Informe mensual sobre el mercado transaccional en España en enero de 2018

El importe de operaciones de Venture Capital en España se incrementa en un 245% en enero de 2018

  • En el mes se han contabilizado 147 transacciones de M&A valoradas en EUR 1.916m
  • El sector Inmobiliario es el más activo del periodo, con 48 transacciones
  • Enero registra 13 operaciones de Private Equity y 25 de Venture Capital

 

El mercado transaccional español ha registrado en el mes de enero 147 fusiones y adquisiciones, de las cuales 50 contabilizan un importe agregado de EUR 1.916m, según el informe mensual de TTR (www.TTRecord.com) en colaboración con Intralinks. Estas cifras suponen una disminución del 17,88% en el número de transacciones y un descenso del 49,86% en el importe de las mismas con respecto al mismo periodo de 2017.

 

En términos sectoriales, el sector Inmobiliario ha sido el más activo de enero, con un total de 48 transacciones, seguido por el de Tecnología, con 26, y el de Consultoría, Auditoría e Ingeniería, con 13.

Ámbito Cross-Border 

Por lo que respecta al mercado Cross-Border en enero de 2018, las empresas españolas han elegido como principales destinos inversión a Estados Unidos, con 6 operaciones, y a Reino Unido, con 5 transacciones. En términos de importe, Estados Unidos es el país en el que España ha realizado un mayor desembolso, con un valor aproximado de EUR 142,33m.

Por otro lado, Estados Unidos (7), y Alemania (4) son los países que mayor número de inversiones han realizado en España. Por importe destaca Estados Unidos, con importes de EUR 268,22m.

 

Private Equity y Venture Capital

En el primer mes de 2018 se han contabilizado un total de 13 operaciones de Private Equity por EUR 10m, lo cual supone una tendencia estable en el número de operaciones y un decrecimiento del 99% en el importe de las mismas respecto al mismo periodo del año anterior.

Por su parte, en el mercado de Venture Capital se han llevado a cabo 25 transacciones con un importe agregado de EUR 229m, lo que implica una reducción del 39% en el número de operaciones y un incremento del 245% en el importe de las mismas en términos interanuales.

 

Mercado de capitales

En el mercado de capitales español se ha cerrado en el mes de enero una ampliación de capital, por importe de EUR 11,54m.

 

Transacción del mes 

En enero de 2018, TTR ha seleccionado como transacción destacada la integración de Banco Mare Nostrum en Bankia.

La operación, que ha registrado un importe de EUR 825m, ha estado asesorada por la parte legal por Uría Menéndez España, Garrigues España, Pérez-Llorca y Freshfields Bruckhaus Deringer España.

Por su parte, Morgan Stanley y Alantra han participado como asesores financieros; mientras que PwC España, EY España (Ernst & Young) y Accenture (España) han actuado en el proceso de Due Dilligence.

 

 

 

 

Relatório Mensal sobre o mercado transacional português em Janeiro de 2018

Mercado de M&A português abre 2018 com crescimento de 40,72%

 

  • Portugal registou 28 transações em janeiro
  • 11 operações apresentaram valores que somam € 450 milhões
  • Investimentos de venture capital somaram € 31,63 milhões, alta de 55%

 

De acordo com o Relatório Mensal de M&A da Transactional Track Record, os anúncios de compra e venda de participação que envolveram empresas portuguesas movimentaram € 450 milhões no primeiro mês de 2018, alta de 40,72% ante o mesmo período do ano anterior. Foram 28 operações, representativas de um crescimento de 12% em comparação ao reportado em igual período de 2017. Foi o melhor mês de janeiro desde 2016.

Mantendo a tendência iniciada em 2015, o sector Imobiliário foi o de maior movimentação do mês, com seis transações, apesar de ter apresentado queda de 33% em comparação ao mesmo intervalo do ano precedente. Tecnologia, com três operações, e Vidro, Cerâmica, Papel, Plástico e Internet, ambos com duas operações cada, aparecem na sequência.

O segmento Internet, junto com Tecnologia, também esteve na mira do investimento internacional. O número de aquisições estrangeiras nos dois subsetores assinalou crescimento de 50%. Dentre elas, a aquisição de uma posição majoritária na agência de serviços digitais Innovagency pelo grupo francês La Post, que não teve valor anunciado, e a aquisição de 94.19% da tecnológica Ynvisible pela canadense Ynvisible Interactive, por U$ 7,4 milhões.

