Relatório Mensal Brasil – Agosto 2018

By Julie Anne de Lima Loiola

Queda de 20,8% nos investimentos de Fusões e Aquisições em agosto

 

  • Mês fecha com 64 transações
  • Agosto tem o pior resultado dos últimos dois anos
  • Investimentos de Venture Capital em alta de 186% no ano
By Julie Anne de Lima Loiola
Manaus

O mês de agosto registrou 64 transações de fusões e aquisições de empresas no mercado brasileiro, o que equivale a uma queda de 38,46% em relação ao mesmo mês no ano anterior, quando foram anunciadas 104 operações. De acordo com os dados publicados no Relatório Mensal da Transactional Track Record, em parceria com a LexisNexis e TozziniFreire Advogados, as 25 transações que tiveram seus valores revelados movimentaram em volume financeiro 14,3 bilhões de reais, 20,8% abaixo do montante somado em agosto de 2017, 18 bilhões de reais.

Do início de 2018 até o final do mês de agosto, foram realizados 656 anúncios de operações de compra e venda de participação envolvendo empresas nacionais, número 7,08% inferior às 706 registradas no mesmo intervalo de 2017. Das transações de 2018, 267 tiveram seus valores revelados, somando 123,1 bilhões de reais, crescimento de 5,42% sobre o mesmo período do ano anterior.

O segmento Tecnologia foi o que mais atraiu investimentos no mês, foram 14 transações, que somadas às registradas no decorrer de 2018, acumulam o total de 137 operações. Em 2018, um salto de 20% nos movimentos no setor em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. O crescimento dos investimentos no setor acompanha a alta de 19,35% das aquisições estrangeiras nos segmentos de Tecnologia e Internet.

No apanhado do ano, Financeiro e Seguros aparece na segunda colocação, com 83 operações, com leve alta de 6%,  seguido por Saúde, Higiene e Estética, com as mesmas 66 transações registradas no ano anterior, e Distribuição e Retail, 51, em queda de 25%.

 

Operações cross-border

No âmbito inbound, em que empresas estrangeiras investiram em empresas baseadas no Brasil, foram contabilizadas 128 operações de aquisição de empresas brasileiras desde janeiro. Os Estados Unidos seguem como o principal investidor estrangeiro no mercado nacional. Desde o início de 2018, as empresas norte-americanas já realizaram 46 aquisições, acumulando o total de 4,5 bilhões de reais investidos no país.  Em termos de valores aportados, o Japão aparece na sequência, totalizando mais de 3,7 bilhões de reais, seguido pela Suíça, com total investido de 3,3 bilhões de reais, e Canadá, com 2,5 bilhões de reais.

As aquisições estrangeiras nos subsetores de Tecnologia e Internet permanecem como as mais atrativas para os investidores internacionais, com crescimento de 19,3%, num total de 37 operações.

Já as empresas brasileiras realizaram 23 aquisições transações no mercado externo, tendo como alvo prioritário a América Latina, onde foram realizadas 14 dessas aquisições, que juntas somam 1,5 bilhões de reais aportados, e os EUA, com 6 aquisições.

 

Private Equity e Venture Capital

Em 2018, foram contabilizadas 50 operações envolvendo fundos de investimentos de Private Equity e Venture Capital estrangeiros investindo em empresas nacionais, crescimento de 28,2% em comparação ao mesmo período de 2017.

Esses aportes estrangeiros tiveram forte influência no volume financeiro das operações de venture capital registradas pelo TTR desde janeiro. Nessa modalidade de investimentos, foram registradas 129 operações desde o início do ano, 2% acima do reportado no mesmo intervalo do ano anterior. As 79 transações que tiveram seus valores revelados somaram 2,4 bilhões de reais. Os fundos de venture capital tiveram como alvos preferidos os segmentos Tecnologia, 73 operações no ano, Financeiro e Seguros, 24, Internet, 19, e Saúde, Higiene e Estética, com 10.

Crescimento de 28,2% dos investimentos de fundos de Private Equity e Venture Capital estrangeiros em empresas nacionais

Em agosto, o total aportado teve crescimento de 186%, alcançando 125,7 milhões de reais, enquanto o mês fechou com 10 transações, queda de 41%.

