Relatório trimestral sobre o mercado transacional brasileiro – 1Q25

Fusões e Aquisições movimenta BRL 39,6bi no primeiro trimestre de 2025

  • No primeiro trimestre foram registradas 399 transações
  • Setor de Internet, Software & IT Services é o mais ativo do ano, com 79 transações
  • Em Venture Capital, registra aumento de 33% no valor total investido

O mercado transacional brasileiro registrou um total de 399 transações e movimentou BRL 39,6bi no primeiro trimestre de 2025, de acordo com o relatório mensal do TTR Data (ttrdata.com).

Esses números representam uma diminuição de 2% no número de transações em relação ao mesmo período de 2024. Do total das transações, 34% possuem os valores revelados e 80% das operações já estão concluídas.

O setor de Internet, Software & IT Services foi o mais ativo no período, com um total de 79 transações, contabilizando o mesmo volume em relação ao mesmo período de 2024. Em segundo lugar está o setor de Real Estate e Banking & Investment, com 33 e 29 transações, respectivamente. 

Operações do mercado transacional de 1Q2023 até 1Q2025

Fonte: TTR Data.

Âmbito Cross-Border

No primeiro trimestre de 2025, as empresas brasileiras escolheram os Estados Unidos como seu principal destino de investimento, com 29 transações e um total de BRL 503,31m, seguido por Portugal com quatro operações.

Os Estados Unidos e a Holanda, com 34 e 10 transações, respectivamente, são os países que mais investiram no Brasil. 

As empresas norte-americanas que adquirem empresas brasileiras registraram uma queda de 24% em comparação com o mesmo período do ano passado. As aquisições estrangeiras nos setores de Tecnologia e Internet diminuiram em 22%.

Em relação aos fundos estrangeiros de Private Equity e Venture Capital que investem em empresas brasileiras, houve uma diminuição de 20% até março.

Private Equity, Venture Capital e Asset Acquisitions

Em Private Equity, foram contabilizadas 22 transações e um total de BRL 6,5bi no período, registrando uma queda de 35% no número de operações, em comparação com o mesmo período de 2024.

No âmbito do Venture Capital, foram realizadas 91 rodadas de investimento, movimentando um capital de BRL 3,0bi, o que resulta um aumento de 33% no valor investido.

No segmento de Asset Acquisitions, foram registradas 65 transações e um total de BRL 8,4bi no primeiro trimestre, representando um aumento de 6% no capital mobilizado, em relação ao mesmo período do ano passado.

Transação do trimestre

A transação destacada pelo TTR Data no primeiro trimeste de 2025, foi a conclusão da aquisição de 60% da Reframax Engenharia pela Shinagawa Refractories. O valor da transação é de BRL 600m.

A operação contou com a assessoria jurídica em lei brasileira dos escritórios Demarest Advogados; e Madrona Fialho Advogados. Do lado financeriro, contou com a asessoria dp Brasilpar; e Houlihan Lokey.            

Entrevista com Galapos

Maurício Bergamaschi, sócio fundador da Galapos e responsável pela área de M&A, conversou com o TTR para esta edição, e identificou quais setores mais promissores nos segmentos de M&A, Private Equity e Venture Capital no Brasil em 2025: “A tecnologia segue em destaque, com ênfase em SaaS, cibersegurança e inteligência artificial. Além deles, corretagem de seguros, varejo alimentar, produtos biológicos e geração de energia aparecem como áreas relevantes para buscar oportunidades. O agronegócio, em especial, vem sendo o grande propulsor da nossa economia e deve passar por grandes transformações, o que abre mais espaço para transações. Esses segmentos combinam crescimento projetado, potencial de inovação e economias de escala, fatores que costumam atrair capital mesmo em períodos de maior cautela.”

Para entrevista completa, clique aqui

Ranking de assessores financeiros e jurídicos

O relatório publica os rankings de assessoria financeira e jurídica do primeiro trimestre de 2025 em M&A, Private Equity, Venture Capital e Mercados de Capitais, onde a atividade dos assessores é refletida pelo número de transações e pelo valor total.

