Relatório Mensal Portugal – 3T 2018

Fusões e Aquisições caem 10% no terceiro trimestre em Portugal

 

Portugal regista 230 transações desde o início de 2018

Operações de Venture Capital chegam a 450 milhões de euros no ano

Investimentos de Private Equity e Venture Capital estrangeiros cresce 43%

Ponte de Lima, Portugal. By Travelholic Pat

O mercado de fusões e aquisições de Portugal movimentou 1,9 mil milhões de euros de julho a setembro, total 10% inferior ao registado no mesmo período de 2017. Esse mapeamento está disponível no Relatório do Transactional Track Record (TTR), que registou 66 operações em Portugal nesse intervalo, uma quebra de 19,5% face ao trimestre homólogo do ano anterior. Os números demarcam o pior resultado desde o fechamento do terceiro trimestre de 2016.

Desde o início do ano, foram 230 negócios registados no país, redução de 9% no total de operações realizadas no país. Destas, 101 tiveram suas informações financeiras divulgadas, revelando um valor total aportado superior a 16,2 mil milhões de euros, importância que reflete um crescimento de 83% face ao ano passado.

Enquanto o setor Imobiliário permanece estável como o mais ativo do mercado português, 58 operações desde janeiro e 21 no terceiro trimestre, outros segmentos tem se destacado pelo crescimento no total de transações no decorrer do ano. Tecnologia, com crescimento de 18%, Financeiro e Seguros, 20%, e Turismo, Hotelaria, Restaurantes, 46%, despontam como os preferidos dos investidores em Portugal.

 

Cross-Border

 

No que compete às operações transfronteiriças, o mercado português soma no ano 90 negócios em que empresas nacionais foram adquiridas por companhias estrangeiras.   Destas, 26 foram investimentos de empresas espanholas, somando 2,1 mil milhões de euros aportados pelos vizinhos ibéricos em território português, com 12 destas operações tendo como alvo o mercado imobiliário. Em número de operações, seguiram-se aos espanhóis, França, responsável por 13 transações, e o Reino Unido, com 12.

Já os estadunidenses, que aportaram 834 milhões de euros em empresas portuguesas, determinaram como focos preferenciais as tecnológicas portuguesas, totalizando 11 negócios.

As empresas portuguesas foram às compras no mercado externo em 17 oportunidades em 2018. A maior parte desses negócios foi fechado em Espanha, onde foram realizadas oito aquisições, que corresponderam a um montante de 540 milhões investidos. Tecnologia também foi a atração principal dos investimentos de empresas portuguesas no exterior, particularmente em Espanha e nos Estados Unidos.

 

Private Equity e Venture Capital

Desde janeiro, o TTR contabiliza 20 operações envolvendo fundos de investimentos de Private Equity e Venture Capital estrangeiros adquirindo participações em empresas nacionais, crescimento de 43% em comparação ao mesmo período de 2017.

Investimentos de fundos de Private Equity e Venture Capital estrangeiros cresce 43%

Esses aportes estrangeiros contribuíram no volume de operações de venture capital registadas pelo TTR no acumulado do ano. Nessa modalidade de investimentos, foram 29 anúncios de operações em 2018, alta de 26%. As 21 rondas de investimentos que revelaram seus dados financeiros somaram expressivos 450 milhões de euros. Os alvos preferidos dos fundos de venture capital foram empresas dos segmentos de Tecnologia, 16 negócios no ano, e Internet, oito.

No trimestre, o total aportado seguiu a tendência positiva do ano e fechou com alta de 332% ao assegurar 20 milhões em investimentos em oito operações.

No cenário de private equity, o crescimento de 20% no número de negócios realizados no terceiro trimestre, 12, não foi o suficiente para deixar o ano no azul. De janeiro a setembro, menos 29% de operações realizadas, 27 contra as 38 do mesmo intervalo de 2017. Em termos de valores, o trimestre fechou com 573 milhões de euros investidos, representando uma quebra de 62% face ao ano anterior.

 

Transação do Trimestre

A transação eleita pelo TTR como a de maior destaque no trimestre foi a conclusão da operação de venda de 75% da empresa Torres de Portugal pela PT Portugal, detida pela Altice, ao consórcio do qual faz parte a Morgan Stanley Infrastructure Partners e a Horizon Equity Partner. O valor da operação foi de 495 milhões de euros.

