Entrevista Rodrigo Delboni Teixeira, sócio do Lobo de Rizzo

Rodrigo Delboni Teixeira, sócio-diretor do Lobo de Rizzo Advogados, fala com o TTR sobre o mercado brasileiro de fusões e aquisições em 2017.

 

Como descreveria a performance do mercado brasileiro de M&A em 2017?  

Dadas as condições políticas e econômicos, entendo que foi um ano bastante positivo para o mercado de M&A. Pudemos notar a volta do interesse do investidor estrangeiro por ativos brasileiros e o próprio mercado de capitas experimentou retomada, com novas ofertas iniciais de ações por companhias brasileiras.

 

O senhor possui vasta experiência nos setores Alimentar, Transportes, Aviação e Logística e Educação, que estiveram entre os mais ativos do ano. Como vê as tendências e expectativas para esses setores em 2018? Até que ponto a instabilidade política brasileira tem influenciado os investimentos nessas indústrias?

Acredito que estes setores continuarão a atrair investimentos no próximo ano. Inegavelmente, a instabilidade política traz receios e refreia o ímpeto de alguns investidores, mas temos visto que, mesmo nestes anos mais difíceis, os grandes grupos internacionais continuam com seus olhos voltados ao Brasil. Estes grupos têm um horizonte de investimento de longo prazo e conhecem o potencial de um mercado de mais de 200 milhões de habitantes.

Fusões e Aquisições tem sido largamente utilizadas no setor de Educação como estratégia de crescimento e de expansão no cenário nacional, sendo um mercado que encontra-se aquecido, seguindo um movimento de consolidação no setor. É possível reconhecer alterações ou inovações nos últimos anos em relação às transações realizadas no setor?

Houve um forte movimento de aquisições na última década no setor de ensino superior, com a criação de grandes grupos nacionais. Os setores de ensino de idiomas e sistemas de ensino para escolas também apresentaram forte movimento de transações. Acredito que, em setores mais consolidados, o foco das aquisições passe a ser mais em acréscimo de qualidade do que em crescimento propriamente dito. Não obstante, a área de Educação é muito ampla e devemos ver transações em outros setores. O setor de ensino fundamental e médio (colégios), por exemplo, deve atrair bastante atenção nos próximos anos.

Quais transações destacaria em termos de importância e complexidade esse ano, sejam as que tenham atuado diretamente ou que contaram com a participação do Lobo de Rizzo?

Eu destacaria as principais transações que acabamos divulgando no próprio TTR, como Odebrecht Transport,CargillBurger KingDöhlerState Power Investment (SPIC)CentrofloraThyssenkruppDHLPorta dos Fundos,ItaúsaPearson e Coca-Cola.

 

Quais são suas expectativas para o mercado de M&A brasileiro em 2018? Quais cenários ou tendências já podem ser identificados, e quais setores possuem, na sua opinião, maior potencial de crescimento?

Embora seja um ano de eleições, que traz mais incertezas aos investidores, espero que seja um ano positivo para o mercado de M&A no Brasil. As recentes notícias econômicas são mais animadoras, como queda da inflação e aumento da perspectiva de crescimento do PIB. Caso consigamos avançar com a reforma da previdência, o cenário para investimentos será ainda mais positivo. Ademais, como mencionado, há grandes grupos que olham o Brasil no médio e longo prazo e não deixam de aproveitar oportunidades de investimentos. Além dos setores já citados, acredito que o setor de saúde (não somente clínicas e hospitais, mas também atividades correlatas como distribuição de produtos e equipamentos médicos) pode surpreender positivamente. Este setor tornou-se mais aberto ao investidor estrangeiro recentemente e tem um grande potencial de crescimento e consolidação que, a meu ver, ainda não foi explorado em razão dos recentes anos de crise econômica.

 

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Rodrigo Delboni Teixeira, managing-partner at Lobo de Rizzo Advogados, talks to TTR abour the results of the M&A market in Brazil in 2017.

How would you describe the performance of the Brazilian M&A market in 2017?

Given the political and economic conditions, I understand it was a very positive year for the M&A market. We noticed renewed interest of foreign investors in Brazilian assets and the capital market itself is recovering, with new initial public offerings by Brazilian companies.

