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TTR interviews Darcy Teixeira Junior, M&A partner at TozziniFreire Advogados.

 

Darcy assists domestic and international clients from various industries through his work in the Corporate Law and M&A practice groups and the firm’s Agribusiness and Bioenergy/Ethanol industry groups. His current practice builds on the litigation experience he acquired early in his career, when he also represented companies in acquisitions, sales, mergers, associations, corporate restructurings, and the implementation of new facilities among other activities. The industry knowledge that Darcy developed in his work with agribusiness companies led him to be the partner responsible for that industry area.

 

TTR – Carrying out an M&A transaction involves many risks related to the strategy or the negotiations prerequisites, as well as confidentiality issues. We know that the technological innovations have allowed several levels of improvement in many sectors of activity. To what extent is current technology contributing to the success of an M&A deal?

DT – The market has been increasingly demanding more efficiency in M&A transactions. In this case, efficiency should be interpreted as expediting the conclusion of a transaction while incurring lower costs. When analyzing an M&A transaction, it can be divided into cycles (e.g. auditing, document drafting, negotiation, etc.), and the solution to reach efficiency is accelerating them. Technological advancements such as automation, artificial intelligence and machine learning can greatly contribute to the success of an operation.

TTR – What are the main challenges advisors are facing to adapt to an increasingly technological and competitive context?

DT – The challenges facing the legal market in adapting to this reality are the same faced by other industries. TozziniFreire has an innovation group that is constantly seeking technological tools to assist us reach these improvements. We are currently testing an artificial intelligence software that can analyze documents. It works perfectly well in English, but still needs improvement in Portuguese. When working adequately, it will facilitate the analysis of audit documents, for example.

We are working on the improvement of our audit process, and one of the solutions would be using tools to accelerate this cycle, which is considered one of the less efficient in any transaction. Of course all this must be reached without compromising the assessment of necessary information and an accurate risk analysis.

TTR –  Considering a more technological scenario in M&A deals, how are lawyers preparing in terms of training or specialization?

DT –  Lawyers beginning a legal career today already possess a natural ability with technology and innovation; some law schools have in fact included programming in their regular curriculum. At our firm, for example, we do have lawyers specializing in programming. They can handle technology matters and understand new concepts with ease, taking part in the teams that help us test and develop new tools. It is much easier for these lawyers, while working on technology-related M&A deals, to say which features are relevant and which are not. Besides, this new generation surely finds it more appealing to work in a firm such as ours, which has an innovation culture and is always looking for the best technological tools.

TTR –  Data management and data collection are essential to conducting analyzes in search of insights aiming to improve processes and services. What is the impact of the Brazilian General Data Protection Law (LGPD) impact in this scenario?

DT – First, we should consider that the LGPD provides for the protection of personal data. As the data collected during an audit are usually public, the law’s impact on this analysis should not be that great. Besides, although part of the collected information may be characterized as personal data, thus being protected by the new law, the use of such personal data as material for a due diligence may also be justifiable, as long as regarded as a legitimate use.

Regardless these issues, the new law will certainly affect M&A deals because it will increase the need of audits focusing on privacy. Nowadays, in many of our M&A projects, we already make the analysis of privacy policies, terms and conditions, and contracts involving data, but it is expected that the enactment of such a law will raise even more concern over this field.

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Entrevista com Darcy Teixeira Junior, sócio nas áreas  Societária e de Fusões & Aquisições do TozziniFreire Advogados.

Darcy atua nas áreas Societária e de Fusões & Aquisições, com foco em Agronegócios e Bioenergia, atendendo clientes nacionais e estrangeiros das mais diversas atividades econômicas. Na assessoria ao setor empresarial, agrega sua relevante experiência no contencioso, principalmente na representação de aquisições, vendas, fusões, associações, reestruturações societárias, implantação de novas instalações, entre outras atividades.

TTR – Levar a cabo uma transação de M&A envolve muitos riscos relacionados com a estratégia ou com as premissas consideradas na negociação, além de questões de confidencialidade. Sabemos que o avanço tecnológico tem permitido diversos níveis de melhoria em muitos setores de atividade. Até que ponto a tecnologia disponível atualmente é capaz de contribuir para o sucesso de uma transação de M&A?