Quanto ao ranking de assessores financeiros, por número de transações e em valor lidera em 2025 a Banco Itaú BBA, com 10 operações um total de BRL 7,5bi.

No que se refere ao ranking de assessores jurídicos, por número de transações e em valor em 2025 lidera o escritório Mattos Filho, com 21 operações econtabilizando um total de BRL 9,0bi.

Informe trimestral sobre el mercado transaccional latinoamericano – 1Q25

Mercado M&A en América Latina registra una disminución del 11% en el primer trimestre de 2025, según informe de TTR Data

  • Transacciones de Private Equity disminuyen un 56% en el primer trimestre del año
  • Argentina, único país con aumento en valor y en número de deals en 2025
  • Deal del trimestre: Cementos Argos completa venta de su 31% en Summit Materials
  • Entrevista de TTR Data a Pedro Gonçalves da Costa, M&A and Transaction Solutions Leader de Aon en Brasil

El mercado transaccional de América Latina ha registrado en el primer trimestre de 2025 un total de 630 fusiones y adquisiciones, entre anunciadas y cerradas, por un importe agregado de USD 11.641m, según el más reciente informe de TTR Data (www.ttrdata.com), en colaboración con Datasite y Aon.

Estas cifras suponen una disminución del 11% en el número de transacciones y del 27% en su valor, con respecto a las cifras registradas en el primer trimestre de 2024.

Private Equity y Venture Capital

En el primer trimestre de 2025, se han contabilizado un total de 29 transacciones de Private Equity, de las cuales 9 tienen un importe no confidencial agregado de USD 1.192m. Esto supone una disminución del 56% en el número de transacciones y un descenso del 40% en su valor, con respecto al mismo periodo de 2024.


En cuanto al segmento de Venture Capital, en el primer trimestre del año se han llevado a cabo 130 transacciones, de las cuales 82 tienen un importe no confidencial agregado de USD 806m, lo que supone una disminución del 29% en el número de transacciones y un descenso del 42% en el capital movilizado, en términos interanuales.

Ranking de transacciones por países

En 2025, por número de transacciones, Brasil lideró el ranking de países más activos de la región con 399 deals (disminución del 3%) y una disminución del 24% en el capital movilizado (USD 6.864m), en términos interanuales. Le sigue en el listado Argentina, con 61 transacciones (aumento del 27%) y con un aumento del 125% de su valor (USD 1.750m), con respecto al mismo periodo del año pasado, lo que lo convierte en el único país con resultados positivos en la región.

Por su parte, Chile también sube en el ranking, con 60 transacciones (un descenso del 34%) y con un descenso del 68% en el capital movilizado (USD 1.048m). Le sigue México, que ha registrado 54 transacciones (descenso del 40%) y una disminución del 46% en capital movilizado (USD 1.039m).

Por su parte, Colombia ha registrado 50 transacciones (un descenso del 33%) y una disminución del 71% en su valor (USD 823m), respecto del mismo periodo del año pasado. Por último, Perú ha registrado 25 transacciones (descenso del 39%) y una disminución del 64% en su capital movilizado (USD 202m), en términos interanuales.

Ámbito Cross-Border

En el ámbito cross-border, se destaca el apetito inversor de las compañías latinoamericanas en el exterior hasta el primer trimestre de 2025, especialmente en Norteamérica y Europa, donde se han llevado a cabo 23 y 21 transacciones, respectivamente.

Por su parte, las compañías que más han realizado transacciones estratégicas en América Latina proceden de Europa, con 90, Norteamérica (89) y Asia (22).

Transacción Destacada

Para el primer trimestre de 2025, TTR Data ha seleccionado como transacción destacada la venta por parte de la colombiana Cementos Argos de su participación del 31% en Summit Materials a Quikrete.

La transacción, valorada en USD 2.875m, ha contado con el asesoramiento jurídico de Davis Polk y con el asesoramiento financiero de Morgan Stanley, Evercore Partners y Wells Fargo.

Ranking de Asesores Financieros y Jurídicos

El informe publica los rankings de asesoramiento financiero y jurídico de 2025 de transacciones de M&A, Private Equity, Venture Capital y Mercado de Capitales en América Latina, donde se informa de la actividad de las firmas destacadas por número de transacciones y por su importe.

