Dealmaker Q&A

TTR Dealmaker Q&A com
Marcelo Tourinho, sócio da prática de Mercado de Capitais e Societário e M&A do Lefosse


Marcelo Tourinho

Lefosse



TTR: Como o Lefosse avalia o mercado de M&A no Brasil em 2025? Quais foram os principais vetores ao longo do ano?

Em 2025, o mercado brasileiro de M&A apresentou sinais de retomada, ainda de forma bem seletiva, em um contexto ainda marcado por incertezas macroeconômicas, custo de capital elevado e maior cautela por parte dos investidores. O número de operações seguiu abaixo dos patamares observados em ciclos anteriores, embora setores específicos tenham mantido um volume razoável de operações.

Observou-se, também, um aumento de operações envolvendo ativos estressados (special situations), com estruturas complexas e envolvendo amplos processos de reorganização de capital.

Os fundos de private equity mantiveram uma atuação discreta, com leve recuperação, e as transações cross-border voltaram a ganhar espaço, impulsionadas por janelas específicas de oportunidade e por um interesse renovado de investidores estrangeiros, com um aumento do interesse de players asiáticos por ativos brasileiros.

TTR: Do ponto de vista jurídico e estratégico, quais setores foram mais ativos em 2025?

Do ponto de vista jurídico e estratégico, os setores mais ativos em 2025 foram infraestrutura e energia, tecnologia e serviços digitais, serviços financeiros, mineração e segmentos específicos da indústria. O dinamismo nesses setores esteve associado, sobretudo, à combinação entre oportunidades de consolidação e movimentos de desalavancagem.

Em energia e infraestrutura, destacaram-se operações envolvendo ativos operacionais com contratos de longo prazo, segmento que também tem atraído fundos soberanos e conglomerados estratégicos com foco em segurança energética, logística e transição energética. Nos setores de tecnologia e serviços financeiros prevaleceram teses ligadas a eficiência operacional e ganho de escala.

TTR: Quais desafios estruturais e regulatórios devem ganhar relevância em 2026?

Para 2026, temas de compliance e governança devem ganhar relevância adicional, em um contexto de maior escrutínio e sensibilidade a riscos reputacionais, sobretudo em transações envolvendo investidores estrangeiros.

Além disso, a implementação da reforma tributária tende a ganhar relevância, com impactos diretos na precificação e nos mecanismos de ajuste das operações de M&A, exigindo maior planejamento jurídico e tributário diante das regras de transição e incertezas interpretativas.

Por fim, o calendário eleitoral tende a impor cronogramas mais apertados, levando investidores e companhias a antecipar decisões estratégicas.

TTR: Como a disciplina de capital tem alterado a dinâmica entre compradores e vendedores?

Em um cenário de maior disciplina de capital, observa-se uma correção das expectativas nos valuations, com um deslocamento do foco para critérios mais concretos, como geração de caixa e sinergias efetivamente realizáveis. Verifica-se, também, maior cautela na adoção de earn-outs excessivamente longos ou agressivos, diante da experiência recente do mercado com conflitos na apuração de métricas e do histórico de casos com contencioso pós-transação.

A assimetria entre empresas bem capitalizadas e companhias fragilizadas tem atraído fundos especializados em turnaround e distressed assets, frequentemente por meio de estruturas societárias mais complexas, que envolvem instrumentos híbridos, aportes condicionados e mecanismos como bônus de subscrição, opções e ajustes de participação como formas de garantia.

Adicionalmente, a definição de parâmetros para eventos materiais adversos tornou-se mais complexa em um contexto de elevada incerteza global, marcado por mudanças abruptas de políticas monetárias, fiscais e regulatórias, tensões geopolíticas e choques setoriais.

TTR: Olhando para 2026, quais tendências devem moldar o mercado brasileiro de M&A?

Para 2026, deve permanecer elevado o interesse em setores resilientes, como infraestrutura, energia, mineração e logística, além de tecnologia associada a ativos físicos, como data centers. A expectativa é de continuidade de operações de carve-out e reorganizações societárias, à medida que grupos empresariais revisitam seus portfólios e avançam em agendas de desalavancagem.

A implementação da reforma tributária tende também a exercer influência sobre o mercado de M&A em 2026, seja ao reorganizar cadeias produtivas e estruturas societárias, seja ao antecipar decisões estratégicas diante de incertezas quanto à carga fiscal efetiva e à transição para o novo sistema.