D– O mercado tem demandado mais eficiência nas transações de M&A. Eficiência pode ser entendida como maior rapidez na conclusão das transações com menor custo. Ao visualizarmos uma transação de M&A, podemos dividi-la em ciclos (ex.: auditoria, elaboração dos documentos, negociação, etc.), e a solução para buscar eficiência é acelerá-los. Certamente os avanços tecnológicos, como automação, inteligência artificial e machine learning, podem contribuir muito com o sucesso de uma operação.

TTR – Do ponto de vista da assessoria jurídica, quais seriam os desafios enfrentados pelos escritórios para adaptar-se a um contexto cada vez mais tecnológico e competitivo?

Temos um grupo de inovação que busca constantemente ferramentas tecnológicas que nos ajudem a alcançar essas melhorias

D– Os desafios do mundo jurídico para se adaptar a esse contexto são os mesmos de outros setores. Em TozziniFreire temos um grupo de inovação que busca constantemente ferramentas tecnológicas que nos ajudem a alcançar essas melhorias. Dentre essas, estamos testando um software de inteligência artificial que poderá analisar documentos, que já funciona muito bem em inglês, mas ainda não perfeitamente em português. Quando estiver funcionando plenamente, poderá ajudar na análise de documentos de auditoria, por exemplo.

Estamos trabalhando na melhoria do processo de auditoria e a ideia é usar ferramentas que nos permitam acelerar esse ciclo, considerado um dos mais ineficientes em uma transação. Tudo isso, evidentemente, sem prejuízo de obter as informações necessárias e fazer as análises de riscos de forma acurada.

 TTR – Tendo em conta um cenário mais tecnológico na atuação dos escritórios em transações de M&A, haveria uma exigência extra de formação por parte dos advogados? Se sim, qual seria?

D– Os advogados que entram na carreira jurídica hoje trazem na sua bagagem uma habilidade natural no trato com a tecnologia e com as inovações; inclusive, em algumas faculdades de Direito, a disciplina programação já faz parte do currículo. Temos no nosso escritório, por exemplo, advogados com habilidades de programação. Esses profissionais têm facilidade de se envolver em assuntos de tecnologia e entender os novos conceitos, e fazem parte dos times que nos ajudam a testar ou desenvolver novas ferramentas. É muito mais fácil para esses advogados, ao trabalharem em operações de M&A que envolvem tecnologia, entender o que é ou não relevante. Além disso, para essa geração que cresceu programando, trabalhar em um escritório como o nosso, que possui uma cultura de inovação e procura as melhores ferramentas tecnológicas, certamente tem um atrativo a mais.

 TTR – Sabemos que a gestão da informação e a coleta de dados são matéria-prima para a realização de análises em busca de insights que visam a melhora contínua dos processos e serviços. Qual seria o impacto da aplicação da  Lei Geral de Proteção de Dados brasileira (LGPD) para a utilização desta matéria-prima? 

 D– Em primeiro lugar, considerando que a LGPD é voltada à proteção de dados pessoais e que os dados coletados em uma auditoria geralmente são públicos, o impacto não será relevante para essa análise em auditorias. Além disso, ainda que parte das informações coletadas possa se configurar como dados pessoais, protegidos pela nova lei, existe a possibilidade de justificar a sua utilização como matéria-prima de uma due diligence, assumindo-se que possa ser caracterizada como uso legítimo.

Independentemente desses pontos, a nova lei certamente terá um efeito nas operações de M&A na medida em que deve aumentar a necessidade de realizar auditoria voltada para privacidade. Hoje em dia, em muitos projetos de M&A já fazemos análise de políticas de privacidade, termos e condições e contratos que envolvem dados, mas a tendência é que a preocupação com essa área se intensifique ainda mais com a entrada em vigor da nova lei.