Dealmaker Q&A con Aon

TTR Data ha entrevistado em exclusiva a Pedro Costa, líder de M&A y soluciones transaccionales de AON, para conocer las perspectivas del mercado de Fusiones y Adquisiciones en 2025: “Hay dos escenarios que influyen en la toma de decisiones de los inversores: por un lado, los constantes cambios en las políticas fiscales y regulatorias que aumentan las incertidumbres legales en la región. Por otro, los efectos del cambio climático imponen desafíos operacionales y reputacionales cada vez más complejos. Estos factores son fundamentales para la correcta estructuración de los negocios, impactando directamente en la valoración de los riesgos asumidos durante una transacción de fusiones y adquisiciones (M&A).

Aon ha estado ayudando a sus clientes de diversos sectores con un conjunto de soluciones integradas que apoyan la mitigación de riesgos y brindan mayor previsibilidad a los acuerdos de fusiones y adquisiciones. Para reducir el impacto de los eventos climáticos adversos, contamos con la aplicación de modelos predictivos avanzados que ayudan en la evaluación de la exposición de los activos y operaciones al cambio climático, además de soluciones en Seguros Paramétricos que ofrecen cobertura para eventos generados por las inclemencias del clima”.

Para conocer toda la entrevista, ingrese aquí.

Relatório trimestral sobre o mercado transacional português – 1Q25

Fusões e Aquisições movimentam EUR 918m no primeiro trimestre de 2025

  • No primeiro trimestre foram registadas 114 transações
  • Setor de Real Estate foi o mais ativo no período, com 20 transaçõesel
  • Volume de operações regista queda de 32%

O mercado transacional português registou no primeiro trimestre do ano, 114 operações com valor total de EUR 918m, no qual 37% do total das transações possui os valores revelados, de acordo com o mais recente relatório do TTR Data (ttrdata.com).

Estes números representam uma diminuição de 32% no número de transações em comparação ao mesmo período de 2024, bem como uma queda de 71% no capital mobilizado.

Operações do mercado transacional de 1Q2023 a 1Q2025

Fonte: TTR Data.

Em termos setoriais, o setor de Real Estate foi o mais ativo em janeiro, com 20 transações, seguido pelo setor de Internet, Software & IT Services, com 15 operações.

Âmbito Cross-Border

No âmbito Cross-Border, quanto à número de transações, a Espanha e Estados Unidos, foram os países que mais investiram em Portugal no período, contabilizando 17 e cinco transações, respectivamente.

As empresas portuguesas escolheram a Espanha e os Estados Unidos como principal destino de investimento, com oito  e quatro transações, respectivamente.

As empresas norte-americanas diminuiram em 28% suas aquisições no mercado português, no primeiro trimestre de 2025. As aquisições estrangeiras no setor de Tecnologia e Internet tiveram uma queda em 65% em comparação ao mesmo período de 2024.

Private Equity, Venture Capital e Asset Acquisitions

No primeiro trimestre de 2025, foram contabilizadas 11 transaçõe de Private Equity, representando uma diminuição de 8% no número de operações em comparação ao mesmo período de 2024.

Em Venture Capital, foram realizadas 21 rodadas de investimentos e um total de EUR 135m, representando uma queda de 44% no número de transações.

No segmento de Asset Acquisitions, foram registadas 28 transações com um valor de EUR 88m, representando uma queda de 31% no número de transações.

Transação do trimestre

A transação destacada pelo TTR Data no primeiro trimestre de 2025, foi a conclusão da aquisição da Claranet Portugal pela NOS. O valor da transação é de EUR 152m.

A operação contou com a assessoria jurídica em lei portuguesa do escritório Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados; e Uría Menéndez Portugal.

Ranking de consultores financeiros e jurídicos

O relatório publica os rankings de assessoria financeira e jurídica no primeiro trimestre de 2025 em M&A, Private Equity, Venture Capital e Mercados de Capitais, onde a atividade dos assessores é refletida pelo número de transações e pelo valor total.