Já no panorama dos investimentos de private equity, 2018 continua em baixa. No decorrer do ano, queda de 22% no total de transações registradas, 51, encerrando os primeiros oito meses do ano com 10,1 bilhões de reais investidos, 30% de retração na comparação com o ano anterior.

Em agosto, porém, os resultados foram positivos, apesar da queda de 65% no número de operações, apenas sete registradas. Destas, três revelaram valores que somados ultrapassaram a casa dos 3,2 bilhões de reais, fechando o mês com alta de 139% sobre os valores de agosto de 2017, quando foi investido 1,3 bilhão de reais.

 

Transação TTR do Mês

A conclusão da aquisição da empresa de assistência odontológica Odonto System pela OdontoPrev por 201,6 milhões de reais foi eleita pelo TTR como a operação de destaque do mês de agosto. A Odonto System presta serviçoes de operação de planos privados de assistência odontológica para cerca de 622 mil beneficiários. Com a transação, a OdontoPrev irá reforçar a sua participação na região Nordeste.

A OdontoPrev foi assessorada na transação pelo Banco Bradesco BBI e pelo escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr e Quiroga Advogados.

 

Rankings Financeiros e Jurídicos

O pódio do ranking TTR de assessores financeiros por número e valores das transações é liderado em agosto pelo Banco Itaú BBA, com acumulado de 54,3 bilhões de reais, resultantes da participação em 17 operações. Seguido por Bradesco BBI, com 49,2 bilhões de reais, e Riza Capital, com 42,7 bilhões de reais.

O ranking de assessores jurídicos por valores é liderado pelo escritório Barbosa, Müssnich, Aragão, com 55,1 bilhões de reais, seguido por Cescon, Barrieu Flesch & Barreto Advogados, com 49,4 bilhões, e Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados, com 47, 4 bilhões, na terceira colocação.

 

DealMaker Q&A

Entrevista con Roberto Terrazas socio de Nexxus Capital

Roberto Terrazas

Roberto es socio tanto de Nexxus Capital como de Nexxus Iberia y aporta más de 16 años de experiencia en las áreas de capital riesgo, fusiones y adquisiciones y financiación de proyectos.

TTR: Cómo ha visto la marcha del mercado transaccional mexicano desde inicios de 2018 hasta ahora.

R.T.: El mercado de M&A tuvo un freno durante la primera mitad del año derivado de la incertidumbre generado por las elecciones de presidente en México y la incertidumbre por la renegociación del acuerdo comercial con Estados Unidos.   Ambos temas han avanzado favorablemente y esperamos un 2º semestre más activo.

TTR – A principios de año se manifestó la intención de su firma de incrementar sus inversiones locales y también en España y Portugal ¿Qué causas han motivado este interés? ¿Cuál es su balance en cuanto a las relaciones comerciales con España y Portugal?

R.T.: Actualmente estamos terminando de invertir Nexxus VI, el cual tiene 20% remanente por invertir.   Se están evaluando distintas oportunidades de inversión y se espera que el fondo esté totalmente invertido previo a fin de año.

En el caso de Nexxus Iberia, se tuvo un primer cierre con EUR 130 MM de un objetivo de EUR 200 MM durante el primer trimestre del presente año.  A la fecha, se han ya realizado dos inversiones que representan cerca del 20% del total del capital comprometido.  Seguimos activamente analizando distintas oportunidades de inversión y pensamos que el fondo quedará invertido en su totalidad durante los siguientes 24 -30 meses.

TTR: Pese al interés de su firma en las geografías mencionadas en la pregunta anterior, lo cierto es que E.E.U.U. es el país con el que más negocios realiza México ¿Cuál es su opinión y previsión en base a la situación actual de negociación de TLCAN? 

R.T.: Si bien no hacemos inversiones en directo en Estados Unidos, varias de las empresas del portafolio tienen operación en Estados Unidos.  Seguimos muy activos analizando oportunidades de inversión para las empresas del portafolio con empresas en Estados Unidos.

TTR: Como firma de private equity mexicana, ¿cuál es su punto de vista en cuanto a la actividad que han tenido este tipo de entidades en lo que llevamos de año? ¿Cuál es la visión de su firma en este mercado en particular?

R.T.: El entorno actual para las firmas de capital privado en México presenta un reto muy importante desde el punto de vista de levantamiento de capital, sin embargo desde el punto de vista de oportunidades de inversión, presenta una oportunidad muy interesante.