O consórcio comprador foi assessorado por PLMJ, Linklaters UK, Banco Santander, Perella Weinberg Partners e Ernst & Young Audit. Por sua vez, a Altice recebeu assessoria na transação das sociedades Vieira de Almeida, Mayer Brown, Ropes & Gray, Franklin Associés, J.P. Morgan, Lazard, KPMG International e Roland Berger Portugal.

 

Rankings – Assessoria Financeira e Jurídica

O pódio do ranking TTR de assessores financeiros por valores das transações é liderado pelo Millennium BCP, que acumula em 2018 o valor de 9,5 mil milhões de euros transacionados, seguido por Bank of America e Citigroup, ambos empatados na segunda colocação com 9,1 mil milhões de euros.

Na categoria de assessores jurídicos, o Ranking do TTR é liderado pela PLMJ, com 10,7 mil milhões de euros, também líder por quantidade de transações assessoradas, 20 desde o início do ano. Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados aparece na sequência, com 10 mil milhões de euros, seguido por SRS Advogados, com 9,2 mil milhões de euros.

Os Rankings completos estão disponíveis aqui.

Informe Trimestral España – 3T2018

El importe de operaciones de M&A en España aumenta un 52en el tercer trimestre 

 

En el trimestre se han contabilizado 494 fusiones y adquisiciones por EUR 17.550m 

Se contabilizan 47 operaciones de Private Equity y 76 de Venture Capital 

El sector inmobiliario ha sido el más activo de los tres meses, con 154 transacciones 

El mercado transaccional español cierra el tercer trimestre del año con un total de 494 fusiones y adquisiciones, entre anunciadas y cerradas, por un importe agregado de EUR 17.550m, según el informe trimestral de TTR  en colaboración con Intralinks. Estas cifran suponen una disminución del 2,56% en el número de operaciones y un aumento del 51,87% en el importe de las mismas, con respecto al mismo periodo de 2017. 

Por su parte, en términos anuales, durante 2018 se han contabilizado un total de 1.635 operaciones con un importe agregado de EUR 70.022m. 

En términos sectoriales, el Inmobiliario es el más activo del año, con un total de 490 transacciones, seguido por el Tecnológico, con 192, y el de Internet, con 113. 

 

Ámbito Cross-Border 

Por lo que respecta al mercado Cross-Borderhasta el tercer trimestre del año, las empresas españolas han elegido como principales destinos de sus inversiones a Estados Unidos y Portugal, con 27 y 26 operaciones, respectivamente. En términos de importe, Portugal es el país en el que España ha realizado un mayor desembolso, con un importe de EUR 2.140,35m. 

Por otro lado, Estados Unidos (71), Reino Unido (56) y Francia (52) son los países que mayor número de inversiones han realizado en España a lo largo del año. Por importe, destaca Estados Unidos, con un importe agregado de EUR 10.765,54m.  

 

Private Equity y Venture Capital 

En los nueve primeros meses de 2018 se han contabilizado un total de 159 operaciones de Private Equity, de las cuales 52 operaciones tienen un importe no confidencial agregado de EUR 21.671,31m. Esto supone una disminución del 16% en el número de operaciones y del 5% en el importe de las mismas con respecto al mismo periodo del año anterior. 

 Por su parte, en el mercado de Venture Capital se han llevado a cabo 272 transacciones en el año, de las cuales 213 tienen un importe no confidencial agregado de EUR 1.361,66m. En este caso, ha existido una disminución del 2% con respecto al mismo periodo de 2017 en el número de las operaciones, así como un aumento del 18% en el importe de deals registrados. 

 

Mercado de Capitales 

En el mercado de capitales español se han cerrado en el transcurso del año 19 salidas a Bolsa y 30 ampliaciones de capital.  

 

Transacción del Trimestre 

En el tercer trimestre de 2018, TTR ha seleccionado como transacción destacada la adquisición del 29,9% de Cellnex Telecom por parte de Edizione. 

La operación, valorada en EUR 1.489,38m, ha estado asesorada por la parte legal por DLA Piper España, Pérez-Llorca, Clifford Chance España, y Freshfields Bruckhaus Deringer.  

