Informe Trimestral Portugal – 1T 2021

Fusões e Aquisições movimentam EUR 4,7bi no primeiro trimestre

Estados Unidos aumentaram suas aquisições em Portugal em 33%

Fundos de Venture Capital movimentaram EUR 759m no período


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No mercado transacional português foram mapeadas 86 fusões e aquisições e um valor total de EUR 4,7bi, tendo em conta as transações com valor revelado, segundo o relatório mais recente do TTR, em parceira com a Intralinks. Isto representa um aumento de 41% do valor movimentado e uma diminuição de 22% no número de transações em relação ao mesmo período de 2020.

Desde o início do ano, o setor Imobiliário é o mais ativo com 19 transações. No segundo lugar, os setores de Tecnologia e Financeiro e Seguros apresentaram 10 operações cada.

Âmbito Cross-Border 

No primeiro trimestre, os Estados Unidos aumentaram suas aquisições em Portugal em 33%. Já em relação aos Fundos de Private Equity e Venture Capital estrangeiros em Portugal, estes investiram 20% menos do que no ano passado. Na Tecnologia, empresas estrangeiras mantiveram o mesmo nível de atividade na comparação anual, com seis aquisições realizadas.

As empresas espanholas continuam sendo o principal investidor em Portugal e estiveram envolvidas em 11 operações até o fim de março. O segundo país que mais investiu em Portugal no trimestre foi França com 10 transações, e o terceiro mais ativo foram os Estados Unidos com oito operações em Portugal.

Em relação à atuação portuguesa no exterior, Espanha foi o destino favorito do trimestre, com quatro transações registadas até o fim de março. O segundo lugar onde Portugal investiu mais esse trimestre foi os Estados Unidos e o Brasil com duas transações em cada país.

Venture Capital

Os fundos de Venture Capital movimentaram um total de EUR 759m até o fim de março. Foram 14 transações representando um crescimento de 8%. O setor que mais atraiu investimentos foi o de Tecnologia com nove rodadas de investimentos.

Transação do trimestre 

A transação destacada pelo TTR no 1T21 foi a aquisição da Aquapor, por parte da francesa Saur. A operação do setor de Água e Saneamento movimentou EUR 200m.

A transação contou com a assessoria legal em lei portuguesa dos escritórios VdA – Vieira de Almeida, PLMJ e Uría Menéndez – Proença de Carvalho. A assessoria financeira ficou por conta da KPMG Portugal.

League Tables 

O informe publica os rankings de assessores financeiros e jurídicos até março de 2021 em M&A, Private Equity, Venture Capital e Mercado de Capitais, onde se informa a atividade das firmas destacadas pelo número de transações e pelo valor total das mesmas.

Informe Trimestral España – 4T 2020

Mercado M&A español registra descenso del 17% en 2020, según informe de TTR 

En 2020 se han registrado 2.210 operaciones de M&A por un importe de EUR 116.463m 

El sector inmobiliario ha registrado el mayor número de operaciones, con 471, pese a experimentar una caída del 30% con respecto a 2019 

Adquisiciones extranjeras en el sector de Tecnología e Internet aumentan un 10% en 2020 



Entrevista especial de TTR con Fernando Torrente, socio de Allen & Overy Spain –
Ver entrevista


El mercado transaccional español ha registrado en 2020 un total de 2.210 fusiones y adquisiciones, entre anunciadas y cerradas, por un importe agregado de EUR 116.463m, según el informe trimestral de TTR en colaboración con Intralinks. Estas cifran suponen una disminución del 17,14% en el número de operaciones y un aumento del 27,70% en el importe de las mismas, con respecto al mismo periodo de 2019. 

Por su parte, en el cuarto trimestre de 2020 se han contabilizado un total de 639 operaciones con un importe agregado de EUR 44.639,18m. 

En términos sectoriales, el Inmobiliario es el más activo del año, con un total de 471 transacciones, seguido por el sector Tecnológico, con 404, y el Financiero y de Seguros, con 157 operaciones. Sin embargo, en términos interanuales el sector Inmobiliario ha registrado una disminución del 30%, mientras que el sector de Tecnología ha aumentado su actividad en un 3%, y el sector Financiero y de Seguros ha registrado un descenso del 19%. 

