Carlos Lobo fala da economia do Brasil na área de fusões e aquisições

Carlos Lobo é sócio do Veirano Advogados e atua principalmente nas áreas de fusões e aquisições, private equity e mercado de capitais. Lobo fala com a TTR sobre a economia brasileira em relação ao mercado de fusões e aquisições

Com o fim de 2017 se aproximando, poderia nos dar uma visão geral do estado atual do mercado brasileiro de fusões e aquisições? Como avalia a performance de 2017?

O ano de 2017 me pareceu um ano bem mais ativo que 2016. O ano passado foi impactado negativamente pela paralisia provocada pelo processo de impeachment e a crise econômica. Este ano, apesar de um ambiente político ainda bastante instável, temos um cenário macro econômico mais favorável e as perspectivas são positivas, de uma recuperação gradual. Isto tem contribuído para melhorar o humor dos investidores, principalmente os estrangeiros, animando-os para fazer investimentos de longo prazo.

Em paralelo, temos uma situação em que grandes empresas estatais e conglomerados nacionais estão em situação financeira bastante difícil, como resultado da operação Lava Jato, dos anos de recessão e do aperto no crédito. Esta situação está impulsionando um amplo processo de venda de ativos que só encontra paralelo nas privatizações da década de 90. A oferta de bons ativos a preços atrativos está contribuindo de forma significativa para impulsionar o mercado de fusões e aquisições

O senhor possui vasta experiência na assessoria a emissores e subscritores em IPOs, follow-ons e emissão de títulos de dívidas em mercados de capitais nacional e internacional, do seu ponto de vista, qual a avaliação que pode ser feita do Mercado de Capitais brasileiro em 2017? E quais as expectativas para o próximo ano?

Estamos observando uma recuperação do mercado de capitais este ano, com o número de ofertas superando de forma significativa os anos anteriores. Acredito que é uma consequência natural do início da recuperação econômica, ocasião em que as companhias voltam a ter necessidade de recursos para investir em crescimento e os investidores voltam a apostar no potencial de retorno do mercado e da economia brasileira.

Além disso, temos um fato novo, que a redução do papel do BNDES como financiador de grandes empresas. Com as limitações fiscais do atual governo, o mercado de dívida brasileiro volta desempenhar o seu papel de prover recursos de longo prazo para as empresas brasileiras. Vejo isto como uma tendência extremamente salutar para o dinamismo da nossa economia. Acredito que o próximo ano pode ser impactado pelo calendário eleitoral. Os investidores estão apostando que o próximo presidente será alguém alinhado com políticas mais conservadoras do ponto de vista fiscal e que busque estimular o investimento privado. Em se confirmando essa expectativa, podemos ter um ano bastante positivo. Caso contrário, espero um cenário de muita volatilidade.

Em 2017, o senhor teve uma atuação destacada em transações no setor de energia. Quão importante é este setor hoje para a economia brasileira? É possível reconhecer alterações ou inovações nos últimos anos em relação às transações realizadas no setor? Quais são as tendências para 2018?

O setor de energia sempre foi um setor de destaque na economia brasileira, tendo em vista sua importância estratégica para o crescimento do país. Atualmente, o setor está em evidência pela fase de transição que está passando. Estamos saindo de um modelo com forte presença estatal para um cenário em que novas empresas privadas e fundos de investimento, especialmente estrangeiros, ganham papel protagonista.

O aprimoramento do marco regulatório e a diversificação da matriz energética também contribuem para dar dinamismo a esse setor, estimulando operações de fusões e aquisições. Os recentes leilões de linhas de transmissão também trazem novos projetos para o mercado. Para o próximo ano vejo perspectivas bastante positivas. Alguns desinvestimentos bastante relevantes devem acontecer, mudando o perfil do setor no Brasil.

Após se tornarem os maiores investidores estrangeiros em fusões e aquisições no País, os chineses mantêm o apetite por ativos brasileiros e estiveram entre os maiores compradores dos leilões ligados ao setor de energia do governo federal. Acredita que esse apetite se manterá em 2018?

Acredito que sim. As empresas chinesas do setor de energia estão bem capitalizadas e tomaram a decisão estratégica de expandir para outros países. Nesse cenário, o Brasil tem se mostrado um país amigável, com marco regulatório moderno e um mercado em expansão. É natural que canalizem para cá seus investimentos.

É possível que estejamos ainda no início desse processo, já que os investimentos bem sucedidos feitos pelas líderes nacionais abrem caminho para outras empresas chinesas se interessarem pelo nosso mercado.

Acredita que em 2018 possa ocorrer uma intensificação das operações de M&A? Quais cenários ou tendências já podem ser identificados, e quais setores possuem, na sua opinião, maior potencial de crescimento?

