Dealmaker Q&A

Entrevista com Reinaldo Grasson de Oliveira

Reinaldo Grasson de Oliveira é sócio-líder da área de Corporate Finance Advisory da Deloitte no Brasil, que engloa M&A e Captação de Recursos (Debt Advisory). Possui mais de 20 anos de experiência profissional em Finanças Corporativas e M&A. Durante este período, esteve envolvido em diversos processos de fusão, aquisição, venda, joint-venture, captação de recursos, preparação de empresas para abertura de capital, estudos de viabilidade  e avaliação econômico-financeira para clientes nacionais e internacionais, tais como Hertz, Baxter, Bupa, Tredegar, Sabó, Bacardi, Omron, Robert Bosch, Cargill, Biomin, Allplas, São Paulo Feiras Comerciais, entre outros.

Reinaldo Grasson de Oliveira
Português:
TTR: Como descreveria a performance do mercado brasileiro de M&A do início de 2017 até agora? Acredita que os números possam melhorar no último trimestre?

Reinaldo Grasson de Oliveira: O ano começou com nível de transações abaixo do esperado, refletindo o cenário político e econômico, porém nos últimos meses já existem claros sinais de retomada nas operações de M&A, que tende a se intensificar no final de 2017 e início de 2018. Contribuem para esse cenário a expectativa de melhoria contínua nos indicadores da economia, o aumento dos processos de IPO’s, que em muitas situações reforçam o caixa das empresas para aquisições, e o apetite dos investidores estrangeiros e fundos de private equity.

TTR: O senhor possui vasta experiência em transações de M&A e Captação de Recursos, do seu ponto de vista, as empresas brasileiras tem tido sucesso ao buscar investidores fora do Brasil? Quais são as estratégias que estão sendo favorecidas pelas empresas para atrair investimentos?

RGO: No relacionamento com investidores estrangeiros é importante que a empresa demonstre transparência nas suas informações financeiras e operacionais, governança e reputação sólidas, e um plano de negócios consistente, partindo de seu posicionamento atual de mercado e vantagens competitivas, de modo a destacar as oportunidades que a empresa pode gerar para o investidor estrangeiro caso este decida investir no seu capital. Muitas vezes, superamos percepções de risco ao elencarmos as sinergias e o valor agregado que ambas empresas podem gerar ao combinar suas operações, e apresentando também o potencial de crescimento e consolidação do mercado brasileiro, que pode ser bem superior ao do mercado onde o investidor atualmente concentra seus negócios – em grande parte das economias desenvolvidas ou maduras o potencial de crescimento ou desenvolvimento de novos negócios é pequeno, o que favorece países emergentes como o Brasil, ainda mais considerando o momento atual de alta liquidez na economia global.

TTR: Quais modalidades de financiamento são mais utilizadas no Brasil na hora de executar operações de M&A?

RGO: A modalidade do financiamento pode variar de acordo com o tamanho da transação – importante ressaltar que o custo do capital e ausência de linhas de crédito de longo prazo a custos competitivos influenciam na decisão de como financiar uma aquisição no Brasil. Em operações de pequeno e médio porte, os compradores tendem a utilizar recursos próprios, ao passo que em operações de grande porte, além de recursos próprios, existe também a opção de complementar o funding através de troca de ações com o vendedor e emissão de títulos de dívida de médio/longo prazo. Naturalmente, opções que envolvam ações ou emissão de dívida estão disponíveis para empresas de maior porte ou listadas, e serão sempre avaliadas à luz do impacto no balanço e na estrutura de capital e societária da empresa compradora.

TTR: Qual a tendência que o senhor destacaria como a que trouxe os melhores resultados em termos estratégicos para as empresas brasileiras? Há políticas de gestão de contratos e de risco, governança, que podem ser fatores de influência para estimular os investimentos?

RGO: Das empresas que tem se destacado tem tido um foco muito grande em (i) inovação, não apenas no sentido tecnológico, mas também em termos de customização a oferta ao cliente (ii) otimização de custos e racionalização da produção, visando aumento de produtividade, o que envolve muitas vezes repensar a forma de fazer negócios (iii) realinhamento de portfolio, desfazendo-se de ativos ou linhas que não agregam valor ou não fazem parte do core business da empresa, e assim liberando recursos e capital para a empresa focar nas suas atividades principais, aumentando o retorno sobre capital investido pelo acionista (iv) instrumentos de governança que permitam aos acionistas ter transparência dos negócios e criar mecanismos de controle e mitigação de riscos, sejam riscos advindos do próprio negócio ou do mercado (nesse caso, desenvolver ferramentas de inteligência de mercado é fundamental, para acompanhar tendências e movimentos do mercado local e global, clientes e concorrentes).