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Entrevista con Roberto Terrazas socio de Nexxus Capital

Roberto Terrazas

Roberto es socio tanto de Nexxus Capital como de Nexxus Iberia y aporta más de 16 años de experiencia en las áreas de capital riesgo, fusiones y adquisiciones y financiación de proyectos.

TTR: Cómo ha visto la marcha del mercado transaccional mexicano desde inicios de 2018 hasta ahora.

R.T.: El mercado de M&A tuvo un freno durante la primera mitad del año derivado de la incertidumbre generado por las elecciones de presidente en México y la incertidumbre por la renegociación del acuerdo comercial con Estados Unidos.   Ambos temas han avanzado favorablemente y esperamos un 2º semestre más activo.

TTR – A principios de año se manifestó la intención de su firma de incrementar sus inversiones locales y también en España y Portugal ¿Qué causas han motivado este interés? ¿Cuál es su balance en cuanto a las relaciones comerciales con España y Portugal?

R.T.: Actualmente estamos terminando de invertir Nexxus VI, el cual tiene 20% remanente por invertir.   Se están evaluando distintas oportunidades de inversión y se espera que el fondo esté totalmente invertido previo a fin de año.

En el caso de Nexxus Iberia, se tuvo un primer cierre con EUR 130 MM de un objetivo de EUR 200 MM durante el primer trimestre del presente año.  A la fecha, se han ya realizado dos inversiones que representan cerca del 20% del total del capital comprometido.  Seguimos activamente analizando distintas oportunidades de inversión y pensamos que el fondo quedará invertido en su totalidad durante los siguientes 24 -30 meses.

TTR: Pese al interés de su firma en las geografías mencionadas en la pregunta anterior, lo cierto es que E.E.U.U. es el país con el que más negocios realiza México ¿Cuál es su opinión y previsión en base a la situación actual de negociación de TLCAN? 

R.T.: Si bien no hacemos inversiones en directo en Estados Unidos, varias de las empresas del portafolio tienen operación en Estados Unidos.  Seguimos muy activos analizando oportunidades de inversión para las empresas del portafolio con empresas en Estados Unidos.

TTR: Como firma de private equity mexicana, ¿cuál es su punto de vista en cuanto a la actividad que han tenido este tipo de entidades en lo que llevamos de año? ¿Cuál es la visión de su firma en este mercado en particular?

R.T.: El entorno actual para las firmas de capital privado en México presenta un reto muy importante desde el punto de vista de levantamiento de capital, sin embargo desde el punto de vista de oportunidades de inversión, presenta una oportunidad muy interesante.

TTR:Por último, ¿podría darnos un breve pronóstico de cómo considera que evolucionará la economía mexicana de aquí a finales del ejercicio?

R.T.: En la medida que se continúe generando una estabilidad macroeconómica, con variables como inflación, tipo de cambio, tasas de interés y cuentas fiscales estables, la economía y el consumo debiera de mantener un crecimiento.  El bono demográfico que estamos viviendo generará oportunidades interesantes para ciertos sectores como consumo, comercio especializado, servicios financieros y turismo.

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Entrevista con Silvia Martínez Losas, socia fundadora de Lexcrea

Silvia Martínez Losas, de Lexcrea

TTR – ¿Cómo describiría la situación del mercado transaccional español en los primeros ocho meses del año? ¿Diría usted que está siendo un buen año en términos de M&A? 

 El mercado de fusiones y adquisiciones atraviesa un buen momento, con una clara tendencia alcista con la que se acabo cerrando el 2017. Este buen momento actual viene impulsado en gran medida por un periodo extraordinario de liquidez, consolidación del crecimiento económico, interés inversor y deseo de las empresas por seguir creciendo. En los meses que llevamos de año se han cerrado operaciones de mayor tamaño, en línea con lo que ha sucedido en Europa, así que todo hace pensar que el 2018 será un buen año para la actividad transaccional. 

 

TTR – Su despacho está altamente especializado en asesoramiento a playersque operan en el segmento Venture Capital, y está ubicado en Cataluña, una de las comunidades con más movimiento en este segmento de mercado. ¿Diría usted que la situación política ha podido influir negativamente en el mercado de Venture Capital catalán? ¿Se ha notado algún descenso en el flujo de inversiones en startups catalanas desde inversores domésticos y/o internacionales, o las sensaciones no han variado? 