 

Private Equity e Venture Capital

No cenário dos investimentos de Capital de Risco, destaque para os investimentos de venture capital, que iniciaram 2018 em alta. Foram três operações registadas pelo TTR, cujos valores somaram € 31,63 milhões, crescimento de 55% em comparação ao mês homólogo do ano anterior. Os fundos de venture capital tiveram como alvos prevalentes o segmento de Internet, com destaque para a startup portuguesa Unbabel, que alia inteligência artificial com pós-edição humana à tradução automática, e fechou com sucesso ronda de financiamento Série B que levantou € 19 milhões.

Já o segmento private equity teve um mês discreto, com três transações anunciadas, porém sem valores revelados.

Cross-border

Em número de operações cross-border, o mercado português somou, em janeiro, 14 operações inbound, em que empresas portuguesas foram adquiridas por companhias estrangeiras.  Espanha iniciou o ano mantendo o apetite que demonstrou em 2017 por companhias portuguesa. Só no primeiro mês de 2018, foram contabilizadas três transações que totalizaram € 105 milhões investidos no país. Desse total, € 86 milhões são provenientes da aquisição pela espanhola ORES Socimi de ativos comerciais imobiliários, incluindo supermercados e lojas, no páis.

Porém os vizinhos ibéricos foram ultrapassados pela França em volume financeiro. As aquisições francesas chegaram a € 230 milhões, valor referente à aquisição do centro comercial Dolce Vida Tejo, o segundo maior shopping center do país, pelo grupo francês Axa Investment Managers – Real Assets.

 

Transação do Mês 

A transação destacada do mês eleita pela TTR foi a venda da participação do fundo de private equity Oxy Capital na cadeia de ginásios portuguesa Fitness Hut, para a Fitness BIDCO, parte do Viva Gym Group Limited, que, por sua vez, é detida pelo fundo britânico Bridges Ventures, dono da Viva Gym em Espanha.

A Fitness Hut foi assessorada na transação pelo Campos Ferreira, Sá Carneiro & Associados e pela Clearwater International – Portugal. Enquanto a Fitness BIDCO recebeu assessoria da Eversheds Sutherland Nicea e da FCB – Sociedade de Advogados.

O PLMJ também atuou como assessor da Oxy Capital, e das demais partes vendedoras, Uksa Malta e Edge Capital.

 

Ranking TTR

O pódio do ranking TTR de assessores jurídicos em 2018 é inaugurado com a liderança da SRS Advogados, tanto no valor total, € 25 milhões, como por número de transações, três. A segunda colocação, também nos dois quesitos, fica com o PLMJ. Em terceiro lugar pelo número de transações aparece o escritório Campos Ferreira, Sá Carneiro & Associados.

 

LatAm Report January 2018

LatAm deal volume falls 26.5% in January

  • Aggregate deal value fell 33.8% to USD 5.3bn
  • Deal of the Month: Grupo Enfoca acquires 100% of Grupo Ucal-Toulouse for USD 296m

The 125 announced and closed deals across Latin America in January together represent a 26.5% decline in transaction volume and a 33.8% drop in aggregate transaction value over January 2017, according to TTR data.

Top Six M&A Markets in Latin America

Brazil accounted for nearly half the 125 deals recorded across the region in January. Transaction volume fell 28%, however, its 56 deals together worth USD 2.2bn, 67% below the aggregate deal value in the country in January 2017, considering 23 deals of disclosed consideration.

Mexico’s 25 deals in January together represent a 19% bump in volume over the same month last year. Aggregate value surged 80% in Mexico in January to USD 1.6bn, taking into account 15 deals of disclosed consideration.

Argentina ranks third in Latin America by transaction volume at the close of January with 20 announced and closed deals, a 33% increase in volume. The 10 transactions of disclosed consideration are together worth 699m, a 126% jump in aggregate value over January 2017.

Chile ranks fourth by volume in January, its deal flow dropping 30% over the same month last year. Its nine transactions of disclosed consideration contributed to a 535% jump in aggregate value over the same month in 2017 to USD 209m, meanwhile.

Peru jumped to fifth place by volume with nine deals in January. Peru’s deal flow continues to slide, however, 47% relative to January 2017. Aggregate deal value is up 777% to USD 910m compared to the same month last year, however, taking into account seven transactions of disclosed consideration.

