ranking completo, clique aqui.

 

Entrevista con John R. Gustafson, Socio Director de Rivero & Gustafson

Entrevista con John R. Gustafson, Socio Director de Rivero & Gustafson.

John R. Gustafson es licenciado en Derecho por la Universidad San Pablo C.E.U./Universidad Complutense de Madrid (1988) y Doctorando en Derecho Mercantil por la Universidad Autónoma de Madrid, comenzó su andadura profesional en la Oficina del Defensor Público de Albany, Nueva York y después se incorporó a Baker & McKenzie (1991). Ha sido profesor de Contratación Internacional del Instituto de Empresa en el programa Master of International Practice.

 

TTR – ¿Cómo describiría la actividad de M&A en España en los dos primeros meses del año? ¿Cree que anticipa una imagen de lo que puede ser el año 2018?

El año ha comenzado discurriendo por la trayectoria de crecimiento sostenido con que cerró 2017. El entorno continúa siendo muy favorable, si bien se percibe un menor entusiasmo en comparación con el inicio del año anterior.

Indudablemente la recuperación de la confianza se refleja en una notable mejoría de las cifras macro, así como en las condiciones y accesibilidad a la financiación. Estos elementos configuran los cimientos sobre los que se apoya la tendencia actual, debiendo mantenerse en el tiempo para que se consolide. Un marco más fértil y propicio para la conclusión de transacciones exige que se avance decididamente en el camino de las reformas y se asegure la gestión eficiente de los conflictos entre operadores del sector en forma de resoluciones judiciales que han de sustanciarse en términos previsibles y en plazos razonables.

El downside viene muy condicionado por las incertidumbres propiciadas en el plano estrictamente nacional por el desafío secesionista de Cataluña. En el espacio UE y aunque parezca un tema en el que lo peor ha quedado atrás, siguen estando muy presentes los interrogantes del horizonte post Brexit y el encaje de un país tan relevante como lo es UK con la Eurozona. También habrá que estar atentos en el plano internacional a las tensiones monetarias y volatilidad del cambio de divisas por el previsible fin de los tipos de interés simbólicos que los mercados han estado disfrutando.

TTR – Es usted experto en derecho en materia de nuevas tecnologías, ¿qué tipo de actividades recoge esta “rama” del derecho? A nivel empresarial, ¿por qué es importante contar con asesoramiento en estas materias?

Es una categoría interdisciplinar que integra aspectos del marco contractual jurídico privado más clásico en toda su dimensión y alcance, con otros más condicionados por el marco regulatorio, la protección de consumidores y usuarios, privacidad y gestión de datos. El marco jurídico, como ocurre en la mayoría de los casos, suele ir dos pasos por detrás del mercado.  Contar con el asesoramiento especializado es esencial para no incurrir en errores estratégicos que pueden acarrear graves consecuencias para el empresario.

TTR – Uno de los sectores que más crecimiento ha experimentado en los últimos años en el mercado de M&A español es, sin duda, el tecnológico. ¿Qué tipo de empresas dentro de este sector cree usted que pueden ser más susceptibles de atraer la atención de inversores? ¿Por qué?

Con la universalización del uso de herramientas y soluciones tecnológicas la vulnerabilidad de los distintos operadores, ya sean profesionales o privados, ofrece una gran oportunidad a las empresas que operan en el sector de la denominada ciberseguridad. También la gestión eficiente del universo big data y las compañías que desarrollen plataformas eficientes gestionando aplicaciones de inteligencia artificial.

TTR – ¿Qué otros sectores ve con potencial de registrar grandes operaciones de M&A? ¿Por qué?

El marco demográfico occidental en general y el español en particular invitan a seguir apostando por el sector salud. También entendemos que construcción y ocio, espacios económicos ínsitos en nuestro ADN son los más proclives a concentrar un mayor número de operaciones en un entorno económico en el que los mercados dejen de mirar definitivamente por el retrovisor a los recientes años de dura recesión que hemos padecido.

TTR – Estados Unidos, país en el que comenzó usted su carrera, ha sido durante 2017 y 2016 el país extranjero que más adquisiciones ha realizado en España, y también en el que las empresas españolas han realizado más adquisiciones. ¿A qué cree que se debe esta circunstancia? ¿Cree usted que se mantendrá la tendencia?