TTR: Em 2017, setores como Saúde, Estética e Cosméticos, Imobiliário e Tecnologia tem se destacado nos cenários de M&A. Quais são as condições de mercado que podem favorecer ou explicar essas movimentações? Há outros setores que o senhor acredita que possam se tornar alvos de investidores nos próximos meses?

RGO: Setores ligados a demanda no mercado doméstico em geral tem se destacado, em função da retomada da confiança das famílias, com reflexo direto no consumo, que tem sido o principal motor do crescimento da economia esse ano, ao contrário do investimento. Empresas que demandam muito capital e financiamento tem enfrentado um cenário ainda difícil. Para o próximo ano, as empresas ligadas a consumo e mercado doméstico devem continuar atraindo atenção dos investidores, incluindo setores como o de saúde, educação, TI, serviços financeiros, vestuário e outros que sejam mais diretamente impactados pelo aumento de renda da população. Adicionalmente, com a melhora nos indicadores macroeconômicos, como a redução nas taxas de juros e crescimento do PIB, podemos voltar a observar maior investimento em infraestrutura e em programas de concessões e privatizações.         

Confira aqui as transações de fusões e aquisições da Deloitte no Brasil.


English: 

Reinaldo Grasson de Oliveira is the lead partner of Deloitte’s Corporate Finance Advisory function in Brazil, which comprises M&A and Debt Advisory. He has more than 20 years of professional experience in Corporate Finance and M&A. During this period, he was involved in several merger, acquisition, sale, joint venture, fundraising processes, preparing companies to go public, feasibility studies, and business valuations for national and international clients, such as Hertz, Baxter, Bupa, Tredegar, Sabó, Bacardi, Omron, Robert Bosch, Cargill, Biomin, Allplas, São Paulo Feiras Comerciais, etc.

TTR: How would you describe the performance of the Brazilian M&A market since early 2017 until now? Do you believe that the figures can improve in the last quarter?

Reinaldo Grasson de Oliveira: The year started with a level of transactions below expectations, which reflects the political and economic scenario; however, in recent months there have been clear signs that M&A transactions are being resumed and there is a trend for their strengthening in late 2017, early 2018. This scenario is being driven by the expected continual improvement of economic indicators, the increase in the number of IPOs, which often boost companies’ cash to be used in new acquisitions, and the appetite of foreign investors and private equity funds.

TTR: You have a vast experience in M&A and Debt Advisory transactions. From your standpoint, have Brazilian companies been successful in attracting investors outside Brazil? Which are these companies’ preferred strategies to attract investments?

RGO: In the relationship with foreign investors it is important for a company to show transparency in its financial and operational reporting, sound governance and reputation, and a consistent business plan, based on its current market position and competitive edge, in order to highlight the opportunities that such company could offer a foreign investor if such investor decides to invest in its capital. We often overcome risk perceptions by highlighting the synergies and added value that both companies can create by combining their operations, and also by outlining the Brazilian market’s growth and consolidation potential, which can be way higher than the potential in the market where the investor currently focuses its business—in most of the developed or mature economies, the growth or development potential for new businesses is small, which is a plus for emerging countries such as Brazil, especially in light of the current high liquidity in the global economy.

TTR: Which types of financing are the most common in Brazil when undertaking M&A transactions?

RGO: The type of financing can vary depending on the size of the transaction—it is worth noting that the cost of capital and the lack of long-term lending facilities at competitive costs influence decision making on how to fund an acquisition in Brazil. In small or medium-sized transactions, buyers usually use their own funds, while in large transactions, in addition to own funds, buyers have the option of exchanging shares with the seller and issuing medium- or long-term debt securities to supplement funding. Naturally, options that involve shares or the debt issuance are available to large or listed corporations, and are always assessed in light of the impact on the balance sheet and the capital and corporate structure of the buyer.

TTR: What is the trend that you would highlight as the trend that brought the best results in strategic terms for Brazilian companies? Are there contract management and risk and governance policies that could be investment drivers?

RGO: Companies that have stand out are greatly focused on (i) innovation, not only in terms of technology but also in terms customizing offerings to customers; (ii) cost optimization and production streamlining, aiming at increasing productivity, which often involves rethinking the way of doing business; (iii) realigning a portfolio by disposing of assets or lines that do not add value to the business or are not part of a company’s core business, thus releasing resources and capital that would allow the company to focus on its core business and increase return on capital invested by the shareholder; and (iv) governance instruments that allow shareholders to have business transparency and create control and risk mitigation mechanisms, whether business- or market-related risks—in which case, developing market intelligence tools is key to keep up with local and global market trends and movements, customers, and competitors.

TTR: In 2017, industries such as Health, Personal Care and Cosmetics, Real Estate, and Technology have been the M&A market highlights. What are the market conditions that could favor or explain these trends? Are there other industries that you believe could become the target of investors in the coming months?

