Relatório Mensal Portugal – Fevereiro 2019

Mercado de M&A movimenta 330 milhões de euros em fevereiro

Foram registadas 48 transações desde o inicio do ano

Espanha e Reino Unido são os maiores investidores no mercado nacional em 2019

De acordo com o Relatório Mensal de M&A da Transactional Track Record, os anúncios de compra e venda de participação que envolveram empresas portuguesas movimentaram 683 milhões de euros nos dois primeiros meses de 2019, queda de 53,36% ante o mesmo período do ano anterior. Nesse período foram registadas 48 operações, representativas de uma baixa de 12,7% em comparação ao reportado em igual intervalo de 2018.

O sector Imobiliário foi o de maior movimentação no primeiro bimestre, com 12 transações registadas. Tecnologia, com nove operações, e Financeiro e Seguros e Internet, com quatro deals cada, aparecem empatados na sequência.

No âmbito das operações cross-border inbound, em que empresas estrangeiras investiram em companhias baseadas em Portugal, os Espanhóis seguem como os mais ativos no mercado nacional. Entre janeiro e fevereiro foram contabilizadas dez investidas espanholas no país. Destas, dez foram aquisições no segmento Imobiliário, que somam 212 milhões de euros. Destaque também para os investimentos provenientes do Reino Unido, que em três operações injetou 171 milhões em empresas portuguesas.

No caminho inverso, as empresas portuguesas realizaram cinco aquisições no mercado externo, incluindo a entrada da Sonae IM no capital da ViSenze, empresa de Singapura que opera na área da inteligência artificial, que anunciou em fevereiro que angariou 17,69 milhões de euros numa ronda de financiamento série C.  

Private Equity e Venture Capital

Na modalidade de investimentos de Venture Capital, alta de 67% no número de operações, dez, porém com baixa de 6.9% no valor agregado, 24 milhões de euros. Sete dessas operações foram anunciadas em fevereiro, com um total de 21,3 milhões de euros aportados. A Portugal Ventures esteve presente em três dessas rondas de financiamento, tendo adquirido participações nas startups Shiptmize, Logical Safety e Advertio, que irão receber 500 mil euros cada.

No segmento de Private Equity, as operações caíram 84% para 100 milhões de euros no decorrer dos dois primeiros meses em comparação com o período homólogo do ano anterior.

Transação do Mês

A transação eleita pela TTR como a de destaque do mês foi a venda da Energyco II pelo private equity espanhol Artá Capital à UBS Asset Management Funds, por 118 milhões de euros. A Energyco II é uma empresa ibérica que se dedica ao fornecimento de água quente ou de vapor a clientes empresariais.

A sociedade Cuatrecasas prestou assessoria jurídica ao fundo espanhol, que também recebeu consultoria da Haitong Bank Portugal. Por sua vez, a UBS Asset Management Funds contou com a assessoria do escritório CMS Rui Pena & Arnaut.

Ranking TTR

O Ranking TTR de Assessores Jurídicos de 2019 tem em fevereiro um empate na liderança entre CMS Rui Pena & Arnaut e Cuatrecasas Portugal, enquanto a Haitong Securities lidera o Ranking TTR de Assessores Financeiros, seguido por Crowe Horwath Portugal e Optimal nvestments, empatados na segunda colocação.

O relatório completo está disponível para download gratuito aqui.

Informe Mensual España – Febrero 2019

El mercado transaccional español registra EUR 4.539m de capital movilizado en febrero de 2019

El sector Inmobiliario es el más activo de febrero, con 41 transacciones  

En 2019 se han contabilizado 318 transacciones valoradas en EUR 7.171m 

En 2019 se han registrado 36 operaciones de Private Equity y 50 de Venture Capital 

El mercado transaccional español ha registrado en febrero un total de 131 fusiones y adquisiciones, entre anunciadas y cerradas, por un importe agregado de EUR 4.539m, según el informe mensual de TTR.

Por su parte, en los dos primeros meses del año se han contabilizado un total de 318 transacciones, de las cuales el 88% se encuentran completadas, con un importe agregado de EUR 7.171m. Estas cifras suponen decrementos del 13,35% en el número de operaciones y una caída del 42,90% en el importe de estas, con respecto a febrero del año pasado.   