English version


Marcelo Tourinho

Lefosse


TTR: How does Lefosse assess the Brazilian M&A market in 2025? What were the main drivers throughout the year?

In 2025, the Brazilian M&A market showed signs of recovery, albeit in a highly selective manner, within a context still marked by macroeconomic uncertainty, high cost of capital, and increased investor caution. The number of transactions remained below the levels seen in previous cycles, although specific sectors maintained a reasonable level of activity.

There was also an increase in transactions involving stressed assets (special situations), featuring complex structures and extensive capital reorganization processes.

Private equity funds maintained a restrained presence, with a slight recovery, while cross-border transactions regained momentum, driven by specific windows of opportunity and renewed interest from foreign investors, including growing interest from Asian players in Brazilian assets.

TTR: From a legal and strategic perspective, which sectors were most active in 2025?

From a legal and strategic standpoint, the most active sectors in 2025 were infrastructure and energy, technology and digital services, financial services, mining, and specific industrial segments. The dynamism in these sectors was primarily driven by a combination of consolidation opportunities and deleveraging initiatives.

In energy and infrastructure, transactions involving operational assets with long-term contracts stood out—segments that have also attracted sovereign funds and strategic conglomerates focused on energy security, logistics, and the energy transition. In the technology and financial services sectors, investment theses centered on operational efficiency and scale gains prevailed.

TTR: Which structural and regulatory challenges are expected to gain relevance in 2026?

Looking ahead to 2026, compliance and governance issues are expected to gain additional relevance, amid increased scrutiny and heightened sensitivity to reputational risks, particularly in transactions involving foreign investors.

In addition, the implementation of Brazil’s tax reform is likely to become increasingly relevant, with direct impacts on pricing and M&A adjustment mechanisms. This will require more robust legal and tax planning in light of transitional rules and interpretative uncertainties.

Finally, the electoral calendar is expected to impose tighter timelines, prompting investors and companies to anticipate strategic decisions.

TTR: How has capital discipline changed the dynamics between buyers and sellers?

In a scenario of heightened capital discipline, valuation expectations have been adjusted, with a shift in focus toward more tangible criteria such as cash flow generation and realistically achievable synergies. There has also been greater caution regarding the use of excessively long or aggressive earn-outs, given recent market experience with disputes over metric calculations and post-transaction litigation.

The asymmetry between well-capitalized companies and financially distressed businesses has attracted funds specialized in turnarounds and distressed assets, often through more complex corporate structures involving hybrid instruments, conditional capital injections, and mechanisms such as subscription warrants, options, and equity adjustment features as forms of protection.

Additionally, defining material adverse change (MAC) parameters has become more complex amid heightened global uncertainty, marked by abrupt shifts in monetary, fiscal, and regulatory policies, geopolitical tensions, and sector-specific shocks.

TTR: Looking ahead to 2026, which trends are expected to shape the Brazilian M&A market?

In 2026, strong interest is expected to persist in resilient sectors such as infrastructure, energy, mining, and logistics, as well as technology linked to physical assets, including data centers. The market is likely to see continued carve-out transactions and corporate reorganizations, as business groups reassess their portfolios and advance deleveraging strategies.

The implementation of tax reform is also expected to influence the Brazilian M&A market in 2026, whether by reshaping production chains and corporate structures or by accelerating strategic decisions in response to uncertainties surrounding the effective tax burden and the transition to the new tax system.

Fixed Income: Relatório anual – 2025


Captação de Recursos no Brasil: Mercado de crédito privado movimenta R$ 605 bi em 2025.

  • Valor total de captação referente ao ano de 2025 registra queda de 6% em comparação ao ano anterior.
  • Em debêntures, setor de Energy & Utilities lidera com 36,7% de captação do mercado no último ano.
  • Os certificados de recebíveis do agronegócio apresentam captação de BRL 43 bi no ano, apresentando crescimento de 4% em relação ao ano anterior

O cenário de captação de recursos utilizando a emissão de debêntures, notas comerciais e operações de securitização (CRI, CRA, CR) foi objeto de análise do mais recente relatório anual do mercado de crédito privado brasileiro no TTR Data, que revelou emissão de 2141 séries com uma captação total de BRL 605 bi no ano de 2025.

Esses dados representam um aumento do valor total captado de 6% quando comparado ao mesmo período do ano anterior.



Valor total emitido no mercado de crédito privado (Debêntures, Notas comerciais CRI, CRA, CR) em 2025.
Fonte: TTR Data.