TTR:Por último, ¿podría darnos un breve pronóstico de cómo considera que evolucionará la economía mexicana de aquí a finales del ejercicio?

R.T.: En la medida que se continúe generando una estabilidad macroeconómica, con variables como inflación, tipo de cambio, tasas de interés y cuentas fiscales estables, la economía y el consumo debiera de mantener un crecimiento.  El bono demográfico que estamos viviendo generará oportunidades interesantes para ciertos sectores como consumo, comercio especializado, servicios financieros y turismo.

DealMaker Q&A

Entrevista con Silvia Martínez Losas, socia fundadora de Lexcrea

Silvia Martínez Losas, de Lexcrea

TTR – ¿Cómo describiría la situación del mercado transaccional español en los primeros ocho meses del año? ¿Diría usted que está siendo un buen año en términos de M&A? 

 El mercado de fusiones y adquisiciones atraviesa un buen momento, con una clara tendencia alcista con la que se acabo cerrando el 2017. Este buen momento actual viene impulsado en gran medida por un periodo extraordinario de liquidez, consolidación del crecimiento económico, interés inversor y deseo de las empresas por seguir creciendo. En los meses que llevamos de año se han cerrado operaciones de mayor tamaño, en línea con lo que ha sucedido en Europa, así que todo hace pensar que el 2018 será un buen año para la actividad transaccional. 

 

TTR – Su despacho está altamente especializado en asesoramiento a playersque operan en el segmento Venture Capital, y está ubicado en Cataluña, una de las comunidades con más movimiento en este segmento de mercado. ¿Diría usted que la situación política ha podido influir negativamente en el mercado de Venture Capital catalán? ¿Se ha notado algún descenso en el flujo de inversiones en startups catalanas desde inversores domésticos y/o internacionales, o las sensaciones no han variado? 

 Sin duda que una estabilidad política es fundamental para la economía en general y Cataluña no es una excepción a ello. Sin embargo y teniendo en cuenta la actividad inversora de los clientes a los que LEXCREA presta su asesoramiento, la actividad inversora no se ha visto afectada en Cataluña por los acontecimientos políticos de los últimos meses y el ritmo inversor se ha mantenido en línea con los ejercicios anteriores. 

 Quizás podríamos decir que hubo unas semanas en octubre de 2017 que la incertidumbre fue predominante pero rápidamente el mercado continuó actuando con la misma normalidad a la que estábamos habituados. 

 

TTR – Continuando con este segmento de mercado, Lexcrea asesora recurrentemente a la firma de Venture Capital española Inveready Capital en sus operaciones corporativas. ¿Cuáles diría usted que son los elementos clave, en materia legal, a tener en cuenta en operaciones de inversión de Venture Capital? 

 Toda operación de inversión requiere de un análisis legal (due diligence) inicial que permita al inversor conocer en detalle la situación de la compañía objetivo. De las conclusiones que del análisis se desprendan se acabará estructurando la operación de una u otra forma o incluso podrá llegarse a abortar la operación si los resultados son de una transcendencia tan relevante que haga inviable la misma. Asimismo, tan importante como la realización de la due diligence es la suscripción de un acuerdo de inversión. En dicho acuerdo se recogen, habitualmente, cláusulas políticas (que permitan una presencia y unos derechos concretos en los órganos de gobierno), cláusulas económicas (con el objetivo de buscar una rentabilidad económica al inversor) o manifestaciones de los emprendedores cuyo incumplimiento lleva asociado un régimen de responsabilidades. Estos elementos son de absoluta importancia para el inversor pues le permiten proteger su inversión. 

 Cada operación de inversión tiene sus particularidades concretas y con ellas la estructuración de la operación es diferente en cada ocasión. A su vez, la estructuración de una operación de inversión en capital (equity) o en deuda (debt) es absolutamente distinta y tienen particularidades que no comparten, por la sencilla razón que mientras en la primera el inversor se convierte en accionista de la sociedad, en la segunda el inversor tendrá la condición de acreedor de la misma. 

 

TTR – Existen múltiples instrumentos para articular inversiones en startups, si bien de una forma general podríamos clasificarlos en dos grandes grupos: equity y deuda. A la hora de decidir qué tipo de instrumento utilizar, o si se utiliza una combinación de los mismos, ¿cómo es la toma de decisiones? ¿compete exclusivamente a la firma inversora o requiere una evaluación de los asesores? 

