Reporte mensual: España- Octubre, 2017

El importe de operaciones de M&A en España se incrementa un 292% en octubre de 2017

  • En el mes se han contabilizado 154 transacciones por EUR 24.620m
  • El sector Inmobiliario es el más activo del mes, con 49 transacciones
  • Octubre registra 17 operaciones de Private Equity y 21 de Venture Capital

PANORAMA DEL MERCADO TRANSACCIONAL EN ESPAÑA

El mercado español ha registrado en el mes de octubre 154 fusiones y adquisiciones, de las cuales 74 contabilizan un importe agregado de EUR 24.620m. Estas cifras suponen un aumento del 7,69 % en el número de operaciones y un crecimiento del 292,29% en el importe de las mismas, principalmente como consecuencia de la OPA de Hochtief sobre Abertis, respecto al mismo periodo del año pasado.

Por su parte, a lo largo del año se han contabilizado 1.674 fusiones y adquisiciones, entre anunciadas y cerradas, por un importe agregado de EUR 94.212m, lo que corresponde a un aumento del 4,36% en el número de operaciones, y un ascenso del 38,43% en el importe de las mismas respecto al mismo período de 2016.

En términos sectoriales:

  • El sector Inmobiliario ha sido el más activo del año, con un total de 457 transacciones,
  • El sector de Tecnología ha tenido 218 transacciones,
  • Internet ha tenido 137.
ÁMBITO CROSS-BORDER

Por lo que respecta al mercado Cross-Border en 2017, las empresas españolas han elegido como principales destinos inversión a Estados Unidos, con 27 operaciones, y a Portugal, con 23 transacciones. En términos de importe, Francia es el país en el que España ha realizado un mayor desembolso, con un valor aproximado de EUR 2.201m.

Por otro lado, Reino Unido (74), Estados Unidos (73), y Francia (60) son los países que mayor número de inversiones han realizado en España. Por importe destacan Alemania e Italia, con importes de EUR 20.170,03m y EUR 17.123,23m respectivamente, como consecuencia principalmente de las OPAs lanzadas por hochtief y Atlantia sobre Abertis.

PRIVATE EQUITY Y VENTURE CAPITAL

A lo largo de 2017 se han contabilizado un total de 186 operaciones de Private Equity por EUR 54.539,20m, lo cual supone un aumento del 29% en el número de operaciones y un crecimiento del 265% en el importe de las mismas respecto al mismo periodo del año anterior.

Por su parte, en el mercado de Venture Capital se han llevado a cabo 268 transacciones con un importe agregado de EUR 1.194,47m, lo que corresponde a un aumento del 8% en el número de operaciones y un descenso del 14% en el importe de las mismas en términos interanuales.

CAPITAL MARKETS

En el mercado de capitales español se han cerrado en el transcurso del año 20 salidas a Bolsa y 40 ampliaciones de capital, con importes agregados de EUR 3.684,26m y EUR 8.174,19m, respectivamente.

TRANSACCIÓN DEL MES

En octubre de 2017, TTR ha seleccionado como transacción destacada la adquisición de un 24,8% de Telxius a Telefónica por parte de KKR.

La operación, que ha registrado un importe de EUR 790,50m, ha estado asesorada por la parte legal por Garrigues España, Deloitte Legal, CMS Albiñana & Suárez de Lezo, Clifford Chance, Carey, y KPMG Abogados. Por su parte, KPMG España ha prestado servicios de due diligence y Linklaters Spain ha asesorado en materia legal en la financiación de la operación.

ENTREVISTA: PEDRO ESTER, SOCIO EN LA FIRMA ASHURST

“Hay numerosos fondos internacionales que continúan analizando multitud de oportunidades y que están decididos a aumentar su inversión en España”.

Lea la entrevista completa aquí.

 

 

 

 

Relatório mensal: Portugal- Outubro, 2017

Fusões e aquisições crescem 45,86% em Portugal em outubro

  • Transações revelaram valores que somam € 1,02 mil milhões
  • Investimentos de private equity tiveram alta de 150% no mês

CENÁRIO DE PORTUGAL

O volume de fusões e aquisições no mercado transacional português somou € 1,02 mil milhões, um salto de 45,86% comparado ao mesmo período de 2016. O TTR registou 16 operações em Portugal em outubro. Desde o início do ano, o país já soma 241 negócios, que alcançaram valor total superior a € 9,4 mil milhões, crescimento de 43,1% no valor das operações.

Tecnologia foi o subsetor com mais destaque neste mês, com três transações, porém, com queda de 19% no número de operações no decorrer do ano. O segmento Imobiliário  foi o que mais recebeu investimentos desde janeiro, foram 46 operações que representaram uma alta de 21%, seguindo a tendência que se repete desde 2015. O maior crescimento foi no setor de Saúde, Higiene e Estética, com aumento de 38% de negócios anunciados.