 

Ranking de asesores financieros y jurídicos 

El informe publica los rankings de asesoramiento financiero y jurídico del tercer trimestre de 2018 de M&A, Private Equity, Venture Capital y Mercado de Capitales, donde se informa de la actividad de las firmas destacadas por número de transacciones y por importe de las mismas. 

En cuanto al ranking de asesores jurídicos en el mercado M&A, por importe, lidera la firma Uría Menéndez España, con EUR 20.611,64m; seguido por Garrigues España, con EUR 15.720,47m; y Linklaters Spain, con EUR 12.557,53m. Por número de operaciones, el ranking es liderado por Garrigues España, Cuatrecasas España y RCD, con 85, 80 y 64 transacciones, respectivamente.  

Relatório Mensal Brasil – 3T 2018

Fusões e Aquisições movimentam 28,6 bilhões de reais no Brasil no terceiro trimestre de 2018

 

  • O trimestre fecha com 263 transações, em queda, comparado ao mesmo intervalo de 2017
  • Subsetores Saúde, Higiene e Estética e Distribuição e Varejo foram os que mais atraíram investimento de Private Equity
  • Venture Capital tem alta de 9% no volume de operações

 

 

O volume financeiro de fusões e aquisições no mercado brasileiro somou 28,6 bilhões de reais no terceiro trimestre de 2018, queda de 52,68% no valor total investido em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior. Segundo o Relatório Mensal do Transactional Track Record, em parceria com a LexisNexis e TozziniFreire Advogados, foram registrados 263 negócios, representativos de uma baixa de 18% no período. As 12 transações de grande porte – maiores ou igual a 500 milhões de reais – anotadas de julho a setembro somaram 20 bilhões de reais.

Desde o início de 2018 foram realizados 773 anúncios de operações de compra e venda de participação envolvendo empresas nacionais, número 7% inferior às 840 registradas no mesmo intervalo de 2017. Das transações de 2018, 322 tiveram seus valores revelados, somando 129,9 bilhões de reais, queda de 11,29% face ao mesmo período do ano anterior.

Tecnologia segue como o subsetor mais ativo. Desde o início de 2018, já foram contabilizadas 156 operações no segmento, crescimento de 18% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O aumento dos aportes no setor acompanha a alta de 17,6% das aquisições estrangeiras no segmento de Tecnologia e Internet.

Os setores Financeiro e Seguros e Saúde, Higiene e Estética também mantem tendência de alta, crescimento de 20% e 11%, respectivamente.

 

Operações cross-border

No âmbito das transações cross-border, foram contabilizadas 149 operações de compra de empresas brasileiras por companhias estrangeiras no ano. As empresas norte-americanas foram as que mais adquiriram participação no mercado brasileiro, 53 operações, que movimentaram 4,7 bilhões de reais. Em termos de valores aportados, o Japão aparece na sequência, totalizando mais de 3,7 bilhões de reais, seguido pela Suíça, com total investido de 3,3 bilhões de reais, e Canadá, com 2,5 bilhões de reais.

O segmento Financeiro e Seguros ultrapassou o setor de  Tecnologia como aquele que mais atraiu o investimento de empresas estrangeiras em 2018, muito em função do crescimento dos aportes realizados em fintechs.  Tecnologia, Distribuição e Varejo e Internet foram os outros alvos preferidos pelo capital estrangeiro.

No cenário outbound, as compras brasileiras no exterior tiveram como alvo prioritário as empresas norte-americanas, totalizando sete aquisições. A América Latina também foi cenário para o investimento de origem brasileira, com aquisições realizadas na Argentina, Colômbia, Uruguai, Paraguai, México e Chile.

 

 

Private Equity e Venture Capital

20 deals envolvendo fundos de Private Equity e Venture Capital estrangeiros investindo em empresas nacionais, crescimento de 32,6%

Em 2018, o TTR contabiliza 20 operações envolvendo fundos de investimentos de Private Equity e Venture Capital estrangeiros adquirindo participações em empresas nacionais, crescimento de 32,6% em comparação ao mesmo período de 2017.

Esses aportes estrangeiros contribuíram no volume de operações de venture capital registradas pelo TTR desde janeiro. Nessa modalidade de investimentos, foram registradas 151 operações no ano, alta de 9% em comparação com as 139 reportadas no mesmo intervalo do ano anterior. As 96 transações que tiveram seus dados financeiros revelados somaram 2,4 bilhões de reais, 8% a mais do que valor aportado em 2017.

