Eduardo Paulino fala do desenvolvimento do mercado M&A em Portugal

Eduardo Paulino – sócio Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva e Associados

Desenvolve a sua atividade essencialmente em matéria de operações de fusão, aquisição e parceria, ofertas públicas de distribuição e de aquisição, project finance/parcerias público-privadas e privatizações. Tem igualmente experiência em matérias de direito bancário e financeiro e de compliance.

Com o fim de 2017 se aproximando, como avalia a performance do mercado de M&A em Portugal no decorrer do ano?

Contrariamente ao que eram as perspectivas mais pessimistas no final de 2016, considerando alguma incerteza residual no plano interno quanto à estabilidade da solução de governo e, em especial, a incerteza no plano internacional associado às vitórias eleitorais de projectos de matriz menos internacionalista e multilateral, o ano de 2017 tem vindo a ultrapassar as nossas melhores expectativas, não só em termos de número, mas também de valor das transacções.

Em 2017, o senhor teve uma atuação destacada em transações no setor bancário. Como vê as tendências e expectativas para esse sector em 2018?

O sector bancário português sofreu uma transformação radical em resultado da crise financeira internacional e, estou em crer, saiu consideravelmente robustecido do processo de ajustamento a que – tal como a generalidade dos sectores de actividade em Portugal – foi submetido. Em geral, os níveis de capitalização e de liquidez são agora muito mais confortáveis e genericamente alinhados com os de muitos bancos europeus.

Estabilizados os níveis de capital e liquidez principais bancos, num processo que se concluiu com a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e a alienação da maioria do capital do Novo Banco (que deixou de ser um banco de transição, com todas as limitações associadas à respectiva actividade), os maiores bancos nacionais continuam obrigados a prosseguir o esforço de reforço da rentabilidade, designadamente pelo aumento dos níveis eficiência (contando-se já em Portugal com alguns dos bancos mais eficientes na Europa), especialmente num ambiente social e político cada vez menos receptivo a políticas de contenção.

Neste contexto, considerando igualmente algumas medidas patrocinadas pelo Governo e pelo Banco de Portugal com vista à criação de uma “plataforma” que apoie o desenvolvimento deste tipo de processos, perspectiva-se que o esforço de redução da exposição dos principais bancos a activos não produtivos (“NPAs”) e, em especial, a créditos em situação de incumprimento (“NPLs”) contribua para a continuação de um volume cada vez mais significativo de actividade de alienação de carteiras de crédito.

É possível reconhecer alterações ou inovações nos últimos anos em relação às transações realizadas no sector?

Claramente. O enquadramento regulatório do sector obrigou a uma cuidadosa adaptação dos modelos de avaliação e isso levou também a uma diferente abordagem em todo o processo que leva à conclusão com sucesso uma transacção.

A densa floresta de regras aplicáveis à actividade (seja no que respeita a requisitos crescentes de capital e de “tipos” de capital regulatório, seja no que respeita à conformação da actividade das instituições financeiras e dos próprios produtos financeiros) exige um cuidado redobrado no planeamento, negociação e implementação de transacções neste sector, sendo absolutamente crucial o envolvimento desde a primeira fase de equipas multidisciplinares que permitam identificar e tratar tão cedo quanto possível factores de risco e incerteza, muitas vezes com efeitos muito relevantes em termos de valor e/ou reputação.

O senhor tem participado em processos de ofertas públicas e particulares de capital, ações e de dívida, bem como OPAs, sendo a mais recente a oferta de aquisição sobre as ações do Montepio realizada pela Associação Mutualista. Poderia fazer um panorama de quais são os maiores desafios ao atuar nessas transações, levando em consideração as particularidades do mercado de capitais português?

O mercado de capitais atingiu níveis razoavelmente altos de integração no espaço europeu, não só no plano do enquadramento regulatório, mas também na prática de mercado, não sendo ousado dizer que, em geral, as operações que envolvem emitentes nacionais tendem a decorrer de acordo com o que de melhor e mais sofisticado se faz internacionalmente.

Permanecem, porém, alguns desafios, em especial no que respeita à necessidade de reforçar a imagem de clareza e previsibilidade na actuação de alguns dos agentes do mercado, bem como, em geral, a credibilidade do nosso mercado depois de alguns eventos geradores de incerteza (e de perdas relevantes para investidores nacionais e internacionais), o que levará ainda algum tempo a atingir definitivamente.

Quais cenários ou tendências já podem ser identificados no mercado de M&A em Portugal para 2018, e quais sectores possuem, na sua opinião, maior potencial de crescimento?

Apesar de algumas ameaças e incertezas, as perspectivas genericamente favoráveis da generalidade da comunidade de investidores com relação ao ambiente económico português têm vindo a contribuir significativamente para que diversos investidores que tradicionalmente não considerariam investir em Portugal tenham incluído o país no seu ”radar” e as expectativas de que o processo de normalização do “rating” da República Portuguesa para níveis ditos de “grau de investimento”, que poderá trazer melhorias na capacidade de financiamento do Estado e, directa e indirectamente, das empresas, permitem que mantenha o optimismo quanto à manutenção desta situação de crescimento por mais alguns trimestres, em especial nos sectores da energia e do imobiliário, que têm revelado um forte dinamismo nos meses recentes.

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Partner at MLGTS, Eduardo Paulino’s main areas of practice include capital markets, company and corporate law and banking and finance, focusing on M&A, public offerings, project finance and privatisations.

With 2017 drawing to a close, how would you rate the performance of the M&A market during the year?

In contrast to the more pessimistic perspectives at the end of 2016, owing to a certain degree of residual uncertainty on an internal level as to the stability of the government’s solution and, especially, uncertainty on the international stage following electoral victories of less internationalist and multilateral projects, 2017 has exceeded our most optimistic expectations, not only in terms of number also in terms of transaction value.

In 2017, you were extensively involved in banking sector transactions. What is your view of the trends and expectations for this sector in 2018?

The Portuguese banking sector has undergone radical transformation as a result of the international financial crisis and, in my view, like Portuguese sectors of activity in general, it has exited the adjustment process to which it was subjected considerably stronger. Generally speaking, capitalisation and liquidity levels are now far more comfortable and in line with those of many European banks.