RGO: Industries driven by domestic market demand in general because of the renewal of household confidence, with direct impact on consumption, which has been the main driver of economic growth this year, contrary to investment. Capital-intensive companies have been facing an even harder scenario. Next year, consumer goods and domestic market companies should continue to attract investors, including industries such as health, education, IT, financial services, apparel, and other industries that are more directly impacted by the increase of the population’s income. Additionally, with the improvement in the macroeconomic indicators, such as a decrease in interest and GDP growth rates, we could see a return of greater infrastructure investments and investments in concession and privatization programs.         

Read about Deloitte and its transactions here. 

Entrevista con Jorge López Zafra

Entrevista con Jorge López Zafra de la consultoría Llorente & Cuenca

Jorge López Zafra

TTR: Desde la óptica de una consultoría de comunicación, ¿cómo definiría la actividad de M&A en lo que va de año en España?

Jorge López Zafra: Para nuestro sector es importante que, a pesar de un ligero descenso en el número de operaciones de M&A, se haya producido un importante incremento en cuanto al volumen de inversión de esas operaciones en nuestro país. A mayor volumen de las operaciones, las compañías involucradas en un proyecto de fusión o adquisición detectan una mayor necesidad de asesoramiento en materia de comunicación. Esto es debido a que, normalmente, las operaciones de M&A de mayor tamaño desencadenan desde los primeros rumores una cascada de expectativas, pero también de temores entre los distintos grupos de interés (empleados, accionistas, inversores, reguladores, proveedores, etc…) y muchas veces provocan una considerable demanda informativa por parte de los medios de comunicación que es importante gestionar eficazmente. Valgan como ejemplo la OPA amistosa de Atlantia sobre Abertis, aún en proceso, o la fusión ya acabada de Gamesa con Siemens WP. Desde su anuncio ambas operaciones han generado un gran interés y han exigido una eficaz gestión de la comunicación.

Esperamos que en lo queda de año sigan produciéndose importantes operaciones de M&A en España debido a la mejor coyuntura económica, a la reducción de la incertidumbre, y al aumento de la inversión extranjera,  a pesar de potenciales riesgos geopolíticos.

TTR: ¿Cree que en los últimos años se ha incrementado la demanda de servicios de consultoría de reputación y/o comunicación? ¿Por qué cree que ha sido así?

Jorge López Zafra: Cada vez más las compañías entienden que una comunicación eficaz es un elemento estratégico para fusiones y adquisiciones. Las preocupaciones lógicas de los empleados por posibles ajustes, de los proveedores que ven peligrar sus contratos, la necesidad de explicar correctamente las claves de cada operación a los inversores o accionistas, de conocer las exigencias y limitaciones impuestas por los reguladores, exigen a las compañías un nivel de especialización en la comunicación muy importante. Por ello, es habitual que las compañías acudan a profesionales con experiencia en operaciones corporativas. Una de las tentaciones más habituales es intentar restringir la comunicación exclusivamente al día del anuncio o de la firma de la operación. Algo que siempre sale mal porque la atención por una operación de M&A no se centra exclusivamente en esos hitos. Gestionar la comunicación durante todo el proceso requiere especialización, experiencia y esfuerzo.

TTR: ¿Influye la estrategia de comunicación de las empresas en la efectiva realización de operaciones de M&A? ¿De qué manera?

JLZ: La comunicación influye en el proceso, gestionando las expectativas de todos los grupos de interés respecto a la operación. De esta manera, a través de la comunicación se puede crear un contexto favorable a la operación, si se gestiona bien. El mercado es cada vez más competitivo y la opinión pública cada vez más exigente, lo que obliga a las compañías a adoptar estrategias de comunicación proactivas para posicionar bien a la compañía, en lugar de simplemente reaccionar ante posibles amenazas. Las especulaciones en torno a la operación, ya sea una fusión o una adquisición, la difusión de mensajes negativos o el protagonismo de fuentes de información desconocidas juegan en contra. Una comunicación coherente, homogénea y coordinada es básica en cualquier proceso de fusión o adquisición de empresas. Es preciso para ello integrar lo antes posible a los responsables de comunicación, con los asesores financieros y legales, y de esta forma desarrollar la estrategia de comunicación más adecuada.                                                                                                                                                                                                                                                                                         TTR: Con la entrada de MBO Partenaires en el accionariado de Llorente & Cuenca en 2015 la empresa logró apoyo financiero para crecer a través de adquisiciones. Dos años después, ¿cómo han contribuido estas compañías al crecimiento de Llorente & Cuenca? ¿Diría que fue una estrategia acertada apostar por llevar a cabo un crecimiento inorgánico?