CROSS-BORDER

O mercado português totalizou 81 operações de cross-border inbound. Destas, 23 foram investimentos de empresas com sede em Espanha. O vizinho ibérico investiu € 607 milhões em empresas portuguesas ao longo do ano. Em seguida, destacam-se os investimentos de empresas do Reino Unido, com 14 aquisições registradas que agregaram € 122,4 milhões.

Os investimentos de Portugal no mercado estrangeiro concentraram-se no Reino Unido e em França, onde o país fez as maiores aquisições do ano, € 5 milhões e € 3 milhões, respetivamente. Por outro lado, Espanha foi o país onde mais se realizaram aquisições – quatro, de janeiro a outubro.

PRIVATE EQUITY E VENTURE CAPITAL

No último mês, o TTR contabilizou cinco transações de private equity, num total de 37 no decorrer do ano, salto de 23% comparado ao mesmo intervalo de 2016. O total aportado também tem saldo positivo, 191% de crescimento em 2017, tendo alcançado o valor de € 4,6 mil milhões em operações dessa modalidade. Saúde, Higiene e Estética e Distribuição e Retail foram os segmentos com mais procura pelos investidores de Private Equity. 

O cenário de venture capital, que no ano tem registado resultados pouco expressivos, com queda de 23% no número de operações, teve em outubro um bom resultado. Foram três operações reportadas, que somaram € 48,22 milhões, um salto de 655% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

TRANSAÇÃO DO MÊS

A transação destacada pelo TTR foi a conclusão da aquisição da totalidade do capital social da EDP Gás e suas subsidiárias, EDP Gás Distribuição e EDP Gás GPL, pela REN – Redes Energéticas Nacionais, em uma transação que movimentou € 532,4 milhões.

Com a transação, a REN procura atingir uma maior integração dos negócios de gás natural e, também, manter um forte perfil de crédito e financeiro. Para financiar a operação, o conselho de administração da REN aprovou o recurso a linhas de crédito e um aumento do capital social, a realizar mediante oferta pública de subscrição. Tais condições estão sujeitas à aprovação dos órgãos sociais competentes da REN.

A EDP – Energias de Portugal teve assessoria financeira na transação da BBVA e do Millenium BCP, enquanto a REN – Redes Energéticas de Portugal foi assessorada financeiramente pelo Haitong Bank. Atuaram como assessores legais da REN, os escritórios Uría Menéndez – Proença de Carvalho e Garrigues Portugal. O PLMJ assessorou a REN no financiamento da operação.

ENTREVISTA: João Caldeira, sócio na CMS Rui Pena & Arnaut

“…a crescente dinâmica e afirmação das “Startups” portuguesas, inclusivamente no contexto internacional, deverá conduzir a um aumento dos investimentos de “Venture Capital“.

Leia a entrevista completa aqui.

RANKING: Assessores Financeiros e Jurídicos

O pódio do ranking de assessores financeiros por valores das transações é liderado pelo Natixis Partners, que acumulou em 2017 o valor de € 2,5 mil milhões. Em seguida, aparecem BBVA, com €1,1 mil milhões, e Millennium BCP, €1 mil milhões. Já o ranking de assessores jurídicos por valor é liderado por Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados, €1 mil milhão, seguido por Vieira de Almeida, €1 mil milhão, e Uría Menéndez – Proença de Carvalho, €954 milhões.

Reporte mensual de M&A- España

El número de operaciones de M&A en España se incrementa un 2,33% hasta septiembre de 2017

  • En los nueve primeros meses del año se han contabilizado 1.496 fusiones y adquisiciones por EUR         63.250m
  • De julio a septiembre se registraron 420 operaciones por EUR 9.865m
  • El sector inmobiliario y el de tecnología, los más activos del trimestre, con 128 y 52 transacciones

PANORAMA DEL MERCADO TRANSACCIONAL ESPAÑOL

El mercado transaccional español ha contabilizado en los nueve primeros meses del año un total de 1.496 transacciones, de las cuales 675 registran un importe conjunto de EUR 63.250m, según el informe trimestral de TTR (www.TTRecord.com). Estas cifras implican un aumento del 2,33% en el número de operaciones y un incremento del 2,05% en el importe de las mismas, en relación con el mismo periodo del año pasado.

En términos sectoriales, el sector Inmobiliario es el más activo a lo largo del año, con un total de 406 transacciones, seguido por el Tecnológico, con 196, y el de Internet, con 126. Por su parte, el tercer trimestre de 2017 cierra con un total de 420 operaciones, entre anunciadas y cerradas, por un importe agregado de EUR 9.865m. Estas cifran suponen descensos del 13,93% en el número de operaciones y del 55,91% en el importe de las mismas, con respecto al tercer trimestre de 2016.