Es cierto y la situación no puede explicarse desde la coyuntura del tipo de cambio Euro-Dólar. Al menos no en el flujo transaccional este-oeste. En el sentido contrario la situación sí que ha sido propicia para las empresas españolas en los últimos años. No obstante, en mi opinión no puede explicarse solo desde esa perspectiva. Muchos empresarios españoles de tamaño medio han constatado por las exigencias de la crisis económica que las barreras de acceso al mercado USA no son insalvables. Del otro lado del mostrador creo que el tradicional interés de las empresas estadunidenses se vió ralentizado por la incertidumbre generada por la crisis de la eurozona y el proyecto europeo en su conjunto. Una vez superadas esas reticencias Europa vuelve a estar en el foco de atención de las decisiones estratégicas de las empresas. Circunstancialmente se ha vivido un período en el que se ha mirado a este lado del Atlántico con cierto desdén a favor de los denominados mercados emergentes que aparentemente ofrecían un mayor retorno y potencial a empresas e inversores.

 

 

Informe mensual sobre el mercado transaccional en España en enero de 2018

El importe de operaciones de Venture Capital en España se incrementa en un 245% en enero de 2018

  • En el mes se han contabilizado 147 transacciones de M&A valoradas en EUR 1.916m
  • El sector Inmobiliario es el más activo del periodo, con 48 transacciones
  • Enero registra 13 operaciones de Private Equity y 25 de Venture Capital

 

El mercado transaccional español ha registrado en el mes de enero 147 fusiones y adquisiciones, de las cuales 50 contabilizan un importe agregado de EUR 1.916m, según el informe mensual de TTR (www.TTRecord.com) en colaboración con Intralinks. Estas cifras suponen una disminución del 17,88% en el número de transacciones y un descenso del 49,86% en el importe de las mismas con respecto al mismo periodo de 2017.

 

En términos sectoriales, el sector Inmobiliario ha sido el más activo de enero, con un total de 48 transacciones, seguido por el de Tecnología, con 26, y el de Consultoría, Auditoría e Ingeniería, con 13.

Ámbito Cross-Border 

Por lo que respecta al mercado Cross-Border en enero de 2018, las empresas españolas han elegido como principales destinos inversión a Estados Unidos, con 6 operaciones, y a Reino Unido, con 5 transacciones. En términos de importe, Estados Unidos es el país en el que España ha realizado un mayor desembolso, con un valor aproximado de EUR 142,33m.

Por otro lado, Estados Unidos (7), y Alemania (4) son los países que mayor número de inversiones han realizado en España. Por importe destaca Estados Unidos, con importes de EUR 268,22m.

 

Private Equity y Venture Capital

En el primer mes de 2018 se han contabilizado un total de 13 operaciones de Private Equity por EUR 10m, lo cual supone una tendencia estable en el número de operaciones y un decrecimiento del 99% en el importe de las mismas respecto al mismo periodo del año anterior.

Por su parte, en el mercado de Venture Capital se han llevado a cabo 25 transacciones con un importe agregado de EUR 229m, lo que implica una reducción del 39% en el número de operaciones y un incremento del 245% en el importe de las mismas en términos interanuales.

 

Mercado de capitales

En el mercado de capitales español se ha cerrado en el mes de enero una ampliación de capital, por importe de EUR 11,54m.

 

Transacción del mes 

En enero de 2018, TTR ha seleccionado como transacción destacada la integración de Banco Mare Nostrum en Bankia.

La operación, que ha registrado un importe de EUR 825m, ha estado asesorada por la parte legal por Uría Menéndez España, Garrigues España, Pérez-Llorca y Freshfields Bruckhaus Deringer España.

Por su parte, Morgan Stanley y Alantra han participado como asesores financieros; mientras que PwC España, EY España (Ernst & Young) y Accenture (España) han actuado en el proceso de Due Dilligence.