Now that the capital and liquidity levels of the main banks have been stabilised in a process that was finalised with the recapitalisation of Caixa Geral de Depósitos and the sale of the majority of the capital of Novo Banco (which is no longer a bridge bank, with all the inherent restrictions on its activity), the largest national banks are still obliged to work towards boosting profitability, specifically by increasing efficiency levels (although Portugal already has some of the most efficient banks in Europe), particularly in a socio-political environment which is becoming increasingly less receptive to austerity policies.

Within this context, and also taking into account certain measures sponsored by the Government and the Bank of Portugal with a view to creating a “platform” that will support the development of this kind of process, it is expected that the work towards reducing the exposure of the main banks to non-performing assets “NPAs”) and, especially, to non-performing loans (“NPLs”), will contribute to increasingly more significant sales of credit portfolios.

Have there been recognizable changes or innovations in recent years in relation to transactions conducted in the sector?

Certainly. The regulatory framework for the sector called for a careful adaptation of valuation models and this also brought about a different approach in the entire process that leads to successful completion of a transaction.

The litany of rules governing the activity (whether with respect to growing equity requirements and classes of regulatory capital, or to shaping the activity of financial institutions and financial products themselves) requires redoubled care in the planning, negotiation and implementation of transactions in this sector. It is absolutely crucial that multidisciplinary teams are involved from the early stages so as to enable possible risk and uncertainty factors, which very frequently have very significant effects in terms of value and/or reputation, to be identified and addressed as quickly as possible.

You have taken part in public and private capital offerings, share and debt operations, as well as takeover bids, with the most recent being the offer made by the Mutual Association for the acquisition of Montepio shares. Could you give us an overview of the major challenges involved in such transactions, given the particularities of the Portuguese capital market?

Capital markets have reached reasonably high levels of integration in Europe, not only in terms of the regulatory framework but also in terms of market practice. It would not be bold to say that, in general, operations involving national issuers tend to be carried out in line with the best and most sophisticated international operations.

Some challenges remain, however, especially with regard to the need to bolster the image of clarity and predictability in the actions of some market agents, as well as, in general, the credibility of our market in the wake of events that generated uncertainty (and significant losses for national and international investors), which will still take some time to achieve.

What scenarios and trends can already be identified in the M&A market in Portugal for 2018 and, in your opinion, which sectors have the greatest growth potential?

Despite some threats and uncertainties, the generally favourable perspectives of the community of investors that have a relationship with the Portuguese economic environment have been making a significant contribution to the fact that different investors who would not traditionally consider investing in Portugal have included the country on their “radar” while the expectations that the process of bringing the rating of the Portuguese Republic back to investment level, which could improve the ability of the State and, directly or indirectly, companies to arrange financing, enable continued optimism regarding the continuation of this growth for a few more quarters, especially in the energy and real estate sectors, which have proven to be very dynamic in recent months.

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Mariano Ucar habla del sector farmacéutico en México (Es/En)

Mariano Ucar– Socio de Cuatrecasas en México

Cuenta con amplia experiencia asesorando en operaciones complejas de fusiones y adquisiciones privadas, y en derecho mercantil y societario, así como en transacciones vinculadas en México y el resto de América Latina. Está especializado en los sectores farmacéutico, de la energía, transporte y telecomunicaciones.

Sr. Ucar ¿podría comenzar brindándonos una visión general de la situación del mercado transaccional mexicano hoy en día?

En mi opinión el mercado transaccional mexicano está razonablemente desarrollado, con excelentes agentes y profesionales, que conviven en algunos casos con asesores poco especializados. Estamos observando empresas internacionales del sector que se están estableciendo en México. Esta creciente competencia va a ayudar a un mayor desarrollo, profesionalidad, trasparencia, dinamismo y calidad en el mercado.

En cuanto al nivel de actividad, a principios de año había cierta precaución en el mercado a raíz de la elección de Trump y las medidas que podía aprobar, lo que ralentizó algo el mercado de M&A en México. Creo que esta precaución se ha disipado en gran medida y que hemos vuelto a un nivel de operaciones en línea con años anteriores.

Como experto en operaciones del sector farmacéutico, ¿qué peso considera que tiene actualmente dicho sector en la economía del país? ¿Cree que ha existido una evolución en cuanto al volumen de inversión en esta área en los últimos años? ¿Por qué?

El mercado farmacéutico mexicano está entre los primeros 15 del mundo, y es el segundo de América Latina. En proporción a la economía del país y su población es un mercado menor que en Europa, donde el gasto farmacéutico por habitante es muy superior y donde el sector representa un porcentaje más relevante de la economía de la zona.

México, como pasa en otros países de Latinoamérica, tiene un gasto farmacéutico público relativamente pequeño y un tipo de productos distinto a los mercados farmacéuticos maduros. Cuenta con poca presencia de productos crónicos y una proporción de productos de bajo costo como analgésicos y antibióticos mucho mayor. Esta proporción se irá corrigiendo a medida que la economía de México avance, aumente la clase media, y se vaya produciendo un paulatino envejecimiento de su población, lo que debería llevar a un crecimiento del sector a tasas superiores a la media mundial.

Estas buenas perspectivas hacen que exista un gran interés de las empresas farmacéuticas extranjeras en adquirir compañías del sector en México. En los últimos años hemos visto alguna operación relevante en el sector. El problema es que quedan muy pocas farmacéuticas mexicanas independientes con un tamaño y calidad interesante. Cuando se pongan a la venta, si se ponen, veremos un gran interés y múltiplos altos.

Por el contrario, existen un gran número de pequeñas compañías farmacéuticas por las que, aunque existe, el interés comprador es menor. Suelen ofrecer escasa calidad de producto cuando el mercado demanda cada día más productos innovadores. Cuentan también en ocasiones con problemas de cumplimiento regulatorio; algo difícil de detectar si no se realiza una due diligence on site profunda. Esta menor calidad de los activos, mayor riesgo y costes de ejecución proporcionalmente superiores en compañías de pequeño tamaño, reducen el interés comprador y las valoraciones. Los vendedores tienen muchas veces una idea de valor basada en los múltiplos publicados de las grandes operaciones, lo que dificulta el acuerdo en precio.

Sabemos que también tiene experiencia en el sector energético, son muchas las compañías extranjeras interesadas en realizar negocios en Latinoamérica ¿A qué cree que se debe este interés? ¿Considera que la legislación actualmente vigente facilita la relacionales comerciales internacionales?