You have considerable experience in the industries of Food, Transportation, Aviation, Logistics and Education, which were among the most active industries this year. What are the trends and expectations for such industries in 2018? How much has the Brazilian political instability influenced investments in those industries?

I believe such industries will continue to attract investments next year. There is no denying that political instability causes concerns and holds back investors, but we have witnessed that, even in difficult years, large international groups are still interested in Brazil. Those groups have a long-term investment horizon and they know the potential of a market of more than 200 million inhabitants.

 

Mergers and acquisitions have been widely used in the Education sector as a growth and expansion strategy in the domestic scenario, seeing it is a booming market, which follows a consolidation trend in the industry. Is it possible to recognize changes or innovations in the past years regarding transactions in the industry?

There has been a strong acquisition trend in the last decade in the higher education sector, with the creation of large Brazilian groups. The language teaching sector and teaching systems for schools have also shown an increasing transaction trend. I believe that, in more consolidated industries, the focus of acquisitions will be increasingly aimed at quality instead of at growth itself. Nevertheless, the Education area is extremely wide and we should see transactions in other sectors. The primary and secondary school (high school) sectors, for example, should attract considerable attention in coming years.

 

Which transactions would you highlight in terms of importance and complexity this year, whether by having a direct role or by having the participation of Lobo de Rizzo?

I would highlight the main transactions we disclosed in the TTR, such as Odebrecht TransportCargillBurger KingDöhlerState Power Investment (SPIC)CentrofloraThyssenkruppDHLPorta dos FundosItaúsaPearson and Coca-Cola.

 

What are your expectations for the Brazilian M&A market in 2018? What scenarios or trends can already be identified, and which sectors have, in your opinion, the greatest potential for growth?

Although this is an election year, which brings more uncertainties to investors, I hope it will be a positive year for the Brazilian M&A market. Recent economic news stories are encouraging, such as the drop in inflation and promising outlook for GDP growth. If we are able to make progress with the pension reform, the investment outlook will be even more positive. Furthermore, as I have mentioned, there are large groups looking at Brazil in the medium and long term and they do not fail to seize investment opportunities. In addition to the industries already mentioned, I believe the health industry (not only health care facilities and hospitals, but also related activities such as distribution of medical products and equipment) may surprise us positively. This industry has become more open to foreign investors recently and has a large growth and consolidation potential that, in my opinion, has not been explored yet due to the recent years of economic crisis.

Leia sobre as transações de Rodrigo Dalboni Teixeira aqui.

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Insight da transação do mês no Brasil

Pinheiro Guimarães fala sobre a sua participação na Transação do Mês

O TTR destacou a conclusão da aquisição das operações de varejo do Citibank Brasil pelo Banco Itaú Unibanco como a transação do mês de novembro. O negócio, avaliado em mais de 710 milhões de reais, contou com a assessoria dos escritórios Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr e Quiroga Advogados e Wachtell, Lipton, Rosen & Katz, e financeira do Banco Itau BBA do lado da entidade compradora.

Por sua vez, o Citibank Brasil e o Citigroup receberam assessoria jurídica do Pinheiro Guimarães Advogados e Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom US. O Citigroup também foi assessorado pelo Citigroup Global Markets Brasil.

Como um dos escritórios escolhidos pela parte vendedora para assessorar na transação, o Pinheiro Guimarães fala ao TTR sobre a sua participação no deal e sobre quais foram os maiores desafios dessa operação.

“O principal desafio foi estruturar uma operação em que apenas parcela dos negócios do Citibank seriam transferidos ao Itaú Unibanco, de uma forma aceitável aos órgãos reguladores e garantindo a imprescindível segurança aos clientes, fornecedores e ao mercado em geral.

A operação está sendo feita em etapas, de modo que (i) primeiramente, foi realizada a transferência dos negócios de varejo bancários, de cartões de crédito e da corretora de seguros; (ii) em seguida, foi realizada a transferência dos negócios de varejo da corretora de valores mobiliários; e (iii) por último, será realizada a transferência das ações de Tecban e Cibrasec, que está aguardando o transcurso do prazo de exercício do direito de preferência dos demais acionistas.