 

JLZ: Desde nuestro punto de vista, la estrategia ha resultado muy acertada: No hemos apostado por un crecimiento inorgánico, sino por intensificar el crecimiento orgánico en mercados clave para nosotros, cómo pueden ser México y Brasil, y en aquellos con mucho potencial, como Colombia. En España también nos hemos reforzado significativamente, y además hemos culminado adquisiciones exitosas en Estados Unidos, Brasil, Chile y España. El mix de ambas estrategias es lo que nos ha permitido consolidar un crecimiento de dos dígitos. Paralelamente, trabajamos muy duro para profundizar nuestras áreas e intensificar nuestra oferta multipaís en cada región, en especial nuestra oferta diferenciada en proyectos de coordinación con grandes multinacionales y multilatinas.

TTR: Llorente & Cuenca tiene una presencia notable en el mercado latinoamericano, región que cuenta con un gran potencial en materia de M&A. ¿Cómo definiría la situación actual del mercado latinoamericano? ¿Se ha notado también un incremento de la demanda de servicios de consultoría de comunicación en la región?

JLZ: Respecto la primera cuestión, América Latina sigue siendo una región muy dinámica, y es que tenemos una región a dos velocidades muy claramente marcadas en los mercados de la Alianza del Pacífico y los del Mercosur. El bloque formado por México, Panamá, Colombia, Perú y Chile sigue teniendo un gran desempeño económico y social y marca la velocidad de crecimiento del continente. Dentro del Mercosur, Argentina se está despertando y todos esperamos que Brasil salga de su crisis política para que pueda repuntar la mayor economía de la región. Esto genera muchas oportunidades para el mercado de M&A, en dónde estamos viendo cómo muchas compañías siguen entrandoen la región vía adquisiciones. Pero el fenómeno más destacable es cómo las multilatinas no solo están de compras en América Latina, sino que por primera vez en años en USA y Europa.

Sobre la segunda pregunta, claramente sí. En la sociedad latinoamericana la hipertransparencia y el poder del consumidor se han desarrollado mucho, así que comunicar más y mejor se ha vuelto clave. La reputación de las empresas en América Latina se ha vuelto más trascendente que nunca, sobre todo porque ya no basta con aparentar que eres una buena empresa, sino que además tienes que serlo, y demostrarlo. Estamos en la época de la ética y no de la estética. Por eso, cada vez más firmas cómo LLORENTE & CUENCA tenemos más trabajo.

Entrevista: Arturo Costabal

Arturo Costabal, socio en la firma Aninat Schwencke & Cia., habla con TTR acerca del mercado transaccional chileno

TTR: Sr. Costabal, como experto en el área de M&A, ¿cuál sería su diagnóstico sobre la marcha del mercado chileno en lo que llevamos de 2017?

Costabal: En nuestra experiencia, el año 2017, ha sido un año complejo, puesto que es un año en que ha entrado en vigencia casi íntegramente la reforma tributaria del año 2014 modificada el año 2016, ha comenzado a operar la nueva norma sobre control preventivo de operaciones de concentración, y además es año electoral. Hemos visto que a partir del segundo semestre ha existido un mayor dinamismo en cuanto a operaciones de M&A, lo que puede estar motivado en parte por la expectativa de cambios políticos e institucionales que fomente más enérgicamente las inversiones.

TTR: Uno de los sectores enlos que presta asesoramiento es el inmobiliario, que cuenta con un volumen interesante de operaciones anuales en el país. ¿Podría brindarnos su perspectiva sobre la importancia de dicho segmento en la economía del país? ¿Cuál cree que será su evolución en los próximos años?                                                                                                                                                     Costabal: Estimamos que el sector inmobiliario es uno de los más relevantes dentro de la actividad económica del país. Producto de la reforma tributaria, que comenzó a partir del 1° de enero del año 2016 a gravar con IVA (impuesto al valor agregado que tiene una tasa de 19%) la venta de inmuebles, se produjo un boom de proyectos inmobiliarios para ser vendidos o prometidos vender antes de la entrada en vigencia del impuesto. Producto de ello, estimamos que existió una baja en la actividad, la que vemos está volviendo a su tendencia normal, existiendo varios proyectos en curso especialmente de vivienda. Hacemos presente que los precios de los inmuebles se han mantenido históricamente al alza, cuestión que no ha cambiado.  Respecto de las perspectivas futuras, creemos que va a mantenerse como un sector activo y que los precios de los inmuebles seguirán al alza.