La reforma energética llevada a cabo por México ha sido clave. La liberalización del sector ha traído un volumen considerable de inversión que de otra forma no se hubiese destinado al mercado mexicano. Esta inversión va a incrementar la producción en México y reducir los costes de la energía de una manera relevante. Es algo que ahora no se está percibiendo, pero que se verá cuando los proyectos se pongan en producción. Esto es algo clave. Una reducción de los costes energéticos hará más competitiva la economía mexicana, especialmente en aquellos sectores más dependientes de los costes energéticos.

La trasparencia y objetividad con la que se han realizado las diferentes rondas también ha ayudado significativamente a que se incremente el interés inversor en el sector, al proyectar una imagen de seriedad del país y reducir así la percepción de riesgo país. Creo no obstante que se debería profundizar en la reforma para consolidarla, simplificar algunos procedimientos y regulación, y ajustar algunos problemas que se han podido identificar durante la aplicación del actual marco legal.

En cuanto a joint venture, otra de sus áreas de actuación, ¿podría explicarnos brevemente qué razones motivan a las sociedades para la constitución de este tipo de alianzas? ¿Cuáles son las ventajas que consiguen y/o qué barreras les resulta más fácil flanquear?

Aparte de lo obvio, que una joint-venture sirve para unir a empresas con diferentes capacidades (económicas, tecnológicas, comerciales, etc.) para desarrollar un proyecto común que, por sí solas, no podrían o les resultaría más difícil acometer, las joint-ventures sirven en muchas ocasiones también como forma de establecerse en una nueva jurisdicción.

Empresas con clientes, tecnología o una cartera de productos de calidad en sus jurisdicciones de origen ven las joint-ventures con un socio local como una forma de sumar a sus capacidades una presencia y conocimiento de la jurisdicción donde se implantan, fundamental en muchas ocasiones para iniciar operaciones.

Si bien son muchas las ventajas, se debe ser consciente de los problemas que puede acarrear una sociedad conjunta. En ocasiones las expectativas iniciales no se cumplen o la diferente cultura de cada empresa dificulta el trabajo conjunto. Es importante por ello realizar un análisis profundo y sincero de las expectativas y capacidades propias y de tu socio antes de iniciar el proyecto, y prever en el contrato una hoja de ruta que permita a ambos socios una salida razonable en el supuesto de que el proyecto no salga como se esperaba.

En su trayectoria profesional también ha prestado asesoramiento a compañías españolas, según su experiencia ¿En qué punto se encuentran las relaciones bilaterales en materia de negocios entre España y México? ¿Cree que sería positivo promover más su interactuación?

Las relaciones entre España y México se encuentran en un momento excelente. España es el segundo mayor inversor en México después de EEUU, y México se ha convertido en los últimos años en un inversor muy relevante en España y uno de los destinos preferidos por los mexicanos para sus inversiones. Existe un gran interés mutuo entre ambos países, relaciones comerciales muy fluidas y una muy considerable presencia de empresas españolas en sectores muy relevantes de la economía mexicana. México también está adquiriendo una presencia destacable en España.

En nuestro despacho hemos estado presentes en varias operaciones cross-border entre México y España en sectores tan diversos como la energía, infraestructuras, restauración, hotelero, inmobiliario y farmacéutico. Recibimos constantemente inversores interesados en explorar potenciales transacciones entre ambos países. Los españoles nos sentimos muy cómodos en México y creo que al contrario ocurre lo mismo. Tenemos un idioma que nos une y elementos culturales comunes que nos acercan.

Creo que las instituciones están realizando un muy buen trabajo para promover esta interactuación. En este sentido, sería muy positivo si se alcanzase a firmar dentro de esta legislatura el nuevo tratado de libre comercio entre México y la Unión Europea. Sabemos que los representantes de ambas partes negociadoras están trabajando intensamente para lograrlo.


Mariano Ucar– partner at the law firm Cuatrecasas in México

He has extensive experience advising on complex private mergers and acquisitions, on trade and corporate law, and on related transactions in Mexico and the rest of Latin America. He specializes in the pharmaceutical, energy, transport, and telecommunications industries.

Mr. Ucar, could you start by providing us with an overview of the current situation of the Mexican transactional market?

In my view, the Mexican transactional market is reasonably developed, with excellent agents and professionals, who sometimes coexist with non-specialized advisors. We are seeing that international companies from the sector are establishing themselves in Mexico. This growing competition will encourage greater development, professionalism, transparency, dynamism, and quality in the market.

As for the activity level, early this year the market was cautious after Trump’s election and the measures that he might approved, which somewhat slowed down the M&A in Mexico. I believe that this precaution has dissipated to a large extent, and we have returned to an operations level in line with previous years.

As an expert in pharmaceutical industry transactions, what weight do you think this sector currently has on the Mexican economy? Do you think there has been an evolution in terms of the investment volume in this area in recent years? Why?

The Mexican pharmaceutical market ranks among the top 15 in the world, and is the second largest in Latin America. Proportionally to the Mexican economy and population, it is a smaller market than that in Europe, where pharmaceutical expenditure per person is much higher, and where the industry represents a much larger percentage of the local economy.

Mexico, like other Latin American countries, has a relatively small public pharmaceutical expenditure, and different product types from those in mature pharmaceutical markets. It has a low presence of chronic products and a much larger proportion of low-cost products such as painkillers and antibiotics. This proportion will be gradually corrected as the Mexican economy advances, the middle class grows, and its population gradually ages, which should lead to sector growth at a higher rate than the world average.

These good prospects mean that foreign pharmaceutical companies have great interest in acquiring Mexican companies in the industry. In recent years, we have seen some large transactions in the sector. The problem is that there are very few Mexican independent pharma companies left of interesting size and quality. When they go on sale (if they go on sale), we will see a great interest and high figures.

By contrast, there are many small pharma companies that generate much lower interest in buying, even though it exists. They usually offer a low-quality product, when the market is increasingly demanding innovative products. Sometimes they also have regulatory compliance issues, something that is hard to detect if an in-depth on-site due diligence process is not conducted. This lower quality assets, higher risk, and proportionally higher execution costs in small companies reduce the interest in buying and appraisals. Sellers often have an idea of their value based on the published figures for large transactions, which makes it difficult to agree on the price.

We know that you also have experience in the energy industry. Many foreign companies are interested in doing business in Latin America. What do you think is the reason for that interest? Do you think that the legislation currently in force facilitates international trade relations?