Ámbito Cross-Border 

Por lo que respecta al mercado Cross-Border, en 2020 las empresas españolas han elegido como principal destino de sus inversiones a Portugal con 34 operaciones.  

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Por otro lado, Estados Unidos (151), Reino Unido (115) y Francia (107) son los países que mayor número de inversiones han realizado en España. Por importe destaca Reino Unido, con un importe agregado de EUR 8.023,50m

Private Equity y Venture Capital

En 2020 se han contabilizado un total de 205 operaciones de Private Equity, de las cuales 63 tienen un importe no confidencial agregado de EUR 16.160m. Esto supone una disminución del 28,07% en el número de operaciones y un descenso del 49,49% en el importe de las mismas, con respecto al mismo periodo del año anterior. 

Por su parte, en el mercado de Venture Capital se han llevado a cabo 535 transacciones, de las cuales 439 tienen un importe no confidencial agregado de EUR 7.893m. En este caso, ha existido un aumento con respecto al mismo periodo de 2019 del 3,48% en el número de las operaciones, y un aumento del 256,76% en el capital movilizado. 

Asset Acquisitions 

En el mercado de adquisición de activos, se han contabilizado 606 transacciones con un importe de EUR 24.135m, lo cual implica un descenso del 28,03% en el número de operaciones y un aumento del 35,29% en su importe con respecto al mismo periodo de 2019. 

Transacción del trimestre

En el cuarto trimestre de 2020, TTR ha seleccionado como transacción destacada la adquisición por parte de Sanoma del negocio de Grupo Santillana en España a Prisa

La operación, valorada en EUR 465m, ha estado asesorada por la parte legal por Cuatrecasas España; PwC Tax & Legal España; y por Uría Menéndez España. Por la parte financiera han participado Greenhill & Co. Spain y PwC España.  

Además, PwC España también ha prestado servicios de Due Diligence y Fairness Opinion, y White & Case Finland ha asesorado en la financiación de la adquisición. 

Ranking de asesores financieros y jurídicos 

Informe Trimestral Portugal – 4T 2020

Volume de Fusões e Aquisições sofre queda de 22% em 2020

Volume de transações no sector Imobiliário sofre redução 16%

Estados Unidos reduziram suas aquisições em Portugal em 67% 

Volume de investimentos de Venture Capital sofre queda de 33%


O mercado transacional português registou em 2020, 379 fusões e aquisições, das quais 182 tiveram valore divulgados que somaram EUR 18bi, segundo dados do TTR. Isto representa um aumento de 5% do valor movimentado e uma diminuição de 22% no volume  de transações em relação ao ano de 2019.  

No quarto trimestre do ano se registaram 104 transações, que apesar de representar uma redução de 32% em em relação ao 4T19, mantêm a tendência de alta observada no terceiro trimestre. 

Âmbito Cross-Border 

No que se refere às transações cross-border, houve uma redução generalizada na atividade em 2020, os Estados Unidos reduziram suas aquisições em Portugal em 67%, enquanto os Fundos de Private Equity e Venture Capital estrangeiros reduziram seus investimentos em Portugal em 33%, e até mesmo o sector historicamente mais atrativo para empresas estrangeiras, Tecnologia, sofreu queda de 13%. 

A Espanha continua sendo o principal investidor em Portugal e esteve envolvida em 34 operações até o fim de dezembro, o segundo país que mais investiu em Portugal em 2020 foi a França com 22 transações, e o terceiro mais ativo foi o Reino Unido que esteve envolvido em 21 operações. 

Em relação à atuação portuguesa no exterior, Espanha é o destino favorito na hora de realizar investimentos, com 16 transações registadas até o fim de dezembro. O segundo lugar onde Portugal investiu mais em 2020 é o Brasil com seis transações. 

Private Equity 

Em 2020, os fundos de Private Equity estiveram envolvidos em 29 transações, das quais 12 tiveram valores divulgados que somam EUR 4,2bi.  Estes números representam uma queda de 41% no número de negócios e um modesto aumento de 3% no valor total.  