Atendiendo a los resultados obtenidos de la due diligence la operación de inversión se estructura de una u otra manera. En dichos supuestos LEXCREA, como asesor legal, aporta su experiencia para diseñar el instrumento legal más conveniente; con cláusulas específicas dentro del acuerdo de inversión, en el caso de tratarse de inversiones en capital o bien mediante la constitución de garantías concretas en el caso de inversiones en deuda. 

Sin embargo, en el mercado del capital riesgo hay instrumentos de inversión especializados en inversión en capital y otros en deuda. En función de la clase de fondo ante el que nos encontremos y cuales sean las tesis de inversión de cada uno de ellos, la inversión se realizará en capital o deuda y serán dichas tesis las que predominarán para que los asesores legales acabemos después diseñando la operación en función de sus particularidades. 

La combinación de ambos tipos de inversiones es también muy frecuente. En ocasiones esta combinación responde a la tesis de inversión del fondo inversor y en otras supone el procedimiento que los asesores y la firma inversora diseñamos para permitir una operación en la que han surgido circunstancias sobrevenidas durante el proceso de análisis que requieren de unos ajustes en la inversión previamente diseñada. Una figura a camino entre ambos tipos de inversión son las notas convertibles o préstamos convertibles en capital. 

 

TTR – Su despacho se especializa también en derecho bancario y financiero. ¿Cómo describiría la situación actual de acceso a la financiación para los diferentes playersespañoles? 

En función del ciclo de vida de la compañía, los instrumentos de financiación a los que las mismas tienen acceso varían. En este sentido, y con excepciones, el acceso a la financiación bancaria está limitada a aquellas compañías con un recorrido y unas métricas financieras más consolidadas. El acceso a la financiación bancaria pasa por un buen momento pero como indicamos se trata de una financiación reservada a un perfil concreto de compañías entre las que las startups no estarían incluidas. 

 Antes de la financiación bancaria, las startups necesitan acudir a fuentes alternativas de financiación como son las “3f” (family, friends and fools) o la financiación pública (en forma de préstamo -participativos o no- y subvención). La financiación de capital riesgo (incluido business angels), sociedades de garantía recíproca o plataformas de financiación participativa (crowdfundig o crowdlending), entre otras, son fuentes a las que las startups también pueden tener acceso.  

 El abanico de posibilidades de financiación es amplia, de manera que una buena información sobre las distintas opciones es fundamental para que la compañía en cuestión analice las alternativas posibles y escoja aquellas que más les convenga. 

DealMaker Q&A

Entrevista com  sócios do escritório Cescon, Barrieu, Flesch & Barreto Advogados, Maria Cristina Cescon e Darkson Galvão.

Em entrevista ao TTR, Maria Cristina Cescon e Darkson Galvão, sócios das áreas Societário e Governança Corporativa, Fusões e Aquisições e Private Equity do Cescon, afirmam que a demanda do escritório “por assessoria em operações de M&A continua forte, apesar da expectativa de que algumas dessas novas operações possam aguardar o resultado das eleições presidenciais e a melhora da percepção internacional em relação aos mercados emergentes para avançarem“.

Leia a entrevista completa abaixo:

Em um contexto ainda de instabilidade política e econômica, além da expectativa em torno das eleições presidenciais, quais as perspectivas para o mercado de M&A até o fim do ano? Qual avaliação pode ser feita do mercado de M&A brasileiro em 2018?

Para 2019, esperamos uma forte retomada do mercado de M&A, principalmente se a eleição presidencial for vencida por um candidato alinhado com as reformas esperadas pelo mercado.

O que se verificou no primeiro semestre de 2018 foi um mercado de M&A bastante aquecido, que não parece ter sido afetado pela instabilidade política. Houve destaque para algumas operações de grande porte, tais como a operação entre a Suzano e Fíbria, a aquisição do controle da Eletropaulo pela Enel, a aquisição do controle da Somos pela Kroton, a aquisição do controle das atividades do Walmart no Brasil pela Advent, a joint venture formada pela Boeing e Embraer e a aquisição da Embraco pela Nidec, o que resultou num aumento do volume financeiro de operações no semestre em relação ao mesmo período de 2017, apesar da redução no número total de transações computadas no mesmo período.