 Sin duda que una estabilidad política es fundamental para la economía en general y Cataluña no es una excepción a ello. Sin embargo y teniendo en cuenta la actividad inversora de los clientes a los que LEXCREA presta su asesoramiento, la actividad inversora no se ha visto afectada en Cataluña por los acontecimientos políticos de los últimos meses y el ritmo inversor se ha mantenido en línea con los ejercicios anteriores. 

 Quizás podríamos decir que hubo unas semanas en octubre de 2017 que la incertidumbre fue predominante pero rápidamente el mercado continuó actuando con la misma normalidad a la que estábamos habituados. 

 

TTR – Continuando con este segmento de mercado, Lexcrea asesora recurrentemente a la firma de Venture Capital española Inveready Capital en sus operaciones corporativas. ¿Cuáles diría usted que son los elementos clave, en materia legal, a tener en cuenta en operaciones de inversión de Venture Capital? 

 Toda operación de inversión requiere de un análisis legal (due diligence) inicial que permita al inversor conocer en detalle la situación de la compañía objetivo. De las conclusiones que del análisis se desprendan se acabará estructurando la operación de una u otra forma o incluso podrá llegarse a abortar la operación si los resultados son de una transcendencia tan relevante que haga inviable la misma. Asimismo, tan importante como la realización de la due diligence es la suscripción de un acuerdo de inversión. En dicho acuerdo se recogen, habitualmente, cláusulas políticas (que permitan una presencia y unos derechos concretos en los órganos de gobierno), cláusulas económicas (con el objetivo de buscar una rentabilidad económica al inversor) o manifestaciones de los emprendedores cuyo incumplimiento lleva asociado un régimen de responsabilidades. Estos elementos son de absoluta importancia para el inversor pues le permiten proteger su inversión. 

 Cada operación de inversión tiene sus particularidades concretas y con ellas la estructuración de la operación es diferente en cada ocasión. A su vez, la estructuración de una operación de inversión en capital (equity) o en deuda (debt) es absolutamente distinta y tienen particularidades que no comparten, por la sencilla razón que mientras en la primera el inversor se convierte en accionista de la sociedad, en la segunda el inversor tendrá la condición de acreedor de la misma. 

 

TTR – Existen múltiples instrumentos para articular inversiones en startups, si bien de una forma general podríamos clasificarlos en dos grandes grupos: equity y deuda. A la hora de decidir qué tipo de instrumento utilizar, o si se utiliza una combinación de los mismos, ¿cómo es la toma de decisiones? ¿compete exclusivamente a la firma inversora o requiere una evaluación de los asesores? 

Atendiendo a los resultados obtenidos de la due diligence la operación de inversión se estructura de una u otra manera. En dichos supuestos LEXCREA, como asesor legal, aporta su experiencia para diseñar el instrumento legal más conveniente; con cláusulas específicas dentro del acuerdo de inversión, en el caso de tratarse de inversiones en capital o bien mediante la constitución de garantías concretas en el caso de inversiones en deuda. 

Sin embargo, en el mercado del capital riesgo hay instrumentos de inversión especializados en inversión en capital y otros en deuda. En función de la clase de fondo ante el que nos encontremos y cuales sean las tesis de inversión de cada uno de ellos, la inversión se realizará en capital o deuda y serán dichas tesis las que predominarán para que los asesores legales acabemos después diseñando la operación en función de sus particularidades. 

La combinación de ambos tipos de inversiones es también muy frecuente. En ocasiones esta combinación responde a la tesis de inversión del fondo inversor y en otras supone el procedimiento que los asesores y la firma inversora diseñamos para permitir una operación en la que han surgido circunstancias sobrevenidas durante el proceso de análisis que requieren de unos ajustes en la inversión previamente diseñada. Una figura a camino entre ambos tipos de inversión son las notas convertibles o préstamos convertibles en capital. 