 

 

 

 

Relatório Mensal sobre o mercado transacional português em Janeiro de 2018

Mercado de M&A português abre 2018 com crescimento de 40,72%

 

  • Portugal registou 28 transações em janeiro
  • 11 operações apresentaram valores que somam € 450 milhões
  • Investimentos de venture capital somaram € 31,63 milhões, alta de 55%

 

De acordo com o Relatório Mensal de M&A da Transactional Track Record, os anúncios de compra e venda de participação que envolveram empresas portuguesas movimentaram € 450 milhões no primeiro mês de 2018, alta de 40,72% ante o mesmo período do ano anterior. Foram 28 operações, representativas de um crescimento de 12% em comparação ao reportado em igual período de 2017. Foi o melhor mês de janeiro desde 2016.

Mantendo a tendência iniciada em 2015, o sector Imobiliário foi o de maior movimentação do mês, com seis transações, apesar de ter apresentado queda de 33% em comparação ao mesmo intervalo do ano precedente. Tecnologia, com três operações, e Vidro, Cerâmica, Papel, Plástico e Internet, ambos com duas operações cada, aparecem na sequência.

O segmento Internet, junto com Tecnologia, também esteve na mira do investimento internacional. O número de aquisições estrangeiras nos dois subsetores assinalou crescimento de 50%. Dentre elas, a aquisição de uma posição majoritária na agência de serviços digitais Innovagency pelo grupo francês La Post, que não teve valor anunciado, e a aquisição de 94.19% da tecnológica Ynvisible pela canadense Ynvisible Interactive, por U$ 7,4 milhões.

 

Private Equity e Venture Capital

No cenário dos investimentos de Capital de Risco, destaque para os investimentos de venture capital, que iniciaram 2018 em alta. Foram três operações registadas pelo TTR, cujos valores somaram € 31,63 milhões, crescimento de 55% em comparação ao mês homólogo do ano anterior. Os fundos de venture capital tiveram como alvos prevalentes o segmento de Internet, com destaque para a startup portuguesa Unbabel, que alia inteligência artificial com pós-edição humana à tradução automática, e fechou com sucesso ronda de financiamento Série B que levantou € 19 milhões.

Já o segmento private equity teve um mês discreto, com três transações anunciadas, porém sem valores revelados.

Cross-border

Em número de operações cross-border, o mercado português somou, em janeiro, 14 operações inbound, em que empresas portuguesas foram adquiridas por companhias estrangeiras.  Espanha iniciou o ano mantendo o apetite que demonstrou em 2017 por companhias portuguesa. Só no primeiro mês de 2018, foram contabilizadas três transações que totalizaram € 105 milhões investidos no país. Desse total, € 86 milhões são provenientes da aquisição pela espanhola ORES Socimi de ativos comerciais imobiliários, incluindo supermercados e lojas, no páis.

Porém os vizinhos ibéricos foram ultrapassados pela França em volume financeiro. As aquisições francesas chegaram a € 230 milhões, valor referente à aquisição do centro comercial Dolce Vida Tejo, o segundo maior shopping center do país, pelo grupo francês Axa Investment Managers – Real Assets.

 

Transação do Mês 

A transação destacada do mês eleita pela TTR foi a venda da participação do fundo de private equity Oxy Capital na cadeia de ginásios portuguesa Fitness Hut, para a Fitness BIDCO, parte do Viva Gym Group Limited, que, por sua vez, é detida pelo fundo britânico Bridges Ventures, dono da Viva Gym em Espanha.

A Fitness Hut foi assessorada na transação pelo Campos Ferreira, Sá Carneiro & Associados e pela Clearwater International – Portugal. Enquanto a Fitness BIDCO recebeu assessoria da Eversheds Sutherland Nicea e da FCB – Sociedade de Advogados.

O PLMJ também atuou como assessor da Oxy Capital, e das demais partes vendedoras, Uksa Malta e Edge Capital.

 

Ranking TTR

O pódio do ranking TTR de assessores jurídicos em 2018 é inaugurado com a liderança da SRS Advogados, tanto no valor total, € 25 milhões, como por número de transações, três. A segunda colocação, também nos dois quesitos, fica com o PLMJ. Em terceiro lugar pelo número de transações aparece o escritório Campos Ferreira, Sá Carneiro & Associados.