Colombia fell to sixth among the top regional M&A markets in January with just eight deals announced or closed during the month, a 38% decline over the same month last year. Aggregate deal value grew 889%, however, with four transactions of disclosed consideration totaling USD 183m.

 

Cross-Border Deals

Bidders based in Latin America made seven extra-regional acquisitions in January, four targeting companies in North America, and three with targets in the EU.

North American buyers tied bidders from the EU with 14 inbound acquisitions from each region in the first month of the year, alongside four transactions led by investors based in Asia.

 

Deal of the Quarter 

TTR selected Grupo Enfoca’s USD 296m acquisition of Grupo Ucal-Toulouse from Summa Asesores Financieros, Faro Capital SAFI and a group of shareholder’s together holding 60% of the target’s equity, as Deal of the Month in January.  The Lima-based fund manager was represented by Rebaza, Alcázar & De Las Casas Abogados Financieros while the acquired university was advised by Philippi, Prietocarrizosa, Ferrero DU & Uría Perú.

Informe mensual sobre el mercado transaccional mexicano en enero 2018

Capital movilizado en el mercado M&A de México aumenta un 80% en enero de 2018

  • En el mes se han registrado 25 transacciones en el país
  • 15 de las operaciones registradas en enero alcanzan un importe de USD 1.582m
  • Los sectores Inmobiliario y Financiero y de Seguros son los más destacados de enero
  • Transacción del mes: Safeway vende el 49% de Casa Ley

 

 

El mercado M&A mexicano ha experimentado en el primer mes del año un total de 25 operaciones, de las cuales 15 suman un importe no confidencial de USD 1.582m, de acuerdo con el reciente informe de Transactional Track Record (www.TTRecord.com). Estos datos implican aumentos del 19,05% en el número de operaciones y un alza del 79,99% en el importe de las mismas con respecto a enero de 2017.

De las 15 operaciones con importe no confidencial contabilizadas en el mes, 11 son de mercado bajo (importes inferiores a USD 100m) y 4 de mercado medio (entre USD 100m y USD 500m).

Por su parte, el sector Inmobiliario, además del Financiero y de Seguros, son los que más transacciones han contabilizado en enero, con un total de 4 transacciones, cada uno, seguido por el de Internet y Tecnología, con 3 y 2 operaciones, respectivamente.

 

Ámbito Cross-Border

Por lo que respecta al mercado Cross-Border, a lo largo del mes las empresas mexicanas han apostado principalmente por invertir en Estados Unidos, con 4 operaciones, además de Argentina, España, Brasil y Chile. Por importe destaca Argentina, con USD 360m.

Por otro lado, las empresas estadounidenses y las españolas han sido las más interesadas en realizar adquisiciones en México, con 2 operaciones en cada país. Por importe, destaca Canadá, con USD 320m.

Venture Capital

En el primer mes del año se han producido un total de 8 transacciones de Venture Capital valoradas en USD 165m, con un aumento del 60% en el número de operaciones y un alza del 12,7% en el importe de las mismas con respecto al mismo periodo de 2017.

Transacción destacada

Para enero de 2018, Transactional Track Record ha seleccionado como operación destacada la venta del 49% de la mexicana Casa Ley por parte de la estadounidense Safeway. La operación, que ha registrado un importe de 347,68m, ha estado asesorada por la parte legal por Jones Day México y por Creel, García-Cuéllar, Aiza y Enríquez.

 

 

Entrevista con Diego Garcia de la Peña, Consultor de Auriga Global Investors

Entrevista con Diego Garcia de la Peña, Consultor de Auriga Global Investors

Responsable de Consultoría de Coberturas a fondos de Private Equity, infraestructuras, inmobiliarios, family offices y empresas, así como responsable de Inversiones Alternativas en Deuda para corporates en Auriga. En ambas actividades, el objetivo es proveer soluciones para la estructura de capital de las empresas y ayudar a las mismas, así como a los sponsors a desarrollar sus planes de negocio.

Anteriormente, trabajó como Structured Solutions Sales para Sponsors Financieros a nivel Europa y UK así como corporates españoles en Unicredit Bank, London (2007-2011). Previamente, fue Director del departamento de Ventas de coberturas de tipos de  interés para  la Red y Empresas en Cajamadrid y Corporate Treasury Sales en Banesto.