Quanto ao ranking de assessores jurídicos, por número de transações lidera ao longo de 2025, o escritório Cuatrecasas Portugal,com 11 transações. Em valor, lidera o escritório Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados contabilizando um total de EUR 166,29m.

No que se refere ao ranking de assessores financeiros, por número de transações e em valor lidera o Banco Bradesco BBI com uma operação e contabilizando EUR 369,68m.

Dealmaker Q&A

TTR Data Dealmaker Q&A con Carolina Albuerne, socia de Uría Menéndez

Uría Menéndez

Carolina Albuerne

Carolina Albuerne se incorporó a Uría Menéndez en septiembre de 2005. Es abogada del equipo de Corporate-M&A de la oficina de Madrid, ha estado desplazada en las oficinas de Barcelona y Nueva York y es socia de la firma desde 2022. Carolina ha adquirido una amplia experiencia en el ámbito societario, M&A, mercado de valores así como en el área regulatorio bancario. Nombrada mejor abogada de España menor de 40 años por Forbes en 2019, en 2020 la reconocida publicación británica Global Banking Regulation Review (GBRR) nombró a Carolina una de las 45 mejores abogadas del mundo en regulación bancaria menores de 45 años. Carolina Albuerne asesora en grandes operaciones de fusiones y adquisiciones y en reorganizaciones y reestructuraciones corporativas transfronterizas y nacionales en las que participan bancos españoles.

Carolina también asesora en operaciones que implican deuda híbrida y otros instrumentos de capital cualificados según la normativa bancaria, así como en el diseño de estructuras de capital eficientes desde una perspectiva regulatoria. Proporciona también asesoramiento jurídico de forma recurrente a los bancos en materia de gobierno corporativo y en la aplicación de la normativa de resolución.


¿Cuáles son las tendencias más destacadas que están moldeando el mercado de fusiones y adquisiciones en España y Europa en 2025? ¿Cómo crees que estas tendencias influirán en la estrategia de las firmas legales en los próximos años?

Las tensiones geopolíticas y, más recientemente, las comerciales están marcando la agenda. El anuncio de tarifas de Estados Unidos está teniendo un efecto devastador en la confianza del mercado. En este contexto, la reacción de muchos inversores a la incertidumbre es la habitual: protegerse y wait and see, y eso se ve en el menor apetito inversor.

El marco global favorece —al menos parcialmente— los procesos de renacionalización de las cadenas de producción y suministro. Quizás también con un menor énfasis global en la descarbonización. Es difícil que la Unión Europea pueda ser ajena a estas macrotendencias.

Una solución rápida y satisfactoria de la crisis tarifaria sería muy positiva para la confianza del mercado en Europa. Si se logra, los grandes programas de inversión pública europeos, especialmente el de Alemania, puede tener efectos muy positivos en ciertas industrias, como la de defensa o la de telecomunicaciones.

Para el sector bancario quizás la perspectiva sea más mixta. Por un lado, los mayores programas de inversión pública y las mayores tarifas comerciales pueden tener efectos inflacionarios a medio plazo, pero a corto plazo la volatilidad del mercado podría obligar a los bancos centrales a moderar o bajar los tipos de interés.

¿Qué sectores económicos están mostrando mayor dinamismo y oportunidades en términos de operaciones de M&A en España? ¿Qué factores están impulsando este crecimiento en dichos sectores?

Como apuntaba, quizás los sectores relacionados con defensa, telecomunicaciones, minería y sector financiero son aquellos con un entorno previsiblemente más favorable; pero todo puede cambiar rápidamente.

¿Qué impacto podría tener la actividad del mercado transaccional en el sector bancario en España y en la consolidación del mercado financiero europeo?

Los programas de gasto público ligados a la defensa podrían previsiblemente tener un efecto inflacionario que provoque un entorno con tipos de interés más elevados de los esperados hace unos meses.

Y esto sería positivo para el sector financiero, y en particular para el bancario. En ese entorno, cabría esperar en la Unión Europea nuevos procesos de M&A, buscando mayores economías de escala, en un entorno donde la mayor parte de los bancos europeos están fuertemente capitalizados, con baja morosidad y, por fin, con una elevada rentabilidad.