The energy reform carried out by Mexico has been crucial. The liberalization of the industry has attracted a significant volume of investment that would have otherwise not focused on the Mexican market. This investment will increase production in Mexico and significantly reduce energy costs. This is something that is not being perceived right now, but will be perceived when the projects start to produce. This is crucial. A reduction of energy costs will make the Mexican economy more competitive, particularly in those sectors that are most dependent on energy costs.

The transparency and objectivity with which the various investment rounds have taken place have also significantly contributed to the increase in investors’ interest in the industry, by projecting an image of Mexico as a serious country, thus reducing its perceived risk.

However, I believe that the reform should be more in-depth in order to be consolidated, by simplifying some procedures and regulations and adjusting some problems identified in the application of the current legal framework.

As for joint ventures, another one of your fields of expertise, could you briefly explain what motivates companies to establish this kind of alliance? What advantages do they achieve and what barriers do they find easier to overcome?

In addition to the obvious -the fact that a joint venture brings together companies with different capacities (e.g., financial, technological, commercial) to develop a joint project that they would be unable or would find harder to execute by themselves, joint ventures often also serve as a way to become established in a new jurisdiction.

Companies with customers, technology, or a quality product portfolio in their jurisdictions of origin see joint ventures with a local partner as a way to add a presence and knowledge of the jurisdiction in which they are establishing themselves to their capacities, something that is often crucial to initiate operations.

Although there are many benefits, we should keep in mind the problems that can be generated by a joint venture. Sometimes initial expectations are not met, or each company’s different culture hinders joint work. For this reason, it is important to conduct an in-depth, honest analysis of your own and your partner’s expectations and capacities before the project starts, establishing a roadmap in the agreement that provides the partners with a reasonable exit, should the project not turn out as expected.

Over your professional career, you have also advised Spanish companies. In your experience, where are bilateral business relations between Spain and Mexico at this poing? Do you think that promoting greater interaction would be positive?

Relations between Spain and Mexico are currently excellent. Spain is the second largest investor in Mexico after the United States, and Mexico has become in recent years a very strong investor in Spain and one of the preferred investments destinations for Mexicans.

There is considerable mutual interest between both countries, very smooth trade relations, and a considerable presence of Spanish companies in very strong sectors of the Mexican economy. Mexico is also acquiring a strong presence in Spain. In our firm, we have taken part in several cross-border transactions between Mexico and Spain, in such diverse sectors as energy, infrastructures, catering, hospitality, real estate, and pharma. We constantly meet with investors who are interested in exploring potential transactions between both countries.

Spaniards are very comfortable in Mexico, and vice versa. We are linked by a common language and culture that bring us together. I believe that institutions are doing a great work promoting this interaction. In this respect, it would be very positive if the new free trade agreement between Mexico and the European Union could be signed during this term of office. We know that the representatives of both parties in the negotiations are working hard to achieve it.

 

Carlos Lobo fala da economia do Brasil na área de fusões e aquisições

Carlos Lobo é sócio do Veirano Advogados e atua principalmente nas áreas de fusões e aquisições, private equity e mercado de capitais. Lobo fala com a TTR sobre a economia brasileira em relação ao mercado de fusões e aquisições

Com o fim de 2017 se aproximando, poderia nos dar uma visão geral do estado atual do mercado brasileiro de fusões e aquisições? Como avalia a performance de 2017?

O ano de 2017 me pareceu um ano bem mais ativo que 2016. O ano passado foi impactado negativamente pela paralisia provocada pelo processo de impeachment e a crise econômica. Este ano, apesar de um ambiente político ainda bastante instável, temos um cenário macro econômico mais favorável e as perspectivas são positivas, de uma recuperação gradual. Isto tem contribuído para melhorar o humor dos investidores, principalmente os estrangeiros, animando-os para fazer investimentos de longo prazo.

Em paralelo, temos uma situação em que grandes empresas estatais e conglomerados nacionais estão em situação financeira bastante difícil, como resultado da operação Lava Jato, dos anos de recessão e do aperto no crédito. Esta situação está impulsionando um amplo processo de venda de ativos que só encontra paralelo nas privatizações da década de 90. A oferta de bons ativos a preços atrativos está contribuindo de forma significativa para impulsionar o mercado de fusões e aquisições

O senhor possui vasta experiência na assessoria a emissores e subscritores em IPOs, follow-ons e emissão de títulos de dívidas em mercados de capitais nacional e internacional, do seu ponto de vista, qual a avaliação que pode ser feita do Mercado de Capitais brasileiro em 2017? E quais as expectativas para o próximo ano?

Estamos observando uma recuperação do mercado de capitais este ano, com o número de ofertas superando de forma significativa os anos anteriores. Acredito que é uma consequência natural do início da recuperação econômica, ocasião em que as companhias voltam a ter necessidade de recursos para investir em crescimento e os investidores voltam a apostar no potencial de retorno do mercado e da economia brasileira.

Além disso, temos um fato novo, que a redução do papel do BNDES como financiador de grandes empresas. Com as limitações fiscais do atual governo, o mercado de dívida brasileiro volta desempenhar o seu papel de prover recursos de longo prazo para as empresas brasileiras. Vejo isto como uma tendência extremamente salutar para o dinamismo da nossa economia. Acredito que o próximo ano pode ser impactado pelo calendário eleitoral. Os investidores estão apostando que o próximo presidente será alguém alinhado com políticas mais conservadoras do ponto de vista fiscal e que busque estimular o investimento privado. Em se confirmando essa expectativa, podemos ter um ano bastante positivo. Caso contrário, espero um cenário de muita volatilidade.

Em 2017, o senhor teve uma atuação destacada em transações no setor de energia. Quão importante é este setor hoje para a economia brasileira? É possível reconhecer alterações ou inovações nos últimos anos em relação às transações realizadas no setor? Quais são as tendências para 2018?

O setor de energia sempre foi um setor de destaque na economia brasileira, tendo em vista sua importância estratégica para o crescimento do país. Atualmente, o setor está em evidência pela fase de transição que está passando. Estamos saindo de um modelo com forte presença estatal para um cenário em que novas empresas privadas e fundos de investimento, especialmente estrangeiros, ganham papel protagonista.