En términos sectoriales, el Inmobiliario ha sido el más activo del año, con un total de 104 transacciones, seguido por el de Tecnología, con 36, y el de Internet, con 19. 

Ámbito Cross-Border 

Por lo que respecta al mercado Cross-Border, en los dos primeros meses del año las empresas españolas han elegido como principales destinos de inversión a Portugal, con 10 operaciones, y a Reino Unido y Brasil, con 6 transacciones en cada país. En términos de importe, Portugal es la zona en la que España ha realizado un mayor desembolso, con un valor aproximado de EUR 212m.  

Por otro lado, Estados Unidos (25), Reino Unido (15), Francia (13), y Luxemburgo (10) son los países que mayor número de inversiones han realizado en España. Por importe destaca Reino Unido, con EUR 707,05m. 

Private Equity y Venture Capital 

En los dos primeros meses de 2019 se han contabilizado un total de 36 operaciones de Private Equityde las cuales un 81% se encuentran completadas, por un importe agregado de EUR 1.633m. Estas cifras suponen un descenso del 67,59% en el capital movilizado y una disminución del 12,20% en el número de operaciones respecto al mismo periodo del año anterior.  

Por su parte, en el mercado de Venture Capital se han llevado a cabo en febrero un total de 50 operaciones, de las cuales el 94% se encuentran completadas, por un importe agregado de EUR 217m. Estas cifras implican una reducción del 25,37% en el número de operaciones y una disminución del 50,60% en el importe de estas en términos interanuales.  

Asset Acquisition 

 
En el segmento de Asset Acquisition, se han registrado en 2019 un total de 118 transacciones, de las cuales el 92% se encuentran completadas, y un 38% tienen un valor conjunto no confidencial de EUR 1.587m. 

Mercado de capitales 

En el mercado de capitales español se han completado a lo largo del año tres salidas a Bolsa y nueve ampliaciones de capital. 

 
Transacción del mes 

En febrero de 2019, TTR ha seleccionado como transacción destacada la adquisición de Antares a Telefónica por parte del Grupo Catalana Occidente. 

La operación, que ha registrado un importe de EUR 161m, ha estado asesorada por la parte legal por Cuatrecasas España. Por su parte, BNP Paribas Corporate & Investment Banking y Deloitte España han participado como asesores financieros.  

Ranking de Asesores Legales y Financieros 

En el ranking TTR de asesores financieros del mercado M&A, por número de operaciones y por capital movilizado, lidera en 2019 Banco Santander, con 7 transacciones y con EUR 2.115m registrados. 

En cuanto al ranking de asesores jurídicos del mercado M&A, por importe y por número de transacciones, lidera la firma Uría Menéndez España con EUR 960,18m y 9 operaciones registradas. 


Relatório Mensal Brasil – Fevereiro 2019

Queda de 72,4% nas operações de Fusões e Aquisições em fevereiro

Mês fecha com 66 transações

Investimentos de Venture Capital e Private Equity em queda

O mês de fevereiro registrou 66 transações de fusões e aquisições de empresas no mercado brasileiro, o que equivale a uma queda de 26,7% em relação ao mesmo mês no ano anterior, quando foram anunciadas 90 operações. De acordo com os dados publicados no Relatório Mensal da Transactional Track Record, em parceria com a LexisNexis e TozziniFreire Advogados, em volume financeiro, essas transações movimentaram 2,4 bilhões de reais, baixa de 72,4% em relação ao montante de 8,7 bilhões somados em fevereiro de 2018.

No primeiro bimestre do ano, foram realizados 149 anúncios de operações de compra e venda de participação envolvendo empresas brasileiras, queda de 12,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Nesses dois primeiros meses os aportes financeiros contabilizam 14,9 bilhões de reais, baixa de 18,7% ante o mesmo intervalo de 2018.

O segmento Tecnologia foi o que mais atraiu investimentos no mês, com 19 transações. No bimestre, crescimento de 13% nos movimentos em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. No apanhado do ano, Financeiro e Seguros aparece na segunda colocação, com 19 operações, declínio de 10%, seguido por Distribuição e Varejo, 13 operações e que também fechou o período em queda de 24%.