Sin embargo, no es menos cierto que la enorme volatilidad del mercado en los últimos días puede incrementar la mentalidad defensiva en el sector bancario y provocar un nuevo retraso en estos procesos de consolidación.

Las perspectivas para 2025 y para 2026 podrá depender, además del componente macro (que no es menor), de la evolución de los procesos de concentración bancaria que actualmente protagonizan las entidades italianas, y en particular Unicredit. Habrá que ver si tiene éxito en su operación con Commerzbank, porque se trataría de la primera integración bancaria transfronteriza en muchos años, un verdadero breakthrough. No es un secreto que las instituciones comunitarias, como la Comisión Europea o el Banco Central Europeo, están muy interesadas en los procesos de concentración transfronterizos en la Unión para crear entidades con escala para competir globalmente con las entidades americanas o chinas.

Creo también que la posible desaparición de la incertidumbre regulatoria puede ayudar a dar mayor claridad a los inversores bancarios. Y parece que la música ha cambiado por primera vez en casi veinte años: por primera vez se habla seriamente de desregulación. Esto puede actuar como un incentivo adicional para el M&A en este sector.

Considerando tu participación en grandes operaciones internacionales, ¿cuáles son los principales desafíos que enfrentan las firmas legales al asesorar en transacciones transfronterizas? ¿Cómo se pueden superar estos obstáculos para garantizar el éxito de las operaciones?

Lo primero es que para un buen delivery en estas operaciones no se necesita tener una oficina en cada país. De hecho, una de las cosas que nos da más flexibilidad, y que en despachos como Uría Menéndez podemos hacer, es elegir —para cada jurisdicción— los despachos que queremos tener en nuestro equipo para cada operación, típicamente nuestra red de best friends, despachos de elite en los principales países europeos.

Pero tenemos muchas otras opciones en el caso, por ejemplo, de que estén conflictuados o por la razón que sea consideremos que otro asesor encaja mejor en una determinada operación. Además de buenos abogados locales en los que confíes, necesitas flexibilidad, experiencia y, por encima de todo, la capacidad para coordinar grandes equipos en múltiples geografías, a veces en husos horarios distintos. Y esto último (la coordinación para que el trabajo sea homogéneo y acorde a nuestro estándar) es, en mi opinión, lo más complicado, pero donde se marca la diferencia para el cliente.

Desde 2021, has sido reconocida como una de las principales asesoras legales en el mercado de fusiones y adquisiciones en España. Mirando hacia atrás en tu trayectoria, ¿Qué factores consideras que han sido clave para tu crecimiento y reconocimiento en un sector tradicionalmente dominado por perfiles jurídicos masculinos?

Es difícil resumirlo. En mi caso, si tuviera que destacar algunos factores clave, serían la perseverancia y la fiabilidad. Tener una base sólida de conocimientos jurídicos se da por sentado en una firma como la nuestra. Pero lo que marca la diferencia es estar siempre preparada, dar lo mejor de una misma y dejarse la piel por los clientes y por los compañeros. Creo que eso ha sido determinante para ganarme su confianza y para que me involucraran en operaciones relevantes.

A lo largo de los años, no todo ha salido siempre como esperaba, pero cuando tienes claras tus prioridades, es más fácil mantener el rumbo y seguir trabajando con determinación.

En relación con la diversidad, en Uría Menéndez nunca me han hecho sentir “de menos” —tampoco “de más”— por ser mujer. Mi recomendación para cualquier mujer que se plantee una carrera en un despacho es trabajar duro, y los resultados llegarán

Con la evolución constante del entorno económico y regulatorio, ¿qué cambios anticipas en el mercado de fusiones y adquisiciones en el corto y mediano plazo? ¿Cómo deberían prepararse las firmas legales para adaptarse a estos cambios?

Por ahora, no se vislumbran grandes cambios, aparte de los potenciales sectores que pueden ser más protagonistas en el M&A. Todo parece indicar que el private equity seguirá siendo el protagonista de las operaciones de inversión y desinversión, pero habrá que estar a la incierta evolución del mercado.