Ámbito Cross-Border

Con respecto al mercado Cross-Border a lo largo del año, las empresas españolas han elegido como principales destinos de sus inversiones a:

  • Estados Unidos, con 23 operaciones, 
  • Portugal, con 19,
  • Francia, con 17,
  • Italia con 16,
  • México,  con 15.

En términos de importe, Francia es el país en el que España ha realizado un mayor desembolso, con un importe valorado en EUR 2.201,70m.

Por otro lado, Estados Unidos (68), Reino Unido (57) y Francia (49) son los países que mayor número de inversiones han realizado en España. Por importe destaca Italia, con un importe agregado de EUR 17.111,03m, como consecuencia de la OPA de Atlantia sobre Abertis, valorada en EUR 16.341m.

Private Equity y Venture Capital

En el transcurso de 2017 se han contabilizado un total de 155 operaciones de Private Equity, de las cuales 69 tienen un importe no confidencial agregado de EUR 18.470,71m. Esto supone incrementos del 17% en el número de operaciones y del 38% en el importe de las mismas.

En el mismo periodo, en el mercado de Venture Capital se han llevado a cabo 246 transacciones, de las cuales 202 tienen un importe no confidencial agregado de EUR 1.024,57m. En este caso, el incremento respecto al mismo periodo de 2016 es del 14% en el número de operaciones, mientras que el importe de las mismas experimenta una disminución del 19%.

Mercado de Capitales

En el mercado de capitales español se han cerrado durante los primeros nueve meses del año 18 salidas a Bolsa y 38 ampliaciones de capital.

Transacción del trimestre

En el tercer trimestre de 2017, TTR ha seleccionado como transacción destacada la adquisición del control de Cortefiel por parte de CVC Capital Partners y PAI Partners, valorada en EUR 358m.

La operación ha estado asesorada en la parte legal por Pérez-Llorca, Garrigues España, y Linklaters Spain. Por la parte financiera, la transacción ha sido asesorada por Deloitte España.

Ranking de asesores financieros y jurídicos

Los rankings de asesoramiento jurídico y financiero son publicados en la página de TTR. Para saber más de ellos, haz click aquí. 

Entrevista con DLA Piper

El Senior Partner de la firma legal DLA Piper, Íñigo Gómez-Jordana, ha comentado para TTR sobre el mercado transaccional español: “La compraventa forzosa o squeeze-out en las OPAs es hoy en día una regulación aceptada y considerada beneficiosa para el conjunto de los accionistas de las sociedades cotizadas”.

Lee la entrevista completa aquí. 

PORTUGAL: RELATÓRIO MENSAL- SETEMBRO

Fusões e Aquisições em Portugal crescem 42,73% até Setembro

  • Portugal registou 222 transações até Setembro
  • 83 transações revelaram valores que somam € 8,4 mil milhões
  • Investimentos de private equity tiveram alta de 191% no ano

PANORAMA DO MERCADO TRANSACIONAL

O mercado de fusões e aquisições de Portugal movimentou €8,4 mil milhões de janeiro a setembro, um crescimento de 42,73% face ao mesmo intervalo do ano anterior. Segundo o Relatório Mensal de M&A da Transactional Track Record, já foram registradas 222 transações no país desde o início do ano.

Dois subsetores têm liderado os movimentos transacionais no país em 2017. O segmento Imobiliário aparece como mais ativo do período, desde janeiro foram registradas 45 operações envolvendo empresas do setor, representando uma alta de 22%, seguindo tendência que se repete desde 2015. Porém, o maior crescimento foi no setor de Saúde, Higiene e Estética, cujas transações aumentaram em 27%.

Cross-Border

Em número de operações cross-border, o mercado português soma 74 operações de inbound, em que empresas portuguesas foram adquiridas por companhias estrangeiras.   Ao longo do ano, o país que mais efetuou transações em território nacional foi a Espanha, que adquiriu 19 empresas. Uma das aquisições mais expressivas, foi a aquisição da portuguesa Lestenergía – Exploração De Parques Eólicos pela Saeta Yield, operadora de projetos de energias renováveis de origem espanhola, por €104 milhões.

O Reino Unido ultrapassou, assim como a Espanha, os Estados Unidos em números de transações, foram 14 contra as 10 estadunidenses. Porém, nenhum dos dois países europeus os alcançaram em termos de aportes, visto que as transações envolvendo empresas dos EUA totalizaram mais de € 1.1 mil milhões.

Private Equity and Venture Capital

Os anúncios de investimentos realizados por firmas de investimento de private equity contabilizaram no acumulado do ano 31 operações, um aumento de 11% em relação ao mesmo período de 2016. Dez dessas transações revelaram valores que somam € 4,6 mil milhões, um incremento de 191%.