De forma de acomodar as preocupações acima, as partes realizaram a transferência dos ativos e passivos por meio de cisão (i) do Banco Citibank S.A. para o Itaú Unibanco S.A., no caso dos ativos e passivos bancários, e para o Banco Itaucard S.A., no caso dos ativos e passivos de cartões de crédito; e (ii) da Citi CCTVM S.A. para a Itaú Corretora de Valores Mobiliários S.A., no caso dos ativos e passivos de corretagem de valores. A Corretora de Seguros foi transferida por meio de transferência da totalidade das ações de emissão da sociedade pelo Banco Citibank S.A. para sociedade do conglomerado do Itaú Unibanco.

Assim, a estrutura da operação foi única em relação às demais operações de fusões e aquisições de instituições financeiras realizadas no Brasil, pois foi implementada por meio de cisão parcial de modo a preservar a presença do Citi no Brasil, o qual permanece com forte atuação no segmento corporativo. Outra importante etapa foi a discussão de questões concorrenciais com os órgãos reguladores, tendo em vista os níveis de concentração existentes atualmente no setor financeiro brasileiro.

O Pinheiro Guimarães assessora o Banco Citibank no Brasil há muitos anos, tendo sido o assessor escolhido para todas as operações relevantes que o Citi realizou desde que iniciou suas atividades no Brasil. Dessa vez, fomos escolhidos novamente para assessorá-los nessa operação de extrema relevância estratégica para o Citi.”

Leia acerca do mercado M&A brasileiro no mês de novembro aqui. 

 

Monthly report of M&A market: Latin America- Nov, 2017

Total number of transactions fell by 23% in Latin America

  • LatAm Deal volume fell 23% in November 2017
  • Aggregate deal value fell 51% to USD 7.4bn
  • Deal of the Month: IEnova acquires a 50% stake in Ductos y Energéticos del Norte from Pemex Transformación Industrial

Scope of the Latin American market

  • The total number of announced and closed transactions in Latin America fell by 23% in November over the same month in 2016, according to TTR data.
  • Aggregate transaction value fell 51% relative to November 2016 to USD 7.4bn, considering 65 deals of disclosed consideration region wide.
  • Total transaction volume YTD is up nearly 4%, meanwhile to 1,887 deals, though aggregate value has slipped 23% to 88.3bn in the first 11 months of the year, taking into account 810 announced and closed transactions of disclosed consideration across Latin America.

TOP SIX M&A MARKETS IN LATIN AMERICA

  • Brazil leads deal flow regionally with 974 transactions together worth USD 53.2bn to the close of November, up 6% by volume and 6% by aggregate value compared to the first 11 months of 2016. There were 426 announced and closed transactions with a disclosed consideration in Brazil contributing to aggregate value in the first 11 months of the year.
  • Mexico follows with 265 deals worth a combined USD 17bn, down 2% by volume and down 40% by aggregate value relative to the same 11-month period in 2016, taking into account 125 deals of disclosed consideration.
  • Chile ranks third regionally, its 217 deals YTD together worth USD 8.6bn to the close of November, up 17% by volume and down 36% by aggregate value over the first 11 months of 2016, taking into account 91 transactions of disclosed consideration.
  • Argentina ranks fourth in Latin America with 199 announced and closed deals worth a combined USD 5.3bn, up 10% by volume and down 68% by aggregate value, considering 87 transactions for which a deal value was disclosed to the end of November.
  • Colombia follows in fifth place regionally with 149 deals in the first 11 months of the year, up 3% over the same period last year. Aggregate deal value fell 81% to USD 3.6bn, taking into account 56 transactions of disclosed consideration.
  • Peru rounds out the top six M&A markets in the region, its transaction volume down 14% to 114 deals, its aggregate deal value up 9% to USD 5.8bn relative to the first 11 months of 2016, taking into account 54 transactions of disclosed consideration.

CROSS-BORDER DEALS

Bidders based in Latin America made four extra-regional cross-border acquisitions in November, one targeting a company in North America, and three with targets in the EU.

North American buyers led inbound acquisitions in the region during the month of November, with 21 deals originating from the US and Canada. EU-based acquirers made 10 inbound deals in the region, while a sole Australian buyers made an acquisitions in Latin in November.