Venture Capital 

Os fundos de Venture Capital movimentaram um total de EUR 881m em 2020, aumento de 117% em relação a 2019. Foram 56 transações representando uma redução anual de 33%. O setor mais ativo foi o de Tecnologia com 27 transações, redução de 40% na comparação anual. 

Transação do trimestre 

A transação destacada pelo TTR no 4T20 foi a aquisição de 81,1% da Brisa, por parte do consórcio formado por APG, NPS – National Pension Service e Swiss Life Asset Managers. A operação do setor de infraestrutura movimentou EUR 2,4bi. 

A transação contou com a assessoria legal em lei portuguesa dos escritórios Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados, VdA – Vieira de Almeida, Abreu Advogados e Campos Ferreira, Sá Carneiro – CS Associados ; A assessoria financeira ficou por conta da Caixa BI, Rothschild, Millennium BCP, EY Portugal e DC Advisory Partners. 

League Tables 

O informe publica os rankings de assessores financeiros e jurídicos até dezembro de 2020 en M&A, Private Equity, Venture Capital e Mercado de Capitais, onde se informa a atividade das firmas destacadas pelo valor total das mesmas. 

Informe Mensal Portugal – Novembro 2020

Fusões e Aquisições mantêm tendência de queda com redução acumulada de 23% no ano 

No mês de novembro foram registadas 21 fusões e aquisições  

Fundos de Venture Capital realizaram um total de 54 investimentos até novembro  

Empresas dos Estados Unidos reduziram o volume de aquisições em Portugal em 64%


O mercado transacional português registou até o mês de novembro 334 transações, onde 164 delas tiveram seus valores divulgados que somam EUR 16,3bi, segundo o informe mensal do TTR – Transactional Track Record, o que representa um aumento de 36,2% do valor movimentado e uma redução de 23% no volume de negócios, em relação ao mesmo período de 2019. 

No mês de novembro foram registadas 21 fusões e aquisições entre anunciadas e concluídas, por um valor total de EUR 732,66m. Depois de uma tendência de crescimento que se manteve até setembro, houve uma reversão que atinge o ponto mínimo em novembro, com o menor volume dos últimos 12 meses.  

Os setor Imobiliário se mantêm como mais ativo do ano, com 88 transações até o fim de outubro, o que representa uma redução 7% em relaçção ao mesmo período do ano anterior. O setor de empresas de tecnologia vem logo a seguir com 43 operações, o que representa uma redução de 30%. 

Âmbito Cross-Border 

As empresas espanholas seguem como as que mais realizam aquisições de empresas portuguesas, com 34 transações registadas até novembro, tendo participado em sete negócios no setor imobiliário. As empresas com sede no Reino Unido ocupam a segunda posição com 19 aquisições  

Empresas dos Estados Unidos reduziram o volume de aquisições em Portugal em 64% entre janeiro e novembro. Da mesma forma, Fundos de Private Equity e Venture Capital estrangeiros também reduziram seus investimentos em Portugal em 17%.  

Em relação à atuação portuguesa no exterior, Espanha continua sendo o destino favorito na hora de realizar aquisições, foram 16 registadas até o fim de novembro. 

Venture Capital 

Os fundos de Venture Capital realizaram um total de 54 investimentos até novembro, volume que representa redução de 28% em relação ao mesmo período de 2019. Do total, 46 rodadas de investimentos tiveram seu valor divulgado que somam EUR 820m. O setor que mais atraiu investimentos  foi o de Tecnologia com 25 transações, redução de 38% na comparação anual. 

Transação do mês 

A transação destacada pelo TTR no mês de novembro foi a conclusão da venda realizada pela Vertix, empresa controlada pela Prisa, de 64,7% que detinha na Grupo Media Capital, pelo valor de aproximadamente EUR 36,85m. A transação contou com a assessoria em lei portuguesa dos escritórios  Garrigues Portugal, Gómez-Acebo & Pombo Portugal e VdA – Vieira de Almeida. 