Operações cross-border

No âmbito inbound, foram contabilizadas 37 operações de compra de empresas brasileiras no bimestre, totalizando 7.3 bilhões de reais em investimentos. Apesar de seguir como o país com o maior número de aquisições no mercado brasileiro, as 14 operações dos Estados Unidos, que juntas somaram 2,7 bilhões de reais, não foram suficientes para ultrapassar os valores investidos pelas empresas chinesas. Os dois investimentos provenientes da China no país em 2019 totalizaram 2,9 bilhões de reais.  

O segmento Tecnologia também fecha os dois primeiros meses do ano como o mais alvejado pelos investidores internacionais. Destaque também para os setores de Transportes, Aviação e Logística e Distribuição e Varejo.

As compras brasileiras no exterior, que já somam 1,7 bilhões em aportes em 2019, tiveram como alvo prioritário os Estados Unidos, onde foram investidos 1,5 bilhão em seis operações. Portugal surge na segunda colocação, com duas transações que movimentaram 151 milhões de reais.

Private Equity e Venture Capital

As operações de private equity registradas no Brasil nos dois primeiros meses do ano sofreram uma queda de 38,5% no número de deals – oito, enquanto o volume financeiro registrado, 2,8 bilhões de reais, também ficou abaixo do registrado no período homólogo do ano anterior, representando uma queda de 16%.

Os investimentos de venture capital também estão em queda. As vinte operações registradas no TTR em janeiro e fevereiro ficaram 44,4% abaixo do registrado no mesmo período de 2018, e revelaram valores que somam 243 milhões de reais, total 78% inferior ao reportado no mesmo intervalo do ano passado.

Transação TTR do Mês

A conclusão da aquisição da Getnet pelo Banco Santander  por 1,4 bilhão de reais foi escolhida pelo TTR como a operação de destaque do mês. O banco adquiriu a totalidade das ações de emissão da Getnet detidas por acionistas minoritários, correspondentes a 11,5% do capital social da empresa, passando a deter 100% da credenciadora de cartões.

A Getnet é uma empresa especializada no desenvolvimento e gestão de soluções em tecnologia e serviços para negócios com transações eletrônicas, e foi assessora na operação pelo Banco BTG Pactual.

Já o Santander recebeu assessoria jurídica do TozziniFreire Advogados, enquanto o BMA – Barbosa Müssnich Aragão assessorou as partes vendedoras.

Rankings Financeiros e Jurídicos

O pódio do ranking TTR de assessores financeiros por valor das transações é liderado em fevereiro por BNP Paribas e Rothschild, ambos com acumulado de 2,9 bilhões de reais transacionados. Na sequência aparece o Banco Itaú BBA, com 1,9 bilhão de reais.

O ranking de assessores jurídicos por valor é liderado por Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados, com 3,2 bilhões de reais, seguido por Pinheiro Neto Advogados, com 3 bilhões de reais. Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados fecha o pódio na terceira colocação, com 2,3 bilhões de reais.

O relatório completo está disponível para download gratuito aqui.

DealMaker Q&A

Entrevista con Diego García de La Peña, socio en Auriga

Diego García de La Peña es responsable de Consultoría de Coberturas a fondos de Private Equity, infraestructuras, inmobiliarios, Family Offices y empresas, así como responsable de Asesoramiento de Inversiones Alternativas en Deuda en Auriga. En ambas actividades, el objetivo es proveer soluciones para la estructura de capital de las empresas y ayudar a las mismas, así como a los sponsors a desarrollar sus planes de negocio.

¿En qué tipo de transacciones es más importante contar con asesoramiento en coberturas de tipos de interés y de divisas? 
 

En cuanto a las operaciones de tipos de interés el asesoramiento es importante en financiaciones a largo plazo, en las que el préstamo sea a tipo variable y se va haciendo más importante según se eleva el nivel de apalancamiento de la operación, porque en ese caso un impacto de una subida de tipos de interés puede comprometer la viabilidad del plan de negocio o la capacidad de repago de la deuda de un proyecto. Cualquier LBO de un private equity es susceptible de cobertura porque necesita estabilizar los flujos para que el modelo se ajuste a las expectativas del inversor. En financiaciones de proyecto, que van de 12 a 30 años, es más necesario todavía. En estos casos, el riesgo de tipo de interés es muy grande y las coberturas se emplean en el 99% de las operaciones. En general, los bancos financiadores están más cómodos con una cobertura, de hecho, la suelen pedir. Nosotros ayudamos al sponsor, según su estrategia, a negociar con los bancos para conseguir el porcentaje de cobertura y el plazo adecuado.  