Os alvos preferidos dos fundos de venture capital foram empresas dos segmentos de Tecnologia, 84 operações no ano, Financeiro e Seguros, 31, Internet, 23, e Distribuição e Varejo, com 12.

No trimestre, o total aportado fechou em leve queda de 1%, ao totalizar 699 milhões de reais investidos em 47 operações.

Já no cenário de private equity os números do trimestre reforçaram a tendência negativa do ano. De julho a setembro, queda de 22% no número de operações, 28, e também no total aportado, 5,5 bilhões de reais, 37% a menos do que havia sido investido no mesmo período de 2017.

No decorrer do ano, queda de 14% no total de transações registradas, 65, e de 42% na soma dos investimentos, 10,3 bilhões de reais. O setor de maior crescimento no acumulado do ano foi Financeiro e Seguros, 82%, enquanto Tecnologia foi o que apresentou o maior número de transações, 84.

 

Transação TTR do Trimestre

A transação eleita pelo TTR como a de destaque do trimestre foi a aquisição pela AES Tietê do Projeto Solar Guaimbê, que pertencia a Cobra Brasil, concessionária de transmissão de energia elétrica detida pelo grupo espanhol Cobra.

O Complexo Solar Guaimbê conta com cinco parques de produção de energia fotovoltaica de 180 MW no estado de São Paulo. O projeto, que está em fase avançada de construção, deve entrar em operação até maio do ano que vem e foi vendido por 607 milhões de reais.

A AES recebeu assessoria financeira do Banco Itaú BBA e legal do escritório Lefosse Advogados na transação. Já o Grupo Cobra foi assessorado pelo Demarest Advogados e pelo BNP Paribas Brasil.

 

Rankings Financeiros e Jurídicos

O ranking TTR de assessores financeiros por valores das transações é liderado pelo Banco Bradesco BBI, que acumula em 2018 o valor de 59,4 bilhões de reais transacionados. Em segundo lugar, Banco Itaú BBA, alcançando 54 bilhões de reais, e, na sequência, o Riza Capital, com 41,8 bilhões de reais.

Na categoria de assessores jurídicos, o Ranking do TTR é liderado por Cescon, Barrieu Flesch & Barreto Advogados, com 51,4 bilhões, e que também lidera por número de operações, 40. Na segunda colocação está o escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados, 49,3 bilhões de reais, seguido por TozziniFreire Advogados na terceira colocação, com 41,1 bilhões.

Os Rankings completos estão disponíveis aqui.

DealMaker Q&A

TTR DealMaker Q&A with Uría Menéndez-Proença de Carvalho Parner Jorge Brito Pereira

Fotografias perfil advogados Uría Proença de Carvalho; Janeiro 2016

Jorge Brito Pereira joined Uría Menéndez-Proença de Carvalho as a partner in 2016 and focuses his practice on corporate, M&A, financing and capital markets work. He has broad experience in advising on prominent transactions in Portugal, in particular privatizations, takeover bids, public offerings, M&A and financing.

TTR – In 2018, there has been a significant increase in the M&A deal value in Portugal, though this result was strongly influenced by some specific transactions such as China Three Gorges’ PTO over EDP and, more recently, the acquisition by Sonae Sierra of three shopping centers in Spain. How would you rate the Portuguese transactional this year?

There is no question that 2018 will close as a very positive year for M&A transactions in Portugal.

JBP – There is no question that 2018 will close as a very positive year for M&A transactions in Portugal. Furthermore, the M&A market has been increasingly positive in the last few years. The focus on Portugal by foreign investors cannot be disputed today, and low interest rates (which have had a direct effect on regulated markets and real estate) is one of the factors driving this trend. At Uría Menéndez – Proença de Carvalho, our M&A activity has been increasing exponentially for the last few years and therefore we are very optimistic about the near future.

TTR – Though the Real Estate sector remains the most attractive for investors, other segments such as Technology and Finance & Insurance have emerged as hot targets for investments in the country. What are the market conditions that favor or explain this appetite for Portuguese companies in those segments?