Acredito que sim. Em se mantendo a tendência de recuperação da economia e com um cenário político mais estável, acredito que podemos esperar um ano bastante aquecido para fusões e aquisições. Devemos observar uma continuação de algumas tendências já manifestadas este ano, com empresas estatais e grandes conglomerados nacionais vendendo empresas relevantes para investidores estratégicos estrangeiros e fundos de private equity, principalmente dos EUA, Canadá, França, China e Japão. Setores que estão e devem continuar aquecidos incluem o setor de energia, infraestrutura, óleo e gás, educação, saúde, tecnologia e varejo.

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RANKING DE ASESORES

RANKING DE ASESORES FINANCIEROS Y JURÍDICOS DE ESPAÑA

PANORAMA DEL MERCADO TRANSACCIONAL

El mercado español ha registrado en el mes de octubre 154 fusiones y adquisiciones, de las cuales 74 contabilizan un importe agregado de EUR 24.620m. Estas cifras suponen un aumento del 7,69 % en el número de operaciones y un crecimiento del 292,29% en el importe de las mismas, principalmente como consecuencia de la OPA de Hochtief sobre Abertis, respecto al mismo periodo del año pasado.

Por su parte, a lo largo del año se han contabilizado 1.674 fusiones y adquisiciones, entre anunciadas y cerradas, por un importe agregado de EUR 94.212m, lo que corresponde a un aumento del 4,36% en el número de operaciones, y un ascenso del 38,43% en el importe de las mismas respecto al mismo período de 2016.

♦ ASESORES FINANCIEROS

Por valor total de transacciones:

El ranking TTR de asesores financieros y jurídicos abarca el período desde el día 1 de Enero hasta el 31 de Octubre del 2017. Dentro de los asesores financieros de España, sobresale en primer lugar EY (Ernst & Young), con EUR 5.044,09m;  siguiéndole, destaca Deloitte, con EUR 4.346,00m. En tercer lugar, KPMG, con EUR 2.395,51m.

Ranking 2017
Asesor financiero
Valor total (EURm)
Número de transacciones
Ranking 2016
1 EY (Ernst & Young) 5044,09 31 4
2 Deloitte 4346 46 1
3 KPMG 2394,51 25 3

Por número de transacciones:

En cuanto a número de transacciones, sobresale Deloitte con 46. Ernst & Young pasa a segundo lugar con 31; KPMG conserva el tercer lugar con 25 transacciones efectuadas en el período.

Ranking 2017
Asesor financiero
Número de transacciones
Valor total (EURm)
Ranking 2016
1 Deloitte 46 4346 2
2 EY ( Ernst & Young) 31 5044,09 4
3 KPMG 25  2394,51 3
 ASESORES JURÍDICOS

Por valor total de transacciones:

Entre los asesores jurídicos destaca en primer lugar KPMG, con EUR 4.397,45m, en segundo lugar se distingue Deloitte, con EUR 4.201,92m y el tercer puesto lo ocupa Ernst & Young, con EUR 624,00m.

Ranking 2017
Asesor jurídico
Valor total (EURm)
Número de transacciones
Ranking 2016
1 KPMG Abogados 4397,45  16  2
2 Deloitte Legal 4201,92 27  1
3 EY Abogados 624  7  4

Por número de transacciones:

Los asesores jurídicos que más se destacan en cuanto a número de transacciones sobresale Deloitte con 27, le sigue KPMG, con 16 y en tercer lugar se destaca PwC Tax & Legal, con 8 transacciones.

Ranking 2017
Asesor jurídico
Número de transacciones
Valor total (EURm)
Ranking 2016
1 Deloitte Legal 27  4.201,92  2
2 KPMG Abogados 16  4.397,45  3
3 PwC Tax & Legal 8  262.3  1

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Portugal: Ranking de assessores financeiros e jurídicos

PORTUGAL: RANKING DE ASSESSORES

PANORAMA TRANSACIONAL

O volume de fusões e aquisições no mercado transacional português somou € 1,02 mil milhões, um salto de 45,86% comparado ao mesmo período de 2016. A TTR registou 16 operações em Portugal em outubro. Desde o início do ano, o país já soma 241 negócios, que alcançaram valor total superior a € 9,4 mil milhões, crescimento de 43,1% no valor das operações.

ASSESSORES FINANCEIROS

O pódio do ranking TTR de assessores financeiros por valores das transações é liderado pelo Natixis Partners, que acumulou em 2017 o valor de € 2,5 mil milhões. Em seguida, aparecem BBVA, com €1,1 mil milhões, e Millennium BCP, €1 mil milhões.

ASSESSORES JURÍDICOS

O ranking de assessores jurídicos por valor é liderado por Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados, €1 mil milhão, seguido por Vieira de Almeida, €1 mil milhão, e Uría Menéndez – Proença de Carvalho, €954 milhões.