Dealmaker Q&A

TTR DealMaker Q&A con Iñigo del Val, socio de Allen & Overy España

Iñigo del ValAllen & Overy España

Ha asesorado a un gran número de sociedades en operaciones de M&A públicas y privadas, nacionales y transfronterizas. Cuenta con más de 20 años de experiencia en el área mercantil y private equity, incluyendo operaciones de capital de riesgo, adquisición, fusión y venta de sociedades cotizadas o no, y operaciones de reestructuración empresarial, asesorando a numerosos sectores como instituciones financieras, industrial, energía e infraestructuras. Íñigo trabajó en el departamento de private equity de A&O London. Es un reputado experto en el mercado de fusiones y adquisiciones y private equity. Ha trabajado en un gran número de estrategias de inversión, desde inversiones tradicionales en private equity hasta inversiones en infraestructura. Iñigo ha actuado también para gerentes en LBO y es un experto reconocido en la implementación de estructuras complejas de seguros de R&W en el mercado.


TTR – La actividad de fusiones y adquisiciones al inicio de 2020 fue muy dinámica en España, pero la tendencia cambió considerablemente a finales de 1Q: ¿cómo describiría la situación actual del mercado transaccional en el país?

I.d.V. – Durante los meses de Marzo y Abril se produjo un shock en la actividad transaccional y es totalmente razonable. Los inversores financieros y casas de capital privado centraron sus esfuerzos en monitorizar sus sociedades participadas y en algunos casos inyectarles los fondos que fueran necesarios. Una vez se puso orden, se volvió a mirar operaciones. Esta crisis no es sistémica es sanitaria y de ahí salta a la económica pero los fundamentales siguen en el mercado: la alta liquidez, el crédito barato, etc. Por lo tanto aquellos activos no afectados o menos afectados han seguido atrayendo el interés de los inversores y los industriales no han frenado sus planes una vez han blindado sus balances. Si es cierto que hay sectores que no despiertan apetito, al menos por ahora, hasta que se pueda observar su evolución en el medio o largo plazo y no descarto que se den operaciones oportunistas en esos sectores en poco tiempo.

TTR – En cuanto a reestructuraciones societarias, ¿cuál es la situación actual y cuáles son las perspectivas para los próximos meses en España? 

I.d.V. – Tras el verano estamos viendo más operaciones de reestructuración pero creo, y creo que coincido con la mayoría de los que nos dedicamos a esto, que 2021 va a ser un año record en este tipo de operaciones.

TTR – Allen & Overy Spain se ha destacado en 2020 por asesorar numerosas operaciones del sector financiero y de seguros ¿qué valoración tienen acerca del aumento de transacciones en este sector en 2020?, ¿Qué factores tendrán que coincidir para que esta tendencia pueda prevalecer en el mediano y largo plazo? 

I.d.V. – Hay sectores en los que la actividad y diría que los precios se han mantenido casi igual que antes del estallido de la pandemia, por ejemplo, infraestructuras, energía (renovables), salud y tecnología. Hay otros como seguros y financiero que en muchos casos son objeto de la necesidad de ciertas entidades financieras de liberar balance de actividades (o activos) no esenciales o simplemente de obtener beneficios extraordinarios no vinculados a su negocio, lastrado por la pandemia. Para mí, estas operaciones son en cierta medida oportunistas.

TTR – ¿Cuáles son los tres sectores más atractivos para inversores con potencial financiero que Allen & Overy Spain ha encontrado en el mercado M&A en España para el cuarto trimestre e inicios de 2021?

I.d.V. – Ahora mismo la actividad es alta y muy centrada en determinados sectores: infraestructuras, energía (renovables), salud, tecnología, etc. Indudablemente, creemos que seguirá así.

TTR – ¿Qué medidas regulatorias ayudarían a que el mercado español de fusiones y adquisiciones se recupere más rápidamente? 

I.d.V. – No creo que la nueva normativa de control de las inversiones extranjeras afecten a la toma de decisiones de un inversor; se pide autorización sin problema. Si es verdad que en un proceso competitivo puede dar ventaja a un inversor que no necesite pasar por el proceso de autorización. Creo que la seguridad jurídica como país es lo que es fundamental; la certeza que el marco jurídico es estable, la separación de poderes y que no se producirán intervenciones estatales de signo expropiatorio dentro del marco que nos da la unión europea es fundamental.