JBP – Different market conditions can explain that effect. Firstly, M&A is closely dependent upon an investor’s ability to acquire a loan at a good interest rate, and the truth is that we are currently experiencing an environment of historically low interest rates. Also, as a side effect of these low interest rates, the discounted cash flow of a company’s future earnings are worth more. This triggers movement in the market – new buyers, with new valuations of assets, create movement. Secondly, different sectors of our system are, for different reasons, in the process of consolidation, which always ends up triggering acquisitions. Finally, Portugal has been under the spotlight of foreign investors who, in contrast to the bailout years, now view Portugal as an interesting, stable and promising economy.

TTR – Which deals would you highlight in terms of importance and complexity this year?

JBP – Because of its value, and at a moment in which its outcome is still unclear, the China Three Gorges takeover appears to be the most important transaction of the year (at least, so far) but there are many others. Fortunately, Uría Menéndez – Proença de Carvalho is, or has been, involved in most of the significant transactions of the year (unfortunately I cannot disclose information regarding ongoing transactions and current clients).

 

TTR –  Any scenarios or trends that we should be on the lookout for within the Portuguese M&A market in the coming months or in 2019? And which sectors do you believe have the greatest potential for growth?

JBP – 2019 looks rather promising for the M&A market. It is hard to point out the actual areas in which it will more active, but it seems clear that the financial, energy and telecom sectors will be the most dynamic.

DealMaker Q&A

TTR DealMaker Q&A with Pérez-Llorca Corporate Partner  Pedro Marques da Gama

TTR:  How would you characterise the activity of the Spanish transactional market so far this year? Do you think that the indicators are positive?

In my opinion, transactional activity is following the same upward trend as we have observed over the past year. We are advising on many transactions, some of which are of rather significant amounts, in various business sectors. In any case, there is a certain preponderance of real estate transactions. These are currently taking many forms, from the purchase of portfolios of assets acquired as a result of mortgage loan defaults, to transactions with SOCIMIs. I believe that the indicators are quite good, because they clearly show that Spain is still capable of generating opportunities and attracting the interest of many investors. However, if we look at the assets in the most recent transactions, this growth could be considered rather cyclical, supported by the high liquidity that the most qualified investors still possess, and the restructuring and consolidation of the banking sector in 2012-2013. Whether the trend we have been experiencing for the last few years is sustainable in the long term or not will become clear in the future.

TTR: You have advised on numerous debt portfolio sales transactions, which assets in particular are the most popular? Generally speaking, do these types of transactions date back to the economic crisis or before?

At present, the most popular assets are non-performing loans secured by mortgages, as well as the real estate assets subject to those mortgages. Within this area, I think investors tend to be more interested in loans granted to SMEs and loans to developers. These assets are mostly from banking transactions which closed before 2013, so it can be concluded that their origin dates back to the economic crisis and, in particular, to the bank restructuring and resolution measures adopted in Spain. As a consequence of these measures, many assets from cajas and other banks that were restructured have emerged on the balance sheets of financial institutions. These are non-core assets which in some cases consume these institutions’ capital. That said, each chapter of the lengthy bank consolidation that Spain is undertaking generates new opportunities for investors (the acquisition of Banco Popular by Santander is one of the most recent examples of this). Therefore, the origin of all transactions cannot be traced back to the economic crisis of 2012-2013, although it is true to say that this was the most decisive moment of the entire process.

TTR:  What is the usual profile of buyers of this type of asset? Do you think that they usually intend to collect the debt or carry out collateral?

The buyers who look for large or medium-sized portfolios tend to be the non-regulated investment funds, usually called hedge funds, which have a higher risk profile. Most of the funds are from the US, although there are also some from the UK and Scandinavia. The main objective of the funds is, in very general terms, to achieve the best possible internal rate of return (IRR) on their investments in order to pay their investors in accordance with the relevant remuneration policy. Given that these funds tend to have a short lifespan, the time taken to monetise their investments is very important. Viewed from this perspective, collecting the debt by means of an agreement with the debtor without resorting to the courts seems to be the preferable form of recovery, as this option tends to be quicker. However, this is often not possible because the debtors are not willing to reach out-of-court agreements, and so the enforcement of guarantees has become a routine mechanism for collecting outstanding debt.

TTR: And the sellers? Why sell rather than manage the debt?

 In primary sales transactions (when the seller is the original lender) the sellers are usually credit or financial institutions. In my opinion, these institutions prefer to sell rather than manage the debt, because their main business consists of attracting other funds and lending money to their clients. Managing failed credits is not the main business of a bank and is an activity that depletes their internal resources which could be made available for other activities which are more in line with their interests.