DEAL OF THE MONTH

TTR selected the IEnova’s USD 231m acquisition of a 50% stake in Ductos y Energéticos del Norte from Pemex Transformación Industrial as Deal of the Month in November. The Mexico City-based pipeline operator was advised by Mijares, Angoitia, Cortés y Fuentes, while the state-held oil company subsidiary used DLA Piper Gallástegui y Lozano Mexico as legal advisor and BBVA Bancomer as financial advisor.

INTERVIEW WITH ROBERTO MACLEAN

Roberto MacLean, partner at the law firm Miranda & Amado Abogados

“I consider that in Peru the restrictions for financial assistance could be deleted under some conditions, protecting minorities against conflicts of interests that may appear between the interests of the purchased shareholder and minorities. This situation It’s better than restrict it completely.”

Read the full interview.

 

Informe mensual-España- Noviembre, 2017

Informe mensual sobre el mercado transaccional ibérico

El importe de operaciones de M&A en España se incrementa un 257%

  • En el mes se han contabilizado 155 transacciones por EUR 10.636m
  • El sector Inmobiliario es el más activo del mes, con 43 transacciones
  • Noviembre registra 23 operaciones de Private Equity y de Venture Capital

MERCADO DE FUSIONES Y ADQUISICIONES DE ESPAÑA

El mercado transaccional español ha registrado en el mes de noviembre 155 fusiones y adquisiciones, de las cuales 70 contabilizan un importe agregado de EUR 10.636m, según el informe mensual de TTR. Estas cifras suponen un crecimiento del 257,41% en el importe de operaciones y un decrecimiento del 4,32% en el número de transacciones, respecto al mismo periodo del año pasado.

Por su parte, a lo largo del año se han contabilizado 1.875 fusiones y adquisiciones, entre anunciadas y cerradas, por un importe agregado de EUR 106.260m, lo que corresponde a un aumento del 6,11% en el número de operaciones, y un ascenso del 49,58% en el importe de las mismas respecto a noviembre de 2016.

En términos sectoriales, el sector Inmobiliario ha sido el más activo del año, con un total de 508 transacciones, seguido por el de Tecnología, con 242, y el de Internet, con 141.

ÁMBITO CROSS-BORDER

Por lo que respecta al mercado Cross-Border en 2017, las empresas españolas han elegido como principales destinos inversión a Estados Unidos, con 30 operaciones, y a Portugal, con 28 transacciones. En términos de importe, Francia es el país en el que España ha realizado un mayor desembolso, con un valor aproximado de EUR 2.259m.

Por otro lado, Reino Unido (81), Estados Unidos (80), y Francia (67) son los países que mayor número de inversiones han realizado en España. Por importe destacan Alemania e Italia, con importes de EUR 20.205,03m y EUR 17.123,03m respectivamente, como consecuencia principalmente de las OPAs lanzadas por Hochtief y Atlantia sobre Abertis.

País de origen de los compradores No.
Reino Unido 81
 Estados Unidos 80
Francia 67

PRIVATE EQUITY Y VENTURE CAPITAL

A lo largo de 2017 se han contabilizado un total de 212 operaciones de Private Equity por EUR 60.886,87m, lo cual supone un aumento del 35% en el número de operaciones y un crecimiento del 291% en el importe de las mismas respecto al mismo periodo del año anterior.

Por su parte, en el mercado de Venture Capital se han llevado a cabo 296 transacciones con un importe agregado de EUR 1.293,11m, lo que corresponde a un aumento del 10% en el número de operaciones y un descenso del 12% en el importe de las mismas en términos interanuales.

MERCADO DE CAPITALES

En el mercado de capitales español se han cerrado en el transcurso del año 21 salidas a Bolsa y 43 ampliaciones de capital, con importes agregados de EUR 3.684,26m y EUR 9.091,81m, respectivamente.

TRANSACCIÓN DEL MES

En noviembre de 2017, TTR ha seleccionado como transacción destacada la adquisición de un Allfunds Bank por parte de Hellman & Friedman.

La operación, que ha registrado un importe de EUR 1.880m, ha estado asesorada por la parte legal por Linklaters, Uría Menéndez España, Garrigues España, Freshfields Bruckhaus Deringer, Ropes & Gray US, Simpson Thacher & Bartlett US, y Allen & Overy Spain. Por su parte, Citigroup, Barclays Bank, y Santander Global Corporate Banking España han asesorado en materia legal en la financiación de la operación.