Em relação ao mercado de debêntures, foi registrada a emissão de 1085 séries com uma captação total de BRL 468 Bi no período de janeiro a dezembro de 2025, apresentando uma queda percentual de 5% quando comparado ao mesmo período do ano anterior, enquanto isso, a emissão de notas comerciais registra aumento de 8% em relação ao ano anterior, com R$ 51 bi emitidos em 241 séries. No mercado de securitização, foi registada a emissão de 815 séries de CRI/CRA/CR com uma captação total de BRL 86 bi, apresentando uma diminuição de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior.



Valor total emitido no mercado de crédito privado (Debêntures, Notas Comerciais, CRI, CRA, CR) por trimestre.
Fonte: TTR Data.
 

Maiores Emissões do ano

No mercado de debêntures, a maior emissão do ano de 2025 foi a 2ª emissão, em oito séries, realizada em dezembro pela Epr Iguaçu, no valor de BRL 8,59 bi, com remuneração indexada ao IPCA. Segundo a empresa, os recursos captados com a oferta serão utilizados para financiamento do CAPEX e/ou reforço de capital de giro da Emissora. A Oliveira Trust DTVM atuou como agente fiduciário e o BNDES como coordenador líder da operação.


A respeito do mercado de Notas Comerciais, maior emissão do ano de 2025 foi a 1ª emissão, em duas séries, realizada em junho pela Eldorado Brasil, no valor de BRL 13,0 bi, com remunerações indexadas ao DI. Segundo a empresa, os recursos captados com a oferta serão utilizados pela Emitente para usos corporativos gerais. A operação contou assessoria jurídica do escritório Tozzini Freire. A Trustee DTVM atuou como agente fiduciário e o Banco Bradesco BBI atuou como coordenador líder da operação

No mercado de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), a maior operação do ano de 2025, foi a 538ª emissão, em nove séries, realizada em novembro pela Opea, no valor de BRL 1,73 bi. A operação é concentrada em alguns devedores, tendo como lastro créditos imobiliários devidos pela Beton e possui remunerações indexadas ao DI, IPCA e Pré-fixadas. A operação contou assessoria jurídica dos escritórios Mattos Filho e Pinheiro Guimarães. A Oliveira Trust DTVM atuou como agente fiduciário e o BTG Pactual Investment Banking como coordenador líder.

Já no mercado de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), a maior operação do ano de 2025 foi a 419 ª emissão, em cinco séries, realizada em outubro pela Eco Securitizadora, no valor de BRL 3,0 Bi. A operação é concentrada e tem como lastro Direitos Creditórios do Agronegócio devidos pela Seara Alimentos LTDA., possuindo remuneração indexada ao dólar e IPCA. A operação contou com a Vórtx atuando como agente fiduciário e a XP Investimentos como coordenador líder.

Ranking de assessores jurídicos, agentes fiduciários e coordenadores líderes

Disponibilizamos em nossa plataforma os rankings de assessoria jurídica, agentes fiduciários e coordenadores líderes referentes ao ano de 2025 em emissões públicas de Debêntures, Notas Comerciais, CRI e CRA, onde a atividade dos assessores é refletida pelo valor total e número de emissões / séries.

Ranking Consolidado

Quanto ao ranking de assessores jurídicos, lidera o Machado Meyer Advogados, contabilizando um total de BRL 117,9 bi.

No ranking de Agentes Fiduciários, a Pentágono DTVM lidera contabilizando o valor de BRL 221,5 bi. Já a respeito do ranking de coordenadores líderes, o Itaú BBA Assessoria Financeira lidera contabilizando o valor de BRL 150,7 bi.

Informe anual sobre el mercado transaccional peruano – 2025




Mercado M&A peruano registra disminución del 9% en el de 2025, según informe de TTR Data

  • En el 2025, se han registrado 167 transacciones por USD 4.432m
  • Valor de transacciones de Private Equity registra aumento del 104%
  • Deal del año: EIG Partners adquiere el 49,87% de Transportadora de Gas del Perú (TGP)
  • Entrevista de TTR Data a Pedro da Costa, líder de M&A de Aon Latinoamérica

El mercado transaccional peruano ha registrado en el 2025 un total de 167 fusiones y adquisiciones, entre anunciadas y cerradas, por un importe agregado de USD 4.432m, según el informe anual de TTR Data. Estas cifras suponen un descenso del 9% en el número de transacciones y del 15% en su valor, con respecto al 2024.