Para o segundo semestre, de um modo geral, a demanda ao nosso escritório por assessoria em operações de M&A continua forte, apesar da expectativa de que algumas dessas novas operações possam aguardar o resultado das eleições presidenciais e a melhora da percepção internacional em relação aos mercados emergentes para avançarem.

Para 2019, esperamos uma forte retomada do mercado de M&A, principalmente se a eleição presidencial for vencida por um candidato alinhado com as reformas esperadas pelo mercado.

O Cescon tem participado de algumas das mais relevantes operações envolvendo o setor de Energia do ano, dentro elas a aquisição do controle societário Eletropaulo pela Enel, após a conclusão da Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a totalidade das ações da distribuidora de energia paulista por 5,55 bilhões de reais. Quais são os principais desafios das operações desse setor em termos de assessoria jurídica? Quais as tendências e expectativas para esse setor nos próximos meses e em 2019?

A OPA de aquisição do controle da Eletropaulo pela Enel foi uma das operações mais desafiadoras e inovadoras dos últimos anos. Além de todas as questões que envolvem a aquisição de uma companhia de distribuição, ou seja, que atua em mercado regulado, e com a relevância e complexidade da Eletropaulo, a operação foi a primeira OPA concorrente efetivada no Brasil, o que fez com que a própria CVM e B3 colocassem em prática normas para esse tipo de disputa pela primeira vez.

Com relação às expectativas do setor de energia, não é de hoje que este setor está movimentado. Acredito que o setor continuará a se destacar nos próximos meses e em 2019. Temos uma boa movimentação no setor, tanto em consolidação, como em desinvestimentos e venda de ativos. Por exemplo, o processo de privatização dos ativos de geração, transmissão e distribuição da Eletrobrás e das novas rodadas de leilões previstos pelo Ministério de Minas e Energia (MME) – ANEEL e EPE devem movimentar bastante o mercado de energia.

Havia uma grande expectativa em torno da área de mercado de capitais para o país em 2018, após o que foi considerado um ano de retomada em 2017. Do seu ponto de vista, qual a avaliação que pode ser feita desse segmento até aqui? Ainda podemos falar de movimentações em 2018 ou agora o foco é mesmo 2019?

Houve um bom volume de captações no mercado de capitais via equity no primeiro quadrimestre do ano, como por exemplo os IPOs da Hapvida, Intermédica e Banco Inter, mas que acabou não se sustentando nos meses seguintes, tendo várias companhias suspendido o seu processo de emissão de ações desde então. Essa mudança de humor do mercado se deve à proximidade das eleições presidenciais e incertezas no seu resultado, bem como à piora na perspectiva do mercado internacional em relação aos emergentes. A expectativa para o segundo semestre de 2018 é de que o mercado continue em ritmo desacelerado até o final das eleições ou até que o panorama eleitoral esteja mais definido. Caso um candidato pró-mercado e com agenda reformista vença ou mostre-se na iminência de vencer, é esperado que tenhamos uma nova janela de mercado já no final de 2018 e, principalmente durante o ano de 2019, com grande fluxo de operações.

Já o mercado de renda fixa vem se mostrando aquecido durante todo o ano de 2018 e a expectativa é que o resultado consolidado do ano seja superior ao de 2017, o que demonstra a preferência desse tipo de aplicação por investidores em ano de grande instabilidade local e internacional.

Os números relacionados aos investimentos de Private Equity no mercado brasileiro tiveram resultados bem abaixo em 2018 daqueles obtidos em 2017. Diante de um cenário desafiador, quais são as expectativas em termos dos movimentos desses fundos no país? Do ponto de vista de um escritório que têm tido uma atuação destacada nessa modalidade de investimento, quais foram as operações de Private Equity mais interessantes do ano?

Não obstante os resultados abaixo do esperado, observa-se nos últimos meses um aumento da captação de recursos por gestores de fundos de Private Equity locais e os internacionais com atuação local, principalmente daqueles com uma boa base de relacionamento com investidores e robusto histórico de performance no país. Acredita-se que o atual cenário, apesar de desafiador, favoreça o surgimento de oportunidades interessantes de investimentos. Isso nos leva a acreditar que, assegurada alguma estabilidade econômica e política, o ano de 2019 será muito interessante para a indústria de Private Equity.