Já o cenário de venture capital permanece pouco expressivo, com investimentos na ordem de € 26 milhões no ano, representativos de uma queda de 70% no total aportado e de 25% no número de operações, 21 no ano.

TRANSAÇÃO DO TRIMESTRE

A transação do trimestre eleita pela Transactional Track Record, foi a aquisição do Grupo Elevo, detido pela Vallis Construction Sector, pela Nacala Holding, empresa com sede em Luxemburgo pertencente ao empresário Gilberto Rodrigues, pelo valor de €90 milhões.

Localizado em Lisboa, o Elevo é um grupo de engenharia e construção que resultou da fusão entre os grupos Edifer, Monte Adriano, Hagen e Eusébios. No ano de 2016, a empresa registou um volume de negócios de cerca de €450 milhões.  A Nacala Holdings recebeu assessoria jurídica da FCB&A Sociedade de Advogados, e a Vallis Construction Sector, da SRS Advogados.

ENTREVISTA:

Diogo Perestrelo, da PLMJ, discute o mercado de M&A em Portugal:

“…obstáculos regulamentares, as qualificações dos trabalhadores, a possibilidade de utilizar novos instrumentos financeiros para financiar os melhores projetos. Qualquer política que favoreça estes aspetos vai certamente contribuir para incrementar o investimento. Mas se tivesse que citar um fator apenas, diria que a estabilidade do enquadramento fiscal é crítico para um investidor internacional.”

 

Dealmaker Q&A

Specialist Insight – Análise do PLMJ das transações do setor de saúde em Portugal 

Análise de Duarte Schmidt Lino, coordenador da área de Private Equity do PLMJ, e Eduardo Nogueira Pinto, coordenador da equipa de Saúde, Ciências da Vida e Farmacêutico do PLMJ, sobre o setor.

De janeiro a agosto de 2017, o setor de Saúde, Higiene e Estética foi um dos mais ativos em transações em Portugal. Das 17 transações registradas pelo TTR, seis foram investimentos de empresas estrangeiras. O mesmo setor também está atraindo investimentos de Private Equity e está empatado com Petróleo e Gás como o mais ativo do ano.

 Quais são as condições do mercado hoje que favorecem ou que poderiam explicar essas movimentações?
Duarte Schmidt Lino- Coordenador da área de Private Equity do PLMJ

Não nos parece tratar-se de uma tendência recente ou a formar-se, mas as consequências de um crescimento das receitas e rentabilidades nesta área, que já vem de há algum tempo e que se pode explicar-se da seguinte forma:

O sector da saúde em Portugal é desde há já alguns anos um dos mais desenvolvidos ao nível mundial, onde compete pelos primeiros lugares nos mais importantes índices, ao ponto de a saúde, somando produtos e serviços, ocupar hoje os primeiros lugares no ranking de exportações portuguesas. Por outro lado, durante muitos anos a prestação de cuidados de saúde esteve na sua quase totalidade a cargo do Estado e do setor social. E, pois, da conjugação destas duas realidades que surge a oportunidade de crescimento de um sector privado de saúde, que paulatinamente tem vindo estender-se e a aumentar a sua importância.

O crescente aumento de peso do setor privado de cuidados de saúde vê-se pelo aparecimento e fortalecimento de players privados na saúde, que embora tenham ainda como principal cliente o Estado, já contam com uma parte importante da sua faturação a privados – particulares e empresas:

Seja por força da evolução que também tem acontecido nos setor dos seguros e planos de saúde;

Seja pela crescente importância que a saúde e o bem-estar têm vindo a ganhar nos orçamentos das famílias, com a consequente maior disponibilidade para gastar dinheiro em bens

Eduardo Nogueira Pinto- Coordenador da equipa de Saúde, Ciências da Vida e Farmacêutico do PLMJ

e serviços de saúde, não só em situações criticas, mas também na prevenção, no diagnóstico precoce, na educação;                                                                                                                                                           Seja, finalmente, pela globalização deste mercado, com Portugal a ser um dos destinos que melhores cuidados de saúde oferece em termos de qualidade/preço a cidadãos de outros países. Isto tendo como pano de fundo o progressivo aumento da esperança média de vida e consequente existência de cada vez mais cidadãos seniores com necessidades crónicas de assistência em saúde.

Há portanto uma tendência de expansão de setor privado dos cuidados de saúde em razão de uma maior procura – consistente e com propensão para aumentar nos próximos tempos – e de uma margem de expansão considerável, que resulta do facto de se ter partido de um ponto em que a prestação de cuidados de saúde pelo setor privado era pouco mais que residual, o que gera crescimento e atrai o interesse dos investidores por este sector, incluindo, naturalmente, os investidores de private equity.