En términos sectoriales, el Inmobiliario es el más activo del año, con un total de 26 transacciones, lo que representa un aumento del 117% con respecto al año anterior; seguido del sector de Recursos Metálicos & Minerales, con 18 transacciones y una disminución del 5%.


Ámbito Cross-Border

En lo que respecta al mercado cross-border, en el 2025 las empresas peruanas han apostado principalmente por invertir en Colombia, con 5 transacciones. Por otro lado, Estados Unidos es el país que ha realizado más transacciones en Perú, con 15, y con el mayor valor total: USD 945m.

Private Equity, Venture Capital e Asset Acquisitions

En el 2025, se han contabilizado un total de 13 transacciones de Private Equity, con un valor de USD 1.055m. Esto supone un descenso del 43% en el número de transacciones y un aumento del 104% en el capital movilizado, con respecto al año anterior.

En el segmento de Venture capital, se han contabilizado un total de 11 transacciones, de las cuales 10 tienen un importe no confidencial agregado de USD 68m. Esto supone una disminución del 42% en el número de transacciones y del 36% en su valor, en términos interanuales.

En el mercado de adquisición de activos, se han registrado un total de 33 transacciones, de las cuales 13 tienen un valor no confidencial de USD 94m, lo cual implica un aumento del 3% en el número de transacciones y un descenso del 30% en su valor, con respecto al 2024.


Transacción Destacada

Para el 2025, TTR Data ha seleccionado como transacción destacada del año la adquisición del 49,87% de Transportadora de Gas del Perú (TGP) por la firma de Private Equity estadounidense EIG Partners a CPP Investments.

La transacción, valorada en USD 900m, ha contado con el asesoramiento jurídico de Payet, Rey, Cauvi, Pérez Abogados; Torys; Rodrigo, Elías & Medrano Abogados; y White & Case. Rodrigo, Elías & Medrano Abogados, Miranda & Amado Abogados, Latham & Watkins y White & Case también fueron asesores jurídicos en el Acquisition Finance.


Ranking de asesores financieros y jurídicos 

En el ranking TTR Data de asesores jurídicos, por valor lidera Payet, Rey, Cauvi, Pérez Abogados, con USD 1.207m; y, por número de transacciones, lidera Estudio Muñiz, con 30. 
En cuanto al ranking de asesores financieros, por valor, lidera BTG Pactual, con USD 490m; y, por número de transacciones, lidera APOYO Finanzas Corporativas, con 7. 

Dealmaker Q&A con Aon

TTR Data ha entrevistado en exclusiva a Pedro da Costa, M&A and Transaction Solutions LatAm Director de Aon, para conocer las perspectivas del mercado de Fusiones y Adquisiciones en México y América Latina para 2026: “2025 fue un año en el que Perú desempeñó un papel importante en la originación sectorial, conectando recursos naturales, energía e infraestructura, y siendo una pieza clave para las estrategias andinas y los portafolios regionales. Para 2026, se espera mantener la atracción sectorial, pero con componentes relacionados con las incertidumbres políticas que pueden influir más en el ritmo, afectando la toma de decisiones del inversor privado. Perú sigue siendo un mercado de tesis, donde el inversor tiende a pedir más comodidad y más estructura de mitigación de riesgos”.

Para conocer toda la entrevista, ingrese aquí.

Informe mensual sobre el mercado transaccional latinoamericano – Noviembre 2025


Capital movilizado al mercado M&A de América Latina registra un aumento del 13% hasta noviembre de 2025, según informe de TTR Data

  • Hasta noviembre, se han registrado 2.656 transacciones y un valor de USD 95.976m
  • Valor de transacciones de Private Equity aumenta un 41% en 2025
  • Argentina y Brasil, países con resultados positivos en el número de deals en el mercado M&A 
  • Brasil, Colombia y México, países con resultados positivos en el capital movilizado en 2025
  • Deal del mes: Actis completa adquisición de tres activos concesionarios en Colombia a Sacyr

El mercado transaccional de América Latina ha registrado hasta noviembre un total de 2.656 fusiones y adquisiciones, entre anunciadas y cerradas, por un importe agregado de USD 95.976m, según el más reciente informe de TTR Data y Datasite. 

Estas cifras implican un descenso del 3% en el número de transacciones y un aumento del 13% en su valor, con respecto a noviembre de 2024.   