ENTREVISTA CON MÓNICA MARTÍN DE VIDALES

Socia de la firma Garrigues-

“Pero lo importante, en mi opinión, del esperado arranque del M&A, que no sé si calificar de causa o de consecuencia del crecimiento económico y de la salida de la crisis, es la recuperación, en este periodo, de las transacciones en casi todos los sectores de actividad, realizadas por fondos de inversión y por industriales, sin que se pueda asegurar que unas preponderen sobre las otras.”

 

 

 

Entrevista con Roberto MacLean- Miranda & Amado Abogados (Es/En)

Roberto MacLean, socio del estudio Miranda & Amado.

Abogado por la Pontifica Universidad Católica del Perú con Maestría en Derecho por la Universidad de Nueva York. Socio de Miranda & Amado desde el año 1999. Tiene amplia experiencia en diversas transacciones corporativas, financieras y de mercados de capitales, principalmente en adquisiciones, financiamiento de proyectos y proyectos de infraestructura. 

Sr. MacLean, en primer lugar ¿podría ofrecernos una valoración general en cuanto a la marcha actual del mercado de M&A en Latinoamérica en comparación con ejercicios anteriores? 

Las cifras que dan los reportes de TTR a octubre parecen indicar que en cuanto a número de transacciones este podría ser igual o mayor al año anterior. Sin embargo, el valor en dólares es menor y viene bajando consistentemente en los últimos cuatro años.

Como profesional en el asesoramiento de fusiones y adquisiciones, ¿podría contarnos brevemente cuáles son los sectores que están experimentando en Perú mayores cambios en el volumen de sus transacciones y por qué?

Basados en la experiencia que hemos tenido en el estudio, los sectores más dinámicos han sido infraestructura, agricultura, el sector financiero, educación e inmobiliario.  El sector de infraestructura se explica por la crisis de las constructoras brasileñas y los problemas financieros de otras dos constructoras internacionales con proyectos importantes, así como el deseo de constructoras peruanas que buscan sobreponerse a la crisis coyuntural que esto ha generado.  El sector agrícola está activo debido a que Perú se ha convertido en un exportador importante de varios productos bien cotizados internacionalmente, lo cual ha generado una ola de adquisiciones y operaciones de private equity.  El sector financiero, educación e inmobiliario están reflejando un reacomodo de actores.

Como experto en el asesoramiento de proyectos que requieren financiación ¿podría explicarnos, a grandes rasgos, en qué consiste el proceso de las modalidades más empleadas para la obtención de crédito?   

En el caso peruano y de adquisiciones donde el adquirente es operador del negocio que ha adquirido o es un grupo empresarial consolidado, la fuente de financiamiento popular son los bonos.  Cuando el adquirente es un fondo de inversión éstos tienden a recurrir primero a deuda bancaria, que luego puede ser refinanciada por una emisión de bonos por parte de la empresa adquirida.

¿Cuáles son las principales barreras o dificultades a las que se enfrentan las empresas a la hora de solicitar dichos préstamos? 

Diría que la principal barrera en el caso peruano son las restricciones a la llamada asistencia financiera, que limita la capacidad de los adquirentes de utilizar los activos de la empresa adquirida para financiar la adquisición.  Por esta razón, el financiamiento de adquisiciones es más sencillo cuando se adquiere una empresa al 100% (o una mayoría muy grande y con muy pocos accionistas minoritarios) y sin deuda o muy poca deuda concentrada en uno o pocos acreedores.

En relación con la pregunta anterior ¿Cree que podría realizarse algún cambio legislativo que facilitase el acceso a este financiamiento para las empresas, teniendo en cuenta las condiciones que ahora mismo existen?  

Considero que en el Perú podrían eliminarse las restricciones a la asistencia financiera bajo ciertas condiciones, protegiendo a minoritarios de conflictos de intereses que puedan presentarse entre los intereses del accionista adquirente y los minoritarios.  Es mejor que restringirla por completo.

Por último, ¿qué sectores destacaría usted como potenciales targets para lo que resta de 2017 en el mercado de M&A latinoamericano? ¿Por qué? 