“Estimamos que el sector inmobiliario es uno de los más relevantes dentro de la actividad económica del país […] creemos que va a mantenerse como un sector activo y que los precios de los inmuebles seguirán al alza”

TTR: En Latinoamérica en general, y en Chile en particular, tienen un gran peso las operaciones relativas al sector de las energías renovables. ¿Cómo augura que será la evolución de este segmento en el futuro? ¿Qué opinión le merece el hecho de que muchas de dichas operaciones tengan lugar entre sociedades nacionales e internacionales, es decir, cross-border?

C: El mayor peso relativo de las operaciones de M&A en el sector de las energías renovables es algo que vislumbrábamos de un tiempo a la fecha ya que el boom de los proyectos de energía renovable pasó de una fase de desarrollo a una de construcción para su posterior operación. Ese paso requiere de inversiones significativas y es la etapa en que los desarrolladores originales requieren de financiamiento significativamente mayor, lo que prolifera la venta de proyectos o asociaciones bajo algún esquema de M&A. La evolución del mercado se augura, en lo relativo a proyectos de generación de mayor potencia, con interesante actividad de operaciones de M&A entre los actores que quedan en el país -por ser ya los operadores de sus centrales- y aquellos nuevos desarrolladores que lleguen por preferir mercados con mayor madurez. En definitiva, esperamos operaciones transaccionales entre un menor número de actores en este segmento. Por otro lado, en la industria de energía renovable de menor escala, digamos domiciliaria o industrial menor, vemos un mercado mucho más dinámico y atomizado.

Respecto a las operaciones cross-border, la verdad es que en nuestra experiencia hemos vistos que en la industria renovable las operaciones a nivel de proyecto no son necesariamente cross-border, sino entre compañías chilenas, sin perjuicio que las sociedades matrices puedan ser extranjeras. Lo anterior además sin perjuicio que el financiamiento de los proyectos en el sector energía renovable para los mayores proyectos, un financiamiento sindicado internacional con algo de presencia nacional. En otras palabras, vemos que el aspecto cross border de las operaciones en el mercado de las energías renovables está más asociado a la industria financiera asociada a ellas más que a la actividad de generación eléctrica propiamente tal.

TTR: En último lugar, según su experiencia e histórico, ¿cuál cree que es el sector con un mayor potencial de crecimiento en el país de aquí a finales de año? ¿Por qué?

C: Estimamos que los sectores mineros y agroindustrial debieran seguir experimentando crecimiento en el país, puesto que son actividades en los que el país cuenta con ventajas competitivas y comparativas, además de existir buenos precios internacionales para la demanda de estos productos. Sin embargo, hay un factor que complica a ambas actividades y más fuertemente al sector agroindustrial, que dice relación con la baja del precio del dólar que se ha estado produciendo en los últimos meses y la expectativa de que el tipo de cambio se mantenga bajo, puesto que al tener muchos de los costos fijos en pesos se estrechan los márgenes, lo que hace que en ciertos casos se posterguen decisiones de inversión.

“Los sectores mineros y agroindustrial debieran seguir experimentando crecimiento en el país, puesto que cuentan con ventajas competitivas y comparativas”

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ENGLISH

TTR: How would you characterize the M&A market in Chile year-to-date?

Costabal: It has been a complicated year given the tax reform of 2014 went into full effect after being amended in 2016. New regulations limiting M&A transactions also went into effect this year, and it’s also an election year. We’ve seen an upswing in M&A activity since the start of 2H17, which could relate in part to expectations of political and institutional changes ahead that will facilitate investments.

TTR: One of your firm’s sectors of expertise is real estate, where we’ve seen significant deal volume this year. What’s the significance of this sector in the Chilean economy and what’s your outlook for the country’s real estate market in the coming years?

Costabal: We consider real estate to be among the most important drivers of economic activity in Chile. There was a boom in transactions in the lead up to 1 January 2016 when new regulations imposing a 19% tax rate on the sale of real estate assets went into effect. We saw a dip in activity thereafter but now we’re returning to normal deal volumes with numerous projects underway, especially in the residential market. Real estate prices remain at historic highs. We project robust deal volume in real estate for the foreseeable future and expect assets will continue to appreciate.

TTR: Across Latin America, and especially in Chile, the renewable energy sector has exploded. How do you see the renewables segment evolving and what do you make of the fact that deals in the space tend to have a cross-border component?

Costabal: We saw the renewable energy boom coming from some time ago, but the activity has now shifted from the development to the construction phase ahead of commissioning the projects. This current phase requires significantly greater financing, which leads to the sale of projects and other M&A partnerships. The market looks promising with significant activity on the horizon where the larger generation projects are concerned between the companies that remain in the country as operators of their assets and those arriving in seach of a mature market. We expect to see M&A activity concentrated between a small number of actors in this segment large-scale segment. The residential and small-scale industrial market, meanwhile, will remain much more dynamic and fragmented.