 

TTR:  What percentage discount is usually applied to the price of these assets vis-à-vis their valuation?

 The percentage of the discount depends significantly on the type of asset, profile and experience of the parties, as well as the scope of the portfolio. Focussing on mortgage-backed credits, I understand that the price will be around 50% of the outstanding principal, although that figure can vary significantly depending on the particular case. However, investors often establish bespoke valuations for each asset in the credit portfolio, or at least for the most substantial assets. Another aspect that must be considered is the legal risks that cannot be covered by a contract. Namely, the sellers can refuse to give guarantees to the buyers about certain aspects of the credits. In these situations, the investors would have to factor the risk into the price offered, which would logically entail an additional discount.

TTR:  How do you think the frequency of this type of transaction will evolve in the medium/long term? Will they increase or have we already reached the peak?

I think that there are many contributing factors that lead us to believe that this type of transaction will continue in the medium term with the same frequency that we have seen in recent years. Firstly, the macroeconomic circumstances and the high liquidity existing in the market  feeds the demand for new transactions. Another aspect to keep in mind is the Spanish credit portfolio sales market, which functions extremely well, like a very well-oiled machine. All the main participants in this sector (such as banks, investment bankers, auditors, servicing companies, lawyers and even notaries) have significantly developed their skills and amassed a great deal of experience, and they are now capable of responding and acting very efficiently and professionally. Lastly, the main sellers still have many non-core and sub-performing or non-performing assets on their balance sheets, so it is very likely that in the medium term we will continue to see many transactions, continuing the upward trend of recent years.


Entrevista con Pedro Marques da Gama, sócio en Pérez-Llorca

TTR: ¿Cómo definiría la actividad del mercado transaccional español en lo que va de año? ¿Considera que los registros son positivos?

P.M.G: En mi opinión, la actividad transaccional sigue la misma tendencia alcista que hemos observado durante el último año. Estamos asistiendo a muchas operaciones, algunas de ellas de valores bastante significativos, y en varios sectores de actividad. En todo caso, existe una cierta preponderancia de operaciones vinculadas con el real estate, que en la actualidad asumen variadas formas, desde la compra de carteras de activos adquiridos como consecuencia del incumplimiento de préstamos hipotecarios, hasta operaciones con SOCIMIs. Considero que los registros son bastante buenos, porque muestran claramente que España sigue siendo capaz de generar oportunidades y de atraer el interés de muchos inversores. No obstante, si miramos a los activos que están siendo objeto de las operaciones más recientes, podríamos pensar que se trata de un crecimiento de cierta forma coyuntural, que se apoya en la enorme liquidez que sigue existiendo por parte de los inversores más calificados, y la restructuración y consolidación del sector bancario que hemos visto durante el periodo 2012-2013. El futuro se encargará de despejar dudas sobre si lo que estamos viviendo desde hace algunos años es una tendencia sostenible o no en largo plazo.

TTR: Ha participado usted como asesor en numerosas operaciones de compraventa de carteras de deuda, ¿cuáles son concretamente los activos más demandados? En términos generales, ¿su origen se remonta a la crisis económica o es posterior?

P.M.G: En la actualidad, los activos más demandados son los créditos “non-performing” garantizados con hipotecas, así como los activos inmobiliarios objeto de dichas hipotecas. Dentro de este ámbito, creo que los inversores suelen mostrar más apetito por créditos concedidos a Pymes y el crédito promotor. Estos activos proceden en su mayoría de operaciones bancarias cerradas antes de 2013, por lo que se puede concluir que su origen remonta a la crisis económica y, en particular, a las medidas de reestructuración bancaria acometidas en España. Como consecuencia de dichas medidas, han aflorado en los balances de las entidades financieras muchos activos procedentes de las cajas y otros bancos que fueron reestructurados, que son activos “non-core” y que en algunos casos consumen capital propio de dichas entidades. Ahora bien, cada capítulo de la larga consolidación bancaria que España lleva acometiendo va generado nuevas oportunidades para los inversores (la adquisición de Popular por Santander es uno de los ejemplos más recientes que tenemos). Por lo tanto, no se puede decir que el origen de todas las operaciones se remonta a la crisis económica vivida en 2012-2013, aunque es cierto decir que esto fue el momento más decisivo de todo este proceso.