En lo referente a operaciones de tipo de cambio, el asesoramiento es importante en compañías exportadoras, importadoras o con filiales en otros países que corren el riesgo de fluctuaciones de tipo de cambio. Desde Auriga, les asesoramos en los productos que deben contratar para que no les afecten esos riesgos. Para nosotros es una parte fundamental del análisis del Plan de Negocio sobre todo en compañías en las que el servicio de la deuda proviene de ingresos en distintas monedas. 

Además del departamento de asesoramiento en coberturas de tipos de interés y de divisas, desde 2012 contáis con una actividad de asesoramiento corporativo especializado fundamentalmente en deuda alternativa¿cómo ha avanzado esta actividad en los últimos años? 

Efectivamente, ofrecemos asesoramiento y soluciones de financiación a compañías en situaciones específicas, ya sea para acometer proyectos nuevos o planes de crecimiento específicos, o para compensar desequilibrios financieros más que operativos. Nuestro cometido es asesorar en todo tipo de operaciones especiales, con un impacto superior en empresas de tamaño pequeño y medio. 

La actividad de asesoramiento corporativo especializado en deuda alternativa que comenzamos en 2012 está creciendo a buen ritmo porque en los últimos años está habiendo un incremento exponencial en el número de operaciones analizadas, así como de compañías que exploran soluciones nuevas. 

La financiación alternativa se va abriendo camino en España, ¿cómo está afrontando el mercado este cambio de tendencia y qué nos espera en los próximos años? 

Estamos convencidos de que la financiación alternativa en España ha venido para quedarse. Lleva varios años en nuestro país y se está consolidando como un actor más e igual de importante que los tradicionales dentro del abanico de opciones que tiene una compañía a la hora de estructurar su financiación. 

Este cambio de tendencia conlleva un proceso de adaptación tanto en condiciones, como en interlocución con los nuevos financiadores pero creo que en los próximos años vamos a ver un mayor nivel de coexistencia de financiadores tradicionales con alternativos, debido al menor nivel de actores por a la concentración experimentada en el sector bancario, así como a la distinta forma de estructuración de las operaciones que hace que puedan convivir ambos grupos perfectamente dentro de una compañía y en una misma operación. 

Recientemente, Marguerite Solar Spain, controlada por la luxemburguesa Fondo Marguerite, ha adquirido el 80% de Planta Solar Opde La Fernandina, la cual ha recibido financiación para su desarrollo. ¿Cuál ha sido vuestro papel en esta transacción? 

En esta transacción hemos participado asesorando al equipo de OPDE y Marguerite en la estructuración de las coberturas de tipos de interés de la financiación recibida, así como en la implementación y contratación de las mismas a nivel financiero, de estrategia, de valoración, documental y de ejecución. 

El sector de las Energías Renovables ha sido uno de los más activos en el último año ¿seguirá esta tendencia en los próximos meses? ¿Hay otros sectores con especial actividad transaccional? 

El sector de las Renovables en España va a ser un ámbito activo durante los próximos meses y diría que en los próximos años, por dos razones fundamentales. La primera es que durante los últimos años hemos asistido a una alta actividad transaccional y de consolidación del sector en el segmento de los activos en operación sujetos a rentabilidad regulada y prevemos que este sector siga consolidándose, por lo que se van a seguir produciendo operaciones en España y las grandes plataformas que se han consolidado están empezando a invertir también fuera de nuestro país. 

La segunda razón es que desde hace unos meses está habiendo una efervescencia en el segmento de activos en desarrollo sujetos a rentabilidad de mercado. Tras el impacto de la regulación de las Energías Renovables de 2013/2014 en España se paró el desarrollo de nuevas instalaciones, pero tras las subastas impulsadas por el gobierno y la optimización de la tecnología se está produciendo una gran dinamización en el desarrollo y construcción de nuevos proyectos. 

En cuanto a los sectores más activos, en los próximos meses habrá una mayor actividad en el ámbito de las empresas relacionadas con el negocio agroalimentario y también en el sector consumo. 