O aprimoramento do marco regulatório e a diversificação da matriz energética também contribuem para dar dinamismo a esse setor, estimulando operações de fusões e aquisições. Os recentes leilões de linhas de transmissão também trazem novos projetos para o mercado. Para o próximo ano vejo perspectivas bastante positivas. Alguns desinvestimentos bastante relevantes devem acontecer, mudando o perfil do setor no Brasil.

Após se tornarem os maiores investidores estrangeiros em fusões e aquisições no País, os chineses mantêm o apetite por ativos brasileiros e estiveram entre os maiores compradores dos leilões ligados ao setor de energia do governo federal. Acredita que esse apetite se manterá em 2018?

Acredito que sim. As empresas chinesas do setor de energia estão bem capitalizadas e tomaram a decisão estratégica de expandir para outros países. Nesse cenário, o Brasil tem se mostrado um país amigável, com marco regulatório moderno e um mercado em expansão. É natural que canalizem para cá seus investimentos.

É possível que estejamos ainda no início desse processo, já que os investimentos bem sucedidos feitos pelas líderes nacionais abrem caminho para outras empresas chinesas se interessarem pelo nosso mercado.

Acredita que em 2018 possa ocorrer uma intensificação das operações de M&A? Quais cenários ou tendências já podem ser identificados, e quais setores possuem, na sua opinião, maior potencial de crescimento?

Acredito que sim. Em se mantendo a tendência de recuperação da economia e com um cenário político mais estável, acredito que podemos esperar um ano bastante aquecido para fusões e aquisições. Devemos observar uma continuação de algumas tendências já manifestadas este ano, com empresas estatais e grandes conglomerados nacionais vendendo empresas relevantes para investidores estratégicos estrangeiros e fundos de private equity, principalmente dos EUA, Canadá, França, China e Japão. Setores que estão e devem continuar aquecidos incluem o setor de energia, infraestrutura, óleo e gás, educação, saúde, tecnologia e varejo.

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Rodrigo Rojas, socio de la firma González Calvillo (Español/English)

Rodrigo Rojas, socio de la firma González Calvillo en México, ha participado y asesorado en múltiples transacciones durante los últimos 19 años. Su práctica se encuentra enfocada en el área bancaria, de financiamiento de proyectos y fusiones y adquisiciones, así como en el área corporativa y de inversiones extranjeras.

Sr. Rojas, en primer lugar, para ponernos en situación ¿podría hacernos un pequeño resumen de la situación del mercado de M&A en México actualmente en relación con ejercicios anteriores? 

Aunque la situación política y económica en México durante el ejercicio actual es compleja –por factores tanto internos como externos-, desde mi perspectiva, las transacciones del mercado de M&A en México han resurgido en fechas recientes y de manera importante. Pareciera que los jugadores del mercado comprenden que, por un lado, la situación política y económica no solo en México sino en el resto del mundo no puede ni debe detener los negocios y proyectos, y por el otro, que las reformas estructurales y de negocios emprendidas durante este sexenio han propiciado las condiciones para que el país sea una jurisdicción atractiva para los negocios.

Según su experiencia como asesor en operaciones de M&A relacionadas con el sector energético ¿qué importancia considera que tiene este segmento en la economía mexicana? ¿Ha percibido en los últimos años cambios en cuánto a las transacciones realizadas? 

No cabe duda de que, a raíz de la profunda reforma en el sector energético, éste se ha convertido quizá en el sector más activo y pujante en México. Por esta misma razón, las transacciones en materia energética se han vuelto ciertamente novedosas. La casi total apertura del sector y la gran cantidad de legislación primaria y secundaria emitida por las distintas instancias gubernamentales, han causado que las transacciones en materia energética contengan nuevos temas, aspectos y oportunidades, y también ha causado que los profesionales que nos desempeñamos de alguna u otra forma en el sector debamos reinventarnos y regresar al estudio constante y directo de esta materia.

También ha participado en la asesoría de operaciones Project Finance, ¿podría explicarnos brevemente el proceso para la obtención de financiación que siguen las empresas en México para el desarrollo de sus proyectos, así como la dificultad que entraña? ¿Han existido cambios, o cree usted que deberían producirse, para facilitar el acceso a este tipo de financiación?

El proceso de obtención de financiación para proyectos en México no es diametralmente distinto al de otras jurisdicciones, pero tiene sus particularidades. La forma en que se estructura y obtiene un financiamiento depende de diversas variables típicamente asociadas al proyecto específico y a sus participantes, pero en condiciones normales y en términos muy generales:

  • la empresa o consorcio en cuestión identifica el proyecto específico de que se trate, determinando si se trata de un proyecto derivado de procesos de licitación pública, asignación directa, procesos de asociación público-privada o proyectos de inversión privada sujetos a permiso o autorización gubernamental específica;
  • durante el proceso de asignación del proyecto, la empresa o consorcio (directamente o a través de asesores y estructuradores financieros y legales) acude a instituciones financieras nacionales o extranjeras (incluyendo, en su caso, banca de desarrollo) para determinar conjuntamente, entre otras cosas,  (i) el monto total de inversión requerido para el proyecto, (ii) el monto de inversión directa o indirecta de los socios del proyecto (equity) y el monto a financiarse, (iii) los términos y condiciones esenciales de plazo, pago, condiciones y obligaciones, y (iv) el esquema y mecanismo de garantías y pagos del financiamiento; y
  • durante o una vez concluido el proceso de asignación y autorización del proyecto, las instituciones financieras participantes y la empresa o consorcio negocian los documentos de crédito y garantía que forman parte del paquete de financiamiento, hasta su firma y hasta el eventual desembolso del financiamiento respectivo.

Desde luego que cada proceso es individual y único, y no puede pensarse que la estructuración y cierre de estos financiamientos es igual en cada caso.

Las dificultades más frecuentes en la estructuración de estas transacciones suelen ser, entre otras, la implementación adecuada de mecanismos de garantía sólidos, la obtención de autorizaciones gubernamentales relacionadas con los proyectos para permitir la adecuada implementación de los financiamientos, y la negociación de condiciones que permitan a los inversionistas materializar adecuadamente los beneficios buscados al participar en estos proyectos.