 

TTR – El área de Soluciones a Empresas de Auriga ofrece asesoramiento a inversores y corporaciones sobre coberturas de tipos de interés y de divisas, ¿cómo ayudan estas coberturas a mitigar el riesgo de una operación?
D.G. – Asesoramos principalmente a fondos de capital riesgo, fondos de infraestructuras, fondos de energía e inmobiliarios, así como a empresas. Los fondos suelen utilizar financiación, normalmente a tipo variable y, evidentemente, los tipos pueden subir y hacer que el inversor no tenga la rentabilidad esperada en el proyecto.
Nosotros ayudamos a implementar la estrategia óptima de coberturas de tipos de interés para que encaje de la mejor manera posible en su modelo financiero. Podemos realizar estrategias variadas: fijar el tipo de interés por un porcentaje de la deuda, poner un techo de tipos, etc. De esta manera, lo que intentamos es acotar el riesgo lo máximo posible en la parte de la deuda.
Para un fondo de private equity, que generalmente apalanca el 50% o 60% del coste de una operación, es importante que la financiación esté muy controlada, que los costes financieros no se disparen para que no impacte en sus resultados y que pueda distribuir dividendos y optimizar el crecimiento.

En cuanto a las coberturas de tipo de cambio, hay empresas exportadoras, importadoras o con filiales en otros países que corren el riesgo de fluctuaciones de  divisa. Desde Auriga, les asesoramos en los productos que deben contratar para intentar minimizar esos riesgos. Estas coberturas las solemos hacer más a nivel de la participada que del fondo, o directamente para empresas no esponsorizadas.

TTR – ¿En qué tipo de transacciones es más importante contar con este tipo de coberturas?
D.G. – Asesoramos normalmente financiaciones a largo plazo, porque las de capital circulante suelen tener importes no fijos y es complicado encontrar una cobertura adecuada. Tiene sentido cubrir financiaciones de tres años en adelante. Cualquier LBO de un private equity es susceptible de cobertura porque necesita estabilizar los flujos para que el modelo se ajuste a las expectativas del inversor. En financiaciones de proyecto, que van de 12 a 30 años, es más necesario todavía. En estos casos, el riesgo de tipo de interés es muy grande y las coberturas se emplean en el 99% de las operaciones. En general, los bancos financiadores están más cómodos con una cobertura, de hecho, la suelen pedir. Nosotros ayudamos al sponsor, según su estrategia, a negociar con los bancos para conseguir el porcentaje de cobertura y el plazo adecuado. Los bancos suelen pedir que se cubra la deuda desde el primer momento, pero en la actualidad, los tipos están muy bajos, de manera que, seguramente, lo que más interese es cerrar la cobertura hoy pero que empiece dentro de un año, cuando los tipos estén más elevados. De esta manera, se optimiza mucho la estructura de financiación y de capital.

TTR – El asesoramiento en cobertura de riesgos es vuestra actividad principal pero ¿ofrecéis otro tipo de asesoramiento especializado?
D.G. – En Auriga contamos con varias áreas: tenemos una división dedicada al asesoramiento de coberturas, y otra especializada en buscar financiación alternativa. En 2011 me incorporé para montar el departamento de coberturas y, en medio de la crisis, nos dimos cuenta de que en muchas ocasiones nuestros clientes también necesitaban financiación, así que empezamos a asesorarles en la búsqueda de la misma. De hecho, en la actualidad, incluso tenemos un fondo de deuda destinado a operaciones pequeñas, de entre 1 millón y 5 millones de euros. Si la operación está por encima de ese importe, buscamos coinversores. No estamos en todas las operaciones que asesoramos porque los fondos grandes prefieren tener el ticket sólo ellos. Si son deals medianos, de entre 5 millones y 10 millones de euros, entonces sí coinvertimos. En general, hay muchísima financiación alternativa, como complemento a la que ofrecen los bancos, no sustitutiva de los mismos. Los niveles de financiación bancaria no van a volver a los niveles de antes de la crisis, por eso necesitan complementarse ambas financiaciones. En cuanto a coberturas, los fondos de deuda también las están pidiendo.

TTR – Con estas coberturas, ¿qué tipo de riesgos se acotan?
D.G. – Con las coberturas, se consigue una estabilidad por el lado de los costes. Se trata de optimizar el coste financiero. Es importante analizar la estrategia porque, si por ejemplo, tienes que cubrir el 70% del plazo de una deuda porque te lo imponen los bancos y cubres desde el año 0, vas a tener mucho coste financiero en los primeros años que es cuando más deuda viva tienes. Pero si haces una cobertura adecuada que empieza dos años después, optimizas el coste financiero y, a partir del segundo año, consigues una estabilidad por si los tipos suben. La cobertura de divisas es similar, siendo el objetivo que las fluctuaciones del tipo de cambio afecten al cliente lo menos posible, a veces por el lado de los costes y otras por el de los ingresos.