 

TTR – Su despacho se especializa también en derecho bancario y financiero. ¿Cómo describiría la situación actual de acceso a la financiación para los diferentes playersespañoles? 

En función del ciclo de vida de la compañía, los instrumentos de financiación a los que las mismas tienen acceso varían. En este sentido, y con excepciones, el acceso a la financiación bancaria está limitada a aquellas compañías con un recorrido y unas métricas financieras más consolidadas. El acceso a la financiación bancaria pasa por un buen momento pero como indicamos se trata de una financiación reservada a un perfil concreto de compañías entre las que las startups no estarían incluidas. 

 Antes de la financiación bancaria, las startups necesitan acudir a fuentes alternativas de financiación como son las “3f” (family, friends and fools) o la financiación pública (en forma de préstamo -participativos o no- y subvención). La financiación de capital riesgo (incluido business angels), sociedades de garantía recíproca o plataformas de financiación participativa (crowdfundig o crowdlending), entre otras, son fuentes a las que las startups también pueden tener acceso.  

 El abanico de posibilidades de financiación es amplia, de manera que una buena información sobre las distintas opciones es fundamental para que la compañía en cuestión analice las alternativas posibles y escoja aquellas que más les convenga. 

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Entrevista com  sócios do escritório Cescon, Barrieu, Flesch & Barreto Advogados, Maria Cristina Cescon e Darkson Galvão.

Em entrevista ao TTR, Maria Cristina Cescon e Darkson Galvão, sócios das áreas Societário e Governança Corporativa, Fusões e Aquisições e Private Equity do Cescon, afirmam que a demanda do escritório “por assessoria em operações de M&A continua forte, apesar da expectativa de que algumas dessas novas operações possam aguardar o resultado das eleições presidenciais e a melhora da percepção internacional em relação aos mercados emergentes para avançarem“.

Leia a entrevista completa abaixo:

Em um contexto ainda de instabilidade política e econômica, além da expectativa em torno das eleições presidenciais, quais as perspectivas para o mercado de M&A até o fim do ano? Qual avaliação pode ser feita do mercado de M&A brasileiro em 2018?

Para 2019, esperamos uma forte retomada do mercado de M&A, principalmente se a eleição presidencial for vencida por um candidato alinhado com as reformas esperadas pelo mercado.

O que se verificou no primeiro semestre de 2018 foi um mercado de M&A bastante aquecido, que não parece ter sido afetado pela instabilidade política. Houve destaque para algumas operações de grande porte, tais como a operação entre a Suzano e Fíbria, a aquisição do controle da Eletropaulo pela Enel, a aquisição do controle da Somos pela Kroton, a aquisição do controle das atividades do Walmart no Brasil pela Advent, a joint venture formada pela Boeing e Embraer e a aquisição da Embraco pela Nidec, o que resultou num aumento do volume financeiro de operações no semestre em relação ao mesmo período de 2017, apesar da redução no número total de transações computadas no mesmo período.

Para o segundo semestre, de um modo geral, a demanda ao nosso escritório por assessoria em operações de M&A continua forte, apesar da expectativa de que algumas dessas novas operações possam aguardar o resultado das eleições presidenciais e a melhora da percepção internacional em relação aos mercados emergentes para avançarem.

Para 2019, esperamos uma forte retomada do mercado de M&A, principalmente se a eleição presidencial for vencida por um candidato alinhado com as reformas esperadas pelo mercado.

O Cescon tem participado de algumas das mais relevantes operações envolvendo o setor de Energia do ano, dentro elas a aquisição do controle societário Eletropaulo pela Enel, após a conclusão da Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a totalidade das ações da distribuidora de energia paulista por 5,55 bilhões de reais. Quais são os principais desafios das operações desse setor em termos de assessoria jurídica? Quais as tendências e expectativas para esse setor nos próximos meses e em 2019?

A OPA de aquisição do controle da Eletropaulo pela Enel foi uma das operações mais desafiadoras e inovadoras dos últimos anos. Além de todas as questões que envolvem a aquisição de uma companhia de distribuição, ou seja, que atua em mercado regulado, e com a relevância e complexidade da Eletropaulo, a operação foi a primeira OPA concorrente efetivada no Brasil, o que fez com que a própria CVM e B3 colocassem em prática normas para esse tipo de disputa pela primeira vez.