Previsiblemente, a medida en que se avance en la integración del mercado común, veremos más y más operaciones transfronterizas, así que el perfil de abogado con capacidad de liderar operaciones internacionales es clave. Tampoco se puede ignorar el papel de la inteligencia artificial en el sector legal, con capacidad para automatizar las tareas más rutinarias y de menor valor añadido. Pero no olvidemos una cosa, un buen abogado tiene que ser por encima de todo un asesor de la operación, alguien en quien el cliente confíe. Nuestro rol nunca debe ser el de un mero redactor de contratos.

Por eso, para nosotros, es fundamental seguir invirtiendo en nuestro principal activo, nuestros abogados. En los tiempos que corren, no hay excusas para que un buen abogado no solo tenga que saber de derecho, hablar idiomas y vivir cómodamente en la tecnología; tiene que tener capacidades comerciales y el conocimiento del mercado para ganarse la confianza de sus clientes

Dealmaker Q&A

TTR Data Dealmaker Q&A com Maurício Bergamaschi Co-Founder e VP de M&A da Galapos

Maurício Bergamaschi

Sócio fundador da Galapos e responsável pela área de M&A. Formado em economia pela Universidade Federal do RS e certificado pela Alliance of Merger & Aqcquisition Advisors, carrega mais de 30 transações concretizadas nos últimos anos.


Considerando o atual cenário de maior seletividade nos investimentos, como a Galapos está equilibrando seu foco nos segmentos de M&A, Private Equity e Venture Capital no Brasil em 2025? Quais setores vocês identificam como mais promissores nesse contexto?

Vivemos um momento de juros elevados e instabilidades políticas, o que não é novidade no Brasil. Mesmo em anos mais turbulentos, a atividade de M&A permanece ativa, com cerca de 1.500 transações anunciadas por ano. Esse momento, porém, aumenta a seletividade e percepção de risco dos investidores, por isso nos mantemos flexíveis nos diferentes segmentos — M&A, Private Equity e Venture Capital — justamente por entender que boas oportunidades sempre podem surgir.

Fundos de private equity e venture capital, por exemplo, normalmente trabalham com regras de retorno mais agressivas, exigindo evidências claras de crescimento consistente e acelerado das empresas avaliadas.

Já com players estratégicos, há sempre espaço para alavancar sinergias e criar valor de forma mais imediata, o que tende a tornar essas transações mais atrativas em cenários turbulentos.

Em relação aos setores promissores para 2025, a tecnologia segue em destaque, com ênfase em SaaS, cibersegurança e inteligência artificial. Além deles, corretagem de seguros, varejo alimentar, produtos biológicos e geração de energia aparecem como áreas relevantes para buscar oportunidades. O agronegócio, em especial, vem sendo o grande propulsor da nossa economia e deve passar por grandes transformações, o que abre mais espaço para transações. Esses segmentos combinam crescimento projetado, potencial de inovação e economias de escala, fatores que costumam atrair capital mesmo em períodos de maior cautela.

O ambiente regulatório brasileiro tem evoluído significativamente nos últimos anos. Quais são os principais desafios que a Galapos enfrenta atualmente em relação à regulação ao assessorar transações de M&A? Como fatores como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e as diretrizes do CADE impactam suas operações?

Nossa atividade sempre foi baseada no extremo sigilo, além disso, como fazemos parte de uma grande instituição financeira, seguimos diretrizes extremamente rígidas em termos de compliance e confidencialidade em geral. Por tudo isso, sempre enxergamos incrementos regulatórios com bons olhos, pois isso ajuda a filtrar o mercado e evidenciar os prestadores de serviços que atuam com seriedade.

Quanto ao CADE, entendemos que existe espaço para que o órgão evolua em relação a prazos e processos. Além disso, seria saudável categorizar melhor as transações: não faz sentido uma transação meramente imobiliária percorrer o mesmo rito que a venda de uma empresa que representa um ato de concentração de fato. Por vezes, essa generalização acaba encarecendo e alongando demasiadamente o prazo de transações bastante simples.