En épocas recientes y dado el importante flujo de proyectos de financiamiento en México, los documentos y modelos que conforman financiamiento de proyectos se han estandarizado hasta cierto punto. Sin embargo, sería un error concluir que esta estandarización parcial implica una recomendación a los participantes para evitar involucrar asesores financieros y legales experimentados que profundicen en los temas específicos, aunque en ocasiones esta pareciera ser una tendencia. Como hemos señalado, los profundos y constantes ajustes a la regulación aplicable naturalmente implican la necesidad de crear esquemas y procesos novedosos y adaptables a las necesidades específicas del proyecto de que se trate. En mi opinión, algunos ajustes en estos procesos que ayudarían al desarrollo de proyectos y a otorgar agilidad a los procesos de financiamiento de proyectos en México serían los siguientes:

  • Que la regulación aplicable a los proyectos de energía e infraestructura base su desarrollo en esquemas que permitan flexibilidad a los participantes en la financiación de los proyectos, haciendo a estos “bancables”; aunque ciertamente la regulación reciente intenta permitir la adecuada financiación de los proyectos, en muchas ocasiones las reglas son contradictorias, limitadas y/o no regulan de forma comprensiva los distintos escenarios posibles, y eso puede causar incertidumbre en los inversionistas y en las instituciones financieras participantes; y
  • Dada la gran cantidad de nuevos participantes en proyectos de energía en México, que las instituciones financieras flexibilicen sus procesos de aprobación y términos de financiamiento. Es verdad que con el paso del tiempo las instituciones financieras (incluyendo las extranjeras) han hecho esfuerzos importantes por modificar sus procesos para permitir mayor apertura a los proyectos que financian, pero en mi experiencia aún existe cierto retraso al respecto.

En lo que llevamos de año, sectores como el del transporte, la alimentación y el del agua y saneamiento, entre otros, también han registrado importantes transacciones ¿Cuál o cuáles de ellos cree que ha experimentado un mayor crecimiento en un periodo reciente? ¿Cuáles considera que han sido los motivos? 

Evidentemente el sector con mayor publicidad es el energético. Sin embargo, las reformas estructurales de la administración actual en ninguna forma se limitan a dicho sector. Además del energético, quizá el sector que más llama la atención es el de telecomunicaciones y transportes. Reformas profundas en estos sectores, además de la necesidad evidente de infraestructura de telecomunicaciones y transportes en México y la consecuente atención específica de la administración en turno a este sector, son las causas principales del incremento en transacciones en estos sectores en últimas fechas. Como ejemplo, recientemente se logró el financiamiento al proyecto “Red Compartida”, que es el primer proyecto público privado relevante en la industria de telecomunicaciones en México, por un monto aproximado de USD$1.9 mil millones, y que sin duda representa un hito en los proyectos de telecomunicaciones bajo la reforma del sector.

Siguiendo con la dinámica de la cuestión anterior, según su parecer ¿Qué sectores cree que tienen todavía un gran potencial de crecimiento? ¿Cuáles cree que en lo que resta de año e inicios del próximo podrían sorprendernos?

Creo que sin duda los proyectos en el sector energético y de infraestructura continuarán siendo los de mayor desarrollo, seguidos por transporte y telecomunicaciones. Como efecto de las multicitadas reformas, apenas estamos comenzando a materializar el enorme potencial de estos sectores.

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Rodrigo Rojas is a partner at González Calvillo, S.C. Rodrigo has participated and advised in multiple transactions during the past 19 years. His main practice is in the banking, project finance and mergers & acquisitions areas, as well as in the areas of corporate and foreign investment.

Mr. Rojas, to begin with, could you give us an overview of the current state of the Mexican M&A market compared with previous years? 

Although the political and economic situation in Mexico during the current year is complex – as an effect of both domestic and foreign factors-, from my perspective, the M&A transactional market in Mexico has had an important resurgence in recent dates. It seems that the market players understand that, on the one hand, the world and Mexican political and economic situation must not and cannot stop business and projects, and on the other hand that the structural legal and business reforms ignited and performed during the current administration have fostered the conditions to make the country an attractive destination for business.

Based on your experience as an advisor in M&A transactions in the energy sector, how important is this sector in the Mexican economy? Have you perceived changes in the last few years regarding transactions made?

There is hardly an argument against the fact that the profound reform in the energy sector in Mexico has caused the latter to probably become the most active and burgeoning sector in the Mexican economy. For this same reason, transactions related to the energy sector have become quite innovative.  The practically complete opening of this sector to private investment and the vast amount of primary and secondary legislation that such opening has forced the Mexican governmental instances to enact has caused transactions related to the energy sector to be full of new areas, aspects and opportunities, and has also caused professionals that are in one way or another involved in this sector to reinvent themselves and return to direct and constant learning of these matters.

You have also been an advisor in Project Finance transactions: could you briefly explain the process followed by companies in Mexico to obtain funding to develop their projects, as well as the difficulties it poses? Have there been changes or do you think there should be changes to make that type of funding more accessible?

The process for obtaining project financing in Mexico is not substantially different to that from other jurisdictions, but it does have its peculiarities.  The way a financing is structured and closed depends on multiple variables typically associated with the specific project and its participants, but in normal conditions and in very general terms:

  • the relevant company or joint venture identifies the specific Project, determining whether such Project is associated with a public bidding or government procurement process, a direct award, public private partnerships (PPP) or private investment projects subject to government specific authorizations or permits;
  • during the awarding process of the project, the company or joint venture (directly or through financial and legal advisors and agents) seeks domestic or foreign financial institutions (including, if applicable, development banks and institutions) to jointly determine, amongst other aspects, (i) the total amount of the investment required for the project, (ii) the amount of direct or indirect investment for the partners of the project (equity) and the percentage of the total investment to be financed, (iii) the general terms and conditions of term, payment, covenants and conditions, and (iv) the financing’s payment, security packages and mechanisms; and
  • during or upon completion of the process of awarding and authorization of the project, the participating financial institutions and the company or joint venture negotiate and execute the relevant financing and security documents, until closing and disbursement of the financing.

Each process is obviously individual ad unique, and therefore it cannot be stated that the structuring and closing of these financings is the same in each case.

The most frequent difficulties found in the structuring of these transactions are usually, among others, the correct implementation of solid security packages and mechanisms, the timely and proper obtaining of governmental authorizations and clearances related to these projects that allow the functional implementation of the relevant financing, and the negotiation of conditions that allow investors to adequately materialize the benefits intended by investing in these projects.