Ranking de Transacciones por Países

Según datos registrados hasta el mes de noviembre, por número de transacciones, Brasil lidera el ranking de países más activos de la región con 1.644 transacciones (un aumento del 6%) y con un aumento del 2% en el capital movilizado (USD 45.862m). Le sigue Chile en segunda posición del ranking, con 289 transacciones (un descenso del 17%) y un descenso del 55% de su valor (USD 6.010m), con respecto a noviembre de 2024.

Por su parte, México baja un puesto en el ranking en términos interanuales, con 268 transacciones (un descenso del 21%) y con un aumento del 76% en el capital movilizado (USD 28.108m). Colombia, por su parte, registra 240 deals (un descenso del 15%) y un aumento del 1% en el capital movilizado (USD 6.590m). Colombia, junto con México, son los dos únicos países con resultados positivos por capital movilizado en la región.  

Entretanto, Argentina se ubica en el penúltimo lugar del ranking, con un aumento del 3% en el número de transacciones (220) y un capital movilizado de US 5.423m (descenso del 37%). Brasil y Argentina son los únicos 2 países con aumento en el número de transacciones en el transcurso del año. En último lugar, Perú registra 129 transacciones (un descenso del 23%), así como un descenso del 61% en su capital movilizado (USD 1.879m). 

Ámbito Cross-Border

En el ámbito cross-border, se destaca en noviembre el apetito inversor de las compañías latinoamericanas en el exterior, especialmente en Europa y Norteamérica, donde se han llevado a cabo 82 y 75 transacciones, respectivamente. Por su parte, las compañías que más han realizado transacciones estratégicas en América Latina también proceden de Norteamérica y Europa, con 392 y 343 deals, respectivamente.

Private Equity, Venture Capital y Asset Acquisitions

En noviembre de 2025, se han contabilizado un total de 147 transacciones de Private Equity por
USD 8.849m, lo cual supone una tendencia a la baja en el número de transacciones (-22%) y un aumento del 41% en su capital movilizado, con respecto al mismo periodo del año anterior. 

Por su parte, el segmento de Venture Capital ha contabilizado hasta noviembre un total de 485 transacciones con un importe agregado de USD 4.432m, lo que implica una variación negativa del 18% en el número de transacciones y un descenso del 10% en su valor, en términos interanuales. 

En el segmento de Asset Acquisitions, hasta noviembre se han registrado 509 transacciones, por un valor de USD 15.710m, lo cual representa un aumento del 2% en el número de transacciones y del 6% en su valor, con respecto al mismo periodo de 2024.

Transacción Destacada

Para noviembre de 2025, TTR Data ha seleccionado como transacción destacada la adquisición por parte de Actis Long Life Infrastructure 2, filial de la firma de private equity Actis, de tres activos concesionarios en Colombia a Sacyr por USD 402m, incluidos USD 70m de earn-outs.

La transacción ha contado con el asesoramiento jurídico de Philippi Prietocarrizosa Ferrero DU & Uría Colombia; Martínez Quintero Mendoza González Laguado & De La Rosa; y Brigard Urrutia. Por la parte financiera, la transacción ha sido asesorada por Goldman Sachs; Santander Corporate & Investment Banking Colombia; y EY Colombia.

Adicionalmente, Brigard Urrutia ha sido el asesor jurídico de Acquisition Finance.

Ranking de Asesores Financieros y Jurídicos


El informe publica los rankings de asesoramiento financiero y jurídico hasta noviembre de 2025 de transacciones de M&A, Private Equity, Venture Capital y Mercado de Capitales en América Latina, donde se informa de la actividad de las firmas destacadas por número de transacciones y por su importe.


Entrevista de TTR Data con Alzur

TTR Data ha conversado en exclusiva con Juan Guillermo Cuervo, Socio de Alzur, para conocer cómo la compañía se ha dedicado a convertir piezas tradicionales en símbolos estratégicos para el mercado M&A: “Cuando el mercado M&A está dinámico, los clientes no solo buscan más piezas; buscan piezas más sofisticadas. Hoy la banca de inversión quiere tombstones que reflejen la complejidad de una transacción, la cultura de la firma y la historia detrás del cierre. Eso nos exige estar siempre un paso adelante, innovando desde el diseño y la ingeniería”.

Ingrese a la entrevista completa aquí.