Com relação às expectativas do setor de energia, não é de hoje que este setor está movimentado. Acredito que o setor continuará a se destacar nos próximos meses e em 2019. Temos uma boa movimentação no setor, tanto em consolidação, como em desinvestimentos e venda de ativos. Por exemplo, o processo de privatização dos ativos de geração, transmissão e distribuição da Eletrobrás e das novas rodadas de leilões previstos pelo Ministério de Minas e Energia (MME) – ANEEL e EPE devem movimentar bastante o mercado de energia.

Havia uma grande expectativa em torno da área de mercado de capitais para o país em 2018, após o que foi considerado um ano de retomada em 2017. Do seu ponto de vista, qual a avaliação que pode ser feita desse segmento até aqui? Ainda podemos falar de movimentações em 2018 ou agora o foco é mesmo 2019?

Houve um bom volume de captações no mercado de capitais via equity no primeiro quadrimestre do ano, como por exemplo os IPOs da Hapvida, Intermédica e Banco Inter, mas que acabou não se sustentando nos meses seguintes, tendo várias companhias suspendido o seu processo de emissão de ações desde então. Essa mudança de humor do mercado se deve à proximidade das eleições presidenciais e incertezas no seu resultado, bem como à piora na perspectiva do mercado internacional em relação aos emergentes. A expectativa para o segundo semestre de 2018 é de que o mercado continue em ritmo desacelerado até o final das eleições ou até que o panorama eleitoral esteja mais definido. Caso um candidato pró-mercado e com agenda reformista vença ou mostre-se na iminência de vencer, é esperado que tenhamos uma nova janela de mercado já no final de 2018 e, principalmente durante o ano de 2019, com grande fluxo de operações.

Já o mercado de renda fixa vem se mostrando aquecido durante todo o ano de 2018 e a expectativa é que o resultado consolidado do ano seja superior ao de 2017, o que demonstra a preferência desse tipo de aplicação por investidores em ano de grande instabilidade local e internacional.

Os números relacionados aos investimentos de Private Equity no mercado brasileiro tiveram resultados bem abaixo em 2018 daqueles obtidos em 2017. Diante de um cenário desafiador, quais são as expectativas em termos dos movimentos desses fundos no país? Do ponto de vista de um escritório que têm tido uma atuação destacada nessa modalidade de investimento, quais foram as operações de Private Equity mais interessantes do ano?

Não obstante os resultados abaixo do esperado, observa-se nos últimos meses um aumento da captação de recursos por gestores de fundos de Private Equity locais e os internacionais com atuação local, principalmente daqueles com uma boa base de relacionamento com investidores e robusto histórico de performance no país. Acredita-se que o atual cenário, apesar de desafiador, favoreça o surgimento de oportunidades interessantes de investimentos. Isso nos leva a acreditar que, assegurada alguma estabilidade econômica e política, o ano de 2019 será muito interessante para a indústria de Private Equity.

Até o momento, se destaca o movimento já iniciado há algum tempo de investimentos realizados por Private Equities para consolidação de setores como o de tecnologia, saúde, educação e varejo. E, para o resto do ano, estamos representando alguns fundos estrangeiros, em operações ainda em curso nesses setores e que provavelmente serão concluídas ainda neste ano.


 

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Entrevista con Juan Luis Ramírez, socio Fundador de Portobello Capital 

Juan Luis es Presidente de Laulagun Bearings y miembro del Consejo de Administración de Supera, Vivanta, Centauro, Blue Sea, Trison, Sabater, Iberconsa, Vitalia, The Ice Cream Factory y Grupo Uno CTC.  

TTR –  ¿Cómo definiría la actividad del mercado de private equity español en 2018? ¿Considera que las cifras son positivas?  