In recent times and as a consequence of the relevant flow of project financings in Mexico, the models and documents conforming a project financing deal have been standardized to a certain degree. However, it would be a mistake to conclude that this partial standardization implies a recommendation to the relevant participants to avoid involving experienced financial and legal advisors that do make detailed work for specific matters, although this seems to be a tendency in certain cases.  As pointed out already, the profound and constant adjustment to the applicable rules naturally imply the need to create innovative schemes and processes that are adaptable to the specific circumstances of the project at hand.  In my opinion, a couple of adjustments to these processes that would aid development of the deals and would give agility to project financing in Mexico are the following:

  • That the regulation applicable to energy and investment projects is developed under a basis that allows flexibility to the participants in the financing of projects, so that the projects are indeed bankable; although recent regulation does intend to allow proper financing for projects, in many occasions the rules are incomplete, contradictory and/or do not regulate the different scenarios on a comprehensive manner, which can logically cause uncertainty for the investors and participating financial institutions; and
  • Considering the vast number of new participants in energy projects in Mexico, that the participating financial institutions make their approval processes and terms of financing more flexible. It is true that as time has passed the financial institutions (including foreign financial institutions) have made important efforts to modify their processes to allow greater participation and targets, but in my experience, there are still some barriers.

So far this year, sectors such as transport, food, and water and sanitation, among others, have registered significant transactions. Which of these underwent a greater growth in a recent period? What do you think were the reasons?

The energy sector is obviously the most publicized sector in recent times. However, the structural reforms of the current administration are in no way limited to such sector. Aside from energy, the sector that probably gains more attention is the telecommunications and transport areas. Profound reforms in these sectors, as well as the inevitable need to procure telecommunications and transport infrastructure in Mexico and the consequent specific attention of the current administration, are the main reasons of the increase in transactions related to these sectors lately. As an example, the implementation and closing of the “Red Compartida” project finance, which is the first relevant PPP project in the telecoms sector in Mexico, was completed for an amount of approximately USD$1.9 billion, and which without a doubt represents a turning point for telecom projects under relevant sector’s reform.

Following the previous question, in your opinion, which sectors still have high potential for growth? Which could surprise us in the rest of 2017 or at the beginning of 2018?

I believe, without a doubt, that projects in the energy sector and infrastructure in general will continue to be the ones of greater development, followed by projects in the telecommunications and transport sectors. We are only beginning to materialize the enormous potential of these sectors under the structural reforms.

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Pedro Ester habla de la intensa actividad del mercado de M&A en España

Pedro Ester es socio del departamento de Derecho mercantil de Ashurst España, firma en la que ha desarrollado toda su carrera profesional desde la apertura de su oficina en Madrid en el año 2001. Se especializa en operaciones mercantiles y private equity, tanto nacionales como internacionales, operaciones de inversión y acuerdos de joint venture. Ha participado también en operaciones inmobiliarias.

¿Cómo definiría la actividad del mercado de M&A en España en lo que va de año?

Intensa. El mercado ha vuelto a niveles de actividad que habíamos dejado de ver en años anteriores. Creo que ello se debe a varios motivos: la recuperación de la confianza en el mercado español por parte de inversores extranjeros, el ánimo inversor de industriales y fondos españoles por continuar buscando buenas oportunidades de crecimiento, la liquidez no empleada en los últimos años, el apetito de la banca por volver a financiar la actividad de M&A en España en condiciones favorables y la calidad de muchas compañías y activos en nuestro país.

Hasta ahora todos los factores han sido positivos y han contribuido a que se hayan generado más operaciones, a que los inversores hayan podido tomar una posición más “decidida” en su análisis y a que la fase de ejecución de las mismas haya encontrado menos dificultades y haya podido llevarse a buen fin en plazos más eficientes.

Está usted especializado en el segmento de private equity, que ha mostrado cifras muy positivas durante el año 2017. A este respecto, ¿cree que hemos alcanzado un máximo estable en el mercado español o existe potencial para seguir batiendo registros?

No cabe duda que 2017 está siendo un muy buen año para el capital riesgo en España. Todas las semanas estamos viendo cobertura en los medios sobre operaciones de private equity, con una gran variedad de actores y sectores objeto de inversión, lo que sin duda pone en valor el buen hacer de los profesionales del capital riesgo en nuestro país.

Creo que el sector ha conseguido consolidar un nivel de actividad recurrente, y la entrada de nuevos fondos españoles en los últimos años en determinados segmentos del mercado ha incrementado exponencialmente la competencia en los mismos, con lo que el potencial de crecimiento existe.

A lo largo de su carrera ha participado usted en operaciones relevantes de adquisiciones de centros comerciales, dentro del sector inmobiliario. En este tipo de adquisiciones habitualmente los compradores son players internacionales, ¿por qué cree que existe este interés extranjero en este tipo de activos? ¿Y por qué no suele haber compradores nacionales?

El nuevo ciclo del sector inmobiliario en general y del segmento de los centros comerciales en particular está siendo protagonizado por inversores extranjeros, sin perjuicio de que en los últimos años también haya habido fondos y empresas españolas que han hecho operaciones relevantes tanto de inversión directa como de inversión conjunta con inversores internacionales, mediante alianzas de inversión a medio y largo plazo a través de joint ventures.

Aunque es cierto que siempre ha habido presencia de fuertes enseñas internacionales (con fondos específicamente dedicados, con liquidez disponible, mucha experiencia y la ventaja de contar con relaciones muy consolidadas con las entidades bancarias), sigue habiendo un incremento en el número de inversores internacionales interesados en este tipo de activos. La ayuda de gestores españoles con conocimiento y experiencia en nuestro mercado permite a estos inversores buscar oportunidades en la expectativa del incremento de rentas esperado como consecuencia de la recuperación del consumo.

¿Cree usted que en el corto y medio plazo seguirán produciéndose operaciones en este sector? ¿Qué otros sectores considera que contarán con protagonismo en los próximos meses?

Sí, sin duda. Creo que hay numerosos fondos internacionales que continúan analizando multitud de oportunidades y que están decididos a aumentar su inversión en España y a que su cartera en España adquiera un tamaño que permita poner en marcha con ciertas garantías otro tipo de operaciones (como la venta global de carteras o lotes de activos a otro inversor de mayor tamaño o su cotización en un mercado secundario).