Até o momento, se destaca o movimento já iniciado há algum tempo de investimentos realizados por Private Equities para consolidação de setores como o de tecnologia, saúde, educação e varejo. E, para o resto do ano, estamos representando alguns fundos estrangeiros, em operações ainda em curso nesses setores e que provavelmente serão concluídas ainda neste ano.


 

Informe Mensual Latam – Julio 2018

Capital movilizado en el mercado M&A de América Latina aumenta 11,17hasta julio de 2018 

 

125 operaciones registradas en el mes alcanzan un importe de USD 2.667m 

México es el país que registra resultados positivos por número de operaciones en 2018   

Deal del mes: Zurich Insurance Company compra el negocio de seguros de QBE Insurance en América Latina 

 

El mercado transaccional de América Latina ha registrado en el mes de julio un total de 125 operaciones, de las cuales 52 tienen un importe no confidencial que suman aproximadamente USD 2.667m, según el más reciente informe de Transactional Track Record, en colaboración con Ontier 

Estas cifras implican un descenso del 30,56% en el número de operaciones, así como una baja del 60,10% en el importe de estas con respecto a julio de 2017.   

Por su parte, en los siete meses del año se han contabilizado un total de 1.101 transacciones, de las cuales 449 registran un importe conjunto de USD 54.918m, lo que implica decrementos del 9,75% en el número de operaciones y un aumento del 11,17% en el importe de estas, con respecto al mismo periodo del año pasado. 

Ranking de Operaciones por Países 

Según datos registrados hasta el mes de julio, por número de operaciones, Brasil lidera el ranking de países más activos de la región con 567 operaciones (pese al descenso del 6%), y con una baja del 1% en el capital movilizado en términos interanuales (USD 30.716m). Le sigue en el listado México, el único país con resultados positivos en la región en número de operaciones, con 192 operaciones (un aumento del 16%), pese a la baja del 2% de su importe con respecto al mismo periodo de 2017 (USD 7.747m). 

Por su parte, Argentina sube una posición en el ranking, con 126 operaciones (un descenso del 9%), y con una disminución del 24% en el capital movilizado (USD 2.637m). Chile, por su parte, registra 117 operaciones (una disminución del 18%), y un alza del 77% en el capital movilizado (USD 7.686m).  

Entre tanto, Colombia ha registrado 85 operaciones (una baja del 11%), con una disminución del 46% en su importe respecto al mismo periodo del año pasado (USD 1.424m). Pese a ubicarse en el último lugar por número de operacionesPerú presenta un comportamiento mixto, con 83 operaciones (caída del 9%) pero con un aumento del 207% en su capital movilizado (USD 5.736m). 

 

Ámbito Cross-Border 

En el ámbito cross-border se destaca en julio el apetito inversor de las compañías latinoamericanas en el exterior, especialmente en Norteamérica, donde se han llevado a cabo 2 operaciones. Por su parte, las compañías que más han realizado operaciones estratégicas en América Latina proceden de Europa y Norteamérica, con 15 y 12 operaciones, respectivamente. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Private Equity y Venture Capital 

Hasta julio se han contabilizado un total de 74 operaciones de Private Equity, de las cuales 25 han registrado un importe de USD 3.541,39m, lo cual supone una disminución del 20% en el número de operaciones y un descenso del 38% en el importe de las mismas, con respecto al mismo periodo de 2017.   

Por su parte, en el mercado de Venture Capital se han llevado a cabo 186 transacciones, de las cuales 111 registran un importe agregado de USD 1.110,67m, lo que corresponde a un aumento del 9% en el número de operaciones y un alza del 6% en el importe de las mismas con respecto a julio del año pasado. 

 

Transacción Destacada 

Para julio de 2018, Transactional Track Record ha seleccionado como operación destacada en América Latina la relacionada con Zurich Insurance Company, el cual ha comprado el negocio de seguros de QBE Insurance en América Latina.  

La operación, que ha registrado un importe de USD 409m, ha estado asesorada por la parte legal por DLA Piper Martinez Beltrán, Garrigues Colombia, Willkie Farr & Gallagher, Marval O’Farrell & Mairal,, Demarest Advogados Mijares, Angoitia, Cortés y Fuentes, Pérez Bustamante & Ponce Abogados, DLA Piper US, QBE Holdings (AAP), QBE Seguros Colonial, y Campos Mello Advogados. En la asesoría virtual data room, ha representado Intralinks.