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Ranking de Assessores do Brasil

BRASIL

Fusões e aquisições

Foram registradas 64 transações em outubro no mercado de M&A brasileiro, número que representa uma retração de 27,27% em relação ao mesmo mês de 2016. Destas, 29 operações revelaram valores que ultrapassam a casa dos R$ 10,1 bilhões, queda acentuada de 46,74% no período. Outubro foi o mês com menor número de transações no ano.

O setor mais movimentado durante os dez primeiros meses de 2017 foi Tecnologia, com o registro de 142 transações, que não foram suficientes para acompanhar os números do ano anterior, ficando 22% abaixo dos resultados obtidos em 2016, apesar de ter sido o setor com mais transações no mês de outubro, 12. Em seguida, destaque para Petróleo e Gás, com 9 transações no mês. Apenas o segmento Imobiliário obteve crescimento no ano, 61%, devido às 79 operações contabilizadas no período.

RANKING DE ASSESSORES FINANCEIROS

O pódio do ranking TTR de assessores financeiros por valores das transações é liderado pelo Banco Bradesco BBI, que acumulou em 2017 o valor de R$ 17,7 bilhões. Em segundo lugar aparece o Banco BTG Pactual, com R$ 16,4 bilhões, e, na sequência, o Banco Itau BBA- que lidera por número de operações (22) – com R$ 15,7 bilhões.

RANKING DE ASSESSORES JURÍDICOS

O ranking de assessores jurídicos por valor é liderado por Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados, R$ 36,7 bilhões, que também lidera por número de operações (50). Na segunda colocação está o escritório Pinheiro Neto Advogados, R$ 24,1 bilhões, e Barbosa, Müssnich, Aragão, na terceira posição com R$ 16,7 bilhões.

 

 

Monthly report: Latin America- October, 2017

Number of announced and closed transactions in Latin America fell by 13% in October

  • LatAm Deal volume fell 13% in October 2017
  • Aggregate deal value fell 72% to USD 6.3bn
  • Deal of the Month: Intercorp acquires Seguros Sura and Hipotecaria Sura from Sura Asset                           Management and Grupo Wiese for USD 276.4m

LATIN AMERICA: MARKET INSIGHTS

  • The total number of announced and closed transactions in Latin America fell by 13% in October over the same month last year
  • Aggregate transaction value fell 72% relative to the close of October 2016 to USD 6.3bn, considering 68 deals of disclosed consideration region wide.
  • Total transaction volume YTD is up 2.5%, meanwhile, though aggregate deal value has slipped nearly 26% to 72.7bn in the first 10 months of the year, taking into account 719 announced and closed transactions of disclosed consideration regionally.
TOP SIX MARKETS IN LATIN AMERICA
  1.  Brazil leads deal flow regionally with 855 transactions together worth USD 44.6bn to the close of October, up 4% by volume, down 6% by aggregate value compared to the first 10 months of 2016. There were 378 announced and closed transactions with a disclosed consideration in Brazil contributing to aggregate value in the first 10 months of the year.
  2.  Mexico follows with 237 deals worth a combined USD 14.8bn, down 2% by volume and 18% by aggregate value relative to the same 10-month period in 2016, taking into account 109 deals of disclosed consideration.
  3.  Chile ranks third regionally, its 193 deals YTD together worth USD 6.6bn to the close of October, up 15% by volume and down 47% by aggregate value over the first nine months of 2016, taking into account 83 transactions of disclosed consideration.
  4.  Argentina ranks fourth in Latin America at the close of October with 177 announced and closed deals worth a combined USD 4.6bn, up 8% by volume and down 41% by aggregate value, considering 77 transactions for which a deal value was disclosed.
  5.  Colombia follows with 132 deals in the first 10 months of the year, up 5% over the same period last year. Aggregate deal value fell 83% to just under USD 3bn, taking into account 49 transactions of disclosed consideration.
  6.  Peru rounds out the top six M&A markets in the region, though it continues to slip in both transaction volume and aggregate deal value, 12% relative to the first 10 months of 2016 to 105 deals and 27% to USD 3.6bn respectively, taking into account 49 transactions of disclosed consideration.


CROSS-BORDER DEALS

Bidders based in Latin America made three extra-regional cross-border acquisitions in October, two with targets in North America, and one in the EU.

North American buyers led inbound acquisitions in the region during the month of October, with 18 deals originating from the US and Canada. European acquirers made 13 inbound deals in the region. Asian buyers made three acquisitions in Latin America and one Australian firm invested in the region in October.

DEAL OF THE MONTH

TTR selected the closing of Intercorp Financial Services’ USD 276.4m acquisition of Peruvian insurance and mortgage companies Seguros Sura and Hipotecaria Sura from Colombia’s SURA Asset Management and Grupo Wiese as October’s Deal of the Month.

The closing marks the exit of the Colombian financial services group from these segments in Peru. The buyer was advised by Miranda & Amado Abogados, the target used Intralinks. SURA Asset Management and Grupo Wiese were advised by Rebaza, Alcázar & De Las Casas Abogados Financieros.