El año 2018 ha estado marcado por un record de inversión de capital riesgo y parece que el sector vive un momento álgido. ¿Qué podemos esperar para 2019? 

Desde nuestra perspectiva, en 2019 se va a mantener el mismo nivel de actividad en cuanto a número de operaciones, debido a los múltiples actores del sector -tanto los que llevan muchos años en el sector como los nuevos que están surgiendo-, así como al dinero disponible para invertir. Asimismo, creo que en los próximos meses el volumen medio por operación se va a reducir y va a haber una mayor actividad en el segmento pequeño-mediano. 

DealMaker Q&A

TTR Dealmaker Q&A with Garrigues Portugal Partners Susana Pimenta de Sousa and Mário Lino Dias

Garrigues Portugal Partners Susana Pimenta de Sousa and Mário Lino Dias spoke to TTR about what to expect from the Portuguese M&A and Private Equity markets in 2019 and the acquisition of Frutorra by Grefusa, chosen as Deal of the 4Q by TTR.

How would you assess the performance of the M&A market in Portugal in the first two months of 2019? Is there any scenario or trend that we should be aware for 2019?

The M&A market in Portugal in the first months of 2019 is in line with last year’s performance, although after a cool down period in the European transactions’ market in the second semester of 2018 it is advisable to assume that this “cooling” environment may probably hit the Portuguese market during the course of this year. In any case, it is always difficult to predict what will be its exact impact or if it is due to the relative uncertain environment that Europe is living nowadays.

 

What are the biggest constraints to M&A operations in Portugal today and how does it impact on the attractiveness of companies looking for investment, especially in regulated sectors such as financial, health and infrastructure concessions?

The recurrent main constraints are tax stability, predictability on timings and approvals from public authorities (particularly regulatory ones, when applicable) and uncertainties on future performance of Portuguese markets. In particular on healthcare where we may see some specific interests in Portugal coming from the other side of the Atlantic, the timing for reaction and approvals from the regulatory authority may be crucial to allow an effective investment, but if not expeditious investors will give up and look into other markets in Europe.

 

Regarding the performance of the Private Equity funds in Portugal, how does the Portuguese legislation figure in the face of international models and practices, in a scenario where most of the deals are not large enough to attract the major international Private Equity houses who have minimum tickets of much greater value?

The legal or regulatory framework tend not to be a blockage on the investment in Portugal. The funds have structures set up on different jurisdictions and the assessment made at the Portuguese level is mainly centered on the target legal and economic environment. In our experience the issue raised by the size of the transactions that brings Portugal out of the radar due to minimum ticket levels is balanced by the attractiveness of a less competitive transactional market (with still one to one negotiation available and less competitive bids), price with multiples still below other Southern European countries and ability to find well-managed companies with leading position on specific sectors.

When it comes to foreign investments made in Portuguese companies, Spain remains the country’s biggest investor, especially in the Real Estate and Health sectors. What are the current market conditions that help explain this preference and will it last?

Portugal is almost a natural choice for Spanish investors, as they normally think about building an Iberian strategy for positioning their companies and groups. The geographical proximity is also a factor for the choice, as it will involve fewer resources rather than an investment in other or culturally different jurisdictions. The Spanish economy is still performing very well and the perspectives are good for 2019, although some political uncertainties, so the preference for Portugal will last for sure!

In November 2018, the Spain-based nuts and cereal snacks producer Grefusa acquired 70% of the Portuguese Frutorra from the Fernandes Pimenta family, chosen as Deal of the 4Q by TTR. How did Garrigues land this mandate and what would you highlight in terms of importance and complexity in this deal?

Garrigues has landed the mandate due to the long-standing relationship with Grefusa as client for many years, particularly through our offices in Valencia. Frutorra has a leading position in the dry fruits market in Portugal. Therefore, its acquisition by Grefusa was important not only because it marked the entrance of Grefusa into the Portuguese market but also as an essential factor to meet their growth plans and to reinforce their position in the dry fruits sector. The complexity of the deal was mainly related to the fact that Grefusa was not acquiring 100% of the share capital, and therefore the parties needing to agree on the future terms of their relationship subject to a very short timeframe.