With regards to cross-border activity in the renewables industry, in our experience we’ve seen that transactions at the project level are not necessarily cross-border, but rather between Chilean firms, though the parent companies may be based overseas. At the same time financing for the larger scale renewable projects is often sindicated with international and domestic banks participating. In other words, we see the international component of renewable energy projects more related to the financing rather than the power generation activity itself.

TTR: Which sectors do you expect to see the greatest growth in the remainder of 2017?

Costabal: We expect to see the mining and agroindustrial sectors continue growing given Chile’s competitive and comparative advantages in both and the strong international pricing environment for products of each. The weak dollar of recent months complicates activities in both sectors, expecially in the agricultural sector, however, and with a forecast of continued weakness certain investments may be postponed given producers have significant fixed costs in pesos and their margins become stretched.

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Entrevista com Elysangela Rabelo do TozziniFreire Advogados

Veja todas as transações assessoradas por Elysangela Rabelo

Elysangela Rabelo, sócia do escritório TozziniFreire Advogados, conversou com a TTR sobre as perspectivas do mercado de Fusões e Aquisições no Brasil.

TTR: Como descreveria a performance do mercado brasileiro de M&A do início de 2017 até agora? Acredita que os números possam melhorar?

Elysangela Rabelo: No primeiro semestre de 2017, houve um aumento modesto no número de transações, mas um expressivo aumento dos valores envolvidos, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Entendemos que esses números podem melhorar ainda mais até o final deste ano, principalmente em razão da relativa estabilidade política – haja vista a expectativa de que o Presidente fique até o final do seu mandato –  e da reforma trabalhista há muito esperada e que traz maior flexibilidade nas contratações e reduz consideravelmente o risco para investidores em certos setores da economia, como saúde, onde existem mais relações de trabalho (contratos) do que de emprego (CLT).

TTR: A senhora possui vasta experiência nos setores Alimentar, Farmacêuticos e Químico, que estiveram entre os mais ativos dos últimos 12 meses. Como vê as tendências e expectativas para esses setores nos próximos meses e em 2018? Até que ponto a instabilidade política brasileira tem influenciado os investimentos nessas indústrias?

ER: O setor de Ciências da Vida tem uma história de crescimento constante apesar de crises econômicas, tendo se beneficiado do fato de oferecer ao mercado produtos terapeuticos, allimentícios, de higiene, dentre outros, que estão, via de regra, na lista de prioridades de qualquer ser humano. Além disso, em um mundo que gasta em média 10% do produto interno bruto com saúde, esse setor sempre teve seu crescimento diretamente ligado ao aumento deesses gastos, de um lado influenciando nesse processo com o desenvolvimento de novas drogas e tratamentos e, de outro lado, se beneficiando do aumento da expectativa de vida de pacientes que, assim, poderão consumir mais dos seus produtos por mais tempo.

Contudo, os tempos mudaram e as grandes industrias estão se vendo pressionadas a mudar seus modelos de negócios e estratégias de crescimento para investir em áreas, produtos e serviços que sejam mais focados no paciente, na prevenção, diagnóstico precoce de doencas e cura.


Veja todas as transações assessoradas por Elysangela Rabelo


TTR: Em 2017, o setor de Saúde, Higiene e Estética foi, até julho, o mais ativo em transações de Private Equity, registrando um aumento de 40% em comparação ao mesmo período de 2016.  Quais são as condições do mercado hoje que favorecem ou explicam essas movimentações?

ER: Há algum tempo vem se desenhando um movimento de formação de grandes complexos na área da saúde, tanto na área hospitalar, quanto na área de diagnóstico e serviços de apoio. Acredito que esse movimento tem fomentado uma certa transformação no setor. Quando mais forte a concorrência, mais sofisticados e eficientes os demais players precisam se tornar para sobreviver.

O setor de saúde no Brasil conta com 6778 hospitais, 70% dos quais são privados, com um total de leitos de 494.097 (fonte CNES, jun/17), ou seja, uma média de 72,9 leitos por hospital e 2,38 leitos por 1000 habitantes, enquanto o número recomendado pela OMS é de 3 a 5 leitos por 1000 habitantes e países desenvolvidos como Japão e Alemanha contam com 13,7 e 8,2 leitos, respectivamente, por 1000 habitantes. Além disso, há mais de 100mil unidades de serviços complementares, incluindo laboratórios de diagnósticos, radiologia, ressonância, medicina nuclear, hemoterapia, tomografia e etc (fonte CNES, jun/17). Ou seja, há muito espaço para crescimento, inovação e melhorias na área de saúde e isso se vê por todos os lados. Seja nos grandes complexos hospitalares onde a busca por inovação tanto tecnológica como em processos é constante, ou nas startups de HealthTech dedicadas a encontrar soluções que não só vão facilitar a vida do paciente, concentrando e organizando dados de saúde, como também vão reduzir custos de operadoras e hospitais, além de proporcionar maior agilidade e eficiência ao atendimento assistencial.  