Otro sector que lleva muy activo desde hace meses y que sin duda contará con protagonismo a corto y medio plazo es el sector de las infraestructuras. Tenemos la suerte de que las empresas españolas del sector están sin duda entre las mejores del mundo, con modelos de gestión probados y pioneros en la expansión internacional de sus negocios, lo que hace que, como se está viendo, generen un grado de atracción de grandes inversores financieros e institucionales internacionales muy alto.

En 2015 y 2016 participó usted en el asesoramiento de la mayor operación, en términos de importe, del mercado de M&A español: la fusión de las embotelladoras de Coca-Cola, que tuvo que ser aprobada por autoridades regulatorias europeas. Siendo crítico, ¿cree usted que los organismos reguladores actúan normalmente al ritmo de las propias operaciones, o cree que en muchas ocasiones retrasan los cierres de las mismas?

Los organismos reguladores tienen que cumplir con unas reglas de juego prestablecidas para llevar a cabo sus análisis, con lo que creo que no tienen el margen o las alternativas que otros intervinientes en las operaciones si pueden y deben aprovechar, sobre todo teniendo en cuenta que esas reglas de juego deben ser conocidas por todos ellos. No creo que los organismos reguladores ralenticen voluntariamente las operaciones, pero sí tengo claro que los intervinientes en las mismas y, sobre todo, sus asesores legales, tienen un papel clave para evitar que los organismos reguladores, en el cumplimiento de sus obligaciones, puedan suponer un retraso en el cierre de las operaciones.

Por ejemplo, cuando es probable que una operación deba ser notificada a las autoridades de competencia, desde las fases más incipientes se incluye en el calendario de la misma el plazo necesario para obtener la correspondiente autorización. Es esencial involucrar desde esos primeros momentos a abogados de competencia que sean capaces de explicar bien la operación a las autoridades, de acordar con ellas una definición del mercado relevante que sea acertada (tanto para obtener autorización en el menor plazo posible como para no limitar innecesariamente las posibilidades de crecimiento futuro de la compañía de que se trate) y de llevar a cabo todo el trabajo previo a la notificación colaborando muy estrechamente con las autoridades para tratar de “recortar” días al calendario propuesto y, en la medida de lo posible, acelerar los plazos.

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English 

Pedro is a partner in the corporate department of Ashurst Spain, where he has developed his entire career since the opening of the Madrid office in 2001. He specializes in all types of M&A and private equity transactions, investment and joint venture agreements. He has also acted in transactions involving real estate investments.

How would you define the M&A market in Spain so far this year?

Intense. The market has returned to activity levels that had not been seen in previous years. I believe that it is due to several grounds: the recovery of confidence in the Spanish market by foreign investors, the investment will of industrials and Spanish funds to continue looking for good growth opportunities, the liquidity not used in the last years, the renewed appetite of banks to finance M&A activity in Spain in favourable terms and the good condition of many companies and assets in our country.

Until now all factors have been positive and have contributed to the generation of more transactions, to investors being able to take a more decided position in their analysis and to the execution phase of transactions being less problematic and allowing to be completed within more efficient time frames.

You specialize in private equity, which has shown very positive figures in 2017. In this regard, do you think the Spanish market has reached a stable peak or is there potential to continue breaking records?

There is no doubt that 2017 is being a very good year for private equity in Spain. There is media coverage of private equity transactions every week, with a great variety of players and sectors subject of investment, which undoubtedly puts in value the good work carried out by the professionals of the private equity industry in our country.

I believe the sector has managed to consolidate a recurring level of activity, and the entrance of new Spanish funds in the last years in certain segments of the market has exponentially increased competence, so the growth potential exists.

Throughout your career, you have taken part in relevant acquisitions of shopping centers, in the real estate sector. Normally, the buyers in those transactions are international players: why do you think there is foreign interest in that type of assets? And why aren’t there usually domestic buyers?

The new cycle in the real estate sector in general and of the shopping centre segment in particular is being led by foreign investors, without prejudice to the fact that in the last years there have also been Spanish funds and companies completing significant transactions, both in direct investment and in joint investment with international players pursuant to mid and long-term investment alliances through joint ventures.

Even though it is true that there has always been presence of strong international players (with funds specifically dedicated to these investments, with available liquidity, a lot of experience and the advantage to have very consolidated relationships with banks), the number of foreign investors interested in these type of assets continues to increase. The contribution of Spanish management companies with knowledge and experience in our market allows these investors to seek opportunities in the expectation of rent increases as a consequence of the recovery of consumer consumption.

Do you think there will still be transactions in that sector in the short and medium term? What other sectors do you think will attract attention in the coming months?

Yes, no doubt. I believe there are numerous international funds that continue to analyse many opportunities and that are decided to increase their investment in Spain and to increase its Spanish portfolio up to a size which allows to begin other types of transactions with a certain guarantee of success (such as a global portfolio or asset lots sale to a bigger investor or its listing in a secondary market.

Another sector that has been very active for months now and that will for sure be a star sector in the short and mid-term is the infrastructure sector. We are lucky that Spanish infrastructure companies are within the best of the world, with tested management models and pioneers in the international expansion of their businesses which, as is being seen, is generating a very high degree of attraction of international financial and institutional investors.

In 2015 and 2016, you were part of the largest transaction of the Spanish M&A market in terms of deal value, the merger of Coca-Cola’s bottling companies, which required the approval of the European regulatory authorities. From a critical standpoint, do you think regulatory bodies usually act at the same pace as transactions? Or do you believe they sometimes delay the deal closure?

Regulatory authorities have to comply with pre-established rules to carry out their analysis, and accordingly they do not have the margin or alternatives that other actors in transactions can and should take advantage of, given that said rules shall be known to all of them. I do not think that regulatory authorities voluntarily slow down transactions, but it is clear to me that the parties intervening in a transaction and, specifically, their legal advisors, play a key role to avoid that regulatory authorities, in the exercise of their duties, can cause a delay in the completion of transactions.

As an example, when it is likely that a transaction requires competition clearance, from the early stages of the transaction process the time required to obtain clearance is factored in the transaction calendar. It is essential to involve from the very beginning competition lawyers which can accurately explain the transaction to the authorities, agree with them a correct definition of the relevant market (both to obtain clearance in the shortest period possible and also to avoid unnecessary limitations to the future growth possibilities of the relevant company) and to carry out all the work related to the pre-filing closely cooperating with the authorities, trying to reduce the calendar and, to the extent possible, to accelerate the time required to obtain clearance.

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