 No tengo datos todavía de 2018 pero por las operaciones que hemos ido conociendo por la prensa, pienso que será un año con cifras parecidas o ligeramente inferiores a las del año anterior, que fueron récord de actividad en inversión y desinversión. No así en captación de nuevos Fondos, que creo que estará incluso por debajo de 2017. 

 TTR – En la actualidad, ¿qué vías de financiación utilizan las firmas de private equity para llevar a cabo sus inversiones? ¿Diría usted que es un momento de fácil acceso a financiación? 

 La principal vía de financiación del Private Equity en España sigue siendo la bancaria, en la que vuelven a participar activamente los Bancos nacionales e internacionales; estos últimos generalmente cuando las operaciones tienen una cierta dimensión, digamos a partir de 50 millones de Euros de crédito. No obstante, en los últimos trimestres hemos ido viendo como los Fondos de Deuda están tomando cada vez más protagonismo en las operaciones de adquisición del Private Equity, como complemento de las operaciones bancarias e incluso sustituyéndolas totalmente. En los últimos dos años se han establecido en España numerosos Fondos de Deuda internacionales, que han sido capaces de financiar íntegramente algunas operaciones protagonizadas por el Capital Privado.  Se ha normalizado la financiación, incluso abaratando su coste últimamente; y todo dentro de baremos y múltiplos razonables, desde el punto de vista del riesgo bancario y de la rentabilidad de nuestros Fondos Propios, en operaciones de adquisición o refinanciación. 

 

 TTR – ¿En qué tipo de empresas centra su inversión Portobello Capital? ¿Existe algún elemento común entre ellas?  

 Portobello Capital tiene actualmente en periodo de inversión su Fondo IV, el mayor fondo de Capital Privado en España en la actualidad con un importe de 600 millones de Euros.  

Compramos Compañías españolas de todos los sectores menos los excluidos del Capital Privado. Tomamos posiciones mayoritarias de control en Empresas que tengan EBITDAs de entre 10 y 50 millones de Euros. En dicho Fondo cabría también la posibilidad, y hasta un 20% de su volumen, de invertir en Compañías extranjeras con sede en otros países; para lo cual estamos incrementando nuestro equipo de inversión con profesionales con un perfil más internacional. Nos gustan sectores como industria, alimentación, salud, turismo y servicios. Quizá lo más común en nuestras operaciones tiene que ver con nuestra estrategia de concentrarnos en operaciones primarias en procesos propietarios o exclusivos, de Compañías bien gestionadas que están creciendo por encima de la media, en las que visualizamos áreas de mejora y valor adicional, que sus excelentes equipos ejecutivos son capaces de implementar con nuestro apoyo.  

 TTR – Con algunas de sus participadas, Portobello Capital tiene una estrategia muy marcada de crecimiento a través de adquisiciones, como es el caso de las numerosas operaciones Buy and Build llevadas a cabo a través de Vitalia Home, o incluso la creación del grupo Vivanta. ¿Qué elementos influyen en la decisión de apostar por una estrategia de crecimiento orgánico o de crecimiento inorgánico?  

 España es un país en el que todavía existen muchas PYMES pequeñas que forman, por tanto, sectores de actividad muy fragmentados y que, por su escasa dimensión, compiten difícilmente en los mercados internacionales. Nuestra misión es identificar aquellas plataformas que puedan liderar la concentración de dichos nichos y sectores y, mediante estrategias de buy & build,  crear líderes que adquieran mayor dimensión para poder internacionalizarse, en condiciones favorables, y así batir a sus competidoras internacionales, como hemos visto ya en muchos sectores.  

 

TTR – Cuál es el periodo medio de permanencia en una compañía participada? En el momento de la inversión, ¿suele estipularse o intuirse un periodo concreto para llevar a cabo la desinversión?  

 Nuestros Fondos tienen 10 años de plazo e invierten generalmente durante un período de 5 años. Por ello, generalmente hacemos nuestros cálculos considerando un plazo medio de inversión de 5 años, lo cual no quita para poder anticiparse o retrasarse en función de los momentos de mercado. Si hiciéramos una media en nuestras últimas 60 inversiones de los últimos 25 años, el plazo medio sería parecido a cinco años.