TTR – El entorno de tipos bajos hace que los inversores busquen guardarse las espaldas frente a posibles subidas, ¿Cuánto tiempo cree que durará esta tendencia?
D.G. – Ahora es un momento muy bueno para contratar coberturas porque los tipos están históricamente bajos. Aun así, hemos visto recientemente una subida de los tipos de medio y de largo plazo que anticipan subidas futuras de tipos por el BCE. Una parte de la deuda hay que tenerla siempre cubierta pero no conviene que sea el100%, por si hay pre amortizaciones o por si la deuda fluctúa. El porcentaje a cubrir habrá que verlo en cada caso.

TTR – Habéis asesorado en algunas de las transacciones más relevantes del sector de las energías renovables de 2017, ¿Es un sector proclive a esta estructura de riesgos?
D.G. – En el sector de renovables estamos muy activos, somos asesores de Plenium Partners, de Vela Energy, Naturener, Eolia Renovables, entre otros. Después de la entrada en vigor del último Real Decreto de Renovables, ha habido muchas reestructuraciones de deuda y el tema de las coberturas es muy importante, porque muchas están ligadas a la deuda que se va a refinanciar. En general, proceden de entornos con tipos altos, con lo cual hay que valorar bien qué se hace con ellas, si se mantienen vivas, si se reestructuran, quién asume el coste de cancelación de las coberturas, qué impacto puede tener en la nueva financiación… Por ejemplo, ha habido operaciones de 100 millones de euros en las que el coste de cancelación de la cobertura era de unos 28 millones. Hay que valorar si se incluye en un nuevo derivado, si se paga con caja o con deuda, etc. En el sector de renovables e infraestructuras estamos muy activos porque las coberturas tienen un peso muy grande en el modelo financiero y de rentabilidad. Es más complicado asesorar una reestructuración que un proyecto inicial.
TTR – Una de las operaciones en las que Auriga ha asesorado recientemente ha sido la compra de Garnica Plywood por parte de ICG, ¿nos puedes explicar qué estrategia se siguió?

D.G. – Esta fue una operación muy completa. El sponsor se puso en contacto con nosotros y ya tenía la estrategia de coberturas bastante clara: la deuda senior estaba en la participada y la deuda junior en un holding, de manera que las estrategias de cobertura fueron distintas en ambos casos. La deuda senior fue concedida por bancos, que querían un poco más de estabilidad en el producto; mientras que la deuda junior estaba asociada a un fondo de deuda y querían cubrirse solo ante un escenario de crash. No les importaba que fluctuase un poco. El timing fue crucial y conseguimos
unos tipos de interés muy atractivos. Además, les ayudamos a estructurar la cobertura de la financiación subordinada, donde la complicación era que la deuda venía de un fondo y los que daban la cobertura eran bancos. Por otra parte, como querían estabilizar los flujos de ingresos durante un período largo de tiempo, implementamos estrategias de cobertura de divisa para los siguientes cuatro años desde el minuto 1 que entraron en la compañía y las hemos actualizado periódicamente. De esta manera, consiguieron mejorar su modelo y estabilizar un tipo que les podrá servir para realizar mejores acciones comerciales y asegurarse una visibilidad de sus ingresos durante esos cuatro años.

TTR – ¿Qué tendencias destacarías en cuanto a financiación en los últimos años?
D.G. – En los últimos años estamos viendo muchas operaciones en las que tiene mucho sentido agrupar bancos con fondos de deuda. Hay muchas compañías que están en niveles buenos de deuda pero quieren invertir en proyectos que aumentarán su apalancamiento. Los bancos están cómodos hasta cierto nivel, mientras que a los fondos no les importa aceptar más. En definitiva, estamos analizando bastantes operaciones en las que agrupamos bancos y fondos, donde el banco toma deuda + senior, el fondo deuda + junior y las rentabilidades para cada uno son distintas. Somos fieles impulsores de esta tendencia y creemos que ahí está el crecimiento de la financiación, no solo en España, sino en toda Europa.