TTR: ¿Cuál es el perfil más frecuente de los compradores de este tipo de activos? ¿Cree usted que habitualmente persiguen el cobro de la deuda o que el objetivo es la ejecución de las garantías?

P.M.G: Los compradores que buscan grandes carteras o carteras de mediana dimensión suelen ser los fondos de inversión no regulados, con un perfil de riesgo más elevado, normalmente llamados “hedge funds”. La mayoría de los fondos son de los EEUU, aunque se ven también algunos del Reino Unido y de la Escandinavia. El objetivo principal de los fondos es, en términos muy generales, alcanzar la mejor tasa interna de retorno (TIR) posible de sus inversiones para poder remunerar a los inversores en sus fondos, de acuerdo con la correspondiente política de remuneración. Dado que estos fondos suelen tener habitualmente un periodo de vida corto, el tiempo en el que se puedan monetizar sus inversiones es un aspecto muy relevante. Desde esa perspectiva, se puede pensar que la forma preferible de recobro es el cobro de la deuda a través de un acuerdo con el deudor sin tener que acudir a los juzgados, ya que se trata de una opción de recobro tendencialmente más rápida. Sin embargo, esta vía muchas veces no es posible, porque los deudores no están disponibles para alcanzar dichos acuerdos fuera del juzgado, por lo que la ejecución de garantías se convierte en un mecanismo rutinario para conseguir cobrar la deuda pendiente.

TTR: ¿Y de los vendedores? ¿Por qué vender en lugar de gestionar el cobro?

P.M.G: En operaciones de venta primarias (cuando el vendedor es el originador del préstamo) lo normal es que los vendedores sean entidades de crédito o financieras. En mi opinión, estas entidades prefieren vender en lugar de gestionar el cobro, porque su negocio principal consiste en captar fondos ajenos y prestar dinero a sus clientes. La gestión de créditos fallidos no es el negocio principal de un banco y es una actividad que les consume recursos internos que se podrían liberar para otras actuaciones más adecuadas a los intereses de los mismos.

TTR: ¿Qué porcentaje de descuento suele ser aplicado habitualmente en el precio de estos activos frente a su valoración?

P.M.G: El porcentaje del descuento depende mucho del tipo de activo, perfil y experiencia de las partes, así como dimensión de la cartera. Centrándonos en créditos hipotecarios, entiendo que el precio estará en torno a un 50% del principal pendiente de amortizar, aunque dicha cifra puede variar mucho en función del caso concreto. No obstante, es muy habitual que los inversores establezcan valoraciones individualizadas para cada posición de la cartera de créditos, o al menos para las posiciones más relevantes de la misma. Otro aspecto que se debe tener en cuenta son los riesgos legales que no se pueden cubrir contractualmente. Es decir, los vendedores pueden no aceptar dar garantías a los compradores respecto de determinados aspectos de los créditos. En estas situaciones, los inversores tendrán que computar su riesgo en el precio ofrecido, lo cual lógicamente supone un descuento adicional al mismo.

TTR: ¿Cómo cree usted que evolucionará la tendencia de este tipo de operaciones en el medio/largo plazo? ¿Aumentarán o ya hemos alcanzado máximos?

P.M.G: Yo creo que existen diversos factores que contribuyen para pensar que este tipo de operaciones seguirá en el medio plazo la tendencia de continuidad de los últimos años. En primer lugar, las circunstancias macroeconómicas y la elevada liquidez que existe en los operadores del mercado alimenta la demanda de nuevas operaciones. Otro aspecto a tener en cuenta es el propio mercado español de venta de carteras de créditos que funciona extraordinariamente bien, casi como si fuese una maquina muy bien aceitada. Todos los principales intervinientes en este sector (me refiero a bancos, banqueros de inversión, auditoras, compañías de servicing, abogados y hasta los notarios) han desarrollado mucho sus aptitudes y acumulado mucha experiencia, y son actualmente capaces de responder y de actuar de forma muy eficiente y profesional. Finalmente, los principales vendedores siguen teniendo en sus balances muchos activos “non-core” y sub-performing o non-performing, por lo que es muy probable que sigamos asistiendo a muchas operaciones en el medio plazo, manteniendo la actual tendencia alcista de los últimos años.