O Brasil tem mantido uma posição de destaque no mercado de M&A da América Latina. Quais fatores você acredita que consolidaram esse protagonismo? Como você enxerga a evolução da participação do Brasil no mercado regional nos próximos anos?

O tamanho do seu mercado consumidor — quase metade da população do continente — é fator impossível de ser desconsiderado. Além disso, a resiliência da economia atrai quem pensa em longo prazo, mesmo em ambiente de instabilidade política, jurídica, fiscal e cambial. Seguimos sendo um país de oportunidades, do futuro, muito pela nossa incapacidade de preencher esses gaps claros em produtividade, infraestrutura, logística… O investidor vê o copo meio cheio, ou seja, quem preencher esses gaps vai gerar muito valor.

Se conseguirmos avançar em reformas jurídicas e tributárias que garantam competitividade e um ambiente de negócios mais estável, teremos muita pista para geração de negócios, investimentos de Fundos, VC e estrangeiros, novas consolidações. Caso contrário, corremos o risco de perder parte desse protagonismo para outros países da América Latina que vêm se esforçando para atrair esses capitais.

Questões ambientais, sociais e de governança (ESG) estão ganhando relevância no universo dos investimentos. Como esses critérios estão sendo incorporados nas avaliações e assessorias de M&A da Galapos? Vocês percebem um impacto significativo das práticas ESG na precificação e no fechamento de negócios?

Nossa atuação é focada no middle market, segmento que muitas vezes não consegue acompanhar todas as agendas corporativas pois vive focado na operação, nas margens, nas pessoas. Aqui o espaço é menor para ações que não impactam diretamente o resultado.

As práticas ESG até podem ser avaliadas como requisitos em transações, mas as principais discussões para preço e evolução de deals não passam por elas.

Se considerarmos os controles internos e transparência de operações como o G do ESG, aí sim, fundamental para sobreviver a uma due diligence (auditoria) por exemplo, mas considero isso mais um valor de empresa do que uma “nova regra” da sigla.

Nessa discussão fico com a visão do papa do valuation, Aswath Damodaran: à medida que incorporamos mais restrições a um sistema, a quantidade de soluções diminui – e não aumenta. Aplicado aos negócios, restringindo operações, a chance de upside por novas práticas ou novas linhas de negócio diminui, o que restringe o futuro, ou seja, preço para baixo, a menos que o cliente pague um sobrepreço às empresas aderentes às regras mais restritivas de ESG.

Não é o que estamos vendo na prática. Grandes empresas e fundos têm desembarcado desse compromisso ESG (principalmente nas políticas afirmativas), focando no que realmente sabem fazer: entregar serviços e soluções satisfatórias aos clientes, obviamente que respeitando todas as regras da legislação.

Olhando para o futuro, quais são as principais tendências que você antecipa para o mercado de M&A no Brasil?

Pelo menos desde a última década, temos visto empreendedores e empresários mais abertos ao tema de fazer seu exit, agregar mais sócios, se unirem. Muitos já iniciam seus novos negócios pensando na venda. Essa consciência favorece a atividade de M&A, tanto pela abertura das empresas ao falar sobre o tema, como ao direcionamento da governança para preferir práticas corretas desde sua fundação, seja na organização dos números, regularidades fiscais e sociais, o que é crucial para não surgir “um esqueleto no armário” ao longo das auditorias, o que derruba negócios.

Uma outra visão que temos é o entendimento de M&A como janelas setoriais que se abrem e fecham. Cada segmento assiste, normalmente em ciclos de poucos anos, à abertura de uma temporada de consolidações (aquisições dos players do segmento), seu pico e depois e retorno a poucas transações naquele setor. Há exceções (como tem sido tecnologia, que é mais perene), mas o grosso da economia é assim.

Nosso desafio como advisors na Galapos XP é estarmos atentos e anteciparmos essas janelas, de forma que ajudemos os empresários a estarem preparados para surfarem suas ondas. Como dizemos, melhor não deixar uma janela de oportunidades passar sem ao menos enxergar alguma proposta que possa ser um bom negócio. Depois que a janela se fecha, não dá para saber quando o “cavalo encilhado” passará novamente.