 

TTR: A queda da restrição ao capital estrangeiro mudou as perspectivas do setor. Como essa mudança é recente (2015), quais são os principais desafios que os processos de aquisições e fusões do setor enfrentam?

ER: Em razão da recente alteração da regulação de investimento estrangeiro na área de assitência à saúde, processos de fusões e aquisições são um tema relativamente novo para o setor. Com exceção das operações realizadas por grandes operadoras e importantes complexos hospitalares, a esmagadora maioria do setor não havia passado por processos complexos como de um M&A. Além disso, a maioria dos hospitais, clínicas, laboratórios e outros serviços de apoio são detidos por grupos de médicos ou até mesmo famílias. Naturalmente, a interlocução entre esses grupos e investidores profissionais, sejam eles fundos de private equity ou estratégicos, às vezes se mostra desafiadora. Discussões em torno de gestão e resultados, acordo a respeito do valor do ativo e questões de compliance tem sido constantes em processos de M&A nesse setor. Contar com assessorias financeiras e jurídicas experientes é fundamental para equilibrar as expectativas das partes envolvidas e alcançar o tão almejado fechamento do negócio.

TTR: A lista de ativos que atrai o interesse destes investidores inclui planos de saúde, laboratórios de diagnóstico, clínicas especializadas, além de hospitais. Acredita que setores auxiliares, como startups, investimentos em ativos imobiliários para clínicas e hospitais, por exemplo, também passarão a ter uma representatividade maior? Quais ativos podem se tornar alvos do mercado?

ER: Na minha opinião, a grande tendência é o desenvolvimento de tecnologias que tenham como foco o patient empowerment, a inovação na gestão de dados de saúde, bem como na prevenção e o monitoramento de doenças. O empoderamento do paciente é uma tendência no mundo e sem isso não vamos evoluir e tampouco atingir a eficiência de que tanto carece esse mercado. Nosso sistema de saúde e regulação precisam se adequar à essa realidade e, mais do que isso, os diversos players desse setor precisam se abrir para essa ideia e entender que a informação de saúde pertence ao paciente e não ao médico, hospital, laboratórios e operadoras. Acredito que no médio prazo essas serão as grandes áreas de investimento tanto para hospitais, operadoras e laboratórios.


Confira as transações e principais dealmakers do TozziniFreire Advogados

Gunter Schwandt habla con TTR acerca del mercado de M&A en México

Entrevista: Gunter Schwandt, un experto en el segmento del financiamiento de adquisiciones, nos da su punto de vista acerca del mercado de M&A en México. 

Gunter Schwandt, socio en la firma Nader Hayaux & Goebel Abogados

(ESPAÑOL)

Schwandt, como experto en el segmento del financiamiento de adquisiciones, desde el punto de vista de su área de actuación ¿podría brindarnos en términos generales una visión y evaluación de la situación actual del mercado de M&A en México?

El mercado de M&A en México se ha visto favorecido en los últimos meses por diversos factores. El ambiente político actual que vivimos a nivel mundial ha traído incertidumbre pero también oportunidades en ciertos sectores, tales como telecomunicaciones, energía e infraestructura. Lo anterior se ha visto potenciado por las reformas estructurales que entraron en vigor a principios de la presente administración. No obstante lo anterior, la renegociación del Tratado de Libre Comercio con América del Norte prevista para los próximos meses, así como el proceso electoral de cara a la elección presidencial de mediados de 2018 podría traer un periodo de impasse, aunque se prevé que la inversión extranjera en el país continúe.

En el caso de las compañías mexicanas, ¿qué tipos de financiación son los más habituales para la cobertura de M&A ? ¿Qué ventajas obtienen las compañías al recurrir a financiación externa?

Las adquisiciones típicamente son fondeadas a través de una combinación de recursos propios y financiamiento externo, incluyendo créditos sindicados. Asimismo, colocaciones a través del mercado de capitales son también usuales en este tipo de operaciones, ya sea de manera inicial o como un mecanismo para sustituir la deuda que originalmente fue contratada.

Otra de las áreas en las que tiene experiencia, es en la emisión de CKDs (Certificados de Capital de Desarrollo) ¿A qué se debe la reciente popularidad que ha ganado este instrumento bursátil? ¿En qué aspecto resulta interesante y atractivo para las entidades emisoras? ¿Y para las suscriptoras?