El gobierno chino parece enfocado en asegurarse la disponibilidad de diversos recursos naturales a largo plazo, esto genera que las empresas chinas estén enfocadas en adquirir activos en toda la región que ayuden a este fin.  La liquidez generada en la región y en otras partes del mundo ha fomentado la creación de fondos de capital privado de toda clase y tamaño, enfocados en una gran diversidad de actividades.  Por otro lado, varias empresas de nuestros países han adoptado la estrategia de convertirse en actores regionales, sumándose a las ya conocidas multilatinas en su estrategia de crecimiento regional.  Todo esto genera un grupo importante de entidades que están en búsqueda de oportunidades de inversión.  Por el lado de la venta están los negocios que sufren reacomodos por razones locales o regionales, como en el caso de las constructoras y las mineras.  Por esto, considero que para el resto del año y el año que viene, en el caso del Perú los sectores más dinámicos podrían ser infraestructura, inmobiliario, agricultura, recursos naturales, energía, pesca, educación y salud.   Mirándolo desde el radar regional, sin embargo, las transacciones más relevantes por su valor en USD serán en el sector minero, energía, infraestructura y pesca.

Para leer de las transacciones en las que Roberto MacLean ha participado, haz click aquí.

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English

Mr. MacLean, first of all, could you offer us a general assessment concerning the current development of the M&A market in Latin America in comparison the previous period?

The figures that the TTR reports offers until October seem to indicate that the number of transactions could be the same or more than last year. However, the value in dollars is smaller and has been going down consistently for the last four years.

As a professional in the advice of mergers and acquisitions, could you tell us briefly what are the sectors in Peru that are showing more changes in the volume of their transactions and why?

Based on the experience that we have had in the firm, the most dynamic sectors have been infrastructure, agriculture, the financial sector, education and the real-estate sector.

The good development of the infrastructure sector is due to the crisis of Brazilian building companies and the financial problems of two others international companies with important projects, as well as the wish of the Peruvian building companies that look forward to overcoming the relevant crisis that it has generated. The agricultural sector is active because Peru has become an important exporting country of several well-valued products at international level. This situation has generated an outbreak of acquisitions and operations of private equity. The financial sector, the education sector and real-estate sector are reflecting a new adjustment of actors.

As a legal advisory expert in projects that require financing, could you explain us the process of the most usual methods for getting credit?

In the Peruvian case in acquisitions where the purchaser is operator of the business that has purchased or it’s a consolidated business group, the source of popular financing is the bonus. When the purchaser is a fund of investment, these tends to go first to banking debt, which can then be refinanced by a bond issue by the acquired company.

What are the main difficulties that companies face to when applying for such loans?

I would say that the main barrier in the case of Peru are the restrictions to the financial assistance that restrict the ability of the purchasers of using the assets of the purchased company to finance the acquisition. For this reason, financing the acquisitions is easier when a company is purchased completely at 100% (or in a very big majority and with very little minority shareholders) and without debts or very few debts condensed in one or few creditors.

Regarding the previous question, do you think that is possible to do some legislative changes to facilitate the access of this kind of financing for the companies keeping in mind the conditions which exist now?

I consider that in Peru the restrictions for financial assistance could be deleted under some conditions, protecting minorities against conflicts of interests that may appear between the interests of the purchased shareholder and minorities. This situation It’s better than restrict it completely.

Finally, what sectors would you consider as main targets for the rest of 2017 in the Latin American market of M&A? Why?

The Chinese government seems to be focus on assure the availability of different natural resources in a long-term, in consequence Chinese companies would be focused on purchasing assets in all the region that helps achieving this objective. The liquidity generated in the region and in other parts of the world has encouraged the creation of funds of private capital in every class and size, focused on a great diversity of activities. On the other hand, several companies of our countries have adopted the strategy of becoming regional actors, incorporating themselves to the great Latin-American companies with their strategy of regional growing. All of this generates an important group of entities which are in search for opportunities of investment.

On the side of the sales are the business which suffer adjustments because of local or regional reasons like building or mining companies. For this reason, I consider that by the rest of the year and for 2018, in the case of Peru, the most dynamic sectors could be: infrastructure, the real-estate, agricultural, natural resources, energy, education, health and fishing. Looking through the regional radar, however, the most important transactions due to their USD Value will be the mining sector, energy, infrastructure and fishing.

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