Informe mensual sobre el mercado transaccional latinoamericano – Octubre 2025



Capital movilizado del mercado M&A de América Latina registra un aumento del 17% hasta octubre de 2025, según informe de TTR Data

  • Hasta octubre, se han registrado 2.396 transacciones y un valor de USD 87.836m
  • Valor de transacciones de Private Equity aumenta un 23% en 2025
  • Argentina y Brasil registran resultados positivos en el número de deals en el mercado M&A 
  • Colombia y México registran resultados positivos en el capital movilizado en 2025
  • Deal del mes: Sherwin Williams completa adquisición de Basf Coatings


El mercado transaccional de América Latina ha registrado hasta octubre un total de 2.396 fusiones y adquisiciones, entre anunciadas y cerradas, por un importe agregado de USD 87.836m, según el más reciente informe de TTR Data y Datasite. 

Estas cifras implican un descenso del 3% en el número de transacciones y un aumento del 17% en su valor, con respecto a octubre de 2024.   

En cuanto a octubre, se ha registrado en el mes un total de 187 fusiones y adquisiciones, entre anunciadas y cerradas, por un importe agregado de USD 10.067m.

Ranking de Transacciones por Países

Según datos registrados hasta el mes de octubre, por número de transacciones, Brasil lidera el ranking de países más activos de la región con 1.475 transacciones (un aumento del 5%) y con un descenso del 3% en el capital movilizado (USD 38.864m). Le sigue en segunda posición del ranking Chile, con 270 transacciones (un descenso del 13%) y un descenso del 55% de su valor (USD 5.934m), con respecto a octubre de 2024.

Por su parte, México baja un puesto en el ranking en términos interanuales, con 240 transacciones (un descenso del 23%) y con un aumento del 91% en el capital movilizado (USD 26.771m). Colombia, por su parte, registra 210 deals (un descenso del 20%) y un aumento del 70% en el capital movilizado (USD 6.165m), en términos interanuales. Colombia, junto con México, son los dos únicos países con resultados positivos en la región por capital movilizado.  

Entretanto, Argentina se ubica en el penúltimo puesto del ranking, con 200 transacciones (aumento del 4%) y  un descenso del 34% (USD 5.329m). Brasil y Argentina son los únicos 2 países con aumento en el número de transacciones en el transcurso del año. En último lugar, Perú registra 114 transacciones (un descenso del 24%), así como un descenso del 49% en su capital movilizado (USD 1.845m). 

Ámbito Cross-Border

En el ámbito cross-border, se destaca en octubre el apetito inversor de las compañías latinoamericanas en el exterior, especialmente en Europa y Norteamérica, donde se han llevado a cabo 73 y 69 transacciones, respectivamente. Por su parte, las compañías que más han realizado transacciones estratégicas en América Latina también proceden de Norteamérica y Europa, con 357 y 303 deals, respectivamente.
 

Private Equity, Venture Capital y Asset Acquisitions

En octubre de 2025, se han contabilizado un total de 130 transacciones de Private Equity por
USD 6.416m, lo que supone una tendencia a la baja en el número de transacciones (-25%) y un aumento del 23% en su capital movilizado, con respecto al mismo periodo del año anterior. 

Por su parte, el segmento de Venture Capital ha contabilizado hasta octubre un total de 439 transacciones con un importe agregado de USD 4.136m, lo que implica una variación negativa del 19% en el número de transacciones y un descenso del 1% en su valor, en términos interanuales. 

En el segmento de Asset Acquisitions, hasta octubre se han registrado 459 transacciones, por un valor de USD 15.109m, lo cual representa un aumento del 3% en el número de transacciones y un alza del 11% en su valor, con respecto al mismo periodo de 2024.

Transacción Destacada

Para octubre de 2025, TTR Data ha seleccionado como transacción destacada la adquisición  de la brasileña Basf Coatings por Sherwin Williams.

La transacción, valorada en USD 1.150m, ha contado con el asesoramiento jurídico de Machado Meyer Advogados; Linklaters; Todorov, Giannini e Nisiyama Sociedade De Advogados; Jones Day; BMA Advogados y Demarest. Por la parte financiera, la transacción ha sido asesorada por Citigroup y Deutsche Bank.

Ranking de Asesores Financieros y Jurídicos

El informe publica los rankings de asesoramiento financiero y jurídico hasta octubre de 2025 de transacciones de M&A, Private Equity, Venture Capital y Mercado de Capitales en América Latina, donde se informa de la actividad de las firmas destacadas por número de transacciones y por su importe.