El marco legal para los certificados de capital de desarrollo ha existido en México desde hace aproximadamente 8 años y fue creado principalmente para permitir que los fondos de pensiones mexicanos (AFOREs) pudieran invertir en estructuras similares a las de capital privado para fondear una diversidad de proyectos. El éxito ha sido tal que hoy en día existen más de 60 emisiones de CKDs en el mercado. La regulación ha tenido una etapa de evolución y mejora a lo largo de los años que ha permitido que estos fondos puedan estructurarse de manera más eficiente, otorgándole mayor flexibilidad a los administradores en términos generales. Este instrumento resulta atractivo para las emisoras al permitirles acceder al mercado de capitales para fondear e implementar un plan de negocios y levantar capital. Por otro lado, resulta interesante para los inversionistas al brindarles retornos atractivos y la tranquilidad de ser un instrumento listado que cuenta con la supervisión y visto bueno de las autoridades bursátiles.

Usted también es especialista en financiamiento inmobiliario, según los datos registrados por TTR, YTD el número de operaciones en el sector inmobiliario ha superado significativamente la cifra alcanzada en 2016. ¿Qué cree que ha podido estimular el crecimiento de la actividad en este sector?

El volumen y monto de las operaciones en el sector inmobiliario ha venido creciendo en los últimos meses debido a diversos factores. Dentro de dichos factores podemos encontrar una mayor sofisticación y maduración del mercado y de sus participantes, así como la utlización de estructuras fiscalmente eficientes, tales como las FIBRAs (Fideicomisos de Inversión en Bienes Raíces), el equivalente mexicano de los REITs estadounidenses.

Respecto a la continuación de la marcha del año en M&A, ¿cómo pronostica el cierre del ejercicio? ¿En qué medida y de qué modo cree que influirán las entidades financiadoras para el desenlace del 2017?

El pronóstico es que la actividad de M&A continúe con su trayectoria actual durante la segunda mitad de 2017. No obstante lo anterior y como lo comentamos hace un momento, es posible que diversos factores (renegociación del TLCAN, el proceso electoral presidencial que culminará a mediados de 2018, entre otros), afecten o alteren los planes y el calendario que tengan inversionistas internacionales para invertir en México.

 

(ENGLISH)

Schwandt, as an expert in acquisition finance, from a standpoint of your practice area, could you give as a general view and evaluation of the current M&A market in Mexico?

The M&A market in Mexico has seen positive growth during the last few months due to a number of factors. The political environment that currently exists throughout the world has brought uncertainty but also several opportunities in certain sectors, such as telecomm, energy and infrastructure. The foregoing has been supported by the structural reform package that was enacted at the beginning of the current administration. Notwithstanding the foregoing, the renegotiation of the North American Free Trade Agreement that is scheduled to occur in the next months, as well as the electoral process for the presidential election that will occur mid next year, could bring a slowdown, although it is expected that foreign investment to the country will continue during such period.

With respect to Mexican companies, what are the most common forms of financing for acquisitions? What advantages do companies obtain by seeking external financing?

Acquisitions are typically funded through a mix of own capital and external financing, including syndicated loans. Similarly, issuances through the capital markets are also usual in these types of transactions, be it initially or as a mechanism to take out the financing that was originally contracted.

Another practice area of your expertise is the issuance of CKDs (development capital certificates). What is the cause for this type of security’s recent popularity? In what aspects is it interesting and attractive for issuers? And for investors?

The legal framework for development capital certificates has existed in Mexico for approximately eight years and was created mainly to allow Mexican pension funds (AFOREs) to invest in private equity-like structures for the funding of a wide variety of projects. Currently there exist more than 60 CKD issuances in the Mexican market. The regulations have evolved and have been improved throughout the years, which has allowed these funds to be structured more efficiently, granting general partners more flexibility in general terms. This instrument has become interesting for issuers since it allows them to access the capital markets for purposes of funding and carrying out a business plan and to raise capital. It has also become interesting for investors given that they generally offer attractive returns and the ability to list a security that has been approved and is supervised by the securities regulators.

You are also a specialist in real estate financing, according to data from TTR, year to date the number of real estate transactions has significantly passed the number in 2016. What do you think may have stimulated growth of activity in this sector?

The number and amount of the transactions in the real estate industry has been growing during the last months due to several factors. Some of them include more sophistication of the participants and a more mature market, as well as the use of tax efficient structures, such as FIBRAs (Fideicomisos de Inversión en Bienes Raíces), the Mexican equivalent of a U.S. REIT.

With respect to the development of the M&A market during the year, how do you forecast the close of the current year? To what extent and how do you believe banks and other financing entities will influence the outcome of the year 2017?

It is forecasted that M&A activity will continue its current course during the second semestre of 2017. Notwithstanding the foregoing and as previously mentioned, it is possible that a number of factors (NAFTA renegotiation, the presidential electoral process that will end mid-2018, among others), will affect or alter the plans and calendar that international